A Secretaria do Trabalho ligada ao Ministério da Economia anunciou, nesta quinta-feira, (9), um aumento de 28% no número de pedidos de seguro-desemprego no Brasil. Desde janeiro deste ano já são quase 4 milhões de pedidos.
Apesar de assustar, o acumulado para o primeiro semestre, é apenas 14,5 % maior que o registrado no mesmo período de 2019. A maioria dos pedidos estão sendo feito pelos portais da internet. Nesta legião de brasileiros, os homens são os que mais precisaram do auxílio, 60,4%.
Os números preocupam, mas devem estar um pouco descolados do período. Isso porque o tempo entre a demissão e a entrada do pedido de seguro-desemprego tendem a retratar desligamentos de meses anteriores.
De acordo com o anúncio, o setor mais atingido foi o de serviços, com 41,7% dos pedidos. Comércio e Indústria seguem logo atrás, com representações de 25,4% e 18,7%, respectivamente. O setor de construção foi responsável por 10,1% e agropecuária 4,1%.
Segundo a Agência Brasil, São Paulo, com 199.066 pedidos; Minas Gerais, com 70.333, e Rio de Janeiro com 52.163 requerimentos lideram a triste lista. O MS, por sua vez, divulgou no fim de junho ter feito 4 mil atendimentos na primeira quinzena do mês.
Para receber o benefício, o trabalhador precisa ter cumprir algumas regras e serem demitidos por justa causa. Caso seja a primeira solicitação, ele precisa ter recebido salário em pelo menos 12 meses nos últimos 18 anteriores à data de dispensa.
Na segunda, ele deve ter recebido em pelo menos 9 meses nos últimos 12 e nos demais casos em cada um dos 6 meses anteriores à data de dispensa. O trabalhador que recebe outro tipo de benefício previdenciário não se aplica pro seguro. As exceções são em casos de auxílio-acidente, auxílio suplementar e abono de permanência em serviço.

