O cidadão campo-grandense voltou a sentir no bolso o valor da cesta básica na Capital. Segundo o levantamento conjunto do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o trabalhador que recebe salário mínimo precisou trabalhar cerca de 114 horas e 10 minutos para garantir a alimentação básica mensal no mês de maio.
Esse foi o maior tempo de trabalho registrado em 2026, mesmo tendo a menor variação mensal do País de abril para maio, de 1,73%.
O custo da cesta básica em Campo Grande no quinto mês do ano foi de R$ 841,19, correspondendo ao 8º maior custo do Brasil. No acumulado de maio de 2025 a maio de 2026 foi de 6,56%. Somente neste ano, de janeiro a maio, o preço registrou alta de 8,41%.
Mesmo com a menor variação mensal do País, o valor da cesta compromete 56,10% do salário mínimo brasileiro, que corresponde ao valor de R$ 1.621. Em abril, a cesta correspondia a aproximadamente 55% do salário mínimo.
Em março, a porcentagem foi de 53,75%; em fevereiro, 52,04% e, em janeiro, o valor correspondeu a 52,25% do salário mínimo. Em maio de 2025, a cesta comprometia 56,22% do salário minimo recebido após desconto da Previdência Social.
Entre abril e maio, apenas três produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: a batata (46,71%), o tomate (21,37%) e o feijão carioca (8,37%). Os outros 10 itens apresentaram queda de preço, com destaque para a banana (-10,84%) e o café em pó (-7,86%).
No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro e maio, seis produtos registraram alta: tomate (92,64%), batata (80,15%), feijão carioca (47,05%), leite integral (4,17%), carne bovina de primeira (2,77%) e arroz agulhinha (2,25%).
As quedas foram puxadas pela banana (-14,89%), açúcar cristal (-13,48%), café em pó (-11,59%), óleo de soja (-9,09%), farinha de trigo (-5,83%), manteiga (-1,19%) e pão francês (-0,55%).
Nacional
No mês de maio, todas as capitais brasileiras registraram alta no valor da cesta básica. As maiores elevações ocorreram em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%), Porto Alegre (7,24%), Maceió (6,68%), João Pessoa (6,22%), Natal (6,18%), Curitiba (5,91%), Aracaju (5,39%), Teresina (5,36%), Cuiabá (5,16%) e São Paulo (5,08%).
São Paulo foi a capital com o valor mais caro dos alimentos básicos, com custo chegando a R$ 952,20. Em seguida, aparecem Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43).
Com base na cesta mais cara, o valor estimado pela Dieese que seria suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família, considerando que este deveria ser o suficiente para cobrir despesas de alimentação, saúde, moradia, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, deveria ser de R$ 7.999,44, ou seja, 4,93 vezes o valor do salário mínimo atual.
Os alimentos que aumentaram em grande parte das capitais de abril a maio foram a batata (subiu em todas as capitais), carne bovina de primeira (caiu apenas em Campo Grande), tomate (caiu apenas em São Luís), feijão (caiu apenas em Porto Alegre), leite integral (aumentou em 23 capitais) e o arroz agulhinha (aumentou em 18 capitais).

