No mês de novembro de 2025, o comércio varejista ampliado de Mato Grosso do Sul registrou uma alta de 7,7% em relação ao mês anterior, de outubro. Essa foi a 2ª maior alta registrada no período entre os estados brasileiros, ficando atrás somente de Rondônia (7,7%).
O varejo ampliado é aquele que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Mensal de Comércio, que permite acompanhar o comportamento do comércio varejista no País mês a mês, de acordo com a receita bruta de revenda nas empresas de venda de varejo com 20 ou mais pessoas ocupadas.
O cenário positivo acompanhou o resultado do mês de outubro, quando registrou alta de 1,8% com relação ao mês de setembro, a 5ª maior alta do País, no varejo.
No mês de novembro a variação no comércio varejista de Mato Grosso do Sul, em comparação ao mês de outubro, foi de 2,6%, colocando o Estado em 7º lugar no ranking nacional.

Já na variação anual, os dados mostram que o Estado teve uma alta de 3,3%, em comparação a novembro de 2024. No varejo ampliado, a variação anual foi de 6,8%, colocando Mato Grosso do Sul no topo do ranking juntamente de Rondônia (9,2%), Amapá (6,8%) e Goiás (6,7%).
Segundo o gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, Cristiano Santos, o comércio varejista brasileiro conseguiu se manter em alta pelo segundo mês consecutivo, o que não acontecia desde o início de 2025, representando um respiro no comércio do País.
“Naquele momento, fevereiro e março subiram acima do que chamamos de estabilidade (entre -0,5% e 0,5%). Lá, no entanto, os valores tinham sido 0,5% e 0,7%. Agora, outubro e novembro cresceram 0,5% e 1,0%, respectivamente”, afirmou.
Nacional
De outubro para novembro de 2025, sete das oito atividades do comércio varejista nacional mostraram taxas positivas no volume de vendas na série com ajuste sazonal:
- Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%);
- Móveis e eletrodomésticos (2,3%);
- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%);
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%);
- Livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%);
- Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%); e
- Combustíveis e lubrificantes (0,6%).
Assim como no mês de outubro, somente o setor de Tecidos, vestuário e calçados teve um resultado negativo (-0,8%).
Para Cristiano, “em novembro teve a Black Friday, o que ajudou a dar um perfil mais distribuído ao crescimento setorial. Além disso, os setores que mais cresceram nessa passagem foram de Equipamentos para escritório, informática e comunicação e Móveis e eletrodomésticos, típicos das promoções de itens como celulares, computadores, móveis, entre outros”.
Ainda em comparação ao mês de outubro, o comércio varejista ampliado nacional cresceu 0,7% em novembro, com resultados positivos no setor de vendas de material de construção (0,8%). O resultado negativo ficou com o setor de Veículos e motos, partes e peças, com -0,2%.
Em relação a novembro de 2024, o indicador apresentou variação de 1,3%, com resultados positivos em 21 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rondônia (13,4%), Rio Grande do Norte (8,2%) e Amapá (8,2%). Por outro lado, 5 das 27 Unidades da Federação apresentaram resultado negativo, com destaque para Tocantins (-3,0%), Piauí (-2,1%) e Roraima (1,8%).
Black Friday
O resultado expressivo de Mato Grosso do Sul aparece em um cenário de um comércio de expectativas retraídas no final do ano passado.
Duas pesquisas divulgadas pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio de Mato Grosso do Sul (IPF-MS), em parceria com o Sebrae-MS, indicam queda de 18% no volume de compras da Black Friday e recuo de 38% na movimentação financeira do fim de ano, que deve alcançar R$ 824 milhões, ante R$ 1,27 bilhão em 2024.
Segundo os dados, a expectativa era que a Black Friday em novembro movimentasse R$ 354 milhões no comércio de Mato Grosso do Sul, valor que representa queda de 18% na comparação anual.
Do total de entrevistados, 52% pretendiam comprar, mas 48% disseram que não devem consumir na data. Entre os que vão às compras, o digital dominou: 78% fariam compras online, enquanto 23% iriam às lojas físicas. No presencial, o centro da cidade liderou como destino principal, com 43% da preferência, seguido pelos shoppings (27%), galerias (13%) e bairros (12%).
Os itens mais buscados foram bens de maior utilidade imediata e impacto no cotidiano do cliente, 21% pretendiam comprar produtos para o trabalho, 20%, notebooks e computadores, 19%, móveis e eletrodomésticos/eletrônicos, e 14%, tablets e celulares.
Já entre os motivos para não participar da data, liderou a desconfiança em relação aos descontos (53%), seguido por incerteza econômica (20%), falta de dinheiro (18%) e receio de gastar (10%).

