Economia

R$ 406 MILHÕES

Ribas do Rio Pardo vai ganhar indústria química na esteira da celulose

Anúncio foi feito pelo secretário de Meio Ambiente, Produção, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, em São Paulo

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Ribas do Rio Pardo vai ganhar mais uma indústria na esteira da magnitude bilionária da fábrica de celulose, em fase de construção.

Será um investimento de R$ 406 milhões em uma indústria química para a fabricação de cloreto de sódio, peróxido de hidrogênio, dióxido de cloro e hidrogênio. 

Os produtos promovem o branqueamento da celulose. A cor original da celulose é marrom.

O anúncio foi feito pelo pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Produção, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, durante o 54° Congresso de Celulose e Papel em São Paulo.

De acordo com Jaime Verruck, são dois produtos inéditos em fabricação no portfólio industrial de Mato Grosso do Sul: o cloreto de sódio e o peróxido de hidrogênio.

O nome da empresa a se instalar n Estado é Nouryon Pulp And Performance Indústria Química Ltda.

A indústria química vem em apoio ao empreendimento do “Projeto Cerrado”, fábrica de celulose da empresa Suzano, cujo investimento no município é de R$ 14,7 bilhões. 

A Nouryon Pulp And Performance Indústria Química Ltda ocupará uma área total de 7,27 hectares. Já a área a ser construída será de 2,73 hectares.

O governador Reinaldo Azambuja destacou que o investimento é fruto da política de incentivos fiscais e, principalmente, da confiança conquistada por Mato Grosso do Sul.

“Desde 2015 implantamos a política de trocar impostos por empregos. Abrimos mão dos tributos e, além dos incentivos fiscais, que são importantes, existe uma confiança. O investidor não vem para um Estado se ele não tem segurança jurídica, se ele não confia nos termos assinados”, disse Azambuja.

“Essa nova indústria, em Ribas do Rio Pardo, vai gerar empregos e movimentar a economia. Ultrapassamos R$ 55 bilhões em investimentos privados, em todas as áreas. Não somos mais do binômio soja-boi. Somos o Estado que diversificou a economia, multiplicou as atividades industriais e gerou emprego, renda e oportunidade para as pessoas de Mato Grosso do Sul”, acrescentou o governador.

A indústria que recebeu incentivos.do Governo do Estado, por meio do Pro-Desenvolve, vai gerar 60 empregos diretos em 2024 e 72 empregos de 2025 em diante. 

A planta de peróxido de hidrogênio terá capacidade industrial de produção de 38 mil toneladas/ano.

“A implantação da Nutryon em Ribas do Rio Pardo é estratégica para Mato Grosso do Sul, pois a planta poderá atender não só a Suzano, mas também outras fábricas de celulose no Estado ou fora dele. Isso vai tornar MS um player importante na fabricação de produtos químicos voltados à produção de celulose, adensando nossa indústria de base florestal”, afirmou o secretário de Produção Jaime Verruck.

Nos próximos anos, essa indústria química vai produzir o hidrogênio verde, que é apontado como a fonte de menor emissão potencial de carbono. 

Esse hidrogênio pode ser produzido via eletrólise, utilizando a energia elétrica gerada no próprio processo produtivo de alguns tipos de indústria. 

No setor de celulose, a energia elétrica é produzida através da queima da biomassa, ou seja, há uma fonte renovável para a produção de energia elétrica e, por consequência, para a produção de hidrogênio, que, dessa maneira, é classificado como Hidrogênio Verde (H2V).

“O hidrogênio verde seria mais uma evolução dentro do projeto do MS obter a certificação de status de Carbono Neutro em 2030. Trata-se de um salto tecnológico que vai elevar a indústria estadual a um novo patamar de sustentabilidade”, acrescentou Jaime Verruck.

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Salário

Governo oficializa reajuste de 3,81% para os servidores públicos estaduais de MS

O aumento deste ano é inferior ao anterior, que obteve um aumento de 5,06%

30/03/2026 10h10

Reajuste de 3,81% para servidores públicos estaduais, entra em vigor nesta segunda-feira (30)

Reajuste de 3,81% para servidores públicos estaduais, entra em vigor nesta segunda-feira (30) Marcelo Victor

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Foi publicado na manhã desta segunda-feira, dia 30, por meio do Diário Oficial, um decreto que autoriza o reajuste salarial dos servidores públicos estaduais do MS em 3,81%, entrando em vigor a partir de hoje e produzindo efeitos financeiros a partir do dia 1º de abril. O aumento faz parte da revisão anual de remunerações. 

O projeto de lei enviado pelo Governador do Estado, Eduardo Riedel (PP), tramitou na Assembleia Legislativa em regime de urgência, causando algumas divergências entre os parlamentares, que apesar de terem aprovado o projeto, alguns consideraram a porcentagem de aumento baixa. 

O índice de 3,81% será aplicado sobre o vencimento-base ou o subsídio, bem como sobre tabelas salariais específicas que serão beneficiadas com o aumento. A abrangência é ampla e contempla cargos como:  

  • Servidores públicos efetivos ativos, comissionados e empregados públicos da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo Estadual.
  • Servidores públicos estaduais inativos que fazem jus à regra constitucional da paridade, e seus respectivos pensionistas, da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo Estadual.
  • Militares estaduais inativos e seus pensionistas que possuem direito à paridade.
  • Servidores públicos estaduais (efetivos e comissionados), ativos e inativos com direito à paridade e seus respectivos pensionistas, integrantes dos quadros da Defensoria Pública, do Tribunal de Contas, do Ministério Público de Contas, da Assembleia Legislativa, do Poder Judiciário e do Ministério Público do Estado.

É importante ressaltar que a melhoria salarial não se aplica para membros e servidores cujos subsídios estejam vinculados constitucionalmente ou em legislação específica como magistrados, promotores, parlamentares e chefes do Executivo, que seguem o teto constitucional. 

 De acordo também com o relatório, o impacto financeiro deste reajuste representará para o estado um custo adicional de aproximadamente R$ 353,5 milhões para 2026, com projeções que podem chegar à R$ 473,5 milhões em 2027 e R$ 490,1 milhões em 2028. 

A expectativa é que o tema continue em pauta, com sindicatos e associações buscando novos
canais de diálogo para garantir a reposição integral das perdas inflacionárias e a melhoria das
condições de trabalho.

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MS MANTEM ZERO ICMS

Governo lança pacote que torna o estado o mais competitivo do Brasil

Com quase 80 decretos, gestão Riedel isenta medicamentos, bares e restaurantes, além de reduzir a tributação para o agronegócio e cesta básica.

30/03/2026 04h45

Riedel, manterá aliquota zero para bares e restaurantes

Riedel, manterá aliquota zero para bares e restaurantes Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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O governo de Mato Grosso do Sul começa nesta semana a formalizar quase 80 decretos de incentivo fiscal para diversos setores. Com os decretos, que começam a ser publicados nos próximos dias, mais de 10 setores da economia local serão beneficiados.

Entre os grupos a receberem os incentivos fiscais estão áreas como saúde, bares e restaurantes, comércio de combustíveis, agropecuária, indústria, geração de energia, transporte, outros serviços, consumo essencial e proteção social e ambiental.

O objetivo do governador Eduardo Riedel (PP) é manter o Estado como um dos que praticam as menores alíquotas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em várias atividades fundamentais para a estruturação da economia.

Atualmente, o Estado mantém uma alíquota média de ICMS de 17%, enquanto estados vizinhos têm uma alíquota média que se aproxima dos 20%. De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), a redução na carga tributária, em se tratando de ICMS, nos últimos três anos chegou a 10%.

O governo do Estado, por exemplo, prepara decretos para manter a alíquota praticada para donos de bares e restaurantes em 2,7%, em média, preservando assim as condições que existiam no início da década, na época da pandemia. Ela é, por exemplo, bem inferior à média praticada por estados vizinhos, como Mato Grosso, Paraná e São Paulo, e também de outras regiões, onde passa a chegar a duas casas decimais, entre 12% e 19%.

A manutenção das mesmas alíquotas da época da pandemia pelo governo também alcançará hotéis, pousadas e setores ligados ao turismo e à alimentação.

“Mais do que reduzir tributos, a proposta busca criar um ambiente favorável ao crescimento econômico, estimular setores produtivos e ampliar a inclusão social. A estruturação da política fiscal ocorre em um momento decisivo para o planejamento econômico estadual, especialmente diante das mudanças estruturais trazidas pela reforma tributária em curso no País”, disse o titular da Sefaz, Flávio César.

Vários setores

O governo de Mato Grosso do Sul também prepara decretos para a área da saúde. A ideia é isentar de ICMS as importações feitas por entidades assistenciais, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), para a aquisição de medicamentos, alimentos especiais, reagentes laboratoriais, insumos e equipamentos médicos utilizados para diagnóstico, triagem neonatal e controle de doenças como diabete, câncer e deficiência de vitaminas e nutrientes.

Ainda nesse segmento da saúde, também ficará isenta de imposto a compra de equipamentos médico-hospitalares sem similares produzidos no Brasil. Os hospitais e clínicas que fizerem uso do benefício vão compensá-lo com a prestação de serviços médicos, exames radiológicos, de diagnóstico por imagem e laboratoriais, em valor igual ou superior à desoneração, apurou o Correio do Estado.

O processo de isenção e compensação será todo monitorado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e também pela Sefaz.

Na agricultura, a gestão de Eduardo Riedel pretende isentar de ICMS operações internas com irrigadores ou sistemas de irrigação por aspersão ou gotejamento. O objetivo é fortalecer e desonerar atividades como agricultura e horticultura.

Alguns tipos de veículos e máquinas para indústrias, equipamentos industriais, medicamentos para gripe e HIV, aquecedores solares, cestas básicas e energia elétrica para irrigação rural também estão subsidiados pelo governo e serão atingidos pelo decreto.

O governo do Estado também pretende manter, no pacote que será lançado nesta semana, benefícios fiscais para produtos como o etanol anidro combustível (que é adicionado à gasolina), álcool etílico combustível, produtos alimentícios produzidos dentro de Mato Grosso do Sul e vários outros itens que serão informados ao longo da semana.

Comparativo

O Correio do Estado fez um levantamento comparando a carga tributária de Mato Grosso do Sul, quando se trata de ICMS, com a de outros estados brasileiros, um por região.

Nos medicamentos, por exemplo, o Estado tem uma carga zerada de ICMS, enquanto São Paulo cobra 12%, Mato Grosso, 6%, Bahia, 20,5%, Paraná, 12%, e Pará, 19%.

O ICMS sobre a cesta básica também é menor em MS, onde a alíquota é de 7% – em São Paulo é de 12%, em Mato Grosso, 12%, na Bahia, 20,5%, no Paraná, 12%, e no Pará, 10%.
A alíquota do mesmo imposto sobre máquinas agrícolas também é menor em Mato Grosso do Sul, de 5,6% – em São Paulo é de 9%, em Mato Grosso, 10%, na Bahia, 20,5%, no Paraná, 12%, e no Pará, também 12%. 

Combustíveis

No caso dos combustíveis, cujo preço ao consumidor tem escalado neste mês em razão da guerra no Oriente Médio, Mato Grosso do Sul consegue praticar uma alíquota menor em combustíveis que não têm a tributação monofásica, como o etanol e o gás natural veicular, que o Estado tem mais liberdade para tributar.

O etanol e o GLP em Mato Grosso do Sul têm uma alíquota de 12%, enquanto São Paulo pratica uma alíquota de 18%, Mato Grosso, 17%, Bahia, 20%, Paraná, 19,5%, e Pará, de 19%.


 

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