Esportes

LUTO

Bobby Charlton, um dos maiores nomes do futebol inglês, morre aos 86 anos

Charlton se consagraria como um dos maiores heróis do futebol britânico, campeão mundial na única conquista inglesa, em 1966. Ele integrou também as seleções que disputaram as Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970

Continue lendo...

Morreu, aos 86 anos, Bobby Charlton, campeão do mundo em 1966. A morte foi informada neste sábado (21) pela família do inglês, um dos grandes nomes da história do futebol de seu país. E lamentada pelo Manchester United, clube que defendeu entre as décadas de 1950 e 1970.

"Sir Bobby foi um herói para milhões de pessoas, não apenas em Manchester ou no Reino Unido, mas em todos os lugares onde o futebol é jogado, em todo o mundo", publicou a agremiação, cuja trajetória é marcada pelo homem de Ashington, que sobreviveu a uma queda de avião para ajudar a construí-la.

Em 6 de fevereiro de 1958, ocorreu em Munique um acidente aéreo marcante para a agremiação vermelha e para o esporte. Morreram oito jogadores e três integrantes da comissão técnica da principal equipe da Inglaterra, então bicampeã nacional.

A lista de sobreviventes, no entanto, preservou dois nomes que viriam a se inscrever entre as maiores lendas do clube: o treinador Matt Busby (1909-1994), que acumularia 1.141 jogos no banco do United, e o meio-campista ofensivo Bobby Charlton, de 20 anos, que vestiria a camisa do clube em 758 partidas.

Charlton se consagraria como um dos maiores heróis do futebol britânico, campeão mundial na única conquista inglesa, em 1966. Ele integrou também as seleções que disputaram as Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970.

Nas duas últimas, enfrentou o Brasil –derrotas para os futuros campeões mundiais por 3 a 1 e 1 a 0. A queda para a Alemanha Ocidental nas quartas de final de 1970, por 3 a 2, marcou a sua despedida da seleção, aos 32 anos, com 106 partidas disputadas e 49 gols.

Robert Charlton nasceu em 11 de outubro de 1937, em Ashington, pequena cidade na região nordeste da Inglaterra onde, dois anos antes, nascera seu irmão John (apelidado Jack), que viria a ser um dos maiores ídolos do Leeds United (único clube de toda a sua carreira como jogador) e colega de Bobby na seleção inglesa, inclusive no título de 1966.

Ambos se tornariam os mais ilustres representantes de uma família com raízes nos campos: nada menos do que quatro tios maternos, além de um primo, todos de sobrenome Milburn, foram jogadores profissionais.

O primeiro contrato de Bobby foi assinado com o Manchester United aos 15 anos de idade, em 1953. No ano seguinte, tornou-se profissional em uma equipe que seria conhecida como os "Busby Babes", em referência aos jovens talentos recrutados por Matt Busby em seu projeto de reconstrução do United após a Segunda Guerra Mundial.

A primeira partida oficial de Bobby entre os profissionais foi em outubro de 1956, contra o Charlton Athletic. Naquele momento, ele prestava serviço militar, mas era dispensado nos fins de semana e podia jogar. O United foi campeão inglês naquela temporada.

O ponto alto de sua trajetória na equipe foi o título europeu de 1968. Capitão, foi Bobby quem levantou o troféu depois dos 4 a 1 sobre o Benfica, em Wembley.

Ele defendeu a camisa do clube até 28 de abril de 1973, quando se despediu em uma derrota para o Chelsea, em Londres. Depois, jogaria pelo Preston North End (acumulando a função de treinador) e pelo Waterford United, onde se aposentou em 1976.

Sua também brilhante passagem pela seleção inglesa teve início apenas dois meses depois do acidente de Munique, em uma partida contra a Escócia. Na final da Copa de 1966, no entanto, teve funções defensivas: coube a ele marcar o alemão Franz Beckenbauer, e os craques se anularam.

Em 1969, foi condecorado pela rainha e obteve o título de Sir. Aposentado do futebol, passou a se dedicar a diversas atividades empresariais e assistenciais, mas se manteve, como autêntica lenda viva, no conselho deliberativo do Manchester United.

Renúncia

Após quase destronar Petrallás na FFMS, ex-presidente do Costa Rica desiste de eleição

À época, André Baird foi o mais bem votado entre os clubes profissionais, contudo perdeu federação entre os clubes da várzea

23/08/2026 12h30

André Baird, ex-presidente do Costa Rica

André Baird, ex-presidente do Costa Rica Foto: Esporte MS / Reprodução

Continue Lendo...

Ex-presidente do Costa Rica Esporte Clube e candidato à presidência da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) ano passado, André Delgado Baird renunciou a disputa ao cargo de deputado estadual nas Eleições2026. A desistência foi homologada pela Justiça Eleitoral após Baird apresentar formalmente o pedido de renúncia.

Na decisão, a Justiça Eleitoral considerou que a manifestação foi feita de maneira “livre, expressa e inequívoca” e homologou o pedido do ex-dirigente filiado ao Novo. 

A decisão ocorre pouco mais de um ano depois de Baird protagonizar uma disputa acirrada pela presidência da FFMS. Na eleição realizada em abril de 2025, ele enfrentou Estêvão Petrallás e acabou derrotado por 48 votos a 39.

Apesar do resultado final, a votação mostrou uma disputa equilibrada entre os dois candidatos, com predileção por Baird na elite.

Considerando apenas os clubes da primeira divisão, Baird foi o preferido: recebeu seis votos, contra quatro de Petrallás. Entre os clubes profissionais fora da elite, a diferença também foi mínima, com nove votos para Petrallás e oito para Baird.

Como os votos tinham pesos diferentes, Baird chegou a abrir vantagem na contagem ponderada. Antes dos votos dos clubes amadores, o placar era de 34 a 30 a favor do então presidente do Costa Rica.

A virada ocorreu justamente entre os clubes amadores. Petrallás recebeu 18 votos, enquanto Baird foi escolhido por cinco equipes. Com a soma final, Petrallás alcançou os 48 votos necessários para assumir oficialmente a presidência da FFMS e garantiu mandato até 2027.

Na época da eleição, Petrallás já ocupava interinamente a presidência da Federação desde maio de 2024. Após confirmar a vitória, destacou a responsabilidade de comandar o futebol sul-mato-grossense e defendeu a necessidade de elevar o nível técnico dos jogadores do Estado.

Baird, por sua vez, reconheceu a derrota, mas classificou a campanha como uma forma de enfrentamento ao sistema que comandava a entidade.

“Foi um processo limpo, deveríamos resolver esse problema, agora as coisas voltam a engrenar”, afirmou na ocasião.

O então candidato também destacou a trajetória construída durante a campanha e disse ter saído da disputa com dignidade.

“Foi um trabalho, levei no peito, consegui chegar e acessar vários clubes. Ficamos satisfeitos, desafiei o sistema, fui contra a máquina e saio daqui com muita dignidade”, declarou à época. 

A situação da FFMS também era marcada por dificuldades administrativas, sobretudo no entorno de Frascisco Cezário. Atualmente, a federação sul-mato-grossense aparece na penúltima colocação do ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), à frente apenas do Amapá.

A decisão não apresenta qualquer impedimento ou irregularidade no ato. Segundo a Justiça, não havia elemento que colocasse em dúvida a validade ou a voluntariedade da renúncia. Pelo clube, foi vice-presidente na conquista do título estadual de 2021 e presidente em 2023, ano do segundo título. 

Além dele, outros cinco candidatos também declinaram suas candidaturas: Tatiane Wehner, Luiz Gabriel Nogueira e Valdenir Machado (Republicanos), Jéssika Moura (Avante) e Veterinário Francisco (União Brasil), vereador de Campo Grande. 

AUTOMOBILISMO

Bortoletto larga em 9° no GP da Holanda; confira o grid da F-1 deste domingo (23)

Otimista, o brasileiro ainda festejou a evolução da equipe numa movimentação que testou o carro tanto em um ritmo de corrida, quanto também no momento de buscar uma vaga no grid

22/08/2026 23h00

Piloto da Audi terminou em nono lugar e chegou a bater na trave ao ficar a uma posição da zona de pontuação

Piloto da Audi terminou em nono lugar e chegou a bater na trave ao ficar a uma posição da zona de pontuação Reprodução/F1 TV

Continue Lendo...

Após a corrida sprint deste sábado (22), no circuito de Zandvoort, o brasileiro Gabriel Bortoleto deve largar na nona colocação para o GP da Holanda que acontece neste domingo (23), às 10h pelo horário do Mato Grosso do Sul. 

Logo na segunda metade do Q3 hoje (22), a chuva atingiu o Circuito de Zandvoort e mudou totalmente o panorama do classificatório, já que os pilotos saíram com pneus de pista seca, o que dificultou o desempenho da reta final.

Apesar das dificuldades climáticas, Lando Norris novamente fez ótimo tempo antes de começar a pingar na Holanda, mas acabou superado por Kimi Antonelli no momento em que a chuva já atingia o autódromo. Posteriormente, o competidor deu o troco no piloto da Mercedes e devolveu a primeira colocação para a McLaren.

Gabriel Bortoleto fechou com a 9ª posição e ficou à frente de Arvid Lindblad, da Racing Bulls. Hamilton conseguiu a 5ª colocação na última tentativa e foi o último piloto a deixar o circuito antes de a chuva apertar.

GP da Holanda feliz

Na prova rápida, o piloto da Audi terminou em nono lugar e chegou a bater na trave ao ficar a uma posição da zona de pontuação. Posteriormente, no treino oficial, ele voltou a ter um bom desempenho e vai largar na quinta fila, no nono posto.

"Largada bem positiva. Fiquei feliz que hoje conseguimos fazer uma boa largada. Acho que temos dado alguns passos no rumo certo Se conseguirmos manter esse ritmo de largada que a gente tem tido nesse final de semana, ficarei muito feliz", comentou Gabriel em entrevista ao SporTV.

Otimista, o brasileiro ainda festejou a evolução da equipe numa movimentação que testou o carro tanto em um ritmo de corrida, quanto também no momento de buscar uma vaga no grid. "Acredito que vamos ter um pouquinho de ritmo ainda melhor na prova", completou Bortoleto.

Na classificação do Mundial de pilotos, o brasileiro ostenta a 14ª posição na tabela e contabilizou até aqui dez pontos. Para efeito de comparação, Nico Hülkenberg, seu companheiro de equipe, é o 18º colocado com dois. O jovem Kimi Antonelli, da Mercedes, lidera a disputa de forma isolada com 224 pontos, seguido do ferrarista Lewis Hamilton, 171.

Confira o grid de largada

Com Gabrtiel tendo oportunidade de pontuar neste final de semana, você confere abaixo como ficou o grid de largada para o GP da Holanda na Fórmula 1: 

1. Lando Norris (ING/McLaren), 1min11s163

2. George Russell (ING/Mercedes), 1min11s265

3. Andrea Kimi Antonelli (ITA/Mercedes), 1min11s296

4. Oscar Piastri (AUS/McLaren), 1min11s305

5. Lewis Hamilton (ING/Ferrari), 1min11s494

6. Charles Leclerc (MON/Ferrari), 1min11s558

7. Max Verstappen (HOL/Red Bull), 1min11s618

8. Liam Lawson (NZL/Red Bull), 1min11s733

9. Gabriel Bortoleto (BRA/Audi),1min12s079

10. Arvid Lindblad (ING/RB), 1min12s185

11. Pierre Gasly (FRA/Alpine), 1min12s616

12. Yuki Tsunoda (JAP/RB), 1min12s627

13. Nico Hulkenberg (ALE/Audi), 1min12s797

14. Franco Colapinto (ARG/Alpine), 1min12s800

15. Esteban Ocon (FRA/Haas), 1min13s137

16. Alexander Albon (TAI/Williams), 1min13s182

17. Carlos Sainz (ESP/Williams), 1min13s574

18. Fernando Alonso (ESP/Aston Martin), 1min13s650

19. Lance Stroll (CAN/Aston Martin), 1min13s818

20. Oliver Bearman (ING/Haas), 1min13s826

21. Valtteri Bottas (FIN/Cadillac), 1min14s371

22. Sergio Pérez (MEX/Cadillac), 1min14s1600

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).