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Às vésperas do Comerário, Ministério Público de MS investiga condições de Estádio Jacques da Luz

Aprovação do uso do Estádio das Moreninhas conta com algumas condicionantes; FFMS garante realização do confronto

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para apurar as condições do Estádio Jacques da Luz.

A medida publicada no Diário Oficial do MPMS desta terça-feira (24) acontece às vésperas do clássico entre Comercial e Operário, marcado para o próximo domingo (29), às 15h, nas Moreninhas.

Entre as exigências postas pelo MPMS estão reparos na iluminação do estádio, assim como a separação de bilheteria entre mandante e o visitante, a fim de evitar possíveis tumultos entre torcidas.

Por hora, o estádio será a casa dos clubes de Campo Grande no Campeonato Sul-Mato-Grossense deste ano, uma vez que o Estádio Pedro Pedrossian "Morenão" está em reparos. O inquérito é de responsabilidade do Promotor de Justiça  Fabrício Proença de Azambuja.

 "(...) tal condicionante exige a disponibilização de espaço destinado a funcionar como bilheteria para a torcida visitante, de modo que esta (bilheteria) seja disposta em local diverso daquele destinado a torcida mandante, restringindo o contato direto entre as diferentes torcidas", diz trecho do documento. 

Para além disso, o Ministério Público alega que o espaço deve contar com manutenção preventiva  a fim de “evitar problemas estruturais e manter o conforto dos usuários”, bem como "realizar a troca das lâmpadas e instalações elétricas em funcionamento”. 

Outra condicionante indicada pelo Ministério Público foi a não apresentação da apólice do seguro do torcedor.  Os jogos só poderão ser realizados após a contratação de seguro-torcedor, conforme determina o art. 16, inciso II do Estatuto do Torcedor, apólice que, segundo o MPMS deve ser encaminhada com prazo máximo de 10 dias. 

Retorno

Procurado pelo Correio do Estado, o vice-presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Marco Tavares, salientou que não há riscos de o clássico não acontecer.

“O procedimento realizado pelo MPMS é padrão, além disso, encaminhamos o laudo com as exigência há cerca de 10 dias ”, destacou.

Questionado sobre a troca de lâmpadas e a adequação de bilheteria para o clube visitante, Tavares disse que a Federação não realizará jogos noturnos no Jacques da Luz, fator que não implicaria na reposição das lâmpadas, prejudicadas pelo “furto de fiação elétrica do local”, frisou.

O dirigente destacou que em razão da depredação do prédio, o clube visitante contará com bilheteria móvel, sob escolta policial. “Em razão da depredação do Estádio, iremos utilizar uma unidade móvel para a venda de ingressos ao clube visitante, tudo sob supervisão policial”, destacou Tavares.

Custos e gastos

Válido pela 5ª rodada do Estadual, o confronto deste domingo foi antecipado em razão de um compromisso do Operário pela Copa Verde. Mandante do confronto, o presidente do Comercial, Cláudio Barbosa, disse que o custo médio de mandar uma partida do Sul-Mato-Grossense gira em torno de R$ 10 mil.

“Em nossos jogos como mandante buscamos ao menos ‘empatar’ gastos e lucros’”, finalizou. 

Iniciado no último domingo (22), o Estadual já contou com os triunfos do Dourados diante do Aquidauanense por 1 a 0, além de Costa Rica 2 a 0 Serc Chapadão. Dividido entre dois grupos de cinco equipes, os quatro primeiros colocados de cada grupo avança à fase final do torneio, que segue em sistema de 'mata-mata' até o fim de abril, término da competição.

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Esportes

Quanto os clubes brasileiros movimentaram no mercado de transferências em 2026?

21/09/2026 13h42

Foto de ChatGPT/AI.

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O mercado da bola no Brasil fechou mais uma janela de transferências para os clubes.

Apesar de registrar um volume geral mais contido, alguns poucos clubes voltaram a investir pesado para reforçar os elencos.

Segundo os cálculos do levantamento do Estádio Total na plataforma Transfermarkt, os clubes gastaram cerca de 116 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 680 milhões.

Por outro lado, juntos, arrecadaram mais de 162 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 900 milhões com vendas.

Os números divergem de uma plataforma para outra, principalmente porque os critérios podem incluir ou não bônus e outros componentes financeiros.

Veja como os times gastaram e como faturaram na janela de transferências.

Os clubes que mais gastaram

Flamengo

A equipe carioca gastou cerca de 13 milhões de euros (R$ 77 milhões) com as contratações do atacante argentino Joaquín Freitas (ex-River) e do ponta equatoriano Anthony Valencia.

Vasco

O Vasco da Gama também apostou em reforços argentinos: pagou 6,45 milhões de euros por Alan Sescano (Argentinos Juniors) e 6,05 milhões de euros por Santiago Sosa (Racing).

Somadas a outras contratações, como a de Facundo Colidio (3,90 milhões de euros) e Breno Duarte (2 milhões de euros), as despesas ultrapassam os 19,90 milhões de euros (R$ 118 milhões).

Cruzeiro

O Cruzeiro também investiu alto: desembolsou 10,5 milhões de euros por Gabriel Pec, do LA Galaxy, 5,25 milhões de euros por Gabriel Rojas, do Racing, e 4,4 milhões de euros pelo jovem Zé Lucas.

Fotos: Gustavo Martins/ Cruzeiro

O time celeste ainda pagou 3,7 milhões de euros por Luís Sinisterra, além de reforçar o elenco com uma série de empréstimos gratuitos, casos de Luciano Rodríguez, Wesley e Matías Viña.

Ao todo, o Cruzeiro gastou quase 24 milhões de euros (R$ 140 milhões) na janela do meio do ano de 2026.

Bahia

O Bahia também apareceu entre os clubes que mais investiram, pagando 9 milhões de euros por Alejo Veliz, ex-Tottenham, e 1,5 milhão de euros pelo zagueiro Marco Moreno, do Eibar.

Quem lucrou com vendas?

Palmeiras

O Palmeiras segue como destaque: recebeu 37,4 milhões de euros do Manchester City por Allan, 4 milhões de euros do Sporting por Kaique Pereira e 2,6 milhões de euros do Necaxa por Chaves.

Ao todo, o Palmeiras lucrou mais de 44 milhões de euros, um faturamento na faixa dos R$ 261 milhões para o clube paulistano.

Grêmio

O Grêmio também aproveitou para fazer caixa: vendeu Viery à Fiorentina por 15 milhões de euros e Gabriel Mec ao Porto por 11 milhões de euros.

Com a venda de André Henrique e possíveis valores adicionais previstos em metas por Viery, o faturamento do Grêmio pode passar dos R$ 180 milhões.

Botafogo

Em momento financeiro complicado, o Botafogo negociou o zagueiro Barboza com o Palmeiras por 3,5 milhões de euros e recebeu 3 milhões de euros pelo volante Newton.

Fluminense

O Fluminense fechou uma venda de peso ao negociar Facundo Bernal com o Betis por 10,5 milhões de euros, enquanto trouxe Thiago Silva e Hulk sem custos.

A aposta na base como tendência

Apesar de uma janela menos movimentada, o mercado brasileiro pode ganhar força nas próximas temporadas com a formação e valorização de novos jogadores.

Para os clubes, dar espaço a esses atletas pode ser uma alternativa diante de um cenário de maiores restrições para gastar em contratações, enquanto uma boa sequência de jogos também pode aumentar seu valor para futuras negociações.

A tendência é que esse movimento ganhe ainda mais força com a evolução de jogadores que já começam a se destacar no Brasileirão, como os 18 nomes apontados pelo Estádio Total como potenciais protagonistas da nova geração.

Nomes como Zé Lucas (18 anos, comprado pelo Cruzeiro) e Kauã Prates (18 anos, vendido pelo Cruzeiro ao Dortmund por 7 milhões de euros) ilustram bem esse movimento: mesmo muito jovens, já despertam interesse de clubes europeus e movimentam valores relevantes no mercado.

Esse cenário reforça uma mudança de comportamento que já vinha se desenhando nas últimas temporadas.

Com o custo de reposição no mercado internacional cada vez mais alto, os clubes brasileiros encontraram nas categorias de base uma forma inteligente de manter a competitividade sem comprometer o caixa, apostando que a valorização desses jovens vai continuar rendendo bons negócios nas próximas janelas.

O boom dos empréstimos entre clubes brasileiros

Além do uso da base, outro destaque da janela foi o volume de negociações feitas por empréstimo diretamente entre clubes do futebol brasileiro, sem envolver dinheiro.

O caso mais curioso é o do RB Bragantino com o Atlético Mineiro: o Massa Bruta emprestou o centroavante uruguaio Thiago Borbas para o Galo, que devolveu a gentileza cedendo o volante Patrick por empréstimo ao clube paulista.

O Bahia emprestou o lateral-esquerdo Iago ao São Paulo, enquanto o Fluminense cedeu o meia Lima ao Santos, que, por sua vez, emprestou o zagueiro Zé Ivaldo ao Clube do Remo.

O Cruzeiro liberou o goleiro Matheus Cunha para o Internacional, o Goiás emprestou o lateral Diego Caito ao Grêmio e o São Paulo cedeu o volante Felipe Negrucci ao Athletic Club.

Em quase todos os casos, são jogadores com pouco espaço no time principal, mas que os próprios clubes acreditam ter valor de mercado e preferem ver ganhando ritmo de jogo em outro time nacional a deixá-los no banco de reservas.

Esse tipo de negociação virou uma alternativa cada vez mais comum diante do cenário de contas apertadas: em vez de vender ou comprar, os clubes trocam jogadores entre si por empréstimo, sem custo, apostando que o próprio mercado interno vai revalorizar esses atletas.

Um time cede o jogador que não está jogando, o outro ganha um reforço de graça, e todo mundo sai satisfeito até a próxima janela.
 

Medalhistas

Ginástica: Flávia Saraiva e Rebeca Andrade fazem dobradinha na trave; Nory conquista o ouro

Competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026

20/09/2026 23h00

Foto: Reprodução / Confederação Brasileira de Ginástica - X

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O Brasil conquistou uma dobradinha na manhã deste domingo (20), em Szombathely, na etapa da Hungria, pela Copa do Mundo de Ginástica Artística. Na disputa da trave, as atletas Flávia Saraiva e Rebeca Andrade conquistaram ouro e prata, respectivamente. A britânica Emily Roper fechou o pódio.

Aos 26 anos, Flavinha conquistou a melhor colocação na etapa do mundial ao conseguir a nota 13.766 pontos, enquanto a compatriota Rebeca, de 27, ficou com 13.600 pontos. Vale ressaltar que a competidora guarulhense foi a primeira a se apresentar no aparelho. Emily Roper fechou com 12.866 para garantir o bronze.

O dia reservou outras conquistas para o Brasil na Copa do Mundo de Ginástica. A própria Flávia Saraiva conseguiu a medalha de prata no solo. Já Lorrane Oliveira, de 28 anos, fechou o pódio com o bronze, em mais uma dobradinha. A grande vencedora da categoria foi Dulcy Caylor, de apenas 18 anos, dos Estados Unidos.

No masculino, Arthur Nory, de 33 anos, conquistou o ouro na disputa da barra fixa, com a nota de 14.133 pontos. Ele superou o tcheco Tomas Kalinic e o polonês Kacper Garnczarek, com prata e bronze, respectivamente.

A competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026, que ocorre entre os dias 17 e 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda.

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