Esportes

COPA DO MUNDO 2022

Fim do sonho: torcedores lamentam eliminação do Brasil na Copa

Derrota nos pênaltis para a Croácia não era esperada pela torcida campo-grandense

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Torcedores da seleção brasileira, em Campo Grande, lamentam derrota canarinha para a Croácia, pelas quartas de final da Copa do Mundo 2022.

Em jogo sem gols no tempo normal, a partida foi decidida apenas nas penalidades, com um gol para cada seleção saindo no segundo tempo da prorrogação.

Nas cobranças de pênaltis, Rodrygo e Marquinhos disperdiçaram a chance de marcar, e o time croata levou a melhor  por 4 a 2.

A equipe de reportagem do Correio do Estado, esteve acompanhando o jogo no segundo tempo, no bar Barolé, localizado nos altos da avenida afonso pena.

Para o torcedor Alisson Lucena(29), Educador Físico, o Brasil estava com o jogo na mão, e deixou escapar a classificação para as semi-finais da Copa do Mundo.

"Estava praticamente ganho na prorrogação, mas um desvio de bola fez com que o jogo empatasse. O Brasil era favorito né?, melhor seleção na minha opnião, mas no pênalti é jogo de sorte, não tem como".

Sobre a cobrança das penalidades, Alisson foi enfatico ao elogiar o desempenho do goleiro Dominik Livakovic, da seleção Croácia.

"Chegar aos penaltis é complicado né?, mas o goleiro da Croácia merece todo o mérito de ter defendido o primeiro penalti".

Dominik Livakovic está sendo o jogador sensação da Croácia nesta copa, por causa do seu desempenho em campo, nas oitavas, o goleiro defendeu três penaltis contra o Japão, garantindo a classificação Croata.

Socio-proprietário do Barolé, Bruno Motta, disse ao Correio do Estado, que a experiência de organizar o evento da Copa do Mundo, está sendo satisfatória.

"A gente sempre foi um bar de esporte, as final de Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil, o pessoal se encontra aqui, e com o tempo a gente conseguiu ajustar para ser o melhor possivel", disse.

Além do telão com a transmissão da Copa do Mundo, o bar também criou uma forma de interagir com o torcedor presente."Temos um quadro onde o torcedor pode deixar um palpite para o resultado da partida, se ele acertar, ganha cinco garrafas de cerveja da nossa patrocinadora", declarou Bruno Motta.

Expectativa era outra

Antes da bola rolar, centenas de torcedores presentes no Pátio Central Shopping, no centro de Campo Grande, estavam confiantes na classificação Brasileira para as semi-finais.

Para Lady Laura (40), o Brasil tinha o poder de conquistar o mundial novamente. "Eu gostaria muito que o Brasil ganhasse, a expectativa é muito grande para que isso aconteça, afinal de contas estamos esperando esse hexa há 20 anos", destacou. Laura destacou no fim que "é aquela coisa, jogo é jogo e só acaba quanto termina."

Da mesma forma, o coordenador de produção, Luiz Carlos (31), disse que o jogo seria muito complicado, entretanto salientou as competências de Neymar, Tite e outros atletas do elenco. "É um jogo muito dificil, mas tenho fé que o Brasil vai seguir em frente,  ganhar e ser hexacampeão, a seleção tem futuro e o Tite é um cara bom", frisou.

Luiz Carlos destacou que além de Neymar, não podemos esquecer de outros destaques do elenco. "Alisson (goleiro) é uma grande figura do time. Marquinhos, Casemiro, Thiago Silva, Vinicius Júnior, todos eles formam uma grande equipe, então temos chance".

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

Pedido

Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

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