Esportes

CAUSOS DA BOLA

Em 1975, Peru eliminou Brasil na semifinal na moedinha

Sorteio era critério de desempate da disputa; Veja vídeos

RAFAEL RIBEIRO

05/07/2019 - 08h13
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Adversário da Seleção Brasileira na final da Copa América, o Peru contou com a sorte para frustrar o Brasil na edição de 1975, quando conquistou seu segundo e último título da competição. Na ocasião, os peruanos eliminaram o time canarinho no cara ou coroa e mudaram a trajetória do rival não só naquele torneio, mas em toda a história.

A Copa América de 44 anos atrás foi a primeira a ser chamada pelo nome como é conhecida hoje, além de realizada de forma itinerante, sem uma sede fixa. Assim, a Seleção Brasileira decidiu poupar seus principais jogadores de longas viagens, formando a base do time com atletas de clubes mineiros e mandando seus jogos em Belo Horizonte.

Em um triangular contra as seleções da Argentina e da Venezuela, o Brasil obteve quatro vitórias em quatro jogos e avançou à semifinal com a liderança. O primeiro colocado de cada um dos três grupos ia para o mata-mata e acompanhava o Uruguai, classificado diretamente por ser o atual campeão.

Por uma vaga na decisão, a Seleção Brasileira enfrentaria o Peru, que vivia um dos seus melhores momentos na história. Liderados por Teófilo Cubillas, craque do Alianza Lima e tido como maior jogador do país de todos os tempos, os peruanos já haviam mostrado força ao “tirar” a Argentina da Copa do Mundo de 1970, quando alcançaram as quartas de final.

A Copa América, até então, não era um torneio popular, assim, apenas 25 mil pessoas foram ao Mineirão para a primeira semi. Diante desse cenário, o Peru não sentiu a pressão e, com direito a golaço de falta de Cubillas, bateu os donos da casa por 3 a 1. Restava aos comandados de Oswaldo Brandão ir a Lima buscar a classificação.

Reforçado com alguns de seus craques, entre eles Waldir Peres, Geraldo e Roberto Dinamite, o Brasil mostrou reação e superou o rival em plena capital peruana por 2 a 0. Como não havia um critério de desempate, pênaltis ou prorrogação, o árbitro chamou os capitães após o final da partida para decidir o finalista no cara ou coroa.

O juiz lançou a moeda e o classificado para a final foi o….Peru, que garantiu o título em cima da Colômbia. Por curiosidade, a Conmebol se arrependeu de decidir o classificado entre brasileiros e peruanos em sorteio e, na final, marcou o terceiro jogo depois de uma vitória de cada lado.

Após a eliminação para o Peru, a CBF resolveu disputar as futuras edições com força máxima. De lá para cá, o Brasil jogou 15 Copas Américas, chegou à final em sete e conquistou cinco dos oito títulos que possui ao longo da história.

*SOBRE O AUTOR: Rafael Ribeiro é jornalista desde 2004, graduado pela Faculdade Cásper Líbero (SP). Paulistano, mora em Campo Grande desde 2016 e também é graduado em História pela Universidade de São Paulo, com mestrado em Estudos Brasileiros pela Fundação Escola Paulista de Sociologia e Política de São Paulo.

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DUELO

Finalíssima Argentina x Espanha é cancelada por Guerra no Oriente Médio e impasse sobre local

Confronto era esperado por colocar frente a frente os campeões da Copa América e da Eurocopa, além do duelo entre gerações com Messi contra Lamine Yamal

15/03/2026 13h18

Argentina recusa oferta de locais para Finalissíma e duelo contra Espanha é cancelado

Argentina recusa oferta de locais para Finalissíma e duelo contra Espanha é cancelado Foto: Divulgação/Conmebol

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A edição de 2026 da Finalíssima, duelo que colocaria frente a frente Espanha e Argentina, foi cancelada. O anúncio foi feito neste domingo pela Uefa após uma série de tentativas frustradas de viabilizar o jogo, inicialmente marcado para o Catar.

O confronto reuniria os campeões continentais de 2024. De um lado, a Espanha, vencedora da Eurocopa. Do outro, a Argentina, campeã da Copa América. O duelo estava previsto para o dia 27 de março, em Doha, mas a guerra no Oriente Médio inviabilizou o evento no país e abriu um debate sobre um novo local para a disputa.

A partir daí, as negociações passaram a envolver divergências entre a Associação do Futebol Argentino (AFA) e a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), além da própria Uefa, que buscou alternativas para manter a disputa no calendário.

"É uma grande decepção que circunstâncias externas tenham impedido essas seleções de disputar um troféu tão prestigiado em um país que demonstrou repetidamente capacidade para sediar grandes eventos internacionais", afirmou a Uefa.

Uma das propostas foi transferir o jogo para o Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, na mesma data, com divisão igual de ingressos entre torcedores das duas seleções. A ideia contou com apoio do Real Madrid, dono do estádio, mas acabou rejeitada pela AFA.

Outra possibilidade discutida foi realizar a Finalíssima em dois jogos. O primeiro seria disputado na capital espanhola ainda em março, enquanto o segundo aconteceria em Buenos Aires em uma futura data Fifa, antes das edições de 2028 da Eurocopa e da Copa América. A alternativa também não avançou.

A Uefa ainda buscou confirmar a possibilidade de realizar o confronto em um campo neutro na Europa, seja em 27 de março ou três dias depois, no dia 30. A federação argentina, porém, não aceitou a proposta. Como contraponto, sugeriu que o duelo fosse disputado após a Copa do Mundo, mas a Espanha informou que não teria datas disponíveis no calendário.

Criada a partir da parceria entre Uefa e Conmebol, a Finalíssima reúne os campeões da Europa e da América do Sul em uma partida comemorativa entre as duas confederações. A primeira edição foi disputada em 2022, quando a Argentina venceu a Itália por 3 a 0 no Estádio de Wembley, em Londres.

ESPORTES

Hugo Calderano perde de algoz olímpico e cai em torneio na China

Brasileiro abre 3 sets a 1, mas leva virada do francês Félix Lebrun

14/03/2026 23h00

Hugo Calderano

Hugo Calderano Foto: WTT Divulgação

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Não deu para Hugo Calderano no WTT Champions de Chongqing (China). Neste sábado (14), o carioca foi superado pelo francês Félix Lebrun nas quartas da final da competição, que é voltada aos 32 melhores atletas do ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, sigla em inglês).

Triunfo do europeu por 4 sets a 3, parciais de 10/12, 11/9, 10/12, 10/12, 11/8, 13/11 e 13/11, em uma hora e dois minutos de partida.

Foi a sétima vez que Hugo e Lebrun se enfrentaram, sendo a quarta vitória do francês, sexto colocado do ranking da ITTF, contra três do brasileiro, número 4 do mundo.

O jogo mais marcante entre eles valeu a medalha de bronze na Olimpíada de Paris (França), em 2024, com triunfo do mesatenista anfitrião.

No encontro deste sábado, o carioca abriu 3 sets a 1 e teve três match points (quando o jogador fica a um ponto de ganhar a partida) a favor, mas sucumbiu à reação do adversário.

Em uma das semifinais da competição em Chongqing, Lebrun encara o japonês Sora Matsushima (8º do ranking). Também mesatenista do Japão, Tomokazu Harimoto (5º), duela com o chinês Wen Ruibo (27º) no outro confronto valendo vaga na final.

A chave feminina teve participação da paulista Bruna Takahashi, número 22 do ranking da ITTF entre as mulheres. Ela estreou com vitória sobre Jian Zeng (33ª), de Singapura, mas foi eliminada nas oitavas de final pela chinesa Man Kuai, 5º do mundo, na última quarta-feira (11).

Os torneios WTT Champions estão no segundo nível de importância no circuito mundial de tênis de mesa, que é organizado pela World Table Tennis (WTT), atrás apenas dos WTT Grand Smashes, que são os quatro maiores eventos da temporada, equivalentes aos Grand Slams do tênis "de quadra".

O primeiro Grand Smash de 2026 foi em Singapura, em fevereiro. O próximo será entre 26 de junho e 5 de julho, em Los Angeles (Estados Unidos).

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