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Ciclista com síndrome rara não tem gordura sob a pele

Ciclista com síndrome rara não tem gordura sob a pele

terra

18/06/2013 - 04h00
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Um ciclista britânico de 23 anos foi diagnosticado com uma síndrome rara que o impede de guardar gordura sob a pele. Tom Staniford nasceu com um peso normal, mas perdeu toda a gordura em volta do rosto e nos membros ainda durante a infância. Mesmo assim, o corpo do britânico ainda pensa que ele é obeso, e ele tem diabetes tipo 2.

A audição de Staniford se deteriorou quando ele tinha apenas dez anos e, desde então, ele usa um aparelho de audição. A doença do ciclista não havia sido identificada até recentemente, quando uma equipe de pesquisadores da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, conseguiu mapear e analisar o DNA de Staniford e apontar com precisão a mutação genética responsável pelo doença.

Os cientistas usaram a mais recente tecnologia de sequenciamento do genoma para investigar a desordem de Staniford. Mas essa análise foi possível apenas depois de encontrar uma segunda pessoa com a mesma doença. Algo difícil, já que Staniford é uma das apenas oito pessoas no mundo diagnosticadas com a síndrome, chamada de MDP.

 

30 milhões
De acordo com Andrew Hattersley, um dos líderes do estudo na Escola de Medicina de Exeter, com uma segunda pessoa com a mesma doença, eles poderiam comparar os genomas dos dois pacientes e de seus familiares que não foram afetados pelo problema.

"Tínhamos que analisar 30 milhões de pares no DNA de Tom e números parecidos nos membros da família e no (DNA do) outro paciente, para identificar uma única mutação", disse. "Identificar o gene responsável tem implicações para prever o impacto da doença na saúde de Tom no longo prazo e, também importante para ele, em sua carreira esportiva", acrescentou.

A equipe de pesquisadores encontrou uma anomalia no gene POLD1 no cromossomo 19. Eles descobriram que apenas um aminoácido estava faltando em uma enzima que é muito importante para a replicação do DNA.

"Todas as características de Tom podem ser explicadas por esta mutação específica. E agora temos um exame de diagnóstico para isto", disse Hattersley.

O cientista acredita que a mutação genética ocorreu no espermatozoide do pai do atleta ou então logo no início da vida do ciclista. E, com estas informações, os cientistas esperam identificar quais terapias genéticas poderiam ajudar as pessoas com esta síndrome e descobrir mais sobre como o corpo trabalha com esta falta de gordura.

O estudo envolveu cientistas da Universidade de Cambridge, da Itália, Índia e Estados Unidos e foi divulgado na publicação científica Nature Genetics.

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Lorenzo Musetti anuncia desistência do Rio Open por não conseguir se recuperar de lesão

Anúncio foi feito pelas redes sociais do evento e a desistência acontece em razão de uma contusão

01/02/2026 23h00

Lorenzo Musetti, tenista italiano

Lorenzo Musetti, tenista italiano Foto: Divulgação

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Segundo melhor tenista da Itália e nº 5 do ranking mundial, Lorenzo Musetti está oficialmente fora do Rio Open, que será disputado entre os dias 14 e 22 de fevereiro. O anúncio foi feito pelas redes sociais do evento e a desistência acontece em razão de uma contusão.

"Oi, pessoal. Depois que me lesionei no Australian Open, eu e minha equipe avaliamos a situação e, infelizmente, preciso informar que a recuperação vai levar mais tempo do que esperávamos e, infelizmente, não poderei disputar o Rio Open", anunciou Musetti em vídeo no X (antigo Twitter).

"Estou realmente muito triste, porque estava animado em dividir meu tênis com vocês e sentir a energia dos fãs brasileiros e a paixão que vocês têm pelo esporte. Desejo que tudo vá bem e que seja um evento maravilhoso para todos. Espero voltar ao Brasil em breve. Tchau", finalizou.

Musetti se machucou há quatro dias, quando disputava o Australian Open. Na ocasião, o italiano disputava as quartas de final contra Novak Djokovic, que teve de ter atendimentos médicos por conta de bolhas no pé. O sérvio voltou à partida, mas quem optou por não continuar foi o italiano, que sentiu dores na virilha. Ele ainda voltou para mais um game, mas acabou desistindo.

Aos 23 anos, Lorenzo Musetti é o 5º tenista do ranking da ATP, enquanto Djokovic é o 4º lugar. O sérvio disputou neste domingo a final contra Carlos Alcaraz, que levou o título e deu a Nole seu primeiro revés em uma decisão do Grand Slam australiano.

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POR POUCO

Corinthians marca no fim e vai à prorrogação, mas fica com o vice no Mundial de Clubes feminino

As Brabas fizeram um jogo de superação, empataram por 2 a 2 com um gol de pênalti no último minuto, mas perderam na prorrogação por 3 a 2 neste domingo, em Londres, na Inglaterra.

01/02/2026 20h00

Corinthians foi derrotado pelo Arsenal por 3 a 2, em Londres

Corinthians foi derrotado pelo Arsenal por 3 a 2, em Londres Rodrigo Gazzanel / Corinthians/Divulgação

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Na primeira edição do Mundial de Clubes feminino da Fifa, o Corinthians ficou com vice-campeonato. Diante do Arsenal, uma das melhores equipes do mundo, as Brabas fizeram um jogo de superação, empataram por 2 a 2 com um gol de pênalti no último minuto, mas perderam na prorrogação por 3 a 2 neste domingo, em Londres, na Inglaterra.

O time inglês foi campeão porque impôs sua superioridade técnica, melhor organização tática e aproveitou as falhas da defesa corintiana em dois gols. As inglesas tiveram posse de bola superior a 60%, sempre "empurrando" o time brasileiro para dentro de sua área.

Outro fator pesou na balança: a diferença de calendário e de condição física. Enquanto as brasileiras estão iniciando a temporada; as inglesas estão em plena disputa das competições. Desconfortável, o Corinthians apostou nas faltas e nos escanteios.

Dono do título da Champions League feminina na temporada 2024/25 e melhor time do mundo de acordo com a Bola de Ouro, da revista France Football, a equipe inglesa mostrou variações táticas que encurralaram a zaga corintiana. Por isso, a goleira Letícia foi a melhor em campo.

Os ataques ingleses, ora pelas laterais, ora pelo centro da defesa, faziam com que a bola sempre rondasse a área corintiana. Foi assim que saiu o primeiro gol, aos 14, com Olivia Smith, após falha da defesa corintiana.

Campeão da Libertadores no ano passado, o Corinthians conseguiu uma resposta rápida e importante seis minutos depois. O empate veio com a jogada mais forte: a bola parada. Após escanteio, Gabi Zanotti empatou.

Além da qualidade técnica, as Gunners tiveram a vantagem de decidir o título em casa, no Emirates Stadium, em Londres. Mas a vantagem foi pequena. No duelo das torcidas, a partida foi mais equilibrada. Mesmo em menor número, os corintianos cantaram o jogo todo, lembrando o clima na Neo Química Arena, em Itaquera.

Novamente "rodando" a bola com paciência e precisão, em busca de espaço no segundo tempo, o Arsenal conseguiu o segundo gol aos 13 minutos com Wubben-Moy, de cabeça. A vantagem no placar refletia a superioridade inglesa.

O time inglês desperdiçou várias oportunidades e não conseguiu transformar seu volume de jogo em vantagem numérica.

Foi aí que entrou a velha mística corintiana. No último lance do tempo normal, a árbitra mexicana Katia Mendoza anotou pênalti com auxílio VAR. Victória Albuquerque converteu com um chute no meio do gol: 2 a 2.

Na prorrogação, outro erro da defesa corintiana, agora com Duda Sampaio. Bola perdida no meio. Contra-ataque letal. Foord avançou, chutou cruzado e definiu a final.

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