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Preço deve continuar insconstante

Preço deve continuar insconstante

agência brasil

03/01/2012 - 11h45
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O novo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano, admitiu hoje (3) que os preços dos alimentos deverão continuar voláteis em um futuro próximo.

Em sua primeira entrevista coletiva desde que tomou posse no domingo (1º), Graziano disse que não há previsão de que os preços aumentem, como ocorreu nos últimos anos, nem que diminuam, como em 2009. "Haverá reduções, mas não tão drásticas. Mas a volatilidade vai continuar, isso é claro", acrescentou o diretor em Roma.

Ele lembrou que os baixos estoques alimentícios criam condições para a especulação. "Se não conseguirmos
aumentar a produção no próximo ano e em 2013, continuaremos com baixos estoques e isso será a base da especulação e vai piorar ainda mais a situação".

Quando publicou o seu mais recente índice sobre os preços dos alimentos, em novembro, a FAO tinha alertado que a volatilidade dos preços põe em risco a segurança alimentar mundial. A agência estimou que os preços deverão se manter elevados em 2012 e que o custo dos alimentos aumentaria em mais de um terço ao longo de 2011 nos países mais pobres.

Os elevados preços dos alimentos são vistos como uma das causas da fome no Sul da Somália e das revoltas no Norte de África, no ano passado.

taxa selic

Banco Central reduz juros básicos para 14,75% ao ano

Essa foi primeira redução da Taxa Selic em quase dois anos

18/03/2026 17h46

Banco Central

Banco Central Divulgação: Senado Federal

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Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela primeira vez em quase dois anos.

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

No comunicado, o Copom afirmou que o aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio exige mais cautela. O BC não descartou rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

"O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo", destacou o texto.

Desde junho do ano passado, a Selic estava em 15% ao ano. A última vez em que o Copom tinha reduzido os juros tinha sido em maio de 2024, quando a Selic passou de 10,75% para 10,5% ao ano. Em setembro do mesmo ano, a taxa começou a ser elevada, até chegar aos 15% atuais.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o IPCA acelerou para 0,7% , pressionado pelas mensalidades escolares. Mesmo com a alta, o indicador ficou em 3,81% no acumulado de 12 meses, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro deste ano, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses.

Em março de 2026, a inflação desde abril de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em abril de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de maio de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 3,5% a previsão do IPCA para 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março.

As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,1%, abaixo do teto da meta. Há um mês, antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%.

Crédito menos caro

A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central manteve em 1,6% a previsão de crescimento da economia em 2026.

O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,83% do PIB em 2026.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Governo Federal

Bolsa Família começa a ser pago a mais de 178 mil famílias em MS; veja o calendário

O investimento do Governo Federal para o pagamento no mês de março em MS é de mais de R$ 124 milhões

18/03/2026 15h34

Bolsa Família inicia os pagamentos do mês de março

Bolsa Família inicia os pagamentos do mês de março Divulgação

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Em Mato Grosso do Sul, um total de 178.775 famílias em todos os 79 municípios do Estado começam a receber o Bolsa-Família no mês de março. O investimento do Governo Federal no Estado supera os R$ 124,3 milhões. 

O benefício garante um valor médio mensal de R$ 698,21 às famílias cadastradas. Os pagamentos referentes ao mês de março começam nesta quarta-feira (18) e vão até o dia 31, seguindo o final do Número de Identificação Social (NIS). 

Bolsa Família inicia os pagamentos do mês de marçoFonte: Governo Federal

Além disso, o programa também garante benefícios adicionais desde sua retomada em 2023, como o Benefício Primeira Infância em Mato Grosso do Sul, que atende 107 mil crianças de zero a seis anos. 

Com isso, cada integrante de famílias nessa faixa etária recebem um adicional de R$ 150, o que significa um investimento de R$ 14,8 milhões a mais no Estado. 

Para crianças e adolescentes de sete a 18 anos, o Bolsa Família assegura um valor adicional de R$ 50, repassados a 161,6 mil indivíduos dessa idade, além de 7,3 mil gestantes e 3,9 mil mulheres que amamentam no Estado. Para estes pagamentos, o repasse ao Estado supera os R$ 7,8 milhões. 

O benefício também é estendido a outros grupos prioritários, sendo 2,1 mil famílias com pessoas em situação de rua, 22,2 mil com pessoas indígenas, 527 com quilombolas, 33 com crianças em situação de trabalho infantil, 549 com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 1,8 mil com catadores de material reciclável. 

Entre os municípios, a capital Campo Grande é onde estão a maior parte dos beneficiários do Estado no mês de março, com 45,4 mil famílias atendidas. Na sequência, estão as cidades de Dourados (12.508), Corumbá (8.918), Ponta Porã (8.425) e Três Lagoas (6.914). 

O valor médio do benefício pago no Estado supera o valor médio nacional e da região Centro-Oeste. Paranhos é o município sul-mato-grossense com maior valor médio do repasse, de R$ 805,96 neste mês. Em seguida, aparecem Ladário (R$ 748,85), Sete Quedas (R$ 738,95), Miranda (R$ 738,40) e Corumbá (R$ 734,78).

Nacional

Em todo o País, no mês de março, serão 18,73 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família distribuídas nos 5.570 municípios brasileiros. 

O valor médio pago aos beneficiários é de R$ 683,75, vindos de um investimento de R$ 12,76 bilhões no Governo Federal neste mês. 

Famílias que vivem em cidades em estado de emergência ou calamidade pública reconhecidas pelo Governo do Brasil recebem o benefício no primeiro dia do calendário. Essas ações estão previstas no programa de transferência de renda para situações como secas, enchentes, inundações e eventos climáticos extremos. Ao todo, 381 mil famílias se encontram nesses municípios. 

Como costuma ocorrer, 84,14% dos beneficiários são mulheres responsáveis pelas famílias, um total de 15,7 milhões. Também predominam pessoas de cor preta/parda, somando 35,8 milhões. 

Roraima é o estado com maior valor médio de repasse aos beneficiários em março: R$ 751,82. Amazonas (R$ 740,51), Acre (R$ 728,59), Amapá (R$ 726,79), Pará (R$ 705,93) e Maranhão (R$ 702,44) completam a lista das seis maiores médias.

 

 

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