Economia

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Plano Financeiro Pessoal: Guia Completo 2024

O Correio do Estado em parceria com o economista Lucas Mikael, preparou um passo a passo de como começar a organizar as finanças e evitar cúmulo de dívidas ou juros estratosféricos

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Organizar, administrar e ter controle sobre o próprio dinheiro são funções que fazem parte do que se chama ‘planejamento financeiro’ - considerado fundamental para a saúde financeira de um indivíduo.

Neste guia produzido pelo Correio do Estado, detalhamos o que é o planejamento e principalmente, como evitar o acúmulo de dívidas ou juros estratosféricos que podem ser impedidos, se colocado em prática algumas noções básicas a respeito do melhor jeito de se planejar financeiramente a curto, médio e longo prazo.

O que é e qual a importância do planejamento financeiro ? 

Para nos ajudar a responder, entrevistamos o economista Lucas Mikael que informou ser um processo essencial para garantir a segurança e o crescimento das finanças individuais. Ter um planejamento financeiro bem estruturado permite uma gestão eficaz dos recursos, evitando dívidas, alcançando metas e promovendo uma maior tranquilidade financeira.

“Em primeiro lugar, compreender a importância do planejamento financeiro é crucial. Ele não apenas ajuda a gerenciar o orçamento e evitar o acúmulo de dívidas, mas também é vital para a construção de uma reserva de emergência, essencial para lidar com imprevistos", pontuou.

 Além disso, ressaltou que o planejamento financeiro pessoal é a chave para alcançar objetivos de longo prazo, como a compra de uma casa ou a preparação para a aposentadoria, reduzindo assim o estresse relacionado às finanças.

Como fazer um plano financeiro pessoal?

Segundo Lucas, o primeiro passo para um planejamento financeiro eficaz é realizar um diagnóstico completo da situação financeira atual. Isso envolve listar todas as fontes de renda, como salários e investimentos, e registrar todas as despesas, categorizando-as em essenciais e não essenciais. 

É importante também avaliar os ativos e passivos, como imóveis, carros, empréstimos e cartões de crédito. Esse diagnóstico proporciona uma visão clara e detalhada da situação financeira e serve como base para as etapas seguintes.

Após o diagnóstico, o próximo passo é definir objetivos financeiros claros e específicos. Os objetivos devem ser divididos em curto prazo (como quitar uma dívida ou realizar uma viagem), médio prazo (como comprar um carro ou pagar a faculdade) e longo prazo (como a aposentadoria ou a compra de uma casa). Estabelecer esses objetivos ajuda a direcionar os esforços e recursos de forma mais eficiente.

A criação de um orçamento detalhado é a próxima etapa crucial. Um orçamento bem elaborado permite acompanhar os gastos e ajustar a receita conforme necessário. Para isso, deve-se calcular a renda líquida, subtraindo impostos e contribuições da receita total, e determinar as despesas mensais, estabelecendo limites de gasto para cada categoria. 

Acompanhar e ajustar o orçamento mensalmente garante que os gastos estejam alinhados com os objetivos financeiros.

Para completar, é fundamental a construção e manutenção de uma reserva de emergência. Recomenda-se que essa reserva cubra entre 3 e 6 meses de despesas essenciais, proporcionando segurança financeira em caso de imprevistos, como a perda de emprego ou despesas médicas inesperadas.

Quais ferramentas posso utilizar ? 

Para auxiliar no planejamento financeiro, diversas ferramentas e aplicativos estão disponíveis. Planilhas de controle financeiro, como Google Sheets ou Microsoft Excel, são úteis para gerenciar orçamento e despesas. 

Aplicativos de finanças pessoais, como Mobills e GuiaBolso, ajudam a acompanhar as contas e sugerir formas de economia. Além disso, softwares de orçamento, como YNAB e Mint, oferecem soluções avançadas para o gerenciamento financeiro.

Lucas ressalta que a educação contínua é um componente importante do planejamento financeiro. Manter-se informado sobre finanças pessoais permite uma melhor compreensão das tendências e estratégias financeiras, contribuindo para uma gestão mais eficaz dos recursos.

Para terminar, é fundamental revisar e ajustar o planejamento financeiro periodicamente. A situação financeira e os objetivos podem mudar com o tempo, e um planejamento financeiro deve ser um documento dinâmico, adaptando-se às novas circunstâncias e necessidades.

Como fazer uma planilha ? 

Segundo Lucas, o primeiro passo é escolher a ferramenta para criar a planilha. Programas como Microsoft Excel e Google Sheets são bastante populares por suas funcionalidades e acessibilidade. Ambos oferecem modelos pré-configurados que podem ser personalizados conforme as necessidades da pessoa.

Uma planilha de planejamento financeiro deve incluir várias seções principais, são elas:

  • Renda: Deve ser criada uma aba ou seção onde se registram todas as fontes de renda, como salário, renda extra e investimentos. É útil detalhar a renda mensal para obter uma visão mais clara do fluxo de dinheiro.
  • Despesas: É recomendável dividir as despesas em categorias, como moradia (aluguel, contas de serviços públicos), alimentação (supermercado, refeições fora de casa), transporte (combustível, transporte público) e lazer. Cada despesa deve ser registrada mensalmente e monitorada regularmente para evitar surpresas no fim do mês.
  • Orçamento: Esta seção deve comparar a renda com as despesas, ajudando a identificar onde é possível cortar custos e ajustar os gastos. Criar uma fórmula para subtrair as despesas da renda permitirá ver o saldo disponível.
  • Objetivos Financeiros: É importante dedicar uma parte da planilha para listar os objetivos financeiros, como economizar para uma viagem ou quitar dívidas. Deve-se estabelecer prazos e valores para cada objetivo e acompanhar o progresso ao longo do tempo.
     

Ao começar a preencher a planilha, é fundamental inserir os dados de forma precisa e consistente. A planilha deve ser atualizada regularmente, inserindo novas despesas e receitas assim que ocorrerem. Isso garantirá que as análises e decisões sejam baseadas em informações recentes e confiáveis.

É recomendável utilizar gráficos e fórmulas para visualizar melhor as finanças. No Excel e no Google Sheets, gráficos de barras ou de pizza podem ajudar a ver a distribuição das despesas e o progresso em relação aos objetivos. A planilha deve ser revisada mensalmente para avaliar o desempenho e fazer ajustes conforme necessário.

Para simplificar a manutenção da planilha, pode-se considerar o uso de fórmulas automáticas para cálculos, como somas e médias. Funções como SOMASE e MÉDIA ajudam a gerenciar os dados de forma eficiente.

Vale lembrar que para quem lida com informações financeiras sensíveis, é importante proteger a planilha. No Google Sheets, podem ser definidas permissões para limitar o acesso a outras pessoas. No Excel, é possível usar senhas para proteger abas e dados.

Ao investir tempo inicial na configuração da planilha, a pessoa estará dando um grande passo em direção ao controle e à liberdade financeira. É importante ressaltar que a planilha é uma ferramenta dinâmica que deve evoluir com as necessidades financeiras.

À medida que as finanças mudam, a estrutura da planilha deve ser ajustada para refletir novas fontes de renda, categorias de despesas ou metas financeiras. Manter o hábito de revisar e atualizar a planilha garantirá que ela continue a servir como uma ferramenta eficaz no planejamento financeiro.

Crédito

Trabalhadores de MS contrataram 409 mil empréstimos no consignado CLT

Nova modalidade já movimentou R$ 1,86 bilhão no Estado e amplia acesso ao crédito com juros menores

10/08/2026 07h40

Gerson Oliveira

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Mais de 160 mil trabalhadores de Mato Grosso do Sul já recorreram ao novo Crédito do Trabalhador, modalidade de empréstimo consignado voltada aos empregados com carteira assinada. Desde a criação do programa, foram registradas 409.759 operações no Estado, que somam R$ 1,866 bilhão em contratos, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A expansão da modalidade ocorre após mudanças promovidas pelo governo federal, que simplificaram a contratação ao integrar os sistemas do eSocial e do FGTS Digital.

Com isso, deixou de ser necessária a existência de convênios entre empresas e bancos, permitindo que o trabalhador consulte ofertas e contrate o empréstimo diretamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

Na avaliação do mestre em Economia Eugênio Pavão, o crescimento da procura pelo consignado é consequência direta do cenário econômico enfrentado pelas famílias brasileiras.

“Na macroeconomia, temos a inflação e os desafios da política fiscal. Na microeconomia, temos as questões de endividamento das famílias. Diante desse quadro, a possibilidade de empréstimo para os trabalhadores da iniciativa privada e pública se torna uma opção diante dos altos juros das modalidades de crédito existentes no mercado”, afirma.

Segundo ele, o consignado pode representar uma alternativa interessante quando utilizado para substituir dívidas mais caras.

“Para tomar esse empréstimo, é vantajoso ao trabalhador trocar uma dívida mais cara por essa em consignação. O trabalhador tem que simular os juros e encargos, comparando a dívida atual e a nova”, orienta.

Pavão ressalta que o desconto automático das parcelas na folha reduz a renda disponível todos os meses. “Em caso de necessidade do empréstimo, parte do salário será retido no contracheque, reduzindo a renda líquida disponível, sendo necessário cuidado para não aumentar o desconforto econômico”, conclui.

CRÉDITO

As mudanças também alteraram a dinâmica do mercado financeiro. Segundo o Banco Central, o volume mensal liberado na modalidade de consignado privado passou de cerca de R$ 1,5 bilhão para quase R$ 11 bilhões após a implantação do programa.

A nova estrutura aumentou significativamente a concorrência entre as instituições financeiras. Antes, em média, cada empresa oferecia acesso a quatro bancos conveniados. Agora, esse número chega a 21 instituições, ampliando as possibilidades de comparação de juros e condições pelos trabalhadores.

A especialista em direito do trabalho Thaiz Nobrega, do escritório Albuquerque Melo, explica que a integração entre o FGTS Digital e o eSocial reduziu o risco para os bancos ao criar garantias automáticas de pagamento. “Uma vez que a estruturação de uma averbação eletrônica imediata vinculada às contas do Fundo de Garantia [do Tempo de Serviço] e às verbas de rescisão confere ao mercado bancário um lastro de alta liquidez”, afirma.

Segundo ela, essa segurança jurídica permitiu a redução das taxas de juros, limitadas atualmente a 1,99% ao mês, além de eliminar a dependência de convênios firmados entre empresas e instituições financeiras.

“O desenho técnico da medida elimina entraves comerciais históricos, pois a concessão de crédito deixa de depender de negociações corporativas restritas que limitavam as opções de escolha do funcionário à carteira de parceiros comerciais de seu empregador”, explica.

COBRANÇA

Conforme a especialista, em caso de desligamento do trabalhador, o sistema identifica imediatamente os valores autorizados para desconto. Até 35% das verbas rescisórias,  como férias proporcionais, 13º salário e aviso-prévio indenizado podem ser utilizados para quitar o saldo devedor.

Caso esses recursos não sejam suficientes, a cobrança avança sobre o FGTS, podendo atingir até 10% do saldo disponível e a totalidade da multa rescisória de 40% nas demissões sem justa causa.

“A assinatura do empréstimo confere às instituições financeiras o direito de penhora das garantias regulamentadas, com pouca margem para contestações diretas com o empregador”, destaca Thaiz.

Ela ressalta que apenas descontos determinados judicialmente, como pensão alimentícia, têm prioridade sobre o consignado.

Levantamento da Serasa Experian aponta que 78% dos contratantes já possuem mais de 81% da renda comprometida com dívidas. E 86% das operações concentram-se entre consumidores com baixa pontuação de crédito (score).

loteria

Resultado da + Milionária de hoje, concurso 379, domingo (09/08); veja o rateio

A + Milionária tem dois sorteios semanais; veja quais os números sorteados no último concurso

09/08/2026 14h59

Confira o resultado da +Milionária

Confira o resultado da +Milionária Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 379 da + Milionária neste domingo, 9 de agosto de 2026, a partir das 11h (de Brasília). A extração dos números ocorre no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 81 milhões.

Premiação

  • 6 acertos + 2 trevos - Não houve acertador
  • 6 acertos + 1 ou nenhum trevo - Não houve acertador
  • 5 acertos + 2 trevos -  1 aposta ganhadora, R$ 337.822,57
  • 5 acertos + 1 ou nenhum trevo - 42 apostas ganhadoras, R$ 3.574,84
  • 4 acertos + 2 trevos - 98 apostas ganhadoras, R$ 1.641,50
  • 4 acertos + 1 ou nenhum trevo - 1548 apostas ganhadoras, R$ 103,91
  • 3 acertos + 2 trevos - 1952 apostas ganhadoras, R$ 50,00
  • 3 acertos + 1 trevo - 15094 apostas ganhadoras, R$ 24,00
  • 2 acertos + 2 trevos - 13976 apostas ganhadoras, R$ 12,00
  • 2 acertos + 1 trevo - 108963 apostas ganhadoras, R$ 6,00

Confira o resultado da + Milionária de hoje!

Os números da + Milionária 379 são:

  • 14 - 28 - 47 - 07 - 04 - 38
  • Trevos sorteados: 2 - 6

O sorteio da + Milionária é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: + Milionária 380

Como a + Milionária tem dois sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 12 de agosto, a partir das 20 horas, pelo concurso 380. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da + Milionária é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher de 6 a 12 números dentre as 50 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

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