A melhoria da economia e emprego, que levou nos últimos anos à ascenção das classes C e D, aumentando o consumo de bens e a utilização de serviços, disparou ainda a vontade de pais pouparem dinheiro para o futuro dos filhos. O brasileiro, mais seguro e menos endividado começou a se preocupar com a faculdade, o carro, a casa própria dos que acabaram de nascer ou ainda são pequenos. Resultado: hoje, mais de 1,45 milhão de titulares de poupanças, apenas da Caixa Econômica Federal, que detém 43,5 milhões das 103,4 milhões de contas do tipo no Brasil, têm entre zero e 15 anos.
Com apenas seis anos, Vitória Ferreira é um exemplo do cenário. Desde que ela tinha quatro anos sua família tem se preocupado em poupar dinheiro para a faculdade de medicina veterinária que ela, hoje, já afirma que vai cursar quando crescer. E, mais que poupar, eles encontraram uma forma criativa e educativa para fazer isso.
“Tudo começou com uma brincadeira dela com o avô, de guardar moedas em um cofrinho, mas aí vimos que essa poderia ser uma oportunidade de investimento para o futuro. Hoje, todas as moedas que pegamos destinamos aos cofres, dá uma média de R$ 100 por mês – dinheiro que todo mês levamos juntas ao banco e depositamos”, conta Marli Recalti, mãe de Vitória.
A família optou pela modalidade por conta da praticidade e isenção de taxas. Além disso, os rendimentos da poupança são isentos da cobrança de Imposto de Renda. Mas esta, segundo o gerente regional da Caixa, Claudio Rubbo, não é a única forma vantajosa de poupar para o futuro dos filhos.
Atualmente já existem tipos de previdência privada, por exemplo, específicas para casos como o de Vitória que, à longo prazo, podem se tranformar em um saque único ou em uma espécie de salário mensal por tempo determinado. Geralmente, os pais fazem esse tipo de investimento para ser resgatado quando a criança atinge 18 anos – época em que estará entrando na faculdade.
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