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Árbitro aciona protocolo antirracismo na Espanha após denúncia de jogador do Espanyol

Em uma discussão no gramado, o atacante do Elche disse para El-Hilali que ele "chegou de barco

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Rafa Mir é um jogador polêmico que já foi preso na Espanha sob acusação de crime sexual. Neste domingo, o atacante do Elche voltou a dar vexame ao proferir palavras discriminatórias para o marroquino El-Hilali, do Espanyol. O árbitro acionou o protocolo antirracismo.

Em uma discussão no gramado, o atacante do Elche disse para El-Hilali que ele "chegou de barco" à Espanha, uma declaração discriminatória relatada de imediato ao árbitro Iosu Galech, que paralisou a partida de imediato.

O lance do racismo ocorreu após El-Hilali tentar proteger o companheiro Cabrera em disputa pelo alto com Rafa Mir. Ambos discutiram e o lateral comunicou ao árbitro o insulto. Não houve punição após o caso, porém.

A injúria aconteceu aos 33 minutos do segundo tempo e o jogo ficou paralisado por três minutos. Tudo foi relatado na súmula pelo árbitro. O jogo de LaLiga terminou empatado por 2 a 2 com gol do acusado.

"No minuto 78, o número 23 do Espanyol, Omar El-Hilali, me comunicou que o camisa 10 do Elche, Rafa Mir Vicente, se dirigiu a ele nos seguintes termos 'Você veio no barco', que não pôde ser escutado por nenhum dos componentes da equipe de arbitragem. Em consequência, procedi para ativar o protocolo contra o racismo, motivo pelo qual o jogo esteve paralisado durante três minutos", relatou o árbitro na súmula.

Rafa Mir empatou o jogo no último minuto do tempo normal e polemizou ao colocar o dedo na boca pedindo silêncio de alguns torcedores que o vaiavam após o ato racista. Ele ainda levou cartão amarelo nos acréscimos e pode ser suspenso pelo tribunal esportivo da Espanha, já que o país vem travando forte luta pelo combate ao racismo em suas competições, nas quais o brasileiro Vini Júnior é vítima recorrente.

"Precisamos pôr fim a todos os insultos no futebol", cobrou o técnico Manolo González, do Espanyol, que saiu em defesa de seu lateral e também reprovando a atitude lamentável de Rafa Mir.

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FUTEBOL

Seleção feminina derrota Costa Rica em primeiro amistoso de 2026

Brasil abre boa vantagem, quase cede empate, mas ganha alívio no fim

28/02/2026 10h30

Lívia Villas Boas/Staff Images/CBF

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A temporada 2026 começou para a seleção feminina de futebol. Nesta sexta-feira (27), as brasileiras derrotaram a Costa Rica por 5 a 2 no Estádio Alejandro Morera Soto, em Alajuela, casa das adversárias, no primeiro compromisso do ano. A equipe canarinho abriu 3 a 0, quase sofreu o empate, mas garantiu o resultado positivo.

O Brasil volta a campo na próxima quarta-feira (4), às 18h (horário de Brasília), no Centro de Treinamento da Federação Mexicana de Futebol, na cidade de Toluca, para enfrentar a Venezuela. Três dias depois, a equipe canarinho terá como rival o próprio México, às 20h, no Estádio Ciudad de los Deportes, na capital do país adversário.

Kerolin, camisa 10 da Seleção Brasileira Feminina de Futebol - Foto: Lívia Villas Boas/Staff Images/CBF

O técnico Arthur Elias mandou a campo uma formação bastante ofensiva, com apenas uma meio-campista - a volante Duda Sampaio - e cinco jogadoras de ataque: Kerolin, Bia Zaneratto, Taina Maranhão, Jaqueline e Jheniffer.

A veterana Tamires, que não era chamada desde a conquista da prata olímpica, em 2024, foi titular na lateral esquerda, com Fe Palermo na direita, Mariza e Thaís Ferreira na zaga e a estreante Thaís Lima, de 17 anos, no gol. A jovem nasceu em Portugal, mas é filha de pai brasileiro e mãe angolana e escolheu defender a seleção canarinho.

Das atletas que saíram jogando nesta sexta, sete atuam no Campeonato Brasileiro Feminino, transmitido ao vivo pela TV Brasil. O Corinthians, atual hexacampeão, foi o clube mais representado, com quatro jogadoras (Duda Sampaio, Jaqueline, Tamires e Thaís Ferreira). As outras três (Bia Zaneratto, Taina Maranhão e Fe Palermo) jogam no Palmeiras.

 

A grande diferença técnica entre as duas seleções se escancarou desde os primeiros minutos, com amplo domínio brasileiro. Aos dez minutos, Duda Sampaio deu belo passe para Kerolin, nas costas da marcação da Costa Rica.

A atacante do Manchester City (Inglaterra) bateu por cobertura, na saída da goleira Daniela Solera, para abrir o marcador. Três minutos depois, Taina Maranhão recebeu pela esquerda, entrou na área e rolou para Jheniffer concluir de primeira e aumentar a vantagem.

O Brasil chegou ao terceiro gol aos 27 minutos, com Taina Maranhão. A jogadora do Palmeiras foi mais uma vez lançada pela esquerda, encarou a marcação e, desta vez, chutou rasteiro, no canto direito de Solera, marcando o primeiro dela pela seleção principal.

A atacante até balançou as redes novamente aos 34, na sobra de uma finalização de Bia Zaneratto, mas o lance foi anulado por impedimento.

Displicência, susto e alívio

A facilidade com a qual as brasileiras controlavam a partida deu lugar à displicência na conclusão das jogadas e bobeiras no sistema defensivo. A Costa Rica, aproveitando a desatenção do Brasil, descontou aos seis minutos do segundo tempo, com Priscila Chinchilla.

A atacante, que atua no Atlético de Madrid (Espanha), foi lançada e se antecipou a Thaís Lima com um toque por cima da goleira, antes de concluir para as redes vazias.

O gol animou as donas da casa, que contaram com outro erro defensivo para diminuir mais a desvantagem. Aos 21 minutos, Chinchilla pressionou a saída de bola do Brasil na pequena área, desarmou Thaís Lima após a goleira receber de Mariza e fez o segundo das anfitriãs, para desespero de Arthur Elias e celebração de Lindsay Camila, técnica brasileira que comanda a Costa Rica desde outubro do ano passado.

Para alívio da seleção canarinho, aos 33, Taina Maranhão, principal nome brasileiro na partida, enfrentou a marcação e sofreu pênalti da zagueira Emily Flores. A atacante Adriana, que entrou na etapa final no lugar de Bia Zaneratto, cobrou com força, no ângulo direito de Solera.

Ainda deu tempo, nos acréscimos, de Jheniffer receber de Adriana na área e anotar o segundo dela na partida e o quinto do Brasil, fechando o placar em Alajuela.

futebol

Conmebol anuncia datas e horários da 3ª fase prévia da Libertadores

Botafogo e Barcelona iniciam disputa na próxima terça-feira (3)

27/02/2026 22h00

Taça da Libertadores

Taça da Libertadores Divulgação/Comebol

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O Botafogo conheceu nesta sexta-feira (27) as datas e horários dos seus jogos contra o Barcelona de Guayaquil (Equador) na terceira fase prévia da Copa Libertadores da América. A informação foi anunciada pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).

Botafogo e Barcelona iniciam a eliminatória na próxima terça-feira (3), a partir das 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em Guaiaquil (Equador).

Já o confronto de volta será realizado no dia 10 de março, no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, também a partir das 21h30.

Caso supere as eliminatórias diante dos equatorianos, os Alvinegros garantirão uma vaga na fase de grupos da Libertadores. Mas se não avançar, o Botafogo seguirá para a Copa Sul-Americana.

Taça da Libertadores

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