Economia

RESTITUIÇÃO

Lote residual do IR injeta R$ 5 milhões na economia de MS

3.326 contribuintes sul-mato-grossenses podem consultar o valor da restituição nesta sexta-feira (30)

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Lote residual do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF) vai injetar R$ 5.398.663,55 na economia de Mato Grosso do Sul, neste mês de janeiro de 2026.

Os 3.326 contribuintes sul-mato-grossenses, que têm direito a receber o valor, já podem consultar, neste site, o valor de restituição. O montante será pago em 30 de janeiro.

O pagamento é realizado na conta bancária informada na Declaração de Imposto de Renda, de forma direta ou por meio de chave PIX.

A Receita tem cinco lotes de restituição, que devem ser pagos em maio, junho, julho, agosto e setembro, respectivamente. Os que não caíram dentro dos cinco lotes, caem no lote residual, ou seja, na Malha Fina, a partir do mês de outubro.

Calendário de restituição do Imposto de Renda 2025

  • 1º lote de restituição do IR 2025 - pago em 30 de maio
  • 2º lote de restituição do IR 2025 - pago em 30
  • 3º lote de restituição do IR 2025 - pago em 31 de julho
  • 4º lote de restituição do IR 2025 - pago em 29 de agosto
  • 5º lote de restituição do IR 2025 - pago em 30 de setembro
  • 1° lote residual do IR 2025 - pago em 31 de outubro
  • 2° lote residual do IR 2025 - pago em 28 de novembro
  • 3º lote residual do IR 2025 - pago em 30 de dezembro
  • 4º lote residual do IR 2025 - será pago em 30 de janeiro

COMO CONSULTAR?

Veja o passo a passo para consultar a restituição:

  1. Acesse este site
  2. Clique em "Consultar restituição de Imposto de Renda"
  3. Clique em "Iniciar"
  4. Informe o CPF e data de nascimento
  5. Clique em "Consultar"

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição no prazo de 1 ano, deverá requerê-lo pelo Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".

sociedade e indústria

IA é principal preocupação de segurança para negócios no Brasil

Inteligência artificial segue vista como poderosa alavanca estratégica para negócios, mas também como fonte crescente de riscos operacionais, legais e reputacionais

25/01/2026 22h00

Essa é a primeira vez que a IA aparece como o principal risco empresarial apontado pelos executivos brasileiros.

Essa é a primeira vez que a IA aparece como o principal risco empresarial apontado pelos executivos brasileiros. Divulgação

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Ranking de riscos empresariais elaborado pela seguradora corporativa do Grupo Allianz, a Allianz Commercial, mostra que a inteligência artificial é a principal preocupação do setor de negócios no Brasil.

Essa é a primeira vez que a IA aparece como o principal risco empresarial apontado pelos executivos brasileiros.

Segundo o levantamento, a inteligência artificial segue sendo vista como uma poderosa alavanca estratégica para os negócios, mas também como uma fonte crescente de riscos operacionais, legais e reputacionais, superando a capacidade das empresas de estruturar governança, acompanhar a regulação e preparar adequadamente suas equipes.

“Considerando a crescente importância da IA na sociedade e na indústria, não é surpreendente que ela seja o principal fator de variação no Allianz Risk Barometer. Além de trazer enormes oportunidades, seu potencial transformador, aliado à rápida evolução e adoção, está remodelando o cenário de riscos, tornando-se uma preocupação central para empresas”, destacou o CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund.

"Medos" atuais

As principais preocupações apontadas pelos empresários no ranking são:

  1. Inteligência artificial (32% de citações);
  2. Incidentes cibernéticos (31%);
  3. Mudanças na legislação e regulamentação (28%);
  4. Mudanças climáticas (27%) e
  5. Catástrofes naturais (21%).

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NO BOLSO

Apesar da trégua da inflação, supermercados vendem menos comida

Segundo levantamento, vendas do varejo de alimentos em dezembro do ano passado, incluindo todos os canais - mercadinhos, supermercados, hipermercados e atacarejos -, caíram 5,5%

25/01/2026 18h00

Empresa monitora 13,5 bilhões de tíquetes por ano na boca do caixa dos supermercados. Isto é, são as vendas que, de fato, acontecem.

Empresa monitora 13,5 bilhões de tíquetes por ano na boca do caixa dos supermercados. Isto é, são as vendas que, de fato, acontecem. Marcelo Victor/Correio do Estado

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Dezembro de 2025 decepcionou e foi o pior mês do ano para o varejo de alimentos. As vendas de comidas normalmente fluem nesse período sem a necessidade de esforço extra por parte dos supermercados. As festas de fim de ano e a injeção de recursos do 13.º salário se encarregam de impulsionar os negócios.

Mas, no ano passado, mesmo com a trégua da inflação de alimentos a partir de junho - fator decisivo para a inflação geral terminar o ano abaixo do teto da meta de 4,5% -, o desempenho das vendas contrariou o esperado, aponta o levantamento da Scanntech, plataforma de inteligência de dados para o varejo e indústria.

A empresa monitora 13,5 bilhões de tíquetes por ano na boca do caixa dos supermercados. Isto é, são as vendas que, de fato, acontecem.

Segundo o levantamento, as vendas do varejo de alimentos em dezembro do ano passado, incluindo todos os canais - mercadinhos, supermercados, hipermercados e atacarejos -, caíram 5,5% em unidades na comparação com o mesmo mês de 2024.

Já o recuo do faturamento foi menor, de 2,5%, na mesma base de comparação. Isso porque o preço por unidade subiu 3,2% no período. Mesmo assim, o desempenho de dezembro chama atenção porque foi o único mês no ano inteiro de 2025 que registrou queda na receita de vendas de alimentos na comparação anual.

Também contrasta com o padrão observado nos últimos três anos, observa Felipe Passarelli, head de inteligência de mercado da Scanntech. Nesse período, os meses de dezembro sempre apresentaram crescimento no faturamento em relação ao ano anterior.

"A queda das vendas de alimentos em dezembro de 2025 ante dezembro de 2024 reforça um movimento estrutural observado ao longo do ano", afirma Passarelli.

Cautela

Ele argumenta que, apesar da desaceleração da inflação e do avanço da renda média do brasileiro, o consumidor continuou cauteloso na hora de ir às compras, sobretudo diante do aumento do endividamento, que pode estar associado, entre outros fatores, ao avanço das bets, as apostas online. Elas chegam a movimentar mais de R$ 30 bilhões por mês, segundo dados do Banco Central.

Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ressalta que o aumento do consumo de serviços pesa nesse desempenho. Os serviços disputam a fatia do orçamento que o brasileiro gasta com a compra de bens, como os alimentos.

"Hoje os serviços livres (excluindo os monitorados) respondem por quase a metade dos gastos (48,7%) das famílias", diz Bentes. Em dezembro de 2008, os serviços representavam um terço (33,6%).

Em contrapartida, a parcela do gasto com bens no orçamento das famílias, que era 66,4% em dezembro 2008, recuou para 51,3% em dezembro do ano passado, segundo dados ajustados pelo economista a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE

Passarelli acrescenta outros fatores inibidores das compras de alimentos, como os juros elevados e a deterioração da confiança do consumidor.

"A inflação segue como o principal motivo de preocupação para cerca de metade dos brasileiros e a percepção de que 'o dinheiro não rende' pesa diretamente sobre as decisões de compra", avalia.

Diante desse cenário, diz o executivo, o consumidor ajusta volumes de compras, dá prioridade aos itens mais essenciais e intensifica a busca por promoções.

Os estoques acumulados em dezembro devido à frustração das vendas e do fraco desempenho da primeira quinzena de janeiro estão levando redes de supermercados a fazer promoções agressivas para virar o jogo.

Redes de supermercados não quiseram se manifestar, mas a reportagem visitou lojas e constatou um grande volume de itens em oferta.

A rede Hirota, por exemplo, com 17 lojas espalhadas pela região metropolitana de São Paulo, informou que programou uma grande queima de estoque entre quarta-feira passada e hoje.

Segundo o diretor da empresa, Hélio Freddi, serão colocados mais de 150 itens em oferta, com descontos de até 50% no preço.

"Vamos colocar em oferta itens fortes, formadores de opinião, como ovos, pó de café, cerveja, carne", exemplifica o executivo. Com a promoção, a expectativa é atingir a meta de vendas. "Estamos 4% abaixo da meta de janeiro, que está sendo um mês terrível."

Gastos

Despesas com matrículas e material escolar, gastos com pagamento de impostos, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), e a insegurança em relação ao mercado, apesar da economia estável, aumentam o receio do consumidor para gastar, diz Freddi.

Ele relata que a dificuldade de vendas enfrentada em dezembro e janeiro é um cenário comum ao setor supermercadista, que precisa fazer caixa para quitar as despesas ordinárias. "Todo mundo está com o mesmo problema". 

 

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