Economia

Salário

Prefeito afirma que servidores municipais podem ficar sem reajuste em 2022

Os subsídios concedidos ao Consórcio Guaicurus irão afetar o orçamento, impedindo o aumento salarial

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O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), afirmou, nesta quarta-feira (12), que há chances dos funcionários públicos municipais ficarem sem reajuste salarial em 2022. Frase foi dita durante reunião com o Consórcio Guaicurus e chefe do executivo associou 

De acordo com Trad, não há receita na municipalidade para aumentar os vencimentos dos funcionários, que estão há dois anos sem reajuste. Contudo, a prefeitura dará subsídios para o Consórcio Guaicurus, o que terá impacto na não concessão do reajuste. 

Em dezembro passado, o prefeito havia afirmado ao Correio do Estado que iria conversar sobre o reajuste na segunda quinzena de janeiro. Há menos de três dias para o período previsto chegar, ele já adiantou não haver recursos para isso

Na mesma ocasião, o chefe do executivo havia dito que não estabeleceria uma porcentagem linear e conversaria com os sindicatos para analisar as propostas. 

"Não vou fazer nada imposto, mas até o momento defini com os secretários que iremos ouvir as propostas dos sindicatos e como todo ano, analisar a situação financeira e estabelecer o melhor reajuste a cada categoria", pontuou. 

Acordo com o transporte público

Após muitas discussões, a prefeitura de Campo Grande chegou a um acordo com o Consórcio Guaicurus sobre o reajuste da tarifa do transporte público, que ficou definida em R$ 4,40, sendo válida a partir de segunda-feira (17). 

A prefeitura também isentou o Consórcio do ISS e do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).

Além disso, a partir deste acordo, o passe de ônibus passa para R$5,15 para servidores públicos municipais e estaduais. O prefeito também se comprometeu a pagar a gratuidade dos alunos da rede pública municipal. 

 

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Balanço

BNDES aprovou R$ 5,7 bilhões para o agro de MS em 3 anos

Crédito aprovado cresceu 37% desde 2023; Mato Grosso do Sul amplia o acesso a financiamento e reforça ciclo de expansão do agronegócio

04/05/2026 08h00

Extraído da Internet/ Agência Brasil

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O agronegócio de Mato Grosso do Sul tem ampliado o acesso a crédito e fortalecido sua capacidade de investimento nos últimos anos.

Dados enviados ao Correio do Estado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostram que, desde janeiro de 2023, foram aprovados R$ 5,07 bilhões para o setor agropecuário no Estado, volume 37% superior ao registrado entre 2019 e 2022, quando os financiamentos somaram R$ 3,7 bilhões.

O avanço reforça o protagonismo do campo sul-mato-grossense na economia regional e ocorre em um momento de expansão da produção e das exportações, com destaque para cadeias como soja, milho, celulose e proteína animal.

Na prática, o aumento do crédito indica maior capacidade de investimento por parte de produtores e empresas, sobretudo em tecnologia, mecanização e ampliação da produção.

Os recursos aprovados pelo banco incluem operações no âmbito dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), crédito rural e financiamentos para projetos estruturantes, como aquisição de máquinas e equipamentos, além de serviços tecnológicos voltados ao ganho de produtividade.

O desempenho de Mato Grosso do Sul acompanha o movimento nacional de expansão do crédito ao agronegócio. Em todo o País, o BNDES aprovou R$ 160,8 bilhões para o setor desde 2023, montante 65,3% superior ao liberado entre 2019 e 2022, que somou R$ 97,3 bilhões. Os recursos alcançaram 93% dos municípios brasileiros, ampliando a capilaridade do financiamento.

Parte relevante desses investimentos tem sido direcionada à agroindústria. Do total nacional, R$ 19 bilhões foram destinados ao aumento da capacidade produtiva, incluindo projetos de armazenagem, centros de pesquisa e expansão da produção de biocombustíveis – segmento que ganha força também em Mato Grosso do Sul, especialmente com o avanço das usinas de etanol de milho.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o aumento do volume de crédito está alinhado à estratégia de fortalecimento do setor agropecuário no País.

“Por orientação do presidente Lula, o BNDES tem sido um dos principais parceiros do setor agropecuário brasileiro. Ampliamos o volume de recursos para esse setor em todas as áreas. Um dos destaques é a produção de biocombustíveis. Foram aprovados R$ 13,5 bilhões para 48 projetos de etanol, valor 217% superior ao que foi aprovado entre 2019 e 2022”, afirmou.

OPERAÇÕES

O banco também registrou crescimento expressivo no número de operações realizadas por meio de instituições financeiras parceiras, o que facilita o acesso ao crédito por produtores de diferentes portes.

De acordo com o superintendente da área de Operações e Canais Digitais do BNDES, Marcelo Porteiro, somente no último ano foram mais de 200 mil operações no setor agropecuário.

“Num setor tão importante para a economia brasileira como o agropecuário, o BNDES se faz presente apoiando especialmente o investimento. Então, no ano passado, foram mais de R$ 50 bilhões investidos no setor, mais de 200 mil operações realizadas por meio de uma extensa rede de parceiros”, destacou.

Os números foram divulgados durante a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, realizada em Ribeirão Preto (SP), que reúne produtores, fabricantes de máquinas e instituições financeiras. O evento funciona como vitrine para novas tecnologias e reforça a importância do crédito como motor de modernização do campo.

Em Mato Grosso do Sul, o aumento de 37% nas aprovações de crédito ocorre em um cenário de consolidação do agronegócio como principal vetor econômico.

O setor responde por parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e tem sido decisivo para a geração de empregos, renda e saldo positivo na balança comercial.

Especialistas apontam que o acesso a financiamento é determinante para sustentar o ritmo de crescimento, especialmente diante da elevação dos custos de produção e da necessidade de adoção de tecnologias mais eficientes.

Investimentos em armazenagem, por exemplo, ajudam a reduzir perdas e melhorar a logística, enquanto a mecanização contribui para ganhos de produtividade.

Outro fator relevante é o avanço dos biocombustíveis no Estado, impulsionado pela produção de etanol de milho, que tem atraído investimentos e ampliado a diversificação da matriz produtiva.

Nesse contexto, o crédito do BNDES tende a desempenhar papel estratégico na viabilização de novos projetos industriais.

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Números

Estrangeiros operam 90% dos aeroportos em capitais e Infraero encolhe

Em um cenário marcado pela redução da presença da estatal Infraero, grupos de sete países atuam em 25 dos 29 aeroportos com maior movimentação anual

03/05/2026 13h30

Foto: Divulgação / Latam

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A presença de operadores estrangeiros em aeroportos brasileiros supera a observada em outros setores de infraestrutura e já domina os principais terminais do País. Hoje, empresas internacionais controlam cerca de 90% dos aeroportos localizados em capitais, segundo levantamento do Broadcast (sistema de noticiais em tempo real do Grupo Estado) com dados da Aeroportos do Brasil (ABR).

Em um cenário marcado pela redução da presença da estatal Infraero, grupos de sete países atuam em 25 dos 29 aeroportos com maior movimentação anual de passageiros nas capitais do País A predominância estrangeira reflete fatores regulatórios e operacionais, além do histórico de concessões, segundo especialistas.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, relaciona a forte presença estrangeira ao processo de concessões que classifica como "bem-sucedido", iniciado em 2011. "Não havia empresas brasileiras desenvolvidas para gerir esses ativos. As concessões abriram espaço para grupos estrangeiros com expertise", afirmou à Broadcast.

A maior padronização do setor também favorece a atuação de operadores globais, segundo a sócia do BMA Advogados, Ana Cândida. "A regulação do transporte aéreo tem forte coordenação internacional, o que traz maior uniformidade e reduz incertezas para o investidor. Isso não acontece em outros setores de infraestrutura, como saneamento e rodovias, que têm características mais locais", explicou.

Apenas quatro aeroportos em capitais não são controlados por operadores estrangeiros: Santos Dumont (RJ), Belém (PA), Cuiabá (MT) e Macapá (AP). O terminal no Rio de Janeiro é o único sob gestão exclusiva da estatal Infraero, enquanto os demais são operados por grupos privados brasileiros, como a Norte da Amazônia Airports (NOA) e a Centro-Oeste Airports (COA).

Por outro lado, a espanhola Aena lidera o mercado, com sete aeroportos, incluindo Congonhas (SP) e o Galeão (RJ), segundo e terceiro mais movimentados do Brasil. Controlada pelo governo da Espanha, a concessionária ampliou presença no País nos últimos anos e, recentemente, venceu a relicitação do terminal fluminense, em disputa com a suíça Zurich Airport e a concessionária anterior, Changi Airports International, de Cingapura.

Já o grupo mexicano Asur controla seis terminais em capitais brasileiras após adquirir parte dos ativos da Motiva no País, incluindo os aeroportos de Palmas, São Luís, Teresina, Goiânia, Belo Horizonte e Curitiba. A francesa Vinci Airports, por sua vez, administra cinco terminais e ocupa a sétima posição no ranking por movimentação.

Infraero

O avanço dos operadores estrangeiros ocorreu em paralelo à redução da Infraero. Em 2010, a estatal gerenciava 67 aeroportos no País. Com o início das concessões, perdeu representatividade e hoje controla 23 aeroportos, sendo apenas 10 com voos regulares.

Nas primeiras rodadas, a estatal compartilhava as concessões com construtoras nacionais, que atuavam como parceiras dos operadores estrangeiros. Com a saída desses grupos, em meio aos impactos da Operação Lava Jato e à reestruturação das empresas, a presença nacional nos consórcios foi reduzida.

Esse movimento ganhou novo impulso com a saída da estatal da concessão do Galeão (RJ), na qual detinha 49% de participação, após a relicitação do ativo. Na avaliação do sócio do VLR Advogados, Luís Felipe Valerim, a tendência é de continuidade desse encolhimento. "A Infraero caminha para um papel cada vez mais residual no setor", disse.

A estatal ainda mantém participação em concessões relevantes, como na concessionária GRU Airport (Guarulhos) e no Aeroporto de Brasília. No entanto, a relicitação em andamento para o terminal da capital federal prevê a saída da estatal do ativo. Com isso, o Santos Dumont deve se manter como último ativo mais relevante no portfólio da Infraero.

Perspectivas

No início de abril, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o processo de solução consensual para a concessão do Aeroporto de Brasília e determinou a inclusão de 10 aeroportos regionais do programa AmpliAR no novo contrato. A expectativa é que o leilão ocorra ainda neste ano.

O modelo tende a reforçar a presença dos operadores já estabelecidos, segundo Valerim. "Ao incorporar aeroportos regionais a contratos existentes, o programa amplia a escala das concessões e favorece grupos já instalados, o que pode concentrar ainda mais a operação", afirmou.

Apesar do número limitado de ativos, há espaço para novos entrantes, segundo Ana Cândida, que cita como exemplo a venda de ativos da Motiva. "Ainda há oportunidades no mercado secundário, mas os grandes grupos tendem a concentrar os ativos", reforçou.

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