Esportes

SUL-AMERICANO SUB-20

Com atleta de MS titular, Brasil dá vexame diante da Argentina

Colecionando fracassos nos últimos anos, a seleção brasileira sub-20 se juntou à esse "hall" e perdeu de 6x0 da arquirrival na estreia no Sul-Americano da categoria

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Mais uma vez, a seleção brasileira manchou sua história riquíssima com uma derrota vexatória. Nesta sexta-feira (24) à noite, o Brasil sub-20 perdeu de 6x0 para a Argentina na estreia no Sul-Americano da categoria, e com sul-mato-grossense entre os titulares.

Arthur Dias, de apenas 17 anos e natural de Campo Grande, foi um dos escolhidos pelo técnico Ramon Menezes para começar a partida, ao lado de Jair, zagueiro prestes a ser anunciado pelo Botafogo.

Infelizmente, o campo-grandense, assim como todos os titulares, não estava no seu melhor dia. Com apenas 11 minutos jogados, a Argentina já vencia por 3x0, com gols de Ian Subiabre, Claudio Echeverri e Igor Serrote (contra).

E, é aquele famoso ditado, “vira 3, acaba 6”. No segundo tempo, os hermanos fizeram mais três gols, com Agustín Ruberto, Agustin Echeverri e Santiago Hidalgo. Assim permaneceu até o final e mais uma humilhação para a conta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Após a partida, o volante Gabriel Moscardo, ex-Corinthians, pediu desculpas ao torcedor pela atuação decepcionante e fez uma promessa.

“Em nome de toda a Seleção Brasileira, quero pedir desculpas ao torcedor. A gente deu nosso máximo, se entregou, mas infelizmente não foi nosso dia. A gente promete que vai para a segunda partida, contra a Bolívia, sabendo que é uma final de campeonato. Precisamos dar uma resposta. A gente vai com tudo”, disse.

Segundo o site Sofascore, especializado em estatísticas, Arthur teve dois cortes e bloqueou um chute, além de ter finalizado uma chance para fora. Diante disso, recebeu nota 6 e, por incrível que pareça, foi o melhor da defesa brasileira.

O próximo compromisso do Brasil na competição é já neste domingo (26), diante da Bolívia, às 17h (horário de MS), no Estádio Misael Delgado, na Venezuela. Caso tenha outro revés, a seleção pode se complicar e ter sua classificação para a próxima fase ameaçada.

Sul-Americano Sub-20

Ao todo, 10 seleções participam da competição. Elas são divididas em dois grupos com cinco seleções cada. Nesta edição, o grupo A é formado por Chile, Paraguai, Uruguai, Peru e Venezuela. Já o grupo B é composto por Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia e Equador.

Os três melhores de cada grupo vão à próxima fase, do qual é formado um sexteto com essas seleções classificadas. Diante disso, todos se enfrentam e aquele com maior pontuação é o campeão. O campeão, o vice, o terceiro e quarto colocados garantem vaga no Mundial Sub-20, que será disputado em setembro e outubro deste ano, no Chile. Obviamente, por ser país-sede, a seleção chilena já tem sua vaga garantida na competição.

A a transmissão da competição fica por conta do canal oficial da Confederação Sul-Americana de Futebol no Youtube, a Conmebol TV. O canal fechado SporTV também transmite os jogos, especialmente da seleção brasileira.

Repercussão

Torcedores, jornalistas e páginas de futebol usaram as redes sociais para desabafar e mostrar sua indignação diante da derrota humilhante para o arquirrival. A maioria das críticas foram direcionadas ao treinador Ramon Menezes e ao presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. Veja algumas dessas manifestações:

Perfil - Arthur Dias

Nome completo: Arthur dos Santos Barbosa Dias
Data de Nascimento: 10/04/2007 (17 anos)
Local: Campo Grande
Clube: Athletico-PR (desde 2022)
Posição: Zagueiro

Saiba

A seleção brasileira é a maior e atual campeã do Sul-Americano Sub-20. Ao todo, já foram 12 taças da competição conquistadas (1974, 1983, 1985, 1988, 1991, 1992, 1995, 2001, 2007, 2009, 2011 e 2023).

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Copa do Mundo

Brasil desencanta e derrota o Haiti, com estrela de Vini Jr e campo-grandense em campo

Seleção venceu por 3 a 0, e jogo com chance para Éderson, e com consolidação de Vini Jr como principal jogador da equipe

19/06/2026 23h15

Vini Jr participou de todos os gols da seleção

Vini Jr participou de todos os gols da seleção Divulgação/Fifa

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A seleção brasileira precisou enfrentar um rival frágil, o Haiti, para desencantar na Copa do Mundo e pelo menos até a próxima rodada, dar mais um passo para ganhar a confiança do torcerdor.

Especialmente para os sul-mato-grossenses, o duelo teve um sabor especial, pois o meia Éderson estreou na Copa do Mundo. Há 24 anos, desde que o atacante, também campo-grandense, Mueller, que um jogador nascido no Estado não jogava no torneio mais importante do futebol mundial.

No período que Éderson esteve em campo não houve gols, pois todos eles foram marcados no primeiro tempo. E a trajetória da seleção e mais especificamente os gols têm um nome em comum: Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid que vem se tornando a principal estrela do Brasil na Copa, pois todos os lances que resultaram em gols neste torneio passaram pelos pés dele.

No jogo contra o Haiti, na Filadélfia, Vini Jr marcou um dos gols, e participou dos lances dos outros dois marcados por Matheus Cunha. Na estreia, contra o Marrocos, Vini fez o gol brasileiro.

Apesar das fragilidades defensivas apresentadas pelo Haiti, a equipe caribenha mostrou que está longe de ser apenas um adversário figurativo. No segundo tempo, chegou a levar perigo e obrigou o goleiro Alisson a fazer duas importantes defesas. O desempenho reforçou a percepção de que o Brasil precisará elevar seu nível técnico para avançar com segurança no Mundial.

Sem Neymar há quase três anos e diante da possibilidade de perder também Raphinha, substituído ainda na etapa inicial após sentir dores na parte posterior da coxa, a seleção parece finalmente ter encontrado em Vinícius Júnior sua principal referência ofensiva. O atacante, eleito o melhor jogador do mundo em 2024, teve atuação destacada. Embora ainda tenha cometido alguns excessos individuais, como prender demais a bola em determinados momentos, participou ativamente da construção das jogadas e ajudou a dar mais fluidez ao setor ofensivo.

Quem também aproveitou a oportunidade foi Matheus Cunha. Escalado por Carlo Ancelotti entre os titulares, o atacante respondeu com dois gols e fortaleceu sua candidatura a uma vaga permanente na equipe. No primeiro, mostrou oportunismo ao aparecer na hora certa para concluir a jogada. No segundo, demonstrou qualidade técnica ao finalizar com precisão de perna esquerda. A atuação o credenciou como uma alternativa mais consistente do que Igor Thiago, que havia decepcionado na estreia diante do Marrocos.

A outra mudança promovida por Ancelotti foi a entrada de Danilo na vaga de Ibañez. O experiente defensor teve atuação segura pela lateral direita e aumentou suas chances de permanecer entre os titulares nos próximos compromissos.

Os espaços concedidos pela defesa haitiana permitiram ao Brasil criar diversas oportunidades, mas a vitória poderia ter sido ainda mais ampla. Raphinha e Endrick chegaram a balançar as redes, porém tiveram os gols anulados por impedimento, ambos confirmados rapidamente pela tecnologia.

Endrick foi um dos jogadores mais festejados pela torcida ao entrar em campo na segunda etapa. O jovem atacante do Real Madrid substituiu Matheus Cunha e teve cerca de meia hora para mostrar seu potencial. Apesar da expectativa, recebeu poucas bolas em condições de finalização e não conseguiu marcar, além do gol invalidado pela arbitragem.

Em uma das melhores oportunidades do período final, Éderson desperdiçou uma chance próxima à trave após cruzamento de Martinelli. Endrick, bem posicionado na área, lamentou não ter recebido o passe que poderia resultar em mais um gol brasileiro.

Com o resultado, o Brasil assumiu a liderança do Grupo C e ficou muito próximo da classificação para a segunda fase. A equipe soma os mesmos quatro pontos do Marrocos, mas leva vantagem no saldo de gols. O Haiti, por sua vez, segue sem pontuar e ocupa a última colocação da chave.

A meta da seleção comandada por Ancelotti agora é confirmar a primeira colocação do grupo. Além de assegurar a vaga, terminar na liderança pode significar um caminho teoricamente menos complicado nas fases eliminatórias, evitando alguns dos principais favoritos logo no início do mata-mata.

O último compromisso brasileiro na fase de grupos será contra a Escócia. A partida está marcada para o dia 24, quarta-feira, às 18h (MS), em Miami.

Hino Nacional

NY Times elege o hino do Brasil o mais bonito entre os países da Copa

Publicação exalta a introdução orquestral de 28 segundos da canção

19/06/2026 23h00

brasil

brasil Foto: Agência Brasil

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O jornal The New York Timeselegeu o Hino Nacional Brasileiro o mais bonito entre os 48 países participantes da Copa do Mundo de 2026. A matéria, publicada nesta sexta-feira (19) e assinada pelo jornalista Tim Spiers, traz tons de crítica musical com pitadas de humor.brasil

A publicação exalta, principalmente, a “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos” do nosso hino nacional.

“Dura quase dois minutos e, ainda assim, não é suficiente. Tem um monte de palavras cantadas muito rápido em sua maior parte, sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma terra amada, mas o ponto alto é, sem dúvida, a gloriosa introdução orquestral de 28 segundos. Um dos melhores hinos do mundo”, escreveu o jornal.

Em meio a elogios, o texto ainda lembra a execução do Hino Nacional na Copa de 2014, quando torcida e jogadores cantaram a plenos pulmões cada verso.

Porém, após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, o momento perdeu o brilho e ganhou tons de desespero na imprensa esportiva brasileira.

“Para a partida contra Marrocos, não houve o choro e o melodrama que vimos antes da semifinal, em casa, em 2014, mas provavelmente foi melhor assim”, brincou.

Curiosamente, o último colocado no ranking do NY Times é justamente o hino da Inglaterra, Deus Salve o Rei. A Inglaterra é o país onde a editoria de esportes do jornal, The Athletic, está baseada.

“É terrível. A música se arrasta imperdoavelmente e a letra, ao contrário de qualquer outro hino desta lista, é sobre um homem velho”.

Hino do Brasil

O Hino Nacional Brasileiro foi composto por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831, inicialmente sem letra.

“Uma vez proclamada a República, convocou-se concurso para substituir esse Hino por outro, próprio para a nova organização política. No entanto, o apego popular à melodia do velho hino não deixou alternativa à sua manutenção”, relata o Ministério das Relações Exteriores, em sua página oficial.

Os versos, compostos por Osório Duque Estrada, foram incluídos de forma oficial em 6 de setembro de 1922.

Ranking do NY Times

  1. Brasil
  2. França
  3. Portugal
  4. Colômbia
  5. Escócia
  6. Equador
  7. Argentina
  8. Egito
  9. Uruguai
  10. Bósnia e Herzegovina
  11. Estados Unidos
  12. RD Congo
  13. Curaçao
  14. Coreia do Sul
  15. Costa do Marfim
  16. Panamá
  17. Canadá
  18. México
  19. Haiti
  20. Irã
  21. África do Sul
  22. Japão
  23. Marrocos
  24. Iraque
  25. Turquia
  26. Austrália
  27. Tchéquia
  28. Tunísia
  29. Senegal
  30. Suécia
  31. Argélia
  32. Paraguai
  33. Suíça
  34. Cabo Verde
  35. Noruega
  36. Uzbequistão
  37. Arábia Saudita
  38. Bélgica
  39. Gana
  40. Croácia
  41. Holanda
  42. Catar
  43. Áustria
  44. Nova Zelândia
  45. Alemanha
  46. Espanha
  47. Jordânia
  48. Inglaterra

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