Economia

PESQUISA

Produtos de higiene pessoal variam em até 320% na Capital

Pesquisa trimestral foi divulgada pelo Procon-MS

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Pesquisa de preços de produtos de higiene pessoal e limpeza realizada trimestralmente pelo Procon-MS, detectou diferenças percentuais que chegam a 320,53% em Mato Grosso do Sul.

A maior diferença de preço é na pedra sanitária Harpic de 20 gramas.

Foram verificados preços de 278 produtos em 19 estabelecimentos. Somente 211 foram divulgados, já que 76 itens foram encontrados em menos de três locais onde houve a verificação.  

O Assai Atacadista, localizado na rua Fábio Zahran, apresentou o maior número de produtos com menor preço; enquanto o Supermercado São João, na avenida Arquiteto Vila Nova Artigas, apresentou o maior número de produtos com o maior preço.

Entre os produtos que apresentaram maior variação está o aparelho de barbear Gillette (287,60%): o menor preço foi no supermercado Duarte, vendido a R$2,5, e o maior foi no Carrefour, por 9,69.  

Já o aparelho de barbear Probak II teve variação de 232,67%. O menor preço também foi no Supermercado Duarte, por R$1,50, e o maior foi no Central Atacadista, por R$4,99.

A menor variação foi no amaciante de roupas Confort 5l, com diferença de preço de apenas 3 reais entre o maior e menor preço. No Assaí o produto é vendido por R$56,90, e no Atacadão por R$59,00.

Comparativo com o trimestre anterior

O Procon Estadual também divulgou o comparativo com a última pesquisa, realizada em abril, onde ficou constatado aumento em alguns produtos, como creme dental White Brilhant Fresh, em 33,47% e decréscimo, no caso de creme de barbear Nívea com 56 gramas, preço foi 153,04% menor.  

Esse comparativo leva em consideração produtos com a mesma apresentação nos dois trimestres.

Dentre os estabelecimentos pesquisados, o Assai Atacadista foi, novamente, o que apresentou o maior número de produtos com menor preço; enquanto o Supermercado São João, na avenida Arquiteto Vila Nova Artigas, ofereceu o maior número de produtos com o maior preço.  

A planilha da pesquisa pode ser conferida aqui. Os valores do comparativo trimestral, aqui

política

Queda de eleição na Câmara da Capital prevê avalanche de anulações no interior

O estopim da crise institucional ocorreu no final de fevereiro de 2026, quando a Justiça suspendeu os efeitos do pleito que havia reeleito o vereador Papy à presidência

13/03/2026 15h31

Presidente reeleita da Câmara de Paranaíba, Wanice Luciana

Presidente reeleita da Câmara de Paranaíba, Wanice Luciana Foto: Divulgação

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A recente decisão judicial que suspendeu a reeleição antecipada da Mesa Diretora na Câmara Municipal de Campo Grande ligou o sinal de alerta em diversos municípios de Mato Grosso do Sul. 

A medida estabelece um precedente jurídico contundente que deve desencadear uma verdadeira avalanche de ações judiciais e anulações contra legislativos do interior que adotaram a mesma manobra política para assegurar o comando do biênio 2027-2028.

Levantamento aponta que a Câmara de Paranaíba (na foto, a presidente reeleita Wanice Luciana - Republicanos), Ivinhema, Inocência, Coxim, Paranhos, Rio Verde, Maracajú e Mundo Novo, podem ter as eleições antecipadas totalmente anuladas pela Justiça. Nesses municípios o biênio de 2027-2028 já foi eleito, garantindo mandatos de presidente por quatro anos.  

O estopim desta crise institucional ocorreu no final de fevereiro de 2026, quando a 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da capital sul-mato-grossense atendeu a uma Ação Popular e suspendeu os efeitos do pleito que havia reeleito, de forma unânime, o vereador Papy  (PSDB) à presidência. 

A eleição havia sido realizada em julho de 2025, com mais de um ano e meio de antecedência da data da posse. O juiz Eduardo Lacerda Trevisan, acolhendo integralmente o parecer do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, argumentou que a escolha prematura fere a contemporaneidade do processo eleitoral, compromete a alternância de poder e prejudica a representatividade política da Casa.

A base legal para a derrubada da eleição na capital repousa em um entendimento já pacificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Suprema Corte estabeleceu como parâmetro que as eleições para o segundo biênio das casas legislativas devem ocorrer impreterivelmente a partir de outubro do ano anterior ao início do mandato correspondente. 

Esse teto jurisprudencial é de observância obrigatória e retira a validade do argumento de "autonomia regimental" que vinha sendo utilizado como escudo pelos vereadores.

A expectativa é que esse entendimento contamine imediatamente as dezenas de Câmaras Municipais espalhadas pelo interior de Mato Grosso do Sul. Ao longo de 2025 e no início de 2026, parlamentares de municípios estratégicos eleitoralmente como Paranaíba, Maracaju, Coxim, Rio Verde de Mato Grosso e Mundo Novo realizaram sessões extraordinárias e aprovaram emendas para antecipar e garantir o comando de suas Mesas Diretoras para 2027-2028.

O risco para esses municípios tornou-se iminente. A manifestação da 49ª Promotoria de Justiça de Campo Grande firmou o entendimento do MPMS de que a moralidade administrativa é um princípio constitucional autônomo e pode ser contestada por qualquer cidadão via Ação Popular, mesmo quando não há prejuízo financeiro direto aos cofres públicos.

IBGE

Após queda preocupante no fim do ano, volume de serviços em MS volta a crescer

A variação dos serviços prestados no Estado registrou aumento de 2,7% no primeiro mês de 2026 após dois meses de queda

13/03/2026 14h30

Número positivo no Estado seguiu a tendência nacional

Número positivo no Estado seguiu a tendência nacional FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Após uma tendência de queda no fechamento do ano passado, e um recuo de -5,2% com relação ao mês de novembro, o volume de serviços prestados em Mato Grosso do Sul em janeiro de 2026 apresentou um aumento de 2,7%. 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe, nesta sexta-feira (13) os resultados de janeiro da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), indicando um respiro no setor no início do ano, seguindo a tendência nacional. 

De acordo com os dados, frente ao mês de janeiro de 2025, o volume de serviços registrou alta de 3,8%, mesmo valor registrado no acumulado do ano. Já no acumulado dos últimos 12 meses passou de 5,4% no mês de dezembro para 6,2% em janeiro deste ano. 

Na média nacional, o volume de serviços no País variou 0,3% no mês de janeiro, na série com ajuste sazonal. Com o resultado, o setor iguala o patamar recorde da série histórica, registrado nos meses de outubro e novembro de 2025, registrando um valor 20,1% acima do nível antes da pandemia, em fevereiro de 2020. 

A variação positiva foi puxada por três das cinco atividades apuradas: outros serviços (3,7%), informação e comunicação (1,0%) e transportes (0,4%). A única taxa negativa do mês veio dos serviços prestados às famílias (-1,2%). Já os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis (0,0%).

Na comparação com o mês de janeiro de 2025, o setor registrou o 22º crescimento consecutivo na pesquisa, de 3,3%. 

Os principais impactos positivos vieram dos setores de informação e comunicação (6,5%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (5,0%). Outros serviços também tiveram resultados positivos, como em transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,1%); dos outros serviços (1,9%); e dos serviços prestados às famílias (0,5%).

A pesquisa mostra que o percentual das taxas positivas entre os 166 tipos de serviços investigados para janeiro de 2026 foi de 48,2%. 

"Neste tipo de comparação, o setor de serviços segue mostrando grande dinamismo, tendo como protagonismo os serviços voltados às empresas, principalmente informação e comunicação e serviços profissionais e administrativos", explicou o gerente da Pesquisa, Rodrigo Lobo. 

Serviços crescem em menos da metade dos estados

As taxas positivas de janeiro foram observadas em apenas 12 dos 27 estados brasileiros. Mesmo sem ter a maior alta, São Paulo exerceu o impacto mais importante na taxa de janeiro, com 1,6%. Em seguida, aparecem Mato Grosso (5,6%), Santa Catarina (1,3%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Pará (3,1%). As principais taxas negativas vieram do Paraná (-7,1%) e Rio de Janeiro (-3,0%). 

Em comparação a janeiro de 2025, a alta foi acompanhada por 16 estados. Mato Grosso registrou um aumento de 44,8%, acompanhado de São Paulo (6,5%), Distrito Federal (10,0%), Pará (6,9%) e Amazonas (5,7%). 
 

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