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Seleção feminina derrota Costa Rica em primeiro amistoso de 2026

Brasil abre boa vantagem, quase cede empate, mas ganha alívio no fim

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A temporada 2026 começou para a seleção feminina de futebol. Nesta sexta-feira (27), as brasileiras derrotaram a Costa Rica por 5 a 2 no Estádio Alejandro Morera Soto, em Alajuela, casa das adversárias, no primeiro compromisso do ano. A equipe canarinho abriu 3 a 0, quase sofreu o empate, mas garantiu o resultado positivo.

O Brasil volta a campo na próxima quarta-feira (4), às 18h (horário de Brasília), no Centro de Treinamento da Federação Mexicana de Futebol, na cidade de Toluca, para enfrentar a Venezuela. Três dias depois, a equipe canarinho terá como rival o próprio México, às 20h, no Estádio Ciudad de los Deportes, na capital do país adversário.

Kerolin, camisa 10 da Seleção Brasileira Feminina de FutebolKerolin, camisa 10 da Seleção Brasileira Feminina de Futebol - Foto: Lívia Villas Boas/Staff Images/CBF

O técnico Arthur Elias mandou a campo uma formação bastante ofensiva, com apenas uma meio-campista - a volante Duda Sampaio - e cinco jogadoras de ataque: Kerolin, Bia Zaneratto, Taina Maranhão, Jaqueline e Jheniffer.

A veterana Tamires, que não era chamada desde a conquista da prata olímpica, em 2024, foi titular na lateral esquerda, com Fe Palermo na direita, Mariza e Thaís Ferreira na zaga e a estreante Thaís Lima, de 17 anos, no gol. A jovem nasceu em Portugal, mas é filha de pai brasileiro e mãe angolana e escolheu defender a seleção canarinho.

Das atletas que saíram jogando nesta sexta, sete atuam no Campeonato Brasileiro Feminino, transmitido ao vivo pela TV Brasil. O Corinthians, atual hexacampeão, foi o clube mais representado, com quatro jogadoras (Duda Sampaio, Jaqueline, Tamires e Thaís Ferreira). As outras três (Bia Zaneratto, Taina Maranhão e Fe Palermo) jogam no Palmeiras.

 

A grande diferença técnica entre as duas seleções se escancarou desde os primeiros minutos, com amplo domínio brasileiro. Aos dez minutos, Duda Sampaio deu belo passe para Kerolin, nas costas da marcação da Costa Rica.

A atacante do Manchester City (Inglaterra) bateu por cobertura, na saída da goleira Daniela Solera, para abrir o marcador. Três minutos depois, Taina Maranhão recebeu pela esquerda, entrou na área e rolou para Jheniffer concluir de primeira e aumentar a vantagem.

O Brasil chegou ao terceiro gol aos 27 minutos, com Taina Maranhão. A jogadora do Palmeiras foi mais uma vez lançada pela esquerda, encarou a marcação e, desta vez, chutou rasteiro, no canto direito de Solera, marcando o primeiro dela pela seleção principal.

A atacante até balançou as redes novamente aos 34, na sobra de uma finalização de Bia Zaneratto, mas o lance foi anulado por impedimento.

Displicência, susto e alívio

A facilidade com a qual as brasileiras controlavam a partida deu lugar à displicência na conclusão das jogadas e bobeiras no sistema defensivo. A Costa Rica, aproveitando a desatenção do Brasil, descontou aos seis minutos do segundo tempo, com Priscila Chinchilla.

A atacante, que atua no Atlético de Madrid (Espanha), foi lançada e se antecipou a Thaís Lima com um toque por cima da goleira, antes de concluir para as redes vazias.

O gol animou as donas da casa, que contaram com outro erro defensivo para diminuir mais a desvantagem. Aos 21 minutos, Chinchilla pressionou a saída de bola do Brasil na pequena área, desarmou Thaís Lima após a goleira receber de Mariza e fez o segundo das anfitriãs, para desespero de Arthur Elias e celebração de Lindsay Camila, técnica brasileira que comanda a Costa Rica desde outubro do ano passado.

Para alívio da seleção canarinho, aos 33, Taina Maranhão, principal nome brasileiro na partida, enfrentou a marcação e sofreu pênalti da zagueira Emily Flores. A atacante Adriana, que entrou na etapa final no lugar de Bia Zaneratto, cobrou com força, no ângulo direito de Solera.

Ainda deu tempo, nos acréscimos, de Jheniffer receber de Adriana na área e anotar o segundo dela na partida e o quinto do Brasil, fechando o placar em Alajuela.

Decisão

Brasília vai receber a primeira final única da Copa do Brasil

Estádio sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio

10/09/2026 13h45

Foto: Divulgação

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O Mané Garrincha, em Brasília, será o palco da primeira final única da Copa do Brasil, marcada para o dia 6 de dezembro. A CBF vai anunciar nesta quinta-feira, 10, após o sorteio do mando das semifinais.

Palmeiras, Vasco, Atlético Mineiro e Grêmio seguem na disputa e se enfrentam pelas semifinais no início de novembro.

O Mané Garrincha sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio em uma edição com semifinalistas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em agosto, o governo do Distrito Federal enviou um ofício à CBF em oferecendo o Mané Garrincha como sede da final. No documento, o governo exaltou as "condições estruturais, logísticas e institucionais" do estádio, "plenamente compatíveis com a dimensão esportiva, econômica e simbólica da principal competição eliminatória do futebol brasileiro".

Como não recebe regularmente partidas da Série A do Brasileirão, o estádio não conta com a tecnologia do sistema de impedimento semiautomático, o que demandará algum tempo para a instalação. Precisará, então, passar pelas adequações necessárias de infraestrutura para que os equipamentos funcionem, além da realização de testes.

A opção por Brasília tem sido bastante utilizada pela CBF para os jogos da Supercopa, confronto entre os campeões da Série A e da Copa do Brasil, principalmente pelo fator neutralidade. Das sete edições do confronto desde a retomada do formato, em 2020, quatro foram disputadas no Mané Garrincha.

Disputada desde 1989, a Copa do Brasil terá pela primeira vez uma final realizada em jogo único, repetindo o modelo adotado pela Uefa com a Champions League, e pela Conmebol com Libertadores e Sul-Americana.

O torneio com a maior premiação do País vai render R$ 78 milhões só ao campeão só pela vitória na final e R$ 34 milhões ao vice.

Estreante

Ancelotti convoca Arthur Dias, campo-grandense promessa do Athletico-PR

Revelado pelo Furacão, o zagueiro integra o grupo de 26 jogadores chamados nesta quarta-feira

09/09/2026 14h30

Foto: Reprodução / CBF

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O campo-grandense Arthur Dias, de 19 anos, foi uma das muitas novidades da lista de convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para os próximos amistosos da seleção brasileira. Revelado pelo Athletico-PR, o zagueiro integra o grupo de 26 jogadores chamados nesta quarta-feira (9) para os confrontos contra Austrália e Índia, entre os dias 25 de setembro e 3 de outubro.

A convocação marca mais um passo na trajetória do defensor, nascido em 10 de abril de 2007. Arthur chegou ao Athletico em 2022, inicialmente para integrar a categoria sub-15, e assinou seu primeiro contrato profissional com o clube paranaense em setembro de 2023.

O zagueiro estreou pela equipe principal em julho do ano passado, no empate em 2 a 2 com o América-MG. Na ocasião, entrou no segundo tempo da partida e acabou cometendo um pênalti nos acréscimos, lance que resultou no gol de empate da equipe mineira.

Antes de receber a primeira oportunidade na seleção principal, o campo-grandense acumulou convocações nas categorias de base. Ainda em 2023, foi chamado pela primeira vez para defender a seleção brasileira sub-17 e passou a integrar regularmente os grupos da categoria.

Entre os destaques está um gol de bicicleta marcado na vitória brasileira por 3 a 0 sobre Angola, pela Cascais Luso Cup Sub-17, disputada em Portugal.

No início de 2025, Arthur Dias também foi convocado para a seleção brasileira sub-20 na disputa do Campeonato Sul-Americano da categoria. O Brasil conquistou o título do torneio e garantiu vaga para o Mundial sub-20.

Esta é a primeira convocação realizada por Carlo Ancelotti desde o Mundial, competição em que o Brasil foi eliminado nas oitavas de final pela Noruega.

Além de Arthur Dias, Ancelotti chamou outros 25 jogadores para os amistosos. Entre os nomes estão Marquinhos (PSG), Gabriel Magalhães (Arsenal), Vinicius Júnior (Real Madrid), e Estevão (Chelsea) e vários estreantes.

Confira os convocados:

Goleiros: Hugo Souza (Corinthians), Pedro Morisco (Coritiba) e Otávio (Cruzeiro).

Defensores: Arthur Dias (Athletico-PR), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Jair (Nottingham Forest), Marquinhos (PSG), Matheuzinho (Corinthians), Mauro Júnior (PSV), Victor Reis (Manchester City) e Wesley (Roma).

Meias: André Santos (Manchester United), Breno Bidon (Corinthians), Bruno Guimarães (Arsenal), Danilo (Botafogo), Douglas Luiz (Juventus) e Gabriel Bontempo (Santos).

Atacantes: Endrick (Real Madrid), Estevão (Chelsea), João Pedro (Chelsea), Pedro (Flamengo), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth), Samuel Lino (Flamengo) e Vinicius Júnior (Real Madrid).

Colaborou Felipe Machado 

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