Economia

CAMPO GRANDE

"Semi-lockdown": O que muda com o novo decreto da prefeitura

Comércio, supermercados, academias, bares, igrejas; veja as novas regras

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Com o aumento de casos de Covid-19 e das taxas de ocupação em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), determinou medidas mais restritivas, visando diminuir o contágio do coronavírus.

Decreto foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial de Campo Grande e, entre outras medidas, determina o fechamento de todas as atividades consideradas não essenciais aos sábados e domingos.  

Regras valem a partir do dia 18 até 31 de julho. Veja como ficará o funcionamento das atividades que tiveram mudanças no decreto.

Quais são as atividades consideradas essenciais?

São considerados serviços essenciais e podem abrir, respeitando o toque de recolher, das 20h às 5h, as seguintes atividades:

  • assistência à saúde, incluindo atividades da atenção primária a saúde e serviços médicos e hospitalares;
  • farmácias e drogarias;
  • hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, quitandas, padarias e centros de abastecimento de alimentos;
  • serviços de infraestrutura, tais como fornecimento de água, esgoto, limpeza urbana, energia elétrica, distribuição de gás, telefonia e internet;
  • atividades relacionadas à cadeia de resíduos;
  • postos de combustíveis e serviços de apoio em rodovias;
  • atendimento médico veterinário;
  • serviços de entregas (delivery) e de segurança particular;
  • serviços funerários;
  • serviços de hospedagem;
  • serviços de mobilidade urbana;
  • atividades religiosas;
  • ações de fiscalização e exercício do poder de polícia em geral

Como fica o funcionamento do comércio de rua e shoppings?

Comércio varejista e atacadista de rua, de segunda a sexta-feira podem abrir das 9h às 17h de segunda a sexta-feira.

Nos shoppings centers, funcionamento será das 11h às 19h.

Todos devem atender com capacidade máxima de até 30% de sua capacidade e fechar nos fins de semana.

Lojas e galerias localizadas dentro de supermercados e hipermercados devem seguir o horário para o comércio em geral, fechando aos sábados e domingos.

Já os mercados localizados dentro de shoppings podem ficar abertos após o fechamento do centro comercial, respeitando o horário estabelecido para este segmento.

Salão de beleza e academia pode abrir?

Academias, salões de beleza, serviços de estética e embelezamento sem responsabilidade médica são classificadas como não essenciais e, portanto, não abrem no fim de semana. No entanto, academias não entram no novo decreto e o funcionamento pode ser no período fora do toque de recolher, das 5h às 20h, com até 30% da capacidade.

Quais as regras para restaurantes?

Lanchonetes e restaurantes podem funcionar obedecendo o limite do toque de recolher, também com limitação de atendimento e regras de biossegurança, como distanciamento entre mesas.

Até o dia 31 de julho, está proibida a junção de mesas, com ocupação máxima de até seis pessoas por mesa em restaurantes, padarias e lanchonetes.

Nestes estabelecimentos, estão proibidas atividades de entretenimento, como apresentações artísticas e culturais, jogos em geral, espaço kids e brinquedotecas.

Festas, eventos e reuniões de qualquer natureza que gerem aglomeração não estão permitidas.  

Posso frequentar bares?

Sim, o cidadão pode frequentar bares, mas está proibida a consumação, devendo o cliente comprar a bebida ou alimento que deseja para consumir em casa.

Esta proibição é válida também para conveniências, padarias e supermercados. 

Também está proibido o compartilhamento de narguilé, tereré e similares.  

Igrejas podem ter celebração presencial?

Sim, o decreto permite que celebrações religiosas sejam feitas com presença de fieis, mas recomenda que as mesmas sejam, preferencialmente, transmitidas online.

Para a abertura permanecem as regras de distanciamento entre, capacidade de 30%, disponibilização de álcool em gel e uso obrigatório de máscaras.

Transporte coletivo será reduzido?

O transporte coletivo de Campo Grande vai operar em regime especial aos fins de semana.  

Conforme o prefeito, só será permitido o embarque para usuários que trabalham na saúde pública e privada ou de serviços essenciais, devidamente organizados ou com crachá.  

Posso andar na rua em qualquer horário?

A circulação de pessoas está permitida desde que não esteja no toque de recolher. Mesmo com o fechamento do comércio às 17h, a restrição de circulação começa a partir das 20h.

Nos finais de semana, também está permitida a circulação de pessoas, mas não será permitido embarque no transporte coletivo, caso o cidadão não seja trabalhador do serviço essencial.

O uso de máscaras de proteção facial é obrigatório.

Também não é permitida aglomerações em festas, campeonatos e eventos esportivos e é orientado que população evite se reunir em locais como orla e mirante do aeroporto.

Como será a fiscalização?

Equipes da Guarda Civil Metropolitana, Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e das Secretarias municipais de Saúde (Sesau), de Meio Ambientee Gestão Urbana (Semadur) e de Finanças e Planejamento (Sefin) serão responsáveis pela fiscalização e aplicação das penalidades aos infratores.

Qual a penalidade para quem descumprir as medidas?

Nos casos em que for constatado o descumprimento das regras, responsáveis serão punidos com a interdição do estabelecimento pelo período de três dias.

Em caso de reincidência, a interdição será por uma semana.

Caso o proprietário continue a infringir as regras mesmo após as punições, ele terá o alvará de localização cassado.

Os infratores também poderão responder civil, administrativa e penalmente, por crimes contra a saúde pública e contra a administração pública.

REFORMA TRIBUTÁRIA

MS bate recorde na doação de imóveis antes de alta do imposto

Tributação sobre a transmissão de patrimônio sofrerá mudança a partir de 2027 com a Reforma Tributária

25/07/2026 14h00

Reforma Tributária deve aumentar cobrança no imposto sobre a transmissão de patrimônio a partir de 2027

Reforma Tributária deve aumentar cobrança no imposto sobre a transmissão de patrimônio a partir de 2027 Foto: Pixabay

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Diante da mudança que deve entrar em vigor a partir do próximo ano com a Reforma Tributária, a doação de imóveis registrou aumento em Mato Grosso do Sul, chegando a um crescimento de 165% nos atos em cartório em 2025 em relação a 2020, além de recorde no número de escrituras públicas, de acordo com números do Colégio Notarial do Brasil – Seção Mato Grosso do Sul (CNB/MS).

Para os sul-mato-grossenses que desejam transferir imóveis para filhos e herdeiros, estes últimos meses de 2026 devem ser a última oportunidade antes das mudanças na cobrança do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Isso deve-se a Reforma Tributária, que deverá tornar mais onerosa a transmissão patrimonial em praticamente todo o país a partir de 2027.

A futura modificação nas regras atuais do ITCMD parece ter sido notada pela população, já que o movimento de doação de imóveis aumenta ano após ano no Estado desde 2020. No primeiro ano de análise, foram registrados 1.678 atos em cartório. Já em 2025, foram realizadas 4.453 escrituras públicas, maior número da série histórica e um crescimento de 165%.

“O que estamos vendo é uma antecipação das famílias diante das mudanças previstas no ITCMD. Com a possibilidade de aumento da carga tributária a partir de 2027, muita gente tem buscado organizar a sucessão ainda pelas regras atuais. Esse é um momento estratégico para planejar, e o Cartório de Notas garante segurança jurídica em todo o processo, com alternativas como a doação com reserva de usufruto, que protege o patrimônio e a família”, ressalta Elder Dutra, presidente do CNB/MS.

Embora as alterações ainda dependam da aprovação de leis estaduais específicas, qualquer mudança aprovada em 2026 deverá respeitar os princípios constitucionais da anterioridade anual e da noventena. Por isso, a expectativa é de que os novos modelos de tributação passem a produzir efeitos a partir de janeiro de 2027.

Outros estados

As mudanças não terão o mesmo impacto em todo o território nacional. Nos estados que ainda adotam alíquotas fixas — como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Amazonas, Alagoas, Amapá, Rio Grande do Norte e Roraima — a principal mudança será a obrigatoriedade da adoção de alíquotas progressivas, permitindo que a tributação aumente conforme o valor do patrimônio transmitido e alcance o teto nacional de 8%.

Já nos estados que já utilizam sistemas progressivos, como Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Mato Grosso, Paraíba e Tocantins, o impacto tende a ocorrer principalmente por meio da nova base de cálculo. A regulamentação da Reforma Tributária estabelece diretrizes para que os estados passem a utilizar o valor de mercado dos bens como referência para cobrança do imposto, o que pode elevar significativamente o valor final a ser recolhido mesmo sem alteração das alíquotas.

Há ainda um terceiro grupo de estados — como Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Pará, Maranhão, Rondônia e Piauí — que poderá ser afetado pelos dois fatores simultaneamente: eventual elevação das alíquotas máximas atualmente praticadas e adoção de critérios mais rigorosos para avaliação patrimonial.

O que é ITCMD?

De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz/MS), o ITCMD é um imposto estadual que deve ser pago por aqueles que recebem bens de forma gratuita, como os donatários (nome que se dá à pessoa que recebe uma doação) e os herdeiros/legatários (na transmissão da herança de pessoa falecida).

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Combustível

Preço médio do etanol cai mais uma vez e fecha o mês valendo R$ 3,80

Entre março e julho de 2026, o combustível registrou queda de 11,83%

25/07/2026 12h30

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do etanol em Mato Grosso do Sul, vem registrando quedas em seu valor semanalmente.

Em julho o combustível iniciou o mês com um preço médio de R$ 3,92 e encerrou o mês com R$ 3,80, mostrando uma queda de R$ 0,12. 

Ainda de acordo com a pesquisa realizada pela ANP, o valor médio do litro do etanol, que era comercializado a R$ 4,31 na última semana de março, encerrou o mês de julho custando R$ 3,80, registrando uma queda de 11,83%. 

A análise realizada pela ANP mostra também a variação de entre o preço mínimo e máximo praticado nos postos de combustíveis da Capital. 

Na última semana pesquisada, de 19 a 25 de julho, entre os 16 postos pesquisados o menor valor encontrado nas bombas foi de R$ 3,69, enquanto o valor máximo encontrado não ultrapassou os R$ 3,99. 

Com a queda do valor, o etanol hidratado pode passar a ser uma alternativa bem mais em conta no bolso do consumidor, uma vez que, registra uma diferença de R$ 2,47 com relação à gasolina comum, que soma um preço médio de R$ 6,27. 
 

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