Economia

Loterias

Resultado da Loteria Federal 06025-9 de hoje, quarta-feira (10/12)

A Loteria Federal é a modalidade mais tradicional das loterias da Caixa, com sorteios realizados às quartas e sábados; veja números sorteados

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A Caixa Econômica Federal realizou a extração 06025-9 da Loteria Federal na noite desta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, a partir das 21h (de Brasília). O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Resultado da extração 06025-9:

5º prêmio: 34375

4º prêmio: 45231

3º prêmio: 52602

2º prêmio: 34181

1º prêmio: 24385

O sorteio da Loteria Federal é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Como jogar na Loteria Federal

Os sorteios da Loteria Federal são realizados às quartas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

Para apostar na Loteria Federal você escolher o bilhete exposto na casa lotérica ou adquiri-lo com um ambulante lotérico credenciado. Você escolhe o número impresso no bilhete que quer concorrer, conforme disponibilização no momento da compra.

Cada bilhete contém 10 frações e pode ser adquirido inteiro ou em partes. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações que você adquirir.

Com a Loteria Federal, são diversas as chances de ganhar. Você ganha acertando:

  • Um dos cinco números sorteados para os prêmios principais;
  • A milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais;
  • Bilhetes cujos números correspondam à aproximação imediatamente anterior e posterior ao número sorteado para o 1º prêmio;
  • Bilhetes cujos números contenham a dezena final idêntica a umas das 3 (três) dezenas anteriores ou das 3 (três) dezenas posteriores à dezena do número sorteado para o 1º prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior;
  • A unidade do primeiro prêmio.

Premiação

Você pode receber o prêmio em qualquer lotérica ou nas agências da Caixa.

Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 2.259,20, o pagamento deve ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação de comprovante de identidade original com CPF e do bilhete (ou fração) original e premiado.

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de sua apresentação em Agência da Caixa.

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Economia

Privatização da Hidrovia do Rio Paraguai será no segundo semestre, diz ministro

Investimentos na hidrovia devem superar os R$ 60 milhões; Leilão é aposta para destravar logística de Mato Grosso do Sul

14/01/2026 16h01

Concessão da hidrovia do Rio Paraguai, que passa pelo Estado, será no segundo semestre

Concessão da hidrovia do Rio Paraguai, que passa pelo Estado, será no segundo semestre Foto: Rodolfo César / Correio do Estado

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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (14), que o leilão da Hidrovia do Rio Paraguai, que ajudará no escoamento de produtos da América do Sul, será realizado no segundo semestre deste ano.

"Será a primeira concessão hidroviária do Brasil. A gente espera que sejam feitos investimentos de mais de R$ 60 milhões [nesta hidrovia]. A partir daí, vamos avançar fortemente nessa agenda de concessões hidroviárias brasileiras", disse o ministro.

O leilão da Hidrovia do Rio Paraguai é tratado como uma das principais apostas para destravar a logística de Mato Grosso do Sul.

Conforme reportagem do Correio do Estado, o processo é pioneiro no País e demanda cuidados técnicos, regulatórios e institucionais específicos.

Concessão da hidrovia do Rio Paraguai, que passa pelo Estado, será no segundo semestre

Projeto

O projeto da hidrovia é apontado como estratégico para o escoamento de grãos e minérios de Mato Grosso do Sul.

No entanto, desde que foi incluído na carteira do programa de parcerias de investimentos (PPI), técnicos do setor alertavam que o calendário inicial era “otimista demais”. A necessidade de estudos aprofundados e de compatibilização com as regras ambientais sempre indicou que a modelagem não seria concluída em tempo para um leilão ainda em 2025.

Em setembro do ano passado, o Ministério informou ao Correio do Estado que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental [Evtea] foi concluído e serviria de base para a modelagem, prevendo intervenções como dragagem, sinalização, monitoramento hidrográfico, gestão do tráfego e medidas ambientais.

O governo federal também destacou que a fase de participação social já foi cumprida, como a Tomada de Subsídios, a Consulta e a Audiência Pública.

Esses pontos são considerados cruciais porque o projeto atravessa o Pantanal, bioma sensível que exige cuidados específicos em qualquer tipo de obra.

O Ministério admitiu, ainda, na ocasião, que o processo passa por adaptações, como parte natural de uma iniciativa dessa envergadura.

Mesmo com a previsão para realização no segundo semestre, a definição final da data do leilão depende do Tribunal de Contas da União (TCU), que irá analisar a modelagem e ainda poderá impor novas condições, o que pode prolongar o processo.

Mais leilões

Na coletiva desta quarta-feira (14), o ministro anunciou ainda que o governo federal pretende fazer 40 novos leilões na área de infraestrutura este ano. A lista inclui, segundo o ministério, 21 aeroportos e 18 portos, além da  hidrovia.

A previsão é que, já em fevereiro, seja leiloado o primeiro bloco, com quatro empreendimentos portuários localizados em Macapá, Natal, Porto Alegre e no Recife. A expectativa é que o bloco receba aproximadamente R$ 230 milhões em investimentos.

Para março, está previsto o leilão do Tecon Santos 10, projeto que tem uma previsão de investimentos na faixa de R$ 6,4 bilhões, para ampliar em 50% a capacidade de movimentação de cargas do Porto de Santos.

A expectativa do ministro é lançar este edital entre o final de fevereiro e o início de março, para que, já em abril, seja feito o leilão.

Silvio Costa Filho destacou também, entre as prioridades para 2026, o leilão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, marcado para o dia 30 de março, e de outros 20 aeroportos regionais.

“Estamos reduzindo investimentos em aeroportos regionais para jogá-los à iniciativa privada, a exemplo dos 13 leilões que nós fizemos no ano passado, de forma a retirar, de prefeitos e governadores, a responsabilidade de cuidar do aeroporto. Até porque, acho, isso cabe a iniciativa privada”, argumentou o ministro.

MATO GROSSO DO SUL

Queda da importação de gás natural reduz arrecadação e pressiona contas públicas

Redução contínua do volume e do valor do gás importado ao longo da última década fez a base do ICMS no Estado encolher

14/01/2026 08h40

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A queda da importação de gás natural em Mato Grosso do Sul deixou de ser apenas um movimento do comércio exterior e passou a representar um problema fiscal concreto para o Estado.

Ao longo da última década, a redução contínua do volume e do valor do gás importado, historicamente vindo da Bolívia, provocou um encolhimento da base de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que tem alíquota de 17% incidente sobre o combustível e sempre teve peso relevante nas receitas estaduais.

Dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que, embora o gás natural siga como o principal item da pauta de importações, sua participação vem diminuindo de forma consistente.

Em 2024, o gás natural respondeu por 41,3% do total importado pelo Estado, mas registrou retração de 11,1% em relação a 2023. No acumulado de 2025, a queda superou 30%.

Conforme já publicado pelo Correio do Estado, essa retração afeta diretamente o caixa do governo estadual. O governador Eduardo Riedel já reconheceu que a redução do volume de gás importado tem impacto direto na arrecadação. 

“A crise de receita do Estado está vinculada à diminuição do volume de gás importado da Bolívia. Porque esse ICMS é integral de Mato Grosso do Sul. Nós vamos fechar com R$ 1,2 bilhão de arrecadação a menos pela diminuição do [volume de] gás”, afirmou Riedel em entrevista ao Correio do Estado.

A tendência de queda não é recente. Em meados da década passada, o gás natural chegou a representar mais de 70% de todas as importações realizadas por Mato Grosso do Sul.

Em 2015, o valor importado superava US$ 2,2 bilhões por ano, com volumes acima de 8 milhões de toneladas, garantindo forte arrecadação ao Estado. A partir de 2017, no entanto, esse cenário começou a se alterar, com quedas graduais tanto do volume quanto do valor financeiro.

Em 2019, a retração se tornou mais evidente, especialmente no volume importado. Em 2020, o recuo foi maior e o valor caiu para cerca de US$ 961 milhões, contra mais de US$ 1,26 bilhão no ano anterior, acompanhado de redução expressiva na quantidade de toneladas importadas. Nos anos seguintes, mesmo com oscilações de preço, Mato Grosso do Sul não conseguiu retomar os patamares históricos.

Segundo o secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc, a redução do gás boliviano é um movimento estrutural. “A Bolívia vem reduzindo gradativamente a oferta de gás, e isso impacta diretamente Mato Grosso do Sul, tanto do ponto de vista energético quanto da arrecadação”, afirmou.

e acordo com ele, a queda no volume importado diminui a base de incidência do ICMS e pressiona o equilíbrio fiscal do Estado.

Arrecadação com o gás natural era bilionária na década passada - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

RETRAÇÃO

Considerando a alíquota de 17% de ICMS, Mato Grosso do Sul arrecadava cerca de US$ 389 milhões (R$ 1,373 bilhão, considerando que o dólar era cotado a R$ 3,53) com a importação de gás natural em 2015, quando o valor importado somava US$ 2,289 bilhões. 

Com a redução do volume e do valor importado, essa arrecadação caiu para aproximadamente US$ 137 milhões (R$ 739 milhões, considerando que o dólar era cotado a R$ 5,40) em 2025, com base em um valor de US$ 807,9 milhões, o que representa uma perda anual estimada em US$ 252 milhões (R$ 1,360 bilhão) na base do imposto.

O montante ficou significativamente abaixo do registrado em 2024, quando o Estado importou cerca de US$ 1,160 bilhão em gás natural. Naquele ano, a arrecadação com ICMS atingiu US$ 197,2 milhões (o equivalente a R$ 1,063 bilhão), resultando em uma perda estimada de R$ 295,7 milhões na comparação entre os dois períodos.

Ao longo de 10 anos, Mato Grosso do Sul saiu de um patamar de importações bilionárias de gás para valores próximos ou inferiores a US$ 1 bilhão ao ano. Essa redução acumulada representa perda significativa de arrecadação, especialmente considerando a alíquota de 17% do ICMS incidente sobre o combustível.

Além do impacto direto, há reflexos indiretos na indústria, que depende do gás como insumo e acaba reduzindo produção e investimentos.

O cenário tende a se agravar nos próximos anos. Conforme já alertou o Correio do Estado, a importação de gás da Bolívia pode ser encerrada até 2030. Para Riedel, a perspectiva exige planejamento.

“Preocupa, com certeza. Nós já estamos trabalhando em alternativas, conversando com as empresas, conversando sobre o fluxo de gás invertido, se possível for. A MSGás e o secretário Jaime [Verruck] têm buscado discutir com o mercado de gás toda essa situação. E, claro, a rede de gás está consolidada na Estado e em ampliação, e essa rede será utilizada”, disse Riedel sobre a perspectiva do fim do fornecimento do gás boliviano até 2030.

Diante desse contexto, o governo passou a apostar no gás argentino como alternativa estratégica. A possibilidade de importação a partir da Argentina é vista como uma chance de recompor parte das perdas acumuladas ao longo da última década.

“O gás argentino pode ser uma solução importante para garantir competitividade à indústria e também para recuperar receitas que o Estado vem perdendo”, afirmou Verruck.

A avaliação do governo é de que a diversificação da origem do gás é fundamental não apenas para garantir segurança energética, mas também para preservar a arrecadação. Sem uma nova fonte de suprimento, Mato Grosso do Sul corre o risco de perder uma das suas mais tradicionais bases de receita.

Enquanto a nova rota não se consolida, o Estado segue convivendo com um cenário de incerteza fiscal. 

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