O alface que vai para a mesa do campo-grandense ou o limão que tempera a salada poderiam ficar 46% e 37%, respectivamente, mais baratos se a produção de hortifrútis e frutos de Campo Grande fosse suficiente para atender à demanda de consumo ao longo de todo ano. Conforme matéria publicada hoje (4) no jornal Correio do Estado, os dois produtos são exemplos de quanto a importação de estados vizinhos, que corresponde a 85% do abastecimento do Ceasa, encarece a feira, principalmente, durante o verão.
A caixa de alface que vem de São Paulo sai em torno de R$ 15, enquanto a produzida aqui é comercializada por R$ 8 – diferença de 87%. O quilo do limão regional fica em torno de R$ 0,25, enquanto o importado é R$ 0,40 – 60% mais caro, além da qualidade ser inferior ao do produzido aqui.
“Tudo que vem de fora fica mais caro porque tem imposto, frete. Os nossos frutos, principalmente, vêm tudo de fora”, explica o coordenador da Divisão de Mercado e Estatística da Ceasa-MS, Cristiano Chaves. A reportagem é de Osvaldo Júnior.


