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Síndico deve exigir autorização dos pais para crianças usarem áreas de lazer

Síndico deve exigir autorização dos pais para crianças usarem áreas de lazer

FOLHA ONLINE

20/12/2010 - 00h01
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As férias escolares levantam a bola para uma questão séria: as brincadeiras nas áreas comuns do prédio.

Playgrounds requerem inspeção semestral, segundo a norma nº 14.350/99 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Crianças com menos de dez anos não podem andar sozinhas no elevador, pela lei municipal nº 12.751/98.

Uma recomendação dos especialistas é o síndico obter autorização por escrito dos pais para seus filhos usarem equipamentos de lazer.

"Se as crianças não estiverem acompanhadas, a responsabilidade será transferida para o condomínio", lembra o advogado Edwin Britto, membro da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-SP.

Em um edifício na Penha (zona leste), o filho de Zilda Ruescas, 44, sofreu um corte na cabeça ao brincar na piscina, em 2007. O síndico não se responsabilizou pelo acidente, mas poderia ter sido acionado na Justiça. "Só no dia seguinte ele enviou um comunicado falando que as crianças deveriam ser assistidas pelos pais", diz Ruescas.

CIRCULARES

Outra orientação é "distribuir circulares protocoladas aos pais sobre normas de uso dos brinquedos", menciona Rosely Schwartz, professora do curso de administração de condomínios da EPD (Escola Paulista de Direito).

No condomínio Ilha do Sul, em Pinheiros (zona oeste), placas ditam as regras de uso dos ambientes. "Nunca tivemos problemas, as crianças brincam sozinhas", afirma o síndico Roberto Muller.

Uma opção é contratar um monitor. "A decisão deve ser tomada em assembleia", frisa Britto. "As próprias mães podem organizar um rodízio para olhar as crianças", sugere Schwartz.

Regras não previstas legalmente, como proibir crianças nas áreas comuns após 22 h, também têm de ser aprovadas em assembleia.

Para Silvia Colello, professora de psicologia da educação da USP (Universidade de São Paulo), os espaços de lazer dos condomínios são importantes --e devem atender a todas as idades. "O desenvolvimento infantil é melhor quando há contato com brinquedos e outras crianças."

No Ilha do Sul, há biblioteca infantojuvenil, brinquedoteca, pista de skate e auditório para a exibição de filmes e peças teatrais.

PIB-2023

PIB do Brasil fecha 2023 com alta de 2,9%, mas fica estagnado no segundo semestre

O resultado ficou levemente abaixo da variação de 2022 e da mediana das expectativas do mercado financeiro, ambas de 3%.

01/03/2024 22h00

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 Sob influência de alta recorde na agropecuária, a economia brasileira fechou o ano de 2023, o primeiro do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com crescimento acumulado de 2,9%.

É o que apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta sexta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


O resultado ficou levemente abaixo da variação de 2022 e da mediana das expectativas do mercado financeiro, ambas de 3%.

Os dados do IBGE também mostram uma desaceleração da atividade econômica no segundo semestre, após o impulso da agropecuária, mais concentrado nas safras do início de ano.

Considerando somente o quarto trimestre de 2023, o PIB ficou estagnado (0%) em relação aos três meses imediatamente anteriores. A expectativa de analistas era de variação de 0,1%, segundo a agência Bloomberg.

O PIB também ficou estagnado no terceiro trimestre de 2023, na comparação com os três meses imediatamente anteriores. O IBGE revisou o desempenho desse período de 0,1% para 0%.

Os dois intervalos de variação nula (0%) vieram após altas de 0,8% no segundo trimestre e de 1,3% no primeiro.

Apesar da perda de força na segunda metade de 2023, o PIB fechou o ano passado com um resultado superior (2,9%) ao projetado inicialmente por analistas.

Ao final de 2022, o mercado financeiro esperava um crescimento de apenas 0,8% para o acumulado de 2023, conforme a mediana do boletim Focus, divulgado pelo BC (Banco Central). As previsões subiram com o passar dos meses.

"As commodities deram o tom do crescimento em 2023", diz a economista Juliana Trece, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), em referência ao comportamento positivo da agropecuária (15,1%) e da indústria extrativa (8,7%).

"A economia cresceu bastante, mais do que o esperado no início do ano passado. É um bom resultado, mas ainda tem pontos de alerta", pondera.

Os pontos de alerta, segundo a pesquisadora, estão associados ao desempenho negativo em 2023 de componentes do PIB como indústria de transformação (-1,3%), construção (-0,5%) e investimentos produtivos na economia (-3%).

O trio sentiu os efeitos dos juros elevados no ano passado, mas o recente ciclo de queda da taxa Selic pode trazer estímulos em 2024, apontam analistas.

O PIB registrou no primeiro ano do terceiro mandato de Lula um desempenho inferior ao de 2007 (6,1%), que marcou o começo do segundo governo do petista. Na comparação com 2003 (1,1%), ano inicial do primeiro mandato do presidente, a variação de 2023 é mais expressiva.

Em 2019, período inicial do governo Jair Bolsonaro (PL), antecessor de Lula, o PIB teve alta de 1,2%, segundo o IBGE.


AGRO DÁ IMPULSO NO ANO

Ao subir 15,1% em 2023, a agropecuária registrou sua maior variação em um ano fechado na série histórica do IBGE, iniciada em 1996.

Puxado por culturas como soja e milho, o setor foi responsável diretamente por cerca de um terço do avanço do PIB no ano passado.

"A agropecuária teve papel fundamental na economia brasileira", afirmou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Os serviços (2,4%) e a indústria (1,6%) também avançaram no período. No caso da indústria, o instituto destacou a influência positiva do setor extrativo.
Essa atividade teve alta de 8,7% no ano, por causa do aumento da extração de petróleo, gás natural e minério de ferro. A agropecuária e o setor extrativo têm grande impacto do mercado externo.

Ainda na indústria, o segmento de transformação e a construção patinaram em meio ao cenário de juros elevados. As atividades recuaram 1,3% e 0,5%, respectivamente.

O economista-chefe da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Igor Rocha, afirma que, enquanto as grandes economias se apoiam em uma indústria de alta tecnologia, o Brasil segue dependente dos setores primários.

"Fica muito difícil superar a armadilha da renda média se a gente não entender que uma cadeira não fica de pé somente numa perna", afirmou.

Para a Fiesp, a queda dos juros e os programas do governo devem contribuir para um resultado positivo em 2024 para o setor, mas ainda abaixo da média do PIB nacional. A entidade prevê crescimento de 1,8% para o PIB neste ano, com avanço de 1% na indústria de transformação.

CONSUMO AVANÇA, INVESTIMENTO CAI

Pela ótica da demanda no PIB, o IBGE destacou o comportamento do consumo das famílias, que avançou 3,1% em 2023. A alta havia sido de 4,1% em 2022.


Palis, do IBGE, disse que o crescimento do consumo no ano passado teve influência da melhora do mercado de trabalho, com aumento da ocupação e da massa salarial, além da trégua da inflação.

"Os programas de transferência de renda do governo colaboraram de maneira importante no crescimento do consumo das famílias, especialmente em alimentação e produtos essenciais não duráveis", acrescentou a pesquisadora.

O patamar elevado dos juros, por outro lado, representou um entrave para um avanço maior desse indicador. O ciclo de cortes da taxa básica, a Selic, só teve início em agosto.

Outro componente que costuma sentir o impacto dos juros é o dos investimentos produtivos na economia, medidos pela FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo).


Em 2023, esses aportes tiveram queda de 3% no PIB. Trata-se da maior redução dos investimentos desde 2016 (-12,1%), quando o Brasil estava em recessão.

Ainda na parte da demanda, a economia contou com estímulos das exportações (9,1%), que têm relação com a agropecuária, e do consumo do governo (1,7%).

PERDA DE RITMO AO LONGO DE 2023

No quarto trimestre de 2023, a estagnação do PIB veio acompanhada por avanços de 1,3% na indústria e de 0,3% no setor de serviços.

A agropecuária, por outro lado, caiu 5,3%. O IBGE ponderou que safras importantes, como as de soja e milho, estão concentradas no primeiro semestre, o que ajuda a explicar o resultado negativo.

O consumo das famílias perdeu fôlego no quarto trimestre. O componente recuou 0,2%, após alta de 0,9% nos três meses anteriores.

Já os investimentos produtivos na economia avançaram 0,9% no quarto trimestre. O aumento veio após uma queda de 2,2% no período anterior.

"Era esperado que o segundo semestre fosse mais enfraquecido, após o efeito maior das commodities, com os juros elevados e o cenário internacional incerto", afirma Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados.

ECONOMISTAS ESPERAM ALTA PERTO DE 2% EM 2024

Para o PIB de 2024, a expectativa, por ora, é de desaceleração. Analistas do mercado projetam um avanço de 1,75%, segundo a mediana da edição mais recente do Focus, publicada na terça (27) pelo BC.

As estimativas vêm subindo nas últimas semanas. Ao final de 2023, por exemplo, o mercado esperava um crescimento menor, de 1,52%, para o PIB de 2024.
Neste ano, a atividade econômica não deve contar com o mesmo impulso da agropecuária, já que fenômenos climáticos extremos jogam contra a produção no campo.

Sob influência do El Niño, o Brasil viveu episódios como ondas de calor, seca e tempestades em regiões produtoras nos últimos meses.

Os juros, por outro lado, estão em ciclo de queda. O corte da Selic é visto como possível estímulo para o consumo e os investimentos em 2024.


"Temos um cenário um pouco mais positivo para os investimentos", diz a economista Natália Cotarelli, do Itaú Unibanco.

"Esperamos crescimento para os investimentos, muito ligado à construção melhor e à indústria de transformação", completa.

Por ora, o Itaú prevê PIB de 1,8% neste ano. O viés é de alta na estimativa, de acordo com Cotarelli. A MB Associados, por sua vez, elevou sua previsão de 1,7% para 2% nesta sexta.

"Apesar da desaceleração no segundo semestre de 2023, acreditamos que a economia voltará a crescer em 2024", projeta a economista Claudia Moreno, do C6 Bank.


"A Selic em trajetória de queda, a manutenção do mercado de trabalho aquecido e os estímulos fiscais por parte do governo federal devem ser os principais responsáveis pelo crescimento", completou.

Segundo ela, o C6 deve elevar sua previsão para o PIB de 2024, saindo de 1,5% para "algo próximo de 2%".

Luciano Costa, economista-chefe da corretora Monte Bravo, vai na mesma linha. De acordo com ele, a economia será beneficiada neste ano pelos efeitos do corte de juros e pela resiliência do mercado de trabalho. A Monte Bravo espera crescimento de 2% em 2024.

PIB PER CAPITA AVANÇA 2,2%

O IBGE ainda informou nesta sexta que o PIB totalizou R$ 10,9 trilhões em 2023. Já o PIB per capita, que divide a riqueza produzida pelo número de habitantes, alcançou R$ 50.194 no ano passado. Esse valor significa um avanço de 2,2%, em termos reais, ante 2022, disse o instituto.

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MERCADO-FINANCEIRO

Bolsa tem leve alta após duas quedas seguidas; dólar cai

No câmbio, o dólar registrou queda de 0,39%, fechando o dia cotado a R$ 4,954

01/03/2024 21h00

Isso mudou às 12h, quando foi divulgada uma série de dados nos Estados Unidos Crédito: Freepik

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A Bolsa brasileira registrou leve alta de 0,12% nesta sexta-feira (1°), fechando o dia aos 129.129 pontos, numa sessão de tímida recuperação após duas sessões consecutivas de desempenho negativo.

As principais altas do dia foram de Petrobras e Gerdau, que foram as únicas entre as cinco mais negociadas da sessão a registrar desempenho negativo. Enquanto a estatal se recupera de fortes quedas na semana, a siderúrgica se beneficia nesta sexta pela data limite para investidores receberem dividendos da companhia.

Na ponta negativa, a Vale, empresa de maior peso no Ibovespa, registrou leve recuo, acompanhando a fraqueza do minério de ferro no exterior. Nesta semana, a mineradora sofreu críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foram vistas internamente como uma ameaça do chefe do executivo para recuperar poder.

Nesta sexta, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a economia brasileira fechou o ano de 2023 com crescimento acumulado de 2,9%, levemente abaixo da variação de 2022 e da mediana das expectativas do mercado financeiro, ambas de 3%.

"O Ibovespa hoje está numa lateralização no zero a zero, e muito por conta do resultado do PIB [Produto Interno Bruto]. O dado veio em linha, o que de certa forma foi muito bom, porém o noticiário corporativo de empresas fez o mercado perder um pouco de fôlego, até destoando um pouco dos mercados lá fora, já que Nasdaq, S&P 500 sobem, assim como o petróleo", diz Dierson Richetti, sócio da GT Capital.

Já Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, afirma que o mês de março começou tímido, mas o cenário é positivo para o Ibovespa ao longo do ano.


"As expectativas de crescimento estão melhores, e isso deveria sustentar o humor dos investidores, especialmente com a queda da inflação. É um contexto que deveria ser promissor para ativos de risco", diz Spiess.

No câmbio, o dólar registrou queda de 0,39%, fechando o dia cotado a R$ 4,954, após a divulgação de dados fracos do setor industrial dos EUA elevar as apostas de que o Federal Reserve pode cortar os juros em junho.

No início da sessão o dólar demonstrou certa volatilidade, oscilando ora em queda, ora em leve alta, sem que houvesse catalisadores no Brasil ou no exterior para movimentos mais intensos.

Isso mudou às 12h, quando foi divulgada uma série de dados nos Estados Unidos.


O principal deles foi o PMI industrial medido pelo Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês), que caiu de 49,1 em janeiro para 47,8 em fevereiro. Foi o 16º mês consecutivo em que o PMI permaneceu abaixo de 50, o que indica contração no setor industrial. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam um PMI de 49,5 em fevereiro.

No mesmo horário do PMI, o Departamento de Comércio dos EUA informou que os gastos com construção caíram 0,2% em janeiro, ante expectativa de alta de 0,2%. Já o índice de confiança do consumidor norte-americano, da Universidade de Michigan, atingiu 76,9 em fevereiro, abaixo dos 79,6 esperados.

Após a divulgação dos dados, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os chamados "treasuries", se firmaram em queda, com investidores avaliando que o espaço para que o Fed corte juros em junho aumentou. Em paralelo, o dólar perdeu força ante várias divisas em todo o mundo, incluindo o real.

Para Cristiane Quartaroli, economista do Ouribank, a queda do dólar também está relacionada ao resultado do PIB.

"A gente ainda está com um nível de câmbio elevado, está difícil de ver essa taxa cair mais. Mas Foi um resultado [do PIB] positivo, que sustenta a expectativa de manutenção do ciclo de redução da Selic daqui para frente", afirma Quartaroli.

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