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PANDEMIA

Quase 4 milhões de brasileiros deram entrada no seguro-desemprego em 2020

A maioria dos pedidos estão sendo feito pelos portais da internet.
09/07/2020 13:01 - Da Redação


A Secretaria do Trabalho ligada ao Ministério da Economia anunciou, nesta quinta-feira, (9), um aumento de 28% no número de pedidos de seguro-desemprego no Brasil. Desde janeiro deste ano já são quase 4 milhões de pedidos.  

Apesar de assustar, o acumulado para o primeiro semestre, é apenas 14,5 % maior que o registrado no mesmo período de 2019. A maioria dos pedidos estão sendo feito pelos portais da internet. Nesta legião de brasileiros, os homens são os que mais precisaram do auxílio, 60,4%.  

Os números preocupam, mas devem estar um pouco descolados do período. Isso porque o tempo entre a demissão e a entrada do pedido de seguro-desemprego tendem a retratar desligamentos de meses anteriores.  

De acordo com o anúncio, o setor mais atingido foi o de serviços, com 41,7% dos pedidos. Comércio e Indústria seguem logo atrás, com representações de 25,4% e 18,7%, respectivamente. O setor de construção foi responsável por 10,1% e agropecuária 4,1%.  

Segundo a Agência Brasil, São Paulo, com 199.066 pedidos; Minas Gerais, com 70.333, e Rio de Janeiro com 52.163 requerimentos lideram a triste lista. O MS, por sua vez, divulgou no fim de junho ter feito 4 mil atendimentos na primeira quinzena do mês.  

Para receber o benefício, o trabalhador precisa ter cumprir algumas regras e serem demitidos por justa causa. Caso seja a primeira solicitação, ele precisa ter recebido salário em pelo menos 12 meses nos últimos 18 anteriores à data de dispensa.  

Na segunda, ele deve ter recebido em pelo menos 9 meses nos últimos 12 e nos demais casos em cada um dos 6 meses anteriores à data de dispensa. O trabalhador que recebe outro tipo de benefício previdenciário não se aplica pro seguro. As exceções são em casos de auxílio-acidente, auxílio suplementar e abono de permanência em serviço. 

 
 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.