Esportes

ELIMINATÓRIAS DA COPA

Brasil não cria nada, leva olé do Uruguai e vê lesão de Neymar assombrar

Goleiro Uruguaio praticamente só assistiu e única chance clara foi numa cobrança de falta de Rodrygo, da intermediária, no travessão

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A seleção brasileira jogou muito mal e perdeu por 2 a 0 para o Uruguai nesta terça-feira (17), no Estádio Centenário, pela quarta rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Os gols foram marcados por Darwin Núñez e De La Cruz. O jogo ficou marcado também pela lesão de Neymar, que deixou o campo com torção no joelho.

O Brasil não criou praticamente nada e foi superado pelo Uruguai em um jogo morno entre as equipes dirigidas por Fernando Diniz e Marcelo Bielsa. A única chance clara foi numa cobrança de falta de Rodrygo, da intermediária, no travessão.

O Uruguai fez um gol em cada tempo em erros graves da defesa do Brasil e fez a torcida local gritar "olé" nos minutos finais.
Neymar, que estava fazendo jogo discreto, torceu o joelho esquerdo no fim do primeiro tempo e deixou o gramado chorando. Há suspeita de lesão de ligamento, mas só exames de imagem conseguirão confirmar ou não algo mais grave no astro.

A seleção brasileira não perdia nas Eliminatórias desde 2015, numa vitória do Chile por 2 a 0, ainda sob o comando de Dunga. E o Uruguai estava invicto há 21 anos contra o time canarinho.

Sem vitória nessa Data Fifa, o Brasil empatou com a Venezuela, perdeu para o Uruguai e voltará a campo para enfrentar a Colômbia, dia 16 de novembro, em Barranquilla. O Uruguai enfrentará a Argentina, na mesma data, em Buenos Aires.

Lesão de Neymar

O atacante Neymar sofreu uma entorse no joelho esquerdo e avaliação clínica preliminar dos médicos da seleção apontou suspeita de rompimento do ligamento cruzado anterior.

Exames de imagem que serão realizados quando diminuir o inchaço na região determinarão a gravidade exata do problema. Mas a reação do jogador de 31 anos ao lance -ele teve rotação anormal no joelho quando tentava apoiar o pé no gramado após contato de adversário e deixou o gramado carregado- tornou a preocupação grande.

Recém-contratado pelo Al Hilal, Neymar chegou à Arábia Saudita após uma série de temporadas no Paris Saint-Germain, da França, atrapalhadas por lesões. A pior foi uma fratura no dedinho do pé direito, em 2019, mas uma ruptura de ligamento do joelho tem o potencial de ser a mais grave de sua carreira.

O problema se deu no fim do primeiro tempo, quando o Brasil já perdia por 1 a 0. Os comandados de Fernando Diniz tiveram a posse da bola em boa parte do jogo, mas tiveram dificuldade em criar oportunidades claras de gol. Na primeira do Uruguai, aos 43 minutos, Darwin Núnez recebeu cruzamento de Araújo e cabeceou na rede.

A jogada surgiu em uma cobrança de lateral, assim como a do segundo gol. Aos 32 da etapa final, Darwin Núñez venceu a briga no corpo na área com Gabriel Magalhães e Casemiro e jogou a bola na direção da pequena área. De la Cruz bateu de primeira e matou as chances do adversário -que teve só uma oportunidade real, uma batida de falta de Rodrygo no travessão.

Chegou a gritar "olé" a entusiasmada torcida uruguaia no estádio Centenário. A formação celeste chegou aos sete pontos e assumiu a vice-liderança das Eliminatórias após quatro rodadas, atrás apenas da Argentina. O Brasil tem a mesma pontuação na tabela, mas fica atrás nos critérios de desempate.

"A gente tem que ser realista. Não jogamos bem, o momento não é bom, a gente precisa melhorar", afirmou o volante Casemiro, cobrando uma assimilação rápida das ideias de Diniz -o interino até o próximo ano, quando a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) promete apresentar o italiano Carlo Ancelotti.

nova política

Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: "Retrocesso"

A jogadora, de 41 anos, é a primeira transgênero a atuar na Superliga e afirmou que não desistirá de seguir jogando

16/08/2026 22h00

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde Foto: Divulgação / Osasco

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A oposta Tifanny, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se, pela primeira vez, sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições entre mulheres a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

A jogadora, de 41 anos, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou um "enorme retrocesso" e afirmou que não desistirá de seguir jogando.

"A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70", disse Tifanny, em pronunciamento compartilhado pela assessoria de imprensa do Osasco.

"Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão", emendou a oposta, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, sendo a primeira trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade.

O pronunciamento foi feito após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista da modalidade, na noite do último sábado (15), em casa, no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros.

Apesar dos 19 pontos de Tifanny, muito festejada pela torcida osasquense, as visitantes levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, após pouco mais de duas horas de partida.

A participação da oposta no jogo, mesmo depois de a nova política da CBV ser anunciada, ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. Segundo a entidade, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

O novo critério de elegibilidade foi anunciado pela CBV na última sexta-feira (14). Segundo a entidade, a meta é estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). De acordo com a confederação, as atletas deverão atender a critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

Antes, mulheres trans podiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação é válida já para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Masters 1000

João Fonseca estreia com vitória e agora enfrenta o 129º em Cincinnati

Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane

16/08/2026 15h30

João Fonseca

João Fonseca Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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João Fonseca estreou com vitória em sua segunda participação no Masters 1000 de Cincinnati. Neste domingo, o tenista de 19 anos venceu Botic van de Zandschulp, da Holanda, por 2 a 0, parciais de 6/4 e 7/6 (7/2). Na próxima rodada, o brasileiro, 26º do ranking, tem um confronto teoricamente mais tranquilo e enfrenta o australiano Christopher O'Connell, apenas o 129º do mundo e que veio do qualifying.

Com a segunda vitória seguida em sua terceira partida contra Van De Zandschulp, número 59 do ranking, Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane, que ocupava a modesta 136ª colocação no ranking.

Nesta temporada, como cabeça de chave, o brasileiro folgou na primeira rodada e sofreu contra Van De Zandschulp a primeira quebra da partida, no terceiro game, mas conseguiu confirmar o break point na sequência e empatou em 2 a 2. O confronto ficou equilibrado, com os tenistas confirmando seus serviços até o 10º game, quando Fonseca conseguiu a quebra e fechou em 6/4.

No segundo set, o brasileiro conseguiu abrir uma vantagem de 4 a 1, mas permitiu a reação do adversário, que venceu três games seguidos e desperdiçou um break point no nono game. Os tenistas foram confirmando seus saques e a definição do set foi para o tie break. Fonseca começou o desempate com agressividade e logo abriu 4 a 0, depois só precisou administrar a vantagem para fechar em 7/2 e 2 a 0 em 1h47.

O'Connell chegou à terceira rodada passando pelo norueguês Cásper Ruud neste domingo no Masters 1000 de Cincinnati. O ex-vice-líder do ranking e atual 17º abandonou a partida com problema físico quando o placar marcava 7/5 e 2/1 para o adversário. Será a primeira partida entre Fonseca e O'Connell, que tem 32 anos.

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