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Após 32 anos, Operário pode recolocar MS na terceira fase da Copa do Brasil

Decidida em jogo único, partida será disputada às 19h, no Estádio Fumeirão, em Arapiraca

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Com a chance de escrever mais um capítulo histórico para o futebol sul-mato-grossense, o Operário entra em campo nesta quarta-feira (25) pela segunda fase da Copa do Brasil, e em caso de vitória diante da Agremiação Sportiva Arapiraquense (ASA), recolocará Mato Grosso do Sul na 3ª fase da competição após 32 anos, feito conquistado pelo Comercial em 1994. 

Decidida em jogo único, a partida será disputada às 19h, no Estádio Fumeirão, em Arapiraca (AL). Em caso de empate no tempo regulamentar, a vaga será definida nos pênaltis. Além do peso esportivo, cada equipe já garantiu R$ 830 mil pela participação, e o classificado assegura mais R$ 950 mil em premiação.

A partida será arbitrada por José Mendonça da Silva Junior, auxiliado por Roberto Rivelino Dos Santos Junior e Weber Felipe Silva, todos do Paraná.

Quem passar do duelo enfrenta, na terceira fase, o vencedor do confronto entre Velo Clube e Vila Nova Futebol Clube, que se enfrentam na próxima quarta-feira (4), em Rio Claro (SP).

Já em solo alagoano, a  delegação do Operário desembarcou em Maceió na terça-feira (24) e realizou treinamento no CT do Clube de Regatas Brasil (CRB).

O técnico Paulo Massaro deve repetir a base que enfrentou o Clube Esportivo Naviraiense no último domingo pelo Campeonato Sul-Mato-Grossense.

Sem vencer há quatro jogos, a provável escalação tem Lucas Covolan; Gabriel Biteco, Guilherme Teixeira, Jonilson e Reinaldo; Jonas, Titi, Galdezani e Robinho; Roger Modesto e Arthur Manoel.

Do outro lado, o ASA vive fase oposta. O time alagoano garantiu vaga na final do Campeonato Alagoano ao vencer o Murici Futebol Clube por 3 a 0 no último domingo (22), resultado que elevou a confiança da equipe para o confronto decisivo desta semana. 

Campanha histórica

Campeão estadual em 1993, o Comercial foi o único representa estadual na Copa do Brasil do ano seguinte. Na ocasião, a competição disputada pela 6ª vez foi vencida pelo Grêmio. 

Com apenas 32 clubes na disputa (hoje são 126), a Copa do Brasil de 1994 ficou marcada pelo sucesso das zebras.

A começar pelo próprio adversário dos gaúchos na decisão, o Ceará, que eliminou Palmeiras e Internacional antes de chegar na semifinal contra a surpresa maior da temporada: o Linhares, do Espírito Santo, que mostrou suas garras logo na primeira fase, eliminando o Fluminense.

É onde a história do Comercial terminaria, nas quartas-de-final. Com uma base que vinha do título estadual de 1993 (e que conquistaria o bi naquela temporada), o Colorado entrou para a história logo em sua primeira participação.

Até então, o futebol sul-mato-grossense havia passado de fase somente uma vez, em 1990, quando o Operário eliminou o Mixto (MT) e depois caiu para o Goiás levando uma goleada por 5 a 0.

Para 1994, a expectativa não era das melhores. O sorteio colocou o Comercial de frente com o Paysandu, gigante do Pará. Mas a zebra apareceu. Segurou o Papão bicolor nos dois jogos, que terminaram em 0 a 0, e nos pênaltis, no Morenão, passou após vencer por 6 a 5.

A maior lembrança colorada daqueles dois jogos vieram na partida de ida, no Morenão, com o goleiro Osmar defendendo dois pênaltis dos paraenses e evitando uma derrota que poderia abreviar a trajetória do Manda Brasa, que errou diversas cobranças na série, conforme estampou o Correio do Estado.

Osmar defende pênalti pela Copa do Brasil

A segunda fase não reservou grandes preocupações à torcida colorada. Em ano de surpresas, o rival nas oitavas-de-final era o modesto Kaburé, de Tocantis, hoje já licenciado, e venceu por 2 a 0 as duas partidas.

A expectativa nas quartas-de-final era grande, diante de um Linhares que apesar de temido em seu estado, não transmitia preocupações, ainda mais pela decisão ser no Morenão.

Deu tudo errado. Na ida, em 5 de junho, em terras capixabas, o Linhares venceu por 1 a 0, gol do famoso atacante Vandick, na época em início de carreira e que depois rodaria em diversas equipes de menor expressão.

Sete dias depois, em um Morenão com mais de 15 mil pagantes, Gersinho, aos 42 do primeiro tempo, abreviou o sonho colorado, que chegou a empatar com Neilor, aos 15 da etapa final, mas não teve como buscar os outros dois tentos que lhe dariam a almejada vaga contra os cearenses. Naquela edição, o surpreendente Linhares cairia para o Ceará na semifinal. 

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Brasileirão Série D

Derrota fora de casa deixa Operário perto da eliminação na Série D

Time sul-mato-grossense perde por 2 a 0 para o Abecat/GO e agora depende de combinação improvável de resultados para seguir vivo na competição

24/05/2026 13h32

Foto: Regiane Sousa/Abecat

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O Operário ficou muito perto da eliminação na Série D do Campeonato Brasileiro após ser derrotado por 2 a 0 pelo Abecat/GO, na tarde deste sábado (23), no estádio Luiz Benedito, em Ouvidor (GO).

Sem conseguir reagir fora de casa, o Galo sofreu um duro golpe na luta pela classificação e agora depende praticamente de um “milagre” para seguir com chances de avançar à próxima fase da competição.

A equipe sul-mato-grossense até tentou equilibrar o jogo, mas encontrou dificuldades diante da pressão do time goiano, que aproveitou melhor as oportunidades criadas.

O Abecat abriu o placar ainda no primeiro tempo, aos 36 minutos, com Carlos Eduardo Antônio dos Santos. Na etapa final, Juliano Alexandre Borges ampliou também aos 36 minutos e decretou a vitória dos donos da casa.

O resultado aumenta ainda mais a pressão sobre o Operário, que segue em situação delicada no grupo e vê a classificação cada vez mais distante. Além da derrota, o time teve dificuldades ofensivas e pouco conseguiu produzir durante os 90 minutos.

A partida também foi marcada por nervosismo do lado operariano. O treinador de goleiros Adoni Gabriel Gazzi Cruz foi expulso aos 27 minutos do segundo tempo após reclamação acintosa contra a arbitragem.

Segundo a súmula, ele teria deixado a área técnica fazendo gestos ofensivos e reclamando das decisões do árbitro.

Dentro de campo, o Operário ainda acumulou cartões amarelos e mostrou desorganização em alguns momentos do confronto. O Abecat controlou boa parte do duelo e administrou a vantagem até o apito final.

Com mais uma derrota fora de casa, o Galo agora precisa de uma sequência quase perfeita nas rodadas restantes e ainda torcer por combinações de resultados para continuar sonhando com vaga na próxima fase da Série D.

Situação do Grupo

Na liderança isolada, o Uberlândia (MG) soma 16 pontos, seguido pelo Betim (MG), com 12. Na terceira colocação aparece o CRAC (GO), com 11 pontos. Em quarto lugar, fechando a zona de classificação, está o Ivinhema (MS), também com 11 pontos.

Na penúltima posição aparece o Abecat (GO), com seis pontos, enquanto o Operário (MS) ocupa a última colocação do Grupo A11, também com 6 pontos.

Classificação do Grupo A11 da Série D do Brasileirão.

 

 

 

futebol

Grêmio vence de virada e empurra Santos para a zona de rebaixamento do Brasileirão

Com a vantagem no placar, o Grêmio passou a abusar do toque de bola e se posicionou no contra-ataque e Santos voltou a apresentar queda de rendimento

23/05/2026 21h00

Com a vantagem no placar, o Grêmio passou a abusar do toque de bola e se posicionou no contra-ataque e Santos voltou a apresentar queda de rendimento

Com a vantagem no placar, o Grêmio passou a abusar do toque de bola e se posicionou no contra-ataque e Santos voltou a apresentar queda de rendimento Lucas Uebel

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Grêmio e Santos fizeram um dos melhores jogos do Campeonato Brasileiro, neste sábado, em Porto Alegre, em duelo válido pela 17ª rodada. A vitória, por 3 a 2, de virada, afastou o time gaúcho, com 21 pontos, da zona de rebaixamento e deixou o alvinegro paulista na zona de degola, com 18.

A partida começou em alta rotação. O Santos começou no ataque e Arão, de cabeça, acertou a trave direita de Weverton, com menos de dois minutos.

O lance não abalou o Grêmio, que, organizado, também buscou ser agressivo e respondeu na 'mesma moeda'. Viery surgiu na pequena área e cabeceou para boa defesa de Brazão.

O ritmo seguiu intenso, com as equipes se revezando no campo de ataque. Aos 18, o time alvinegro realizou uma bela troca de passes e Gabriel Barbosa reclamou de um empurrão de Viery dentro da área não apontado pelo árbitro.

O lance serviu para esquentar ainda mais o clima. Os jogadores e os treinadores começaram a reclamar em quase todas as jogadas.

O Santos seguiu mais efetivo e aos 22 minutos, Rony, em jogada individual, forçou Weverton a fazer boa defesa. Aos 25, o Grêmio também teve seu momento polêmico, quando Lucas Veríssimo derrubou Carlos Vinícius muito perto da linha da grande área.

Em um jogo equilibrado, um erro pode ser decisivo. E ocorreu aos 31 minutos, quando Caio Paulista falhou no meio de campo, ao perder a bola para Miguelito. O boliviano carregou a bola livre até a saída de Weverton e tocou para Gabriel Barbosa, sem goleiro, abrir o placar.

Mas o Grêmio não se abateu com a desvantagem e buscou o empate aos 40 minutos, com o atacante Carlos Vinícius, que subiu mais que toda a zaga santista para fazer 1 a 1, após belo trabalho de Amuzu na armação da jogada.

O primeiro tempo foi disputado até o final. Nos acréscimos, Noriega assustou Brazão, enquanto Escobar fez Weverton fazer mais uma defesa. Ao final dos primeiros 45 minutos, o Santos esteve melhor.

Como o empate não era bom para as equipes, o segundo tempo manteve o ritmo intenso. O Grêmio começou melhor, mas uma falha de Enamorado proporcionou uma roubada de bola de Escobar, que tocou para Bontempo. A bola foi rolada para Gabriel Barbosa, que bateu com categoria: 2 a 1, aos dez minutos.

Mas a reação do Grêmio foi imediata. Pavón cruzou da direita e Carlos Vinícius dominou com grande categoria a bola e bateu firme, cruzado para empatar, aos 14 minutos.

Embalado, o Santos pressionou na marcação e em jogada rápida construída desde campo defensivo conseguiu a virada aos 19 minutos, com Tetê, que entrara na partida oito minutos antes no lugar de Enamorado.

Com a vantagem no placar, o Grêmio passou a abusar do toque de bola e se posicionou no contra-ataque. O Santos voltou a apresentar queda de rendimento físico e o técnico Cuca não optou por fazer modificações até os 37 minutos.

Mas quando Robinho Jr e Lautaro Diaz entraram, Gustavo Henrique foi expulso, aos 40, por falta em Arthur, prejudicando o plano de Cuca e facilitando o Grêmio para garantir os três pontos.

FICHA TÉCNICA

GRÊMIO 3 X 2 SANTOS

GRÊMIO - Weverton; Pavón (Marcos Rocha), Luís Eduardo, Viery e Caio Paulista; Perez, Noriega (Arthur) e Braithwaite; Enamorado (Tetê), Amuzu e Carlos Vinícius (Wagner Leonardo). Técnico: Luís Castro.

SANTOS - Gabriel Brazão; Igor Vinícius (Davizinho), Frías, Lucas Veríssimo e Escobar; Willian Arão (Lautaro Diaz), Gustavo Henrique e Miguelito (Samuel Pierri); Gabriel Bontempo, Rony (Robinho Jr.) e Gabriel Barbosa (Moisés). Técnico: Cuca.

GOLS - Gabriel Barbosa aos 31 e Carlos Vinícius aos 40 minutos do primeiro tempo. Gabriel Barbosa aos dez, Carlos Vinícius aos 14 e Tetê aos 19 do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Igor Vinícius, Pavón, Gustavo Henrique.

CARTÃO VERMELHO - Gustavo Henrique.

ÁRBITRO - Bruno Arleu de Araújo (RJ).

RENDA - R$ 2.437.715,08.

PÚBLICO - 37.385 torcedores.

LOCAL - Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS).

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