Economia

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Quatro pessoas já ganharam na Mega da Virada em Mato Grosso do Sul

Concurso especial da Mega Sena sorteará o maior prêmio da história nesta quarta-feira, de R$ 1 bilhão

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A Mega da Virada sorteia, nesta quarta-feira (31), o maior prêmio da história de qualquer loteria brasileira, de R$ 1 bilhão. O concurso especial é realizado desde 2009 e, ao longo de 17 anos, quatro sul-mato-grossenses ficaram milionários ao acertaram as seis dezenas.

As apostas para a Mega da Virada 2025 foram abertas em novembro.

Conforme dados apurados junto à Caixa Econômica Federal, os prêmios somados dos ganhadores de Mato Grosso do Sul na Mega da Virada totalizam pouco mais de R$ 54,2 milhões.

Este valor é referente apenas os ganhadores do prêmio principal, mas há ainda milhares que acertaram a quadra e a quina e também garantiram algum dinheiro, porém de menor valor.

No primeiro ano de realização, em 2008, o concurso se chamou Mega-Sena especial de final de ano e não teve ganhadores na sena. A partir de 2009, houve reformulação, já com o Nome de Mega da Virada, onde o prêmio não acumula e há pagamento mesmo que ninguém acerte a sena.

Nos oito primeiros anos da Mega da Virada, de 2008 a 2015, não houve acertadores do Estado para as seis dezenas. 

Já em 2016, no concurso 1890, houve o primeiro milionário do concurso especial no Estado, sendo um apostador de Campo Grande, que dividiu o prêmio com outros cinco apostadores no País. Cada um levou para casa o prêmio de R$ 36.824.758,22.

No ano seguinte, em 2017, novamente não houve sul-mato-grossenses entre os ganhadores.

Em 2018, porém, a sorte estava com três moradores de Mato Grosso do Sul, que levaram, cada um, o prêmio de R$ 5.818.007,36. O prêmio individual foi menor porque, neste concurso, 52 pessoas acertaram a sena e tiveram que dividir a bolada.

Nos cinco anos seguintes, até 2023, não houve mais acertadores da sena no Estado.

Em 2024, a Mega da Virada sorteou o maior prêmio da história do concurso especial até então, de R$ 588,9 milhões. Dezessete apostadores de Mato Grosso do Sul ficaram no "quase" e acertaram cinco, das seis dezenas, com prêmio de R$ 70.083,58 para cada.

No ano passado, não houve ganhadores de MS para o prêmio principal.

Como jogar e probabilidades

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha). 

No caso da Mega da Virada, caso não haja acertador das seis dezenas, o valor é dividido para quem acerta cinco dezenas. O prêmio não acumula.

A aposta mínima é de 6 números e o valor é de R$ 6.

Quanto mais números você marcar, maior a chance de acertar, porém, o valor aumenta conforme a quantidade de números marcados. O máximo permitido são 20 dezenas, mas para esta quantia de números, o custo é de R$ 232,5 mil a aposta.

Conforme a Caixa Econômica Federal, a probabilidade de acertar os seis números é de uma em 50.063.860, com um jogo simples de 6 dezenas.

Os sorteios da Mega-Sena são realizados três vezes por semana, às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de Brasília). 

Já o concurso especial da Mega da Virada ocorre uma vez por ano, com sorteio sempre no dia 31 de dezembro.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES).

INFLAÇÃO

Meta de inflação de 3% é possível, mas ainda gera debate sobre sustentabilidade

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu que a meta de inflação do Brasil é compatível com a dos seus pares, mas questionou a necessidade de taxas de juros tão elevadas no País

15/03/2026 21h00

Em fevereiro, o Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução em que defendia a revisão da meta de inflação, de 3%,

Em fevereiro, o Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução em que defendia a revisão da meta de inflação, de 3%, Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

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O Brasil convive com a mesma meta de inflação que seus pares emergentes latinos - México, Colômbia e Chile - mas mantém as maiores taxas de juros, ainda que esteja à beira de um processo de flexibilização monetária. Questões históricas, estruturais e de curto prazo da economia brasileira ajudam a explicar o juro elevado, mas economistas consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) ainda colocam em debate a sustentabilidade do alvo de inflação em 3% no desenho do País.

Em evento do BTG Pactual no mês passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu que a meta de inflação do Brasil é compatível com a dos seus pares, mas questionou a necessidade de taxas de juros tão elevadas no País, em 15% ao ano, quando comparado a México (7%), Colômbia (10,25%) e Chile (4,5%).

Uma economia com a maior pressão de dívida pública entre seus pares, uma taxa de juro neutra historicamente elevada, e expectativas de inflação - tanto corrente quanto futuras - ainda desancoradas ajudam a explicar o porquê de uma taxa de juros nominal em 15% no Brasil, segundo os analistas, que defendem um maior esforço no controle das contas públicas.

Mesmo que o nível do juro seja o maior entre os seus pares, o economista para América Latina do Citi, Ernesto Revilla, considera que o BC brasileiro tem tido mais sucesso entre seus pares na missão de atingir a meta de 3%. No horizonte relevante, no terceiro trimestre de 2027, o BCB projeta inflação em 3,2%.

"México e Colômbia, por exemplo, podem ter a mesma meta, mas os bancos centrais desses países estão relutantes em realmente reduzir a inflação até a meta. Diria que o BCB é mais respeitado por sua comunicação e análise técnica quando comparado aos bancos centrais do México e Colômbia", avalia.

Em fevereiro, o Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução em que defendia a revisão da meta de inflação, de 3%, "compatibilizando-a com crescimento econômico, geração de empregos de qualidade".

O debate sobre uma eventual mudança na meta em um momento em que as expectativas de inflação estão desancoradas, porém, não seria a melhor ideia, segundo os economistas.

"Nunca é uma boa ideia discutir isso quando você está acima da meta, porque parece que está mudando as regras do jogo", diz Revilla.

Ele reconhece, porém, que é um tema que vale a pena ser revisitado após um processo de ganho de credibilidade.

Na mesma linha, o professor do Insper Marcelo Kfoury Moinhos considera que a meta de 3% no País é "ambiciosa" e concorda que uma mudança seria "contraproducente". Mas pondera que, ainda que o alvo fosse maior - de 4%, por exemplo, a dinâmica nos juros não seria tão diferente. "Vimos que a desaceleração da economia foi pequena frente ao nível do juro, por exemplo", observa.

Fiscal

Ex-diretor de Política Econômica do BC e professor da Fundação Getulio Vargas, Sérgio Werlang, defende há tempos uma meta de inflação maior para o desenho da economia brasileira, mas pondera que isso só será possível com um ajuste do lado fiscal. Werlang lembra que os pares latinos não têm o mesmo grau de indexação de gastos frente ao Orçamento brasileiro. "Se esses países conseguem conviver com uma meta de 3%, o Brasil talvez precise conviver com uma meta um pouco mais alta", afirma.

Uma reforma na estrutura de gastos públicos deve ser o principal desafio a ser enfrentado para novos desenhos da inflação no Brasil, segundo o economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani

Ele também chama atenção para o momento atual, em que o BC passa por um processo de consolidação da credibilidade. "Quando alcançar o alvo de 3% e ancorar as expectativas, vale a pena o debate estrutural para uma eventual mudança", complementa.

Kfoury, do Insper, ainda considera que a potência da política monetária, sozinha, têm se mostrado insuficiente para uma ancoragem das expectativas de inflação. "Uma hipótese é a má coordenação com a política fiscal. É como estar com o acelerador em um pé e o freio no outro - o carro derrapa."

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Agro

Expansão da soja coloca Mato Grosso do Sul ente os destaques da safra brasileira

Segundo levantamento do IBGE, o Estado aparece como um dos maiores em crescimento proporcional na produção do grão

15/03/2026 10h50

Soja segue sendo o carro chefe da produção agrícola de MS

Soja segue sendo o carro chefe da produção agrícola de MS FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A produção de soja em Mato Grosso do Sul deve registrar crescimento na safra 2026, consolidando o Estado como um dos principais polos agrícolas do País.

A estimativa faz parte do levantamento mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que projeta um aumento na produção da oleaginosa no Brasil e indica avanço também na produção sul-mato-grossense. 

Segundo o Instituto, a safra brasileira de grãos, que inclui cereais, leguminosas e oleaginosas, deve alcançar 344,1 milhões de toneladas em 2026. Entre os principais produtos estão a soja, o milho e o arroz, representando, juntos, a maior parte da produção agrícola do Brasil. 

Dentro deste cenário, a soja continua sendo a principal cultura agrícola brasileira. A estimativa do IBGE aponta que a produção nacional do grão deve atingir 173,3 milhões de toneladas neste ano, um crescimento de 4,3% em relação à safra de 2025. 

No parâmetro regional, Mato Grosso do Sul aparece como um dos estados com maior avanço proporcional na produção. 

A estimativa é que o Estado deve colher cerca de 15 milhões de toneladas de soja em 2026, um crescimento de 14% em relação à safra passada. Com isso, Mato Grosso do Sul ocupa a quinta posição no ranking brasileiro entre os produtores do País, respondendo por cerca de 7,6% da produção nacional de grãos. 

Expansão

Essa expansão da soja impacta diretamente a economia sul-mato-grossense, principalmente nas regiões agrícolas do interior, onde a cultura domina grande parte das áreas de plantio. 

O aumento da produção também impulsiona outras cadeias do agronegócio como o transporte, armazenagem e exportação. 

Além disso, a soja costuma determinar o ritmo da segunda safra do milho, já que a colheita da soja libera as áreas agrícolas para o plantio do cereal. 

A colheita da safra 2025/2026 já está em andamento em Mato Grosso do Sul. Segundo levantamento da Aprosoja/MS, até fevereiro, cerca de 27,7% da área cultivada já havia sido colhida, o que corresponde a, aproximadamente, 1,3 milhão de hectares. 

A expectativa é que o avanço da colheita e as condições climáticas ao longo do ano confirmem as projeções de crescimento da produção. 

Chuvas irregulares

A irregularidade das chuvas, marcada por períodos de estiagem seguidos por grandes acúmulos, tem provocado impactos em áreas agrícolas no Estado, especialmente nas lavouras de soja. Isso pode desencadear problemas como o déficit de água no solo, dificuldade no desenvolvimento das plantas e redução da produção agrícola.  

De acordo com um levantamento divulgado pelo Inmet, a distribuição desigual das precipitações tem interferido no desenvolvimento das lavouras, principalmente na fase final da soja plantada mais tardiamente, um período considerado decisivo para a formação dos grãos. 

Nesse estágio de cultura, são definidos fatores importantes para a produtividade, como o número de grãos por vagem e o peso dos grãos, prejudicado pelas redução de chuvas combinadas com as altas temperaturas. 

Nas regiões Sul e Sudoeste, onde o déficit tem sido mais frequente, há uma estimativa de perda de produtividade de até 35% até o fim do mês, segundo projeções do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). 

As condições climáticas também afetam o início da segunda safra de grãos, principalmente o milho e o sorgo. No sul do Estado, o plantio do milho safrinha já está mais avançado, mas o desenvolvimento inicial das plantas depende da ocorrência de novas chuvas para garantir a boa germinação. 

Já nas áreas do Centro-Norte e do Pantanal, a previsão aponta volumes de chuvas maiores nos próximos dias, o que pode favorecer a manutenção da umidade do solo e o avanço das lavouras. 

Cultivo de grãos pode bater recorde

A produção da safra 25/26 de grãos em Mato Grosso do Sul deve atingir 29,3 milhões de toneladas em 2026, um crescimento de 2,7% em relação à safra passada. 

É o que mostram os dados do 4º Levantamento de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgados em janeiro deste ano.

Esse volume supera o valor anunciado no mês de outubro de 2025, que era de uma estimativa de 28,7 milhões. Esse valor já registrava um novo recorde na produção de grãos do Estado, superando o marco anterior, em 2022/2023, quando foram produzidas 27,1 milhões de toneladas. 

Com a expectativa de 29,3 milhões de toneladas, o Estado deve atingir o maior valor de grãos já produzido na história. 

Esse feito deve-se à união de fatores favoráveis em MS, como a expansão de áreas cultivadas no Estado, aliado aos avanços tecnológicos e condições climáticas favoráveis previstas para o ciclo 25/26.

O crescimento da área plantada no Estado deve aumentar 5,6%, passando de 6,6 milhões de hectares para 7 milhões, um aumento de 5,6% na área total. Essa expansão coloca Mato Grosso do Sul entre as unidades federativas com maior aumento de área para plantação do Brasil. 

 

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