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Abertura da Copa tem um jogo no domingo

Em meio a polêmicas, Catar e Equador se enfrentam no primeiro dia de jogos da principal competição de futebol do mundo

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Em meio a polêmicas com relação ao consumo de bebidas alcoólicas, a Copa do Mundo do Catar começa neste domingo, com a estreia do time da casa contra o Equador, às 12h (de MS), no estádio Al Bayt. 

A abertura acontecerá cerca de uma hora antes de a partida começar. Nesta edição, pouco se sabe sobre a cerimônia de abertura, principalmente porque alguns artistas já se recusaram a se apresentar no evento, como Dua Lipa, Shakira e Rod Stewart.

Dois nomes estão certos são: o cantor sul-coreano Jung Kook, do grupo de k-pop BTS, e o rapper Lil Baby, responsável por uma das músicas da trilha sonora da Copa do Mundo.

Outros nomes especulados são o grupo de rap Black Eyed Peas e os cantores Robbie Williams e Nora Fatehi.

POLÊMICA

A Fifa acatou o pedido das autoridades do Catar de vetar a venda bebida alcoólica nos estádios da Copa do Mundo e em seus arredores. A decisão já gerou um incômodo na Budweiser, marca de cerveja e uma das patrocinadoras do mundial, e pode causar um conflito judicial entre a entidade e a marca.

“Seguindo as discussões entre o país-sede e a Fifa, a decisão tomada foi de manter a venda de bebidas alcoólicas apenas nos locais da Fifa Fan Festival, outros locais e pontos de venda, retirando a venda de cerveja dos perímetros e dos estádios da Copa do Mundo do Catar 2022”, informou a Fifa, por meio de suas redes sociais.

Nestes locais, será permitida somente a venda de cervejas sem álcool. “A decisão, contudo, não impacta a comercialização da Bud Zero, que seguirá sendo comercializada nos estádios. As autoridades do país-sede e a Fifa continuam afirmando que os estádios e suas cercanias seguem sendo áreas que vão criar uma experiência agradável e respeitosa para os fãs”.

Na mesma nota, a Fifa agradeceu a suposta compreensão da Budweiser, que foi pega de surpresa com a notícia. A marca chegou a fazer uma breve postagem nas redes sociais, com a mensagem: “Bem, isso é embaraçoso”. Logo em seguida, apagou o post.

“A organização do torneio agradece o entendimento da AB InBev e seu contínuo suporte em oferecer seus serviços durante a Copa do Mundo Fifa do Catar 2022”, disse a Fifa, no fim da nota publicada nesta sexta.

A decisão de não vender bebida alcoólica nos estádios da Copa já vale a partir do jogo de abertura do mundial, neste domingo.

BRASIL

Quatro dias depois da abertura, será a vez do Brasil estrear na competição. Nesta edição, a estratégia de observação de quem a seleção vai ou pode enfrentar na Copa do Mundo de 2022 tem sido diferente em relação ao mundial da Rússia, em 2018.

O conceito básico é colher as informações necessárias no momento certo, com uma amostragem de jogos que faça sentido para a equipe de Tite no Catar.

“Em 2018, a gente não foi in loco ver os adversários. Neste ano, a gente foi mais objetivo”, contou um dos analistas de desempenho do Brasil, Thomaz Araújo.

Essa precisão no alvo das “espionagens” foi possível pela escalação – ainda em março – do ex-zagueiro Ricardo Gomes, Lucas Oliveira, analista do Palmeiras, Marcinho, auxiliar do Red Bull Bragantino, e Gabriel Oliveira, analista do Fluminense.

Eles foram responsáveis por acompanhar jogos de Sérvia e Suíça na Europa e, posteriormente, fizeram relatórios à comissão técnica da seleção em reuniões na CBF.

Agora no Catar, Ricardo, Lucas e também Fernando Lázaro, que já trabalhou na comissão técnica de Tite no ciclo passado e está no Corinthians, vão ficar de olho nas partidas das outras seleções que vão cruzar o caminho do Brasil.

Antes da Copa de 2018, sem as viagens para ver partidas de europeus in loco, a CBF acionou analistas de desempenho de todos os clubes da Série A, com exceção do Flamengo. O pedido foi enviar relatórios sobre os demais 31 participantes do mundial. 

Só que, na prática, o material não foi muito útil – o Brasil fez cinco jogos. Além disso, nas oitavas e nas quartas de final, a amostragem de partidas dentro da Copa do Mundo deu à comissão técnica uma perspectiva mais real do que encontrar em campo.

A eficácia da nova observação será medida na prática a partir da estreia do Brasil, na quinta-feira (24). Na véspera, os analistas se reúnem no hotel preparando parte do conteúdo da preleção.

Saiba: A seleção brasileira fez sua preparação em Turim, na Itália. Neste sábado, o grupo de 26 jogadores e a comissão técnica do Brasil seguem para o Catar, onde ficarão hospedados no Westin Doha Hotel & Spa. A diária mais barata no local custa cerca de R$ 1.000. A estadia será por toda a competição.

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futebol

Conmebol anuncia datas e horários das semifinais da Copa Libertadores

Fase terá Flamengo, Fluminense, Palmeiras e o argentino Estudiantes

21/09/2026 23h00

Foto: Vitor Silva / Botafogo

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As datas e horários das semifinais da Copa Libertadores da América foram definidas nesta segunda-feira (21) pela Conmebol. O primeiro duelo será entre Fluminense e Palmeiras no dia 14 de outubro (uma quarta-feira), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã. No dia seguinte, no mesmo horário, o Estudiantes (Argentina) recebe o Flamengo, em local ainda indefinido.

Os jogos de volta ocorrerão na semana seguinte. O Verdão decidirá a vaga em embate contra o Tricolor carioca no Nubank Parque, em São Paulo, no dia 21 de outubro, às 21h30. No dia seguinte, será a vez de o Flamengo duelar contra o Estudiantes no Maracanã, também às 21h30.

Os times que avançarem à final receberão prêmio de US$ 7 milhões (aproximadamente R$ 36 milhões). A decisão do título será no dia 28 de novembro no Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Quem vencer levantará a taça e será contemplado com US$ 25 milhões (R$129 milhões). Já o vice-campeão receberá US$ 7 milhões (R$ 36 milhões).

Nos últimos cinco anos, somente times brasileiros decidiram a taça Libertadores, com exceção da final de 2023, quando o Fluminense faturou o título ao ganhar do Boca Juniors (Argentina). Em 2020, o Palmeiras foi campeão com vitória sobre o Santos. No ano seguinte, o Verdão voltou a levantar a taça ao superar o Flamengo.

Em 2022, o Flamengo foi campeão ao bater na final o Athletico-PR. Em 2024, o Botafogo conquistou o título inédito ao superar o Atlético-MG. Já no ano passado, o Flamengo arrematou seu quarto título da Libertadores ao derrotar o Palmeiras.

Semifinais da Copa Libertadores

Jogos de ida

  • 14/10 - Fluminense x Palmeiras - às 21h30, no  Maracanã;
  • 15/10 - Estudiantes x Flamengo - às 21h30, em local ainda a ser definido;

Jogos de volta

  • 21/10 - Palmeiras x Fluminense - às 21h30 - no Nubank Parque;
  • 22/10 - Flamengo x Estudiantes - às 21h30, no Maracanã.

Esportes

Quanto os clubes brasileiros movimentaram no mercado de transferências em 2026?

21/09/2026 13h42

Foto de ChatGPT/AI.

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O mercado da bola no Brasil fechou mais uma janela de transferências para os clubes.

Apesar de registrar um volume geral mais contido, alguns poucos clubes voltaram a investir pesado para reforçar os elencos.

Segundo os cálculos do levantamento do Estádio Total na plataforma Transfermarkt, os clubes gastaram cerca de 116 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 680 milhões.

Por outro lado, juntos, arrecadaram mais de 162 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 900 milhões com vendas.

Os números divergem de uma plataforma para outra, principalmente porque os critérios podem incluir ou não bônus e outros componentes financeiros.

Veja como os times gastaram e como faturaram na janela de transferências.

Os clubes que mais gastaram

Flamengo

A equipe carioca gastou cerca de 13 milhões de euros (R$ 77 milhões) com as contratações do atacante argentino Joaquín Freitas (ex-River) e do ponta equatoriano Anthony Valencia.

Vasco

O Vasco da Gama também apostou em reforços argentinos: pagou 6,45 milhões de euros por Alan Sescano (Argentinos Juniors) e 6,05 milhões de euros por Santiago Sosa (Racing).

Somadas a outras contratações, como a de Facundo Colidio (3,90 milhões de euros) e Breno Duarte (2 milhões de euros), as despesas ultrapassam os 19,90 milhões de euros (R$ 118 milhões).

Cruzeiro

O Cruzeiro também investiu alto: desembolsou 10,5 milhões de euros por Gabriel Pec, do LA Galaxy, 5,25 milhões de euros por Gabriel Rojas, do Racing, e 4,4 milhões de euros pelo jovem Zé Lucas.

Fotos: Gustavo Martins/ Cruzeiro

O time celeste ainda pagou 3,7 milhões de euros por Luís Sinisterra, além de reforçar o elenco com uma série de empréstimos gratuitos, casos de Luciano Rodríguez, Wesley e Matías Viña.

Ao todo, o Cruzeiro gastou quase 24 milhões de euros (R$ 140 milhões) na janela do meio do ano de 2026.

Bahia

O Bahia também apareceu entre os clubes que mais investiram, pagando 9 milhões de euros por Alejo Veliz, ex-Tottenham, e 1,5 milhão de euros pelo zagueiro Marco Moreno, do Eibar.

Quem lucrou com vendas?

Palmeiras

O Palmeiras segue como destaque: recebeu 37,4 milhões de euros do Manchester City por Allan, 4 milhões de euros do Sporting por Kaique Pereira e 2,6 milhões de euros do Necaxa por Chaves.

Ao todo, o Palmeiras lucrou mais de 44 milhões de euros, um faturamento na faixa dos R$ 261 milhões para o clube paulistano.

Grêmio

O Grêmio também aproveitou para fazer caixa: vendeu Viery à Fiorentina por 15 milhões de euros e Gabriel Mec ao Porto por 11 milhões de euros.

Com a venda de André Henrique e possíveis valores adicionais previstos em metas por Viery, o faturamento do Grêmio pode passar dos R$ 180 milhões.

Botafogo

Em momento financeiro complicado, o Botafogo negociou o zagueiro Barboza com o Palmeiras por 3,5 milhões de euros e recebeu 3 milhões de euros pelo volante Newton.

Fluminense

O Fluminense fechou uma venda de peso ao negociar Facundo Bernal com o Betis por 10,5 milhões de euros, enquanto trouxe Thiago Silva e Hulk sem custos.

A aposta na base como tendência

Apesar de uma janela menos movimentada, o mercado brasileiro pode ganhar força nas próximas temporadas com a formação e valorização de novos jogadores.

Para os clubes, dar espaço a esses atletas pode ser uma alternativa diante de um cenário de maiores restrições para gastar em contratações, enquanto uma boa sequência de jogos também pode aumentar seu valor para futuras negociações.

A tendência é que esse movimento ganhe ainda mais força com a evolução de jogadores que já começam a se destacar no Brasileirão, como os 18 nomes apontados pelo Estádio Total como potenciais protagonistas da nova geração.

Nomes como Zé Lucas (18 anos, comprado pelo Cruzeiro) e Kauã Prates (18 anos, vendido pelo Cruzeiro ao Dortmund por 7 milhões de euros) ilustram bem esse movimento: mesmo muito jovens, já despertam interesse de clubes europeus e movimentam valores relevantes no mercado.

Esse cenário reforça uma mudança de comportamento que já vinha se desenhando nas últimas temporadas.

Com o custo de reposição no mercado internacional cada vez mais alto, os clubes brasileiros encontraram nas categorias de base uma forma inteligente de manter a competitividade sem comprometer o caixa, apostando que a valorização desses jovens vai continuar rendendo bons negócios nas próximas janelas.

O boom dos empréstimos entre clubes brasileiros

Além do uso da base, outro destaque da janela foi o volume de negociações feitas por empréstimo diretamente entre clubes do futebol brasileiro, sem envolver dinheiro.

O caso mais curioso é o do RB Bragantino com o Atlético Mineiro: o Massa Bruta emprestou o centroavante uruguaio Thiago Borbas para o Galo, que devolveu a gentileza cedendo o volante Patrick por empréstimo ao clube paulista.

O Bahia emprestou o lateral-esquerdo Iago ao São Paulo, enquanto o Fluminense cedeu o meia Lima ao Santos, que, por sua vez, emprestou o zagueiro Zé Ivaldo ao Clube do Remo.

O Cruzeiro liberou o goleiro Matheus Cunha para o Internacional, o Goiás emprestou o lateral Diego Caito ao Grêmio e o São Paulo cedeu o volante Felipe Negrucci ao Athletic Club.

Em quase todos os casos, são jogadores com pouco espaço no time principal, mas que os próprios clubes acreditam ter valor de mercado e preferem ver ganhando ritmo de jogo em outro time nacional a deixá-los no banco de reservas.

Esse tipo de negociação virou uma alternativa cada vez mais comum diante do cenário de contas apertadas: em vez de vender ou comprar, os clubes trocam jogadores entre si por empréstimo, sem custo, apostando que o próprio mercado interno vai revalorizar esses atletas.

Um time cede o jogador que não está jogando, o outro ganha um reforço de graça, e todo mundo sai satisfeito até a próxima janela.
 

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