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COPA DO BRASIL

Flamengo bate Corinthians nos pênaltis e é campeão pela 4ª vez da Copa do Brasil

Mesmo o povoado setor defensivo corintiano não foi capaz de evitar uma rápida troca de passes entre Arrascaeta, Everton Ribeiro e Pedro, que concluiu a jogada tocando na saída de Cássio

Copa do Brasil 2022 - Flamengo vs Corinthians - Éverton Ribeiro e Filipe Luís do Flamengo, comemoram o título após a partida entre Flamengo e Corinthians ,pela 2ª partida da Final da Copa do Brasil 2022, no Estádio do Maracanã, nesta quarta-feira 19.

Copa do Brasil 2022 - Flamengo vs Corinthians - Éverton Ribeiro e Filipe Luís do Flamengo, comemoram o título após a partida entre Flamengo e Corinthians ,pela 2ª partida da Final da Copa do Brasil 2022, no Estádio do Maracanã, nesta quarta-feira 19. - Wanderson Oliveira/DiaEsportivo/Folhapress

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A Copa do Brasil é do Flamengo pela quarta vez. O time bateu o Corinthians nos pênaltis diante de 68 mil torcedores no Maracanã e garantiu assim o tetracampeonato do clube. Fagner, com um chute no travessão, e Mateus Vital, com um chute a la Roberto Baggio, desperdiçaram as cobranças. Rodinei fez o gol decisivo, após empate por 1 a 1 no tempo normal.

O empate sem gols no jogo de ida havia deixado a decisão sem nenhum grande favorito, mas à boca pequena todos no Rio - e provavelmente a maioria Brasil afora - davam como certo o título para o Flamengo. Afinal, o time jogava em casa, onde conta com ótimo retrospecto, e ia para a final com um elenco, entre titulares e reservas, mais qualificado.

A questão é que, do outro lado, tinha o Corinthians. E, ainda que reconhecesse as dificuldades, o time não estava disposto a ir para o jogo como mero coadjuvante. O técnico Vítor Pereira sabia que, assim como fora na primeira partida, era possível equilibrar forças com um time atento e bem postado. E desequilibrar com alguma surpresa.

A surpresa veio na escalação.

Quando se esperava uma formação tradicional, o treinador optou por colocar o lateral Lucas Piton na vaga do meia Adson, recuar Fábio Santos para uma linha de três defensores e, assim, dar mais força ofensiva pelas alas.

O problema é que a estratégia começou a ruir com apenas seis minutos.

Mesmo o povoado setor defensivo corintiano não foi capaz de evitar uma rápida troca de passes entre Arrascaeta, Everton Ribeiro e Pedro, que concluiu a jogada tocando na saída de Cássio.

O gol que fez explodir o Maracanã foi seu 28º na temporada.

Também não funcionou porque Piton parecia em outra rotação. Ainda que Rodinei lhe concedesse generosos espaços pelo lado esquerdo, o lateral corintiano passou os primeiros 30 minutos sem conseguir concatenar as jogadas.

Só foi se encontrar em campo na reta final.

Com o revés no placar e a demonstração de inoperância do primeiro tempo, Vítor Pereira desistiu da surpresa e retornou com o básico para a etapa final, com Adson no meio e com Fábio Santos de volta ao lado do campo.

A mudança surtiu efeito. O Corinthians passou os primeiros dez minutos no campo de ataque e conseguiu exercer alguma pressão.

O que o time não conseguiu foi concluir, porque Roger Guedes não saía do flanco esquerdo, Yuri Alberto não saía do encalço de David Luiz, e Renato Augusto não conseguia espaço para seus chutes da entrada da área.

Mas a história da final começaria a mudar aos 30, quando Giuliano e Mateus Vital entraram em campo.

Seis minutos mais tarde, foi Vital quem iniciou a jogada que culminou no gol de Giuliano, que alcançava Germán Cano na artilharia da Copa do Brasil e levava a decisão para os pênaltis.

Nos pênaltis, o torcedor do Corinthians começou em festa, após Cássio defender a cobrança de Filipe Luís. Fábio Santos, Giuliano, Renato Augusto, Yuri Alberto e Maycon também converteram, enquanto Fagner bateu a segunda no travessão.

David Luiz, Leo Pereira, Everton Ribeiro, Gabriel Barbosa e Everton Cebolinha deixaram tudo igual.

Aí, Mateus Vital isolou e Rodinei marcou o gol do título

Mais do que o tetracampeonato da competição, o título dá ao Flamengo uma vaga direta à fase de grupos da Libertadores do próximo ano e forra os cofres do clube com R$ 60 milhões em premiação - fora tudo o que se arrecadou nas fases anteriores.

E coloca na história da competição o nome do Flamengo como o merecido campeão de 2022.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 1 X 1 CORINTHIANS

  • FLAMENGO - Santos; Rodinei, David Luiz, Léo Pereira e Filipe Luís; Thiago Maia (Fabrício Bruno), Éverton Ribeiro, Vidal (Matheuzinho) e Arrascaeta (Victor Hugo); Gabriel Barbosa e Pedro (Everton Cebolinha). Téc. Dorival Junior.
  • CORINTHIANS - Cássio; Balbuena, Gil e Fábio Santos; Fagner, Du Queiroz (Giuliano), Fausto Vera (Maycon), Renato Augusto e Lucas Piton (Adson, depois Gustavo Silva); Yuri Alberto e Róger Guedes (Mateus Vital). Téc. Vitor Pereira.
  • GOLS - Pedro, aos 6 minutos do primeiro tempo; Giuliano, aos 36 do segundo tempo.
  • CARTÕES AMARELOS - Fausto Vera, Lucas Piton (COR); Thiago Maia, Léo Pereira
  • ÁRBITRO - Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO).
  • PÚBLICO - 61.566 pagantes (68.097 total)
  • RENDA - R$ 11.177.332,00
  • LOCAL - Maracanã, no Rio (RJ).

futebol

Conmebol anuncia datas e horários das semifinais da Copa Libertadores

Fase terá Flamengo, Fluminense, Palmeiras e o argentino Estudiantes

21/09/2026 23h00

Foto: Vitor Silva / Botafogo

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As datas e horários das semifinais da Copa Libertadores da América foram definidas nesta segunda-feira (21) pela Conmebol. O primeiro duelo será entre Fluminense e Palmeiras no dia 14 de outubro (uma quarta-feira), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã. No dia seguinte, no mesmo horário, o Estudiantes (Argentina) recebe o Flamengo, em local ainda indefinido.

Os jogos de volta ocorrerão na semana seguinte. O Verdão decidirá a vaga em embate contra o Tricolor carioca no Nubank Parque, em São Paulo, no dia 21 de outubro, às 21h30. No dia seguinte, será a vez de o Flamengo duelar contra o Estudiantes no Maracanã, também às 21h30.

Os times que avançarem à final receberão prêmio de US$ 7 milhões (aproximadamente R$ 36 milhões). A decisão do título será no dia 28 de novembro no Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Quem vencer levantará a taça e será contemplado com US$ 25 milhões (R$129 milhões). Já o vice-campeão receberá US$ 7 milhões (R$ 36 milhões).

Nos últimos cinco anos, somente times brasileiros decidiram a taça Libertadores, com exceção da final de 2023, quando o Fluminense faturou o título ao ganhar do Boca Juniors (Argentina). Em 2020, o Palmeiras foi campeão com vitória sobre o Santos. No ano seguinte, o Verdão voltou a levantar a taça ao superar o Flamengo.

Em 2022, o Flamengo foi campeão ao bater na final o Athletico-PR. Em 2024, o Botafogo conquistou o título inédito ao superar o Atlético-MG. Já no ano passado, o Flamengo arrematou seu quarto título da Libertadores ao derrotar o Palmeiras.

Semifinais da Copa Libertadores

Jogos de ida

  • 14/10 - Fluminense x Palmeiras - às 21h30, no  Maracanã;
  • 15/10 - Estudiantes x Flamengo - às 21h30, em local ainda a ser definido;

Jogos de volta

  • 21/10 - Palmeiras x Fluminense - às 21h30 - no Nubank Parque;
  • 22/10 - Flamengo x Estudiantes - às 21h30, no Maracanã.

Esportes

Quanto os clubes brasileiros movimentaram no mercado de transferências em 2026?

21/09/2026 13h42

Foto de ChatGPT/AI.

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O mercado da bola no Brasil fechou mais uma janela de transferências para os clubes.

Apesar de registrar um volume geral mais contido, alguns poucos clubes voltaram a investir pesado para reforçar os elencos.

Segundo os cálculos do levantamento do Estádio Total na plataforma Transfermarkt, os clubes gastaram cerca de 116 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 680 milhões.

Por outro lado, juntos, arrecadaram mais de 162 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 900 milhões com vendas.

Os números divergem de uma plataforma para outra, principalmente porque os critérios podem incluir ou não bônus e outros componentes financeiros.

Veja como os times gastaram e como faturaram na janela de transferências.

Os clubes que mais gastaram

Flamengo

A equipe carioca gastou cerca de 13 milhões de euros (R$ 77 milhões) com as contratações do atacante argentino Joaquín Freitas (ex-River) e do ponta equatoriano Anthony Valencia.

Vasco

O Vasco da Gama também apostou em reforços argentinos: pagou 6,45 milhões de euros por Alan Sescano (Argentinos Juniors) e 6,05 milhões de euros por Santiago Sosa (Racing).

Somadas a outras contratações, como a de Facundo Colidio (3,90 milhões de euros) e Breno Duarte (2 milhões de euros), as despesas ultrapassam os 19,90 milhões de euros (R$ 118 milhões).

Cruzeiro

O Cruzeiro também investiu alto: desembolsou 10,5 milhões de euros por Gabriel Pec, do LA Galaxy, 5,25 milhões de euros por Gabriel Rojas, do Racing, e 4,4 milhões de euros pelo jovem Zé Lucas.

Fotos: Gustavo Martins/ Cruzeiro

O time celeste ainda pagou 3,7 milhões de euros por Luís Sinisterra, além de reforçar o elenco com uma série de empréstimos gratuitos, casos de Luciano Rodríguez, Wesley e Matías Viña.

Ao todo, o Cruzeiro gastou quase 24 milhões de euros (R$ 140 milhões) na janela do meio do ano de 2026.

Bahia

O Bahia também apareceu entre os clubes que mais investiram, pagando 9 milhões de euros por Alejo Veliz, ex-Tottenham, e 1,5 milhão de euros pelo zagueiro Marco Moreno, do Eibar.

Quem lucrou com vendas?

Palmeiras

O Palmeiras segue como destaque: recebeu 37,4 milhões de euros do Manchester City por Allan, 4 milhões de euros do Sporting por Kaique Pereira e 2,6 milhões de euros do Necaxa por Chaves.

Ao todo, o Palmeiras lucrou mais de 44 milhões de euros, um faturamento na faixa dos R$ 261 milhões para o clube paulistano.

Grêmio

O Grêmio também aproveitou para fazer caixa: vendeu Viery à Fiorentina por 15 milhões de euros e Gabriel Mec ao Porto por 11 milhões de euros.

Com a venda de André Henrique e possíveis valores adicionais previstos em metas por Viery, o faturamento do Grêmio pode passar dos R$ 180 milhões.

Botafogo

Em momento financeiro complicado, o Botafogo negociou o zagueiro Barboza com o Palmeiras por 3,5 milhões de euros e recebeu 3 milhões de euros pelo volante Newton.

Fluminense

O Fluminense fechou uma venda de peso ao negociar Facundo Bernal com o Betis por 10,5 milhões de euros, enquanto trouxe Thiago Silva e Hulk sem custos.

A aposta na base como tendência

Apesar de uma janela menos movimentada, o mercado brasileiro pode ganhar força nas próximas temporadas com a formação e valorização de novos jogadores.

Para os clubes, dar espaço a esses atletas pode ser uma alternativa diante de um cenário de maiores restrições para gastar em contratações, enquanto uma boa sequência de jogos também pode aumentar seu valor para futuras negociações.

A tendência é que esse movimento ganhe ainda mais força com a evolução de jogadores que já começam a se destacar no Brasileirão, como os 18 nomes apontados pelo Estádio Total como potenciais protagonistas da nova geração.

Nomes como Zé Lucas (18 anos, comprado pelo Cruzeiro) e Kauã Prates (18 anos, vendido pelo Cruzeiro ao Dortmund por 7 milhões de euros) ilustram bem esse movimento: mesmo muito jovens, já despertam interesse de clubes europeus e movimentam valores relevantes no mercado.

Esse cenário reforça uma mudança de comportamento que já vinha se desenhando nas últimas temporadas.

Com o custo de reposição no mercado internacional cada vez mais alto, os clubes brasileiros encontraram nas categorias de base uma forma inteligente de manter a competitividade sem comprometer o caixa, apostando que a valorização desses jovens vai continuar rendendo bons negócios nas próximas janelas.

O boom dos empréstimos entre clubes brasileiros

Além do uso da base, outro destaque da janela foi o volume de negociações feitas por empréstimo diretamente entre clubes do futebol brasileiro, sem envolver dinheiro.

O caso mais curioso é o do RB Bragantino com o Atlético Mineiro: o Massa Bruta emprestou o centroavante uruguaio Thiago Borbas para o Galo, que devolveu a gentileza cedendo o volante Patrick por empréstimo ao clube paulista.

O Bahia emprestou o lateral-esquerdo Iago ao São Paulo, enquanto o Fluminense cedeu o meia Lima ao Santos, que, por sua vez, emprestou o zagueiro Zé Ivaldo ao Clube do Remo.

O Cruzeiro liberou o goleiro Matheus Cunha para o Internacional, o Goiás emprestou o lateral Diego Caito ao Grêmio e o São Paulo cedeu o volante Felipe Negrucci ao Athletic Club.

Em quase todos os casos, são jogadores com pouco espaço no time principal, mas que os próprios clubes acreditam ter valor de mercado e preferem ver ganhando ritmo de jogo em outro time nacional a deixá-los no banco de reservas.

Esse tipo de negociação virou uma alternativa cada vez mais comum diante do cenário de contas apertadas: em vez de vender ou comprar, os clubes trocam jogadores entre si por empréstimo, sem custo, apostando que o próprio mercado interno vai revalorizar esses atletas.

Um time cede o jogador que não está jogando, o outro ganha um reforço de graça, e todo mundo sai satisfeito até a próxima janela.
 

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