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Calor e pista são dificuldades listadas por pilotos na Capital

Campo Grande recebe primeira etapa do ano da Copa Truck neste fim de semana

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O Autódromo Internacional Orlando Moura, em Campo Grande, recebe neste domingo a primeira etapa do ano da Copa Truck. Pilotos encaram o calor e o estado da pista, assim como as principais dificuldades da prova na Capital.


Atual campeão geral da categoria, o piloto Felipe Giaffone, da equipe R9 Competições/Volkswagen, declarou em entrevista para o Correio do Estado que o asfalto do autódromo campo-grandense não 
é dos melhores.


“A etapa de Campo Grande é muito legal, é sempre bom que a Copa Truck esteja aqui, apesar do asfalto da pista estar muito ruim, com muita pedra, que acaba desgastando os pneus, mas, mesmo assim, eu acho que vale a pena, para a nossa categoria de caminhão que usa pneus de rua”, disse Giaffone.

O piloto paranaense Wellington Cirino, 48 anos, também comentou que foi possível observar durante os treinos livres, que ocorreram nesta sexta-feira, que a pista apresenta ondulações em alguns trechos.

“Lógico que a gente tem um problema ainda com ondulações em algumas curvas, mas isso daí, com a utilização do autódromo, tende a melhorar. De modo geral, em questão de pista, está boa para fazermos o evento”, informou Cirino.


Daniel Kelemen, que disputará a temporada deste ano da Copa Truck como piloto e criador da nova equipe D+ Motorsport, enfatizou à reportagem a importância da etapa em Campo Grande dentro 
do calendário do automobilismo brasileiro.


“Estou muito feliz de estrear a minha equipe aqui. A pista é gostosa de guiar, e a gente está precisando de fato que o Estado dê atenção para esse autódromo. Um estado tão produtivo como Mato Grosso do Sul, capital do agro, faz todo o sentido incentivar corridas de caminhão por aqui”, afirmou. A pista, no entanto, está sob cuidados da prefeitura.


A competição da Copa Truck conta com 36 pilotos inscritos, divididos em duas classes, 
as quais foram recentemente renomeadas: a classe principal passa a se chamar Super Truck Pro, enquanto a classe de acesso, Super Truck Elite.


A sessão que define o grid de largada está marcada para este sábado, a partir das 14h30min. Neste domingo, as duas corridas de 25 minutos, válidas para a etapa da Copa Truck, ocorrerão a partir das 11h30min.
Para o público presente, 


os portões serão abertos às 8h de domingo. Segundo a organização do evento, não será permitido o consumo e a venda de bebidas alcoólicas.


Cada pessoa poderá levar cinco itens alimentícios, além de duas garrafas plásticas contendo água, de 500 ml cada uma. Serão permitidos também guarda-chuvas, sombrinhas, guarda-sóis, cadeiras de praia e tendas de dimensões no máximo 3 x 3 metros.

DRIBLANDO O CALORÃO


O calor da cidade, que durante todo o fim de semana deverá ter máxima variando dos 33°C aos 36°C, entre 14h e 16h deste sábado e durante a corrida de domingo, vem sendo uma preocupação dos pilotos, uma vez que a sensação térmica dentro dos veículos pode chegar aos 60°C.


Marcelo Zebra, piloto da Copa Hyundai HB20, categoria que também será uma das atrações no autódromo campo-grandense, informou ao Correio do Estado que até realizou um treinamento específico para enfrentar o calor da Capital.

“Antes de vir para Campo Grande, fiz um treinamento com roupa especial que dá pequenos choques no corpo enquanto eu corria na esteira, fazia ginástica. Esse equipamento simula até quatro vezes o esforço físico que fazemos nas pistas. Além disso, tem que se hidratar durante toda a semana, para suportar o calor no dia da corrida”, declarou.

Já Kelemen usará durante a competição um macacão térmico que regula a temperatura corporal. “Estou com uma roupa especial que esfria o nosso corpo, e acho que sou o único piloto que utiliza esse equipamento [aqui na competição], mas até então nunca foi tão produtivo usar essa roupa, para se preparar nesta semana, que está muito quente”, disse.


EXPERIÊNCIA NA PISTA


Na etapa campo-grandense da Copa Truck, que volta para a cidade após cinco anos, os experientes pilotos que devem se destacar são o bicampeão da competição, Giaffone, e o “rei de Campo Grande”, Cirino.


Inclusive, Giaffone, piloto que chegou a vencer a etapa de Campo Grande em 2017 e em 2018, foi o campeão da temporada de 2023, iniciando em territórios sul-mato-grossenses a defesa do título da Copa Truck.

“Neste ano, vamos tentar defender o título, isso é sempre o mais difícil. Acho que no ano passado eu tive um pouco de sorte de conseguir no fim o campeonato, mas a ideia é essa”, pontuou.


Por sua vez, Cirino já venceu quatro etapas em Campo Grande na época em que corria pela Fórmula Truck, sendo uma delas, a de 2001, sua corrida de inauguração do Autódromo Internacional Orlando Moura.


“Sou suspeito para falar de Campo Grande. Adoro a cidade e tive a felicidade de ganhar na inauguração do autódromo, em 2001. É uma pista que colhemos bastante frutos, bastante vitórias, e eu quero sair daqui com um bom resultado para o campeonato”, declarou o piloto em entrevista ao Correio do Estado.

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Futebol

Futebol de cegos: Brasil vai à final da Copa América contra Colômbia

Em São Paulo, seleção masculina derrota Costa Rica pelas semifinais

10/09/2026 20h00

Taba Benedicto

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Maior vencedor da Copa América de futebol de cegos entre os homens, o Brasil vai em busca do sétimo título. Nesta quinta-feira (10), a seleção verde e amarela derrotou a Costa Rica por 2 a 0 no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, pelas semifinais da competição.

Os brasileiros não encontraram dificuldades e abriram vantagem sobre os costarriquenhos antes da metade da primeira etapa - cada tempo tem 20 minutos de duração. Aos seis, Maicon conduziu a bola após cobrança de falta, arrastou a marcação de três adversários e chutou rasteiro para abrir o placar. Aos 12, Nonato recebeu na área e bateu forte, no alto, sem chances para o goleiro Rony Madrigal.

No segundo tempo, o técnico Cesinha aproveitou para rodar o elenco. Mesmo assim, a equipe da casa manteve o jogo sob controle e até criou algumas chances, parando em boas defesas do goleiro costarriquenho.

Em 11 edições, o Brasil sempre foi à final, com seis conquistas e quatro vices. O último na edição de 2022, quando perderam nos pênaltis para a anfitriã Argentina.

Os Murciélagos (morcegos, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), aliás, ficaram fora da decisão continental pela primeira vez. Mais cedo nesta quinta, os hermanos, atuais campeões mundiais e vice paralímpicos foram superados pela Colômbia por 1 a 0 nas penalidades, após empate sem gols com bola rolando.

A final diante dos colombianos será neste sábado (12), às 17h30 (horário de Brasília). O canal da Federação Internacional de Esportes para Cegos (Ibsa) no YouTube transmite a partida ao vivo.

Esta será a segunda final do Brasil neste ciclo da Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. Em julho, os brasileiros conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Parasul-Americanos, em Valledupar (Colômbia), superando os argentinos na decisão.

Apesar da queda nas semifinais, a Costa Rica se garantiu no Campeonato Mundial do ano que vem, assim como Argentina e Colômbia. O Brasil, como país-sede, já tinha vaga assegurada. Pentacampeã paralímpica, a seleção verde e amarela é também cinco vezes campeã do mundo, sendo a maior vencedora nos dois principais eventos da modalidade.

Decisão

Brasília vai receber a primeira final única da Copa do Brasil

Estádio sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio

10/09/2026 13h45

Foto: Divulgação

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O Mané Garrincha, em Brasília, será o palco da primeira final única da Copa do Brasil, marcada para o dia 6 de dezembro. A CBF vai anunciar nesta quinta-feira, 10, após o sorteio do mando das semifinais.

Palmeiras, Vasco, Atlético Mineiro e Grêmio seguem na disputa e se enfrentam pelas semifinais no início de novembro.

O Mané Garrincha sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio em uma edição com semifinalistas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em agosto, o governo do Distrito Federal enviou um ofício à CBF em oferecendo o Mané Garrincha como sede da final. No documento, o governo exaltou as "condições estruturais, logísticas e institucionais" do estádio, "plenamente compatíveis com a dimensão esportiva, econômica e simbólica da principal competição eliminatória do futebol brasileiro".

Como não recebe regularmente partidas da Série A do Brasileirão, o estádio não conta com a tecnologia do sistema de impedimento semiautomático, o que demandará algum tempo para a instalação. Precisará, então, passar pelas adequações necessárias de infraestrutura para que os equipamentos funcionem, além da realização de testes.

A opção por Brasília tem sido bastante utilizada pela CBF para os jogos da Supercopa, confronto entre os campeões da Série A e da Copa do Brasil, principalmente pelo fator neutralidade. Das sete edições do confronto desde a retomada do formato, em 2020, quatro foram disputadas no Mané Garrincha.

Disputada desde 1989, a Copa do Brasil terá pela primeira vez uma final realizada em jogo único, repetindo o modelo adotado pela Uefa com a Champions League, e pela Conmebol com Libertadores e Sul-Americana.

O torneio com a maior premiação do País vai render R$ 78 milhões só ao campeão só pela vitória na final e R$ 34 milhões ao vice.

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