Ensinamento valioso

Marco Aurélio: "Quando for difícil se levantar, lembre-se: eu me levanto para ser humano"

Filósofo romano Marco Aurélio registrou uma reflexão sobre como começar o dia com propósito

O filósofo romano Marco Aurélio registrou uma reflexão sobre como começar o dia com propósito: ao amanhecer, quando o corpo reluta em sair da cama, é preciso lembrar que se levanta para cumprir a obra de um ser humano.

A afirmação, extraída de suas meditações, contrapõe a preguiça cotidiana à responsabilidade de agir em favor da comunidade. O estoicismo tardio — corrente filosófica que Marco Aurélio praticava — ressurge como resposta prática ao estresse contemporâneo.

Em vez de resignação, essa filosofia convida o indivíduo a enxergar a existência não como sorte ou azar, mas como uma tarefa natural que exige ação responsável e colaboração com os outros.

O propósito do despertar segundo o estoicismo

Marco Aurélio refletia sobre o momento em que a dificuldade de acordar tenta vencer o propósito vital. Ele observava a natureza ao redor — plantas, insetos, animais — cumprindo suas funções sem reclamação. O ser humano, dotado de razão, não deveria ser exceção a essa lei natural nem se esquivar de suas responsabilidades.

Para o imperador filósofo, a obra diária consistia em servir aos outros. Marco Aurélio compara essa tarefa à colaboração entre partes do próprio corpo: mãos, pés e dentes trabalham juntos em harmonia. Da mesma forma, cada pessoa deve trabalhar pelo bem comum, atuando com justiça e cooperando como sua natureza racional exige.

A dicotomia do controle e o despertar moral

O estoicismo se alicerça em um princípio essencial: embora os acontecimentos externos escapem ao controle humano, as próprias reações e decisões permanecem sempre sob nosso domínio. Para o estoicismo, governar a própria mente ao começar o dia é a primeira vitória.

A consciência de que a vida é efêmera não busca assustar, mas lembrar a urgência moral de aproveitar o presente. Quando essa compreensão afasta o superficial, ganha espaço o que importa: a busca pela honestidade, pela virtude e pelo bem coletivo.

Enxergar o despertar matutino como um chamado para cumprir esse papel — não como fuga dos problemas do mundo, mas como compromisso genuíno de trabalhar em benefício alheio — transforma a resistência da preguiça em oportunidade de ação significativa.

Turismo

Uma ilha para cada dia do ano: cidade brasileira reúne 365 ilhas e mais de 2 mil praias

Um dos destinos turísticos mais procurados do país.

04/10/2026 17h00

Foto: Aleson Padilha/Pexels

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<p>No litoral do Rio de Janeiro, a Baía da Ilha Grande concentra um conjunto raro de atrativos naturais: são 365 ilhas e mais de 2 mil praias que formam o cenário de Angra dos Reis.</p>

<p>Esse conjunto de enseadas e formações rochosas coloca Angra dos Reis entre os destinos turísticos mais procurados do Rio de Janeiro. A geografia influencia o dia a dia local e a experiência dos visitantes. Funcionando como uma barreira natural, as ilhas amenizam a força das ondas vindas do oceano aberto, o que deixa a água calma na maior parte das praias da região.</p>

<p>Esse cenário explica a força dos passeios de barco entre os turistas, já que boa parte das praias não tem estrada de acesso e só pode ser visitada por via marítima.</p><div class="bob-video" style="margin:18px 0"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TatW78FlAtI" width="560" height="315" frameborder="0" loading="lazy" allowfullscreen="" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture"></iframe></div><p><br></p>

<h2>Reconhecimento Mundial e patrimônio misto</h2>

<p>A Ilha Grande, a maior de Angra dos Reis, recebeu em 2019, ao lado de Paraty, o reconhecimento da UNESCO como Patrimônio Mundial. Foi o primeiro sítio brasileiro na categoria de patrimônio misto, que reúne importância cultural e natural.</p>

<p>De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a região preservada possui quase 149 mil hectares e abrange territórios dos dois municípios.</p>

<p>O reconhecimento contempla comunidades tradicionais, a biodiversidade e as paisagens conservadas da Mata Atlântica. Dados de apuração complementar indicam que cerca de 85% da área preservada tem cobertura vegetal nativa bem conservada. A região abriga o segundo maior remanescente florestal da Mata Atlântica. Esses elementos integram o patrimônio misto reconhecido pela organização internacional.</p>

<h2>Praias de destaque internacional</h2>

<p>Águas tranquilas, porém, não são regra em toda Angra: na Ilha Grande, a praia de Lopes Mendes fica de frente para o mar aberto, o que resulta em ondas mais fortes e atrai surfistas e aventureiros. Em 2016, a praia apareceu na lista das mais belas do mundo publicada pelo jornal espanhol El País.</p>

<p>O local também foi reconhecido pelo TripAdvisor entre os principais destinos de praia do mundo. Seu acesso exclusivamente marítimo reforça o papel das embarcações na conectividade do arquipélago e contribui para preservar a região de pressões que afetam praias mais facilmente alcançáveis por terra.</p>

<h2>História, trilhas e experiências além do litoral</h2>

<p>No Centro Histórico, construções que remontam à ocupação colonial da região, caso do Convento do Carmo e da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, seguem preservadas. A Vila Histórica de Mambucaba mantém construções antigas integradas à paisagem preservada da Mata Atlântica e aproxima os visitantes da história e do ambiente natural.</p>

<p>Para quem busca desafio físico, o Pico do Papagaio, na Ilha Grande, é um dos principais destinos de trilha. O percurso exige preparo e leva aos pontos mais elevados da ilha. Também é possível fazer a subida à noite para acompanhar o amanhecer, desde que o passeio seja realizado com guia autorizado e dentro das normas de acesso.</p>

<p>Quem prefere experiências mais breves pode embarcar para a Ilha de Cataguás, perto do Centro e acessível em pouco tempo de barco. No local, predominam as águas calmas e a paisagem preservada.</p>

Astronomia

Astrônomos encontram planeta de lava e gelo que surpreende por sua atmosfera

Ele está a cerca de 154 anos-luz daqui.

04/10/2026 15h49

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Cientistas descobriram um exoplaneta que desafia as expectativas: apesar de estar coberto de lava incandescente, mantém uma atmosfera e apresenta temperaturas internas muito mais frias que seus semelhantes. 

A cerca de 154 anos-luz daqui, o HD 3167 b se destaca por ser, até agora, o menor exemplar conhecido de planeta de lava a conservar uma atmosfera, o que o torna uma raridade entre os astros já catalogados.

O estudo saiu em 9 de julho na revista científica The Astrophysical Journal Letters e chama atenção justamente por contrariar a expectativa de que planetas rochosos tão próximos de suas estrelas não conseguiriam preservar uma atmosfera.

Um pesquisador da Universidade de Chicago explicou que, quanto mais próximo um planeta rochoso está de sua estrela, maior é o desafio para que ele preserve uma camada de ar, já que fica mais exposto aos ventos estelares e à radiação de alta energia emitida pelo astro.

Uma descoberta inesperada no espaço

Desde a primeira detecção de um exoplaneta fora do Sistema Solar, há mais de três décadas, cerca de 6.300 planetas foram identificados. Eles têm composições variadas: alguns são gasosos, outros rochosos, e muitos estão tão quentes que sua superfície se transformou em lava incandescente.

Apesar dessas condições extremas, vários mundos de lava têm atmosferas, e entre eles está o HD 3167 b.

O que torna esse planeta especial é sua dualidade: ele é quente o suficiente para se enquadrar entre os mundos de lava, mas sua temperatura interna permanece muito mais baixa que a dos demais planetas da mesma classe. Essa combinação inusitada o torna o mundo de lava com atmosfera mais frio já encontrado pelos astrônomos.

O mecanismo por trás do paradoxo

A detecção da atmosfera foi possível graças ao Telescópio Espacial James Webb, que utilizou observações infravermelhas para identificar a camada de ar e medir a temperatura superficial.

Segundo os cientistas, a atmosfera do planeta funciona como um escudo: ela reflete a luz da estrela e distribui o calor recebido para o lado que fica na escuridão, o que ajuda a manter o lado iluminado mais frio do que seria sem essa camada de ar.

Esse processo ocorre porque o planeta tem rotação "sincronizada", comum entre mundos rochosos próximos de suas estrelas. Isso significa que um lado do planeta fica sempre voltado para a estrela, enquanto o outro permanece perpetuamente envolto em escuridão.

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