Esportes

ESTÁDIO DA COPA

Depois de prejuízo, Arena Amazônia
será privatizada, afirma governador

Depois de prejuízo, Arena Amazônia
será privatizada, afirma governador

G1

28/02/2016 - 09h36
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Um dos estádios construídos para a Copa do Mundo de 2014, a Arena da Amazônia tenta encontrar um novo caminho para não se transformar em um elefante Branco. A praça esportiva, que recebeu o clássico entre Itália e Inglaterra, vive um momento de transformações após ter um 2015 no vermelho:déficit de R$ 7,3 milhões. E a alternativa encontrada será a privatização.

Neste sábado, momentos antes do amistoso beneficente Amigos do José Aldo x Amigos do Pizzonia, no estádio, o governador do Amazonas, José Melo, anunciou que o palco de quatro jogos da Copa do Mundo e que receberá seis jogos das Olimpíadas será gerenciado pela iniciativa privada, após quase dois anos nas mãos do poder público.

O governador adiantou que as negociações para administração da Arena da Amazônia pela iniciativa privada estão avançadas. Sem revelar nomes, ele disse que dois grupos empresariais com expertise na gestão de estádios demonstram interesse em gerir o estádio de Manaus. 

- Há duas empresas interessadas em administrar para que os custos não sejam mais do Estado. O foco é transformar essa Arena, de fato, em uma arena multiuso, realizando grandes eventos esportivos e culturais para que ela possa se autogestar e gerar recursos para investir no esporte - comentou José Melo, e completou:

- Essa arena aqui ela foi projetada para ser uma arena multiuso, ela não estava sendo utilizada assim e apenas para jogos de futebol. Vai continuar com isso aí, mas também vai ser uma arena multiuso. Terá grandes eventos, não só esportivos, mas também culturais, eventos de cantores famosos. Enfim, todo tipo de evento será realizado aqui para que a arena possa se autogestar - completou o governador, ao revelar que o anúncio deverá ser feito em 20 dias.

O estádio construído para a Copa 

A Arena da Amazônia foi inaugurada em 2014 e foi construída especialmente para a Copa do Mundo. O estádio foi erguido no lugar do antigo estádio Vivaldo Lima, com um custo de R$ 669,5 milhões. Apesar da Copa e jogos do Brasileiro, no primeiro ano o estádio fechou o ano no vermelho. Segundo a Fundação Vila Olímpica (FVO), órgão do estado responsável pela administração do estádio, a manutenção do estádio custou, em 12 meses, R$ 7.200.000,00 (sete milhões e duzentos mil). R$ 3.600.000,00 seriam por conta do Governo, e outros R$ 3, 6 mlilhões (três milhões e seiscentos mil) de responsabilidade da Arena. O déficit foi de R$ 1.598.285,50 nos cofres do estádio, em 19 jogos disputados.

Já em 2015, a situação foi pior, De acordo com a a Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), que passou a administrar o estádio no lugar da Fundação Vila Olímpica (FVO), também órgão do Estado, os dados oficiais de arrecadação e despesas revelou os gastos com manutenção de R$ 8.046.914,76, contra uma arrecadação de R$ 694.085,50, o que representa um prejuízo de R$ 7.352.829,26. Os números confrontam ainda o valor de arrecadação divulgado pela FVO em dezembro de 2015, que era de R$ 719.881,00 e aparece menor no dado divulgado pela nova gestora.

No ano passado a Arena da Amazônia recebeu 13 jogos, divididos entre jogos de futebol locais, um torneio amistoso entre Vasco, São Paulo e Flamengo no início do ano, e shows que aconteceram no setor "podium" do estádio, que fica numa área sem acesso ao gramado, mas ainda dentro do terreno do Vivaldão. Além disso, ainda teve duas partidas da seleção brasileira olímpica, no início de outubro.

No dia 24 de maio deste ano, o estádio será entregue ao comitê Rio 2016, para a realização de seis jogos em três datas do torneio de futebol olímpico, nas categorias masculino e feminino. Além do jogo Amigos do Aldo x Amigos do Pizzonia, que reuniu mais de 32 mil pessoas neste sábado, o estádio recebeu dois amistosos do Nacional-AM neste ano, mas nenhum superou os 4 mil torcedores.

DUELO

Finalíssima Argentina x Espanha é cancelada por Guerra no Oriente Médio e impasse sobre local

Confronto era esperado por colocar frente a frente os campeões da Copa América e da Eurocopa, além do duelo entre gerações com Messi contra Lamine Yamal

15/03/2026 13h18

Argentina recusa oferta de locais para Finalissíma e duelo contra Espanha é cancelado

Argentina recusa oferta de locais para Finalissíma e duelo contra Espanha é cancelado Foto: Divulgação/Conmebol

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A edição de 2026 da Finalíssima, duelo que colocaria frente a frente Espanha e Argentina, foi cancelada. O anúncio foi feito neste domingo pela Uefa após uma série de tentativas frustradas de viabilizar o jogo, inicialmente marcado para o Catar.

O confronto reuniria os campeões continentais de 2024. De um lado, a Espanha, vencedora da Eurocopa. Do outro, a Argentina, campeã da Copa América. O duelo estava previsto para o dia 27 de março, em Doha, mas a guerra no Oriente Médio inviabilizou o evento no país e abriu um debate sobre um novo local para a disputa.

A partir daí, as negociações passaram a envolver divergências entre a Associação do Futebol Argentino (AFA) e a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), além da própria Uefa, que buscou alternativas para manter a disputa no calendário.

"É uma grande decepção que circunstâncias externas tenham impedido essas seleções de disputar um troféu tão prestigiado em um país que demonstrou repetidamente capacidade para sediar grandes eventos internacionais", afirmou a Uefa.

Uma das propostas foi transferir o jogo para o Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, na mesma data, com divisão igual de ingressos entre torcedores das duas seleções. A ideia contou com apoio do Real Madrid, dono do estádio, mas acabou rejeitada pela AFA.

Outra possibilidade discutida foi realizar a Finalíssima em dois jogos. O primeiro seria disputado na capital espanhola ainda em março, enquanto o segundo aconteceria em Buenos Aires em uma futura data Fifa, antes das edições de 2028 da Eurocopa e da Copa América. A alternativa também não avançou.

A Uefa ainda buscou confirmar a possibilidade de realizar o confronto em um campo neutro na Europa, seja em 27 de março ou três dias depois, no dia 30. A federação argentina, porém, não aceitou a proposta. Como contraponto, sugeriu que o duelo fosse disputado após a Copa do Mundo, mas a Espanha informou que não teria datas disponíveis no calendário.

Criada a partir da parceria entre Uefa e Conmebol, a Finalíssima reúne os campeões da Europa e da América do Sul em uma partida comemorativa entre as duas confederações. A primeira edição foi disputada em 2022, quando a Argentina venceu a Itália por 3 a 0 no Estádio de Wembley, em Londres.

ESPORTES

Hugo Calderano perde de algoz olímpico e cai em torneio na China

Brasileiro abre 3 sets a 1, mas leva virada do francês Félix Lebrun

14/03/2026 23h00

Hugo Calderano

Hugo Calderano Foto: WTT Divulgação

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Não deu para Hugo Calderano no WTT Champions de Chongqing (China). Neste sábado (14), o carioca foi superado pelo francês Félix Lebrun nas quartas da final da competição, que é voltada aos 32 melhores atletas do ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, sigla em inglês).

Triunfo do europeu por 4 sets a 3, parciais de 10/12, 11/9, 10/12, 10/12, 11/8, 13/11 e 13/11, em uma hora e dois minutos de partida.

Foi a sétima vez que Hugo e Lebrun se enfrentaram, sendo a quarta vitória do francês, sexto colocado do ranking da ITTF, contra três do brasileiro, número 4 do mundo.

O jogo mais marcante entre eles valeu a medalha de bronze na Olimpíada de Paris (França), em 2024, com triunfo do mesatenista anfitrião.

No encontro deste sábado, o carioca abriu 3 sets a 1 e teve três match points (quando o jogador fica a um ponto de ganhar a partida) a favor, mas sucumbiu à reação do adversário.

Em uma das semifinais da competição em Chongqing, Lebrun encara o japonês Sora Matsushima (8º do ranking). Também mesatenista do Japão, Tomokazu Harimoto (5º), duela com o chinês Wen Ruibo (27º) no outro confronto valendo vaga na final.

A chave feminina teve participação da paulista Bruna Takahashi, número 22 do ranking da ITTF entre as mulheres. Ela estreou com vitória sobre Jian Zeng (33ª), de Singapura, mas foi eliminada nas oitavas de final pela chinesa Man Kuai, 5º do mundo, na última quarta-feira (11).

Os torneios WTT Champions estão no segundo nível de importância no circuito mundial de tênis de mesa, que é organizado pela World Table Tennis (WTT), atrás apenas dos WTT Grand Smashes, que são os quatro maiores eventos da temporada, equivalentes aos Grand Slams do tênis "de quadra".

O primeiro Grand Smash de 2026 foi em Singapura, em fevereiro. O próximo será entre 26 de junho e 5 de julho, em Los Angeles (Estados Unidos).

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