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Após polêmica, sul-mato-grossense Daiane Muniz apita Palmeiras x São Paulo

Árbitra foi vítima de comentários machistas em partida do último final de semana

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Depois de se envolver em uma polêmica no último fim de semana, a árbitra sul-mato-grossense Daiane Muniz será a responsável por comandar o clássico entre Palmeiras e São Paulo pela semifinal do Paulistão 2026.

A escala ocorre dias após declarações machistas do zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, que afirmou que “mulher não pode apitar um jogo desse” ao comentar a atuação da juíza na vitória tricolor por 2 a 1, em Bragança Paulista, partida válida pelas quartas de final do certame. 

A fala do defensor gerou forte repercussão nas redes sociais e no meio esportivo. No estádio, Gustavo Marques procurou Daiane no vestiário para pedir desculpas pessoalmente e, posteriormente, reiterou o pedido em entrevista. Mesmo assim, o caso deve ser analisado pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), com possibilidade de suspensão. O jogador também foi multado em 50% do salário pelo clube.

Aos 37 anos, Daiane Muniz integra o quadro da Fifa e soma partidas importantes no Campeonato Paulista. Nesta edição do torneio, ela já apitou quatro partidas: Corinthians 3 x 0 Capivariano, Santos 0 x 0 Bragantino, Corinthians 3 x 0 Ponte Preta e São Paulo 2 x 1 Bragantino, jogo disputado no último fim de semana, pivô da polêmica.

Além das atuações como árbitra principal, Daiane também esteve no comando do VAR na vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre a Ponte Preta e foi assistente no clássico entre Palmeiras e Corinthians, vencido pelo Verdão por 1 a 0, em Itaquera.

Nesta semana, a árbitra nascida em Três Lagoas apitou a vitória do Londrina diante do Penedense, de Alagoas, triunfo por 1 a 0, válido pela 2ª rodada da Copa do Brasil. Na outra semifinal disputada entre Novorizontino x Corinthians quem apita é João Vitor Gobi. 

Saiba* 

O jogo entre Palmeiras x São Paulo será disputado neste domingo (1°), às 19h30 de MS, no Allianz Parque. 

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COPA DO BRASIL

Operário garante vitória e se classifica na Copa do Brasil

Ao final da partida, jogadores e torcedores se envolveram em confusão no Fumeirão

26/02/2026 10h45

Operário vence e segue para 3ª fase da Copa do Brasil, após 32 anos sem nenhum time sul-mato-grossense chegar à essa fase

Operário vence e segue para 3ª fase da Copa do Brasil, após 32 anos sem nenhum time sul-mato-grossense chegar à essa fase Divulgação

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Após 32 anos, o Operário Futebol Clube recoloca o futebol sul-mato-grossense na terceira fase da competição Brasileira, Copa do Brasil. O time foi à Alagoas enfrentar a Agremiação Sportiva Arapiraquense (ASA) e levou a melhor com vitória por 2 a 1.

Fora de casa, em Arapiraca (AL), o Galo sul-mato-grossense com histórico de quatro jogos sem vencer repetiu a estrutura do último jogo contra o Naviraiense, utilizando três zagueiros e dois alas. O time da casa também repetiu a escalação da semifinal do Campeonato Alagoano, em que conquistou uma vitória de 3 a 0 em cima do Murici.

Com times em campo, a bola rolou e o jogo começou intenso, mais oportuno para o time da casa. Porém, aos 5 minutos, em disputa de cabeça, Einstein ganhou a bola, e em seguida Arthur Silva dominou, avançou para o ataque e ainda de fora da área colocou no cantinho do gol adversário.

Surpreendendo o ASA, o Operário abriu o placar, no Fumeirão.

Em busca do empate ainda no primeiro tempo, o time alagoano foi pra cima e aos 10 minutos o juiz marcou pênalti para o ASA, após falta em cima do lateral-esquerdo Filipe Ramon dentro da área do Operário. No minuto seguinte, o centroavante Alex Bruno chutou no meio e converteu o gol igualando o placar.

O primeiro tempo ainda teve mais algumas chances para ambos os lados, mas encerrou empatado.

No segundo tempo, a decisão ia para os pênaltis até os 14 minutos, quando Einstein caiu na área e o juiz marcou a penalidade para o Operário, com direito a cartão amarelo - o quinto do jogo - para o goleiro adversário, que fez a falta na saída.

Os jogadores do ASA reclamaram, mas o juiz manteve a decisão e apenas no minuto 19, o camisa 10 sul-mato-grossense cobrou o pênalti, e no canto esquerdo do gol, Robinho converteu a cobrança e garantiu a vitória do Operário.

Ainda no segundo tempo, o clube alagoano teve chances de empatar o jogo, e o Galo, mesmo sem pressa, também teve boas oportunidades de ampliar e garantir a vitória antes do apito final. Devido a tentativa da equipe sul-mato-grossense de segurar o placar, o árbitro deu 8 minutos de acréscimo e mais um depois.

Com o apito final e classificação do Galo, os torcedores do ASA invadiram o campo e a confusão entre torcedores e jogadores de ambos os times se instaurou. Mesmo após o fim, o árbitro deu vermelho para o jogador do ASA por xingamento à ele e a confusão foi controlada por policiais.

O Operário Futebol Clube embolsou R$ 950 mil pela classificação e já havia garantido R$ 830 mil pela participação na segunda fase.

Agora o próximo confronto do Galo é quem se classificar do confronte entre Velo Clube (SP) e Vila Nova (GO), que acontece na próxima quarta-feira (04), às 18h, no Benitão.

Ivinhema FC

Também na competição nacional, o time do interior do Estado Sul-Mato-Grossense, o Ivinhema Futebol Clube ganhou do Independente-AP (1 a 0) e irá jogar também na próxima quarta-feira (04) às 18h pela segunda fase da competição, contra o Volta Redonda-RJ.

Se vencer o time se classifica e enfrenta o América-RN, pela terceira rodada da disputa.

Vale classificação

Após 32 anos, Operário pode recolocar MS na terceira fase da Copa do Brasil

Decidida em jogo único, partida será disputada às 19h, no Estádio Fumeirão, em Arapiraca

25/02/2026 16h45

Foto: Operario FC

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Com a chance de escrever mais um capítulo histórico para o futebol sul-mato-grossense, o Operário entra em campo nesta quarta-feira (25) pela segunda fase da Copa do Brasil, e em caso de vitória diante da Agremiação Sportiva Arapiraquense (ASA), recolocará Mato Grosso do Sul na 3ª fase da competição após 32 anos, feito conquistado pelo Comercial em 1994. 

Decidida em jogo único, a partida será disputada às 19h, no Estádio Fumeirão, em Arapiraca (AL). Em caso de empate no tempo regulamentar, a vaga será definida nos pênaltis. Além do peso esportivo, cada equipe já garantiu R$ 830 mil pela participação, e o classificado assegura mais R$ 950 mil em premiação.

A partida será arbitrada por José Mendonça da Silva Junior, auxiliado por Roberto Rivelino Dos Santos Junior e Weber Felipe Silva, todos do Paraná.

Quem passar do duelo enfrenta, na terceira fase, o vencedor do confronto entre Velo Clube e Vila Nova Futebol Clube, que se enfrentam na próxima quarta-feira (4), em Rio Claro (SP).

Já em solo alagoano, a  delegação do Operário desembarcou em Maceió na terça-feira (24) e realizou treinamento no CT do Clube de Regatas Brasil (CRB).

O técnico Paulo Massaro deve repetir a base que enfrentou o Clube Esportivo Naviraiense no último domingo pelo Campeonato Sul-Mato-Grossense.

Sem vencer há quatro jogos, a provável escalação tem Lucas Covolan; Gabriel Biteco, Guilherme Teixeira, Jonilson e Reinaldo; Jonas, Titi, Galdezani e Robinho; Roger Modesto e Arthur Manoel.

Do outro lado, o ASA vive fase oposta. O time alagoano garantiu vaga na final do Campeonato Alagoano ao vencer o Murici Futebol Clube por 3 a 0 no último domingo (22), resultado que elevou a confiança da equipe para o confronto decisivo desta semana. 

Campanha histórica

Campeão estadual em 1993, o Comercial foi o único representa estadual na Copa do Brasil do ano seguinte. Na ocasião, a competição disputada pela 6ª vez foi vencida pelo Grêmio. 

Com apenas 32 clubes na disputa (hoje são 126), a Copa do Brasil de 1994 ficou marcada pelo sucesso das zebras.

A começar pelo próprio adversário dos gaúchos na decisão, o Ceará, que eliminou Palmeiras e Internacional antes de chegar na semifinal contra a surpresa maior da temporada: o Linhares, do Espírito Santo, que mostrou suas garras logo na primeira fase, eliminando o Fluminense.

É onde a história do Comercial terminaria, nas quartas-de-final. Com uma base que vinha do título estadual de 1993 (e que conquistaria o bi naquela temporada), o Colorado entrou para a história logo em sua primeira participação.

Até então, o futebol sul-mato-grossense havia passado de fase somente uma vez, em 1990, quando o Operário eliminou o Mixto (MT) e depois caiu para o Goiás levando uma goleada por 5 a 0.

Para 1994, a expectativa não era das melhores. O sorteio colocou o Comercial de frente com o Paysandu, gigante do Pará. Mas a zebra apareceu. Segurou o Papão bicolor nos dois jogos, que terminaram em 0 a 0, e nos pênaltis, no Morenão, passou após vencer por 6 a 5.

A maior lembrança colorada daqueles dois jogos vieram na partida de ida, no Morenão, com o goleiro Osmar defendendo dois pênaltis dos paraenses e evitando uma derrota que poderia abreviar a trajetória do Manda Brasa, que errou diversas cobranças na série, conforme estampou o Correio do Estado.

A segunda fase não reservou grandes preocupações à torcida colorada. Em ano de surpresas, o rival nas oitavas-de-final era o modesto Kaburé, de Tocantis, hoje já licenciado, e venceu por 2 a 0 as duas partidas.

A expectativa nas quartas-de-final era grande, diante de um Linhares que apesar de temido em seu estado, não transmitia preocupações, ainda mais pela decisão ser no Morenão.

Deu tudo errado. Na ida, em 5 de junho, em terras capixabas, o Linhares venceu por 1 a 0, gol do famoso atacante Vandick, na época em início de carreira e que depois rodaria em diversas equipes de menor expressão.

Sete dias depois, em um Morenão com mais de 15 mil pagantes, Gersinho, aos 42 do primeiro tempo, abreviou o sonho colorado, que chegou a empatar com Neilor, aos 15 da etapa final, mas não teve como buscar os outros dois tentos que lhe dariam a almejada vaga contra os cearenses. Naquela edição, o surpreendente Linhares cairia para o Ceará na semifinal. 

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