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"BRONZE"

Flamengo sofre, mas vence Al Ahly e termina o Mundial de clubes em terceiro

Diferente do que vinha sendo especulado durante a semana, o técnico Vítor Pereira não poupou alguns de seus principais jogadores e resolveu escalar o Flamengo com força máxima

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O Flamengo sofreu, mas se aproveitou de ter um jogador a mais em boa parte do segundo tempo para vencer o Al Ahly por 4 a 2, neste sábado, no Ibn Batouta Stadium, e confirmar o terceiro lugar no Mundial de Clubes. O resultado acaba aliviando a pressão em cima de Vitor Pereira, que vinha de duas derrotas em "decisões", para Palmeiras e Al-Hilal.

Passado o Mundial, o foco do Flamengo passa a ser a Recopa Sul-Americana. O primeiro confronto com o Independiente del Valle, campeão da Sul-Americana, será no dia 21 de fevereiro (terça-feira), às 21h30, no Equador.

Diferente do que vinha sendo especulado durante a semana, o técnico Vítor Pereira não poupou alguns de seus principais jogadores e resolveu escalar o Flamengo com força máxima. No entanto, teve três desfalques: Gerson, expulso na estreia, além dos lesionados Filipe Luís e Léo Pereira.

Com isso, Fabrício Bruno, que vem sendo muito elogiado pelo treinador, ganhou uma chance entre os titulares, assim como Vidal, que polemizou ao mostrar insatisfação com o banco de reservas dias antes da viagem para o Marrocos.

Tentando absorver o impacto da derrota para o Al-Hilal, o Flamengo entrou ligado e viu, logo de cara, Arrascaeta tabelar com Gabigol e achar Varela dentro da área. O lateral foi derrubado por Abdelfattah, pênalti, marcado com ajuda do VAR. O camisa 10 foi para a cobrança e abriu o placar aos dez minutos.

O Flamengo teve grande chance de ampliar com Pedro, que recebeu de Arrascaeta e parou na defesa do goleiro El Shenawy. Gabigol pegou a sobra, dividiu com o goleiro e mandou para fora. O time rubro-negro parecia dono da partida, mas foi perdendo gás e dando espaço para o adversário, que aproveitou.

Aos 37 minutos, Maaloul cobrou escanteio na cabeça de Abdelkader, que testou firme e contou com um desvio de Fabrício Bruno para deixar tudo igual. O time egípcio cresceu, apertou o Flamengo, que se fechou e acabou levando a igualdade para o intervalo.

O segundo tempo foi ainda mais movimentado. Logo aos dez minutos, o árbitro assinalou pênalti de Thiago Maia em Sherif. Maaloul bateu e ficou na defesa de Santos. No entanto, o time egípcio não se abateu e ampliou aos 14 minutos. Abdelkader fez fila na defesa adversária e chutou cruzado, sem chances para o goleiro rubro-negro.

O Al Ahly teve o jogo nas mãos, mas colocou tudo a perder aos 23 minutos, quando Abdelfattah acertou Ayrton Lucas e acabou expulso. Apesar de ter um jogador a menos, o time egípcio perdeu grande chance de liquidar a fatura. Sherif saiu de frente para Santos, mas mandou nas mãos do goleiro.

O Flamengo, então renasceu em campo e se aproveitou de falha da defesa rival para empatar. Aos 31 minutos, El Shenawy se atrapalhou todo e viu a bola sobrar para Pedro: 2 a 2. A virada veio aos aos 39, em novo pênalti cobrado por Gabigol. E não parou por aí. Aos 45, Dieng entregou de bandeja para Pedro fazer o quarto e definir o resultado em 4 a 2.

A partida ficou ríspida a partir daí. Arrascaeta chegou a fazer o quinto gol, mas o lance acabou anulado pela arbitragem. O uruguaio discutiu com jogadores do Al Ahly, que perderam a cabeça. Houve pequenas confusões, mas o árbitro conteve os ânimos e acabou confirmando o triunfo rubro-negro.

FICHA TÉCNICA

AL AHLY 2 X 4 FLAMENGO

AL AHLY - El Shenawy; Abdelfattah, Yasser Ibrahim, Abdelmonem e Maaloul (Dieng); Fathi (El Shahat), Ateya, Abdelkader e Taher Mohamed; Percy Tau e Sherif (Hany). Técnico: Marcel Koller.

FLAMENGO - Santos; Varela, Fabrício Bruno, David Luiz (Pablo) e Ayrton Lucas; Vidal, Thiago Maia, Everton Ribeiro (Everton Cebolinha) e Arrascaeta (Erick Pulgar); Gabigol e Pedro (Matheus França). Técnico: Vítor Pereira.

GOLS - Gabigol, aos dez, e Abdelkader, aos 37 minutos do primeiro tempo. Adbelkader, aos 15, Pedro, aos 32, Gabigol, aos 39 minutos, e Pedro, aos 45 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Mustapha Ghorbal

CARTÕES AMARELOS - Abdelmonem, El Shahat, Hany, Fathi e Ateya (Al Ahly); Arrascaeta e Gabigol (Flamengo)

CARTÃO VERMELHO - Abdelfattah (Al Ahly)

LOCAL - Ibn Batouta Stadium, em Tânger, no Marrocos.
 

Esportes

Quanto os clubes brasileiros movimentaram no mercado de transferências em 2026?

21/09/2026 13h42

Foto de ChatGPT/AI.

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O mercado da bola no Brasil fechou mais uma janela de transferências para os clubes.

Apesar de registrar um volume geral mais contido, alguns poucos clubes voltaram a investir pesado para reforçar os elencos.

Segundo os cálculos do levantamento do Estádio Total na plataforma Transfermarkt, os clubes gastaram cerca de 116 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 680 milhões.

Por outro lado, juntos, arrecadaram mais de 162 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 900 milhões com vendas.

Os números divergem de uma plataforma para outra, principalmente porque os critérios podem incluir ou não bônus e outros componentes financeiros.

Veja como os times gastaram e como faturaram na janela de transferências.

Os clubes que mais gastaram

Flamengo

A equipe carioca gastou cerca de 13 milhões de euros (R$ 77 milhões) com as contratações do atacante argentino Joaquín Freitas (ex-River) e do ponta equatoriano Anthony Valencia.

Vasco

O Vasco da Gama também apostou em reforços argentinos: pagou 6,45 milhões de euros por Alan Sescano (Argentinos Juniors) e 6,05 milhões de euros por Santiago Sosa (Racing).

Somadas a outras contratações, como a de Facundo Colidio (3,90 milhões de euros) e Breno Duarte (2 milhões de euros), as despesas ultrapassam os 19,90 milhões de euros (R$ 118 milhões).

Cruzeiro

O Cruzeiro também investiu alto: desembolsou 10,5 milhões de euros por Gabriel Pec, do LA Galaxy, 5,25 milhões de euros por Gabriel Rojas, do Racing, e 4,4 milhões de euros pelo jovem Zé Lucas.

Fotos: Gustavo Martins/ Cruzeiro

O time celeste ainda pagou 3,7 milhões de euros por Luís Sinisterra, além de reforçar o elenco com uma série de empréstimos gratuitos, casos de Luciano Rodríguez, Wesley e Matías Viña.

Ao todo, o Cruzeiro gastou quase 24 milhões de euros (R$ 140 milhões) na janela do meio do ano de 2026.

Bahia

O Bahia também apareceu entre os clubes que mais investiram, pagando 9 milhões de euros por Alejo Veliz, ex-Tottenham, e 1,5 milhão de euros pelo zagueiro Marco Moreno, do Eibar.

Quem lucrou com vendas?

Palmeiras

O Palmeiras segue como destaque: recebeu 37,4 milhões de euros do Manchester City por Allan, 4 milhões de euros do Sporting por Kaique Pereira e 2,6 milhões de euros do Necaxa por Chaves.

Ao todo, o Palmeiras lucrou mais de 44 milhões de euros, um faturamento na faixa dos R$ 261 milhões para o clube paulistano.

Grêmio

O Grêmio também aproveitou para fazer caixa: vendeu Viery à Fiorentina por 15 milhões de euros e Gabriel Mec ao Porto por 11 milhões de euros.

Com a venda de André Henrique e possíveis valores adicionais previstos em metas por Viery, o faturamento do Grêmio pode passar dos R$ 180 milhões.

Botafogo

Em momento financeiro complicado, o Botafogo negociou o zagueiro Barboza com o Palmeiras por 3,5 milhões de euros e recebeu 3 milhões de euros pelo volante Newton.

Fluminense

O Fluminense fechou uma venda de peso ao negociar Facundo Bernal com o Betis por 10,5 milhões de euros, enquanto trouxe Thiago Silva e Hulk sem custos.

A aposta na base como tendência

Apesar de uma janela menos movimentada, o mercado brasileiro pode ganhar força nas próximas temporadas com a formação e valorização de novos jogadores.

Para os clubes, dar espaço a esses atletas pode ser uma alternativa diante de um cenário de maiores restrições para gastar em contratações, enquanto uma boa sequência de jogos também pode aumentar seu valor para futuras negociações.

A tendência é que esse movimento ganhe ainda mais força com a evolução de jogadores que já começam a se destacar no Brasileirão, como os 18 nomes apontados pelo Estádio Total como potenciais protagonistas da nova geração.

Nomes como Zé Lucas (18 anos, comprado pelo Cruzeiro) e Kauã Prates (18 anos, vendido pelo Cruzeiro ao Dortmund por 7 milhões de euros) ilustram bem esse movimento: mesmo muito jovens, já despertam interesse de clubes europeus e movimentam valores relevantes no mercado.

Esse cenário reforça uma mudança de comportamento que já vinha se desenhando nas últimas temporadas.

Com o custo de reposição no mercado internacional cada vez mais alto, os clubes brasileiros encontraram nas categorias de base uma forma inteligente de manter a competitividade sem comprometer o caixa, apostando que a valorização desses jovens vai continuar rendendo bons negócios nas próximas janelas.

O boom dos empréstimos entre clubes brasileiros

Além do uso da base, outro destaque da janela foi o volume de negociações feitas por empréstimo diretamente entre clubes do futebol brasileiro, sem envolver dinheiro.

O caso mais curioso é o do RB Bragantino com o Atlético Mineiro: o Massa Bruta emprestou o centroavante uruguaio Thiago Borbas para o Galo, que devolveu a gentileza cedendo o volante Patrick por empréstimo ao clube paulista.

O Bahia emprestou o lateral-esquerdo Iago ao São Paulo, enquanto o Fluminense cedeu o meia Lima ao Santos, que, por sua vez, emprestou o zagueiro Zé Ivaldo ao Clube do Remo.

O Cruzeiro liberou o goleiro Matheus Cunha para o Internacional, o Goiás emprestou o lateral Diego Caito ao Grêmio e o São Paulo cedeu o volante Felipe Negrucci ao Athletic Club.

Em quase todos os casos, são jogadores com pouco espaço no time principal, mas que os próprios clubes acreditam ter valor de mercado e preferem ver ganhando ritmo de jogo em outro time nacional a deixá-los no banco de reservas.

Esse tipo de negociação virou uma alternativa cada vez mais comum diante do cenário de contas apertadas: em vez de vender ou comprar, os clubes trocam jogadores entre si por empréstimo, sem custo, apostando que o próprio mercado interno vai revalorizar esses atletas.

Um time cede o jogador que não está jogando, o outro ganha um reforço de graça, e todo mundo sai satisfeito até a próxima janela.
 

Medalhistas

Ginástica: Flávia Saraiva e Rebeca Andrade fazem dobradinha na trave; Nory conquista o ouro

Competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026

20/09/2026 23h00

Foto: Reprodução / Confederação Brasileira de Ginástica - X

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O Brasil conquistou uma dobradinha na manhã deste domingo (20), em Szombathely, na etapa da Hungria, pela Copa do Mundo de Ginástica Artística. Na disputa da trave, as atletas Flávia Saraiva e Rebeca Andrade conquistaram ouro e prata, respectivamente. A britânica Emily Roper fechou o pódio.

Aos 26 anos, Flavinha conquistou a melhor colocação na etapa do mundial ao conseguir a nota 13.766 pontos, enquanto a compatriota Rebeca, de 27, ficou com 13.600 pontos. Vale ressaltar que a competidora guarulhense foi a primeira a se apresentar no aparelho. Emily Roper fechou com 12.866 para garantir o bronze.

O dia reservou outras conquistas para o Brasil na Copa do Mundo de Ginástica. A própria Flávia Saraiva conseguiu a medalha de prata no solo. Já Lorrane Oliveira, de 28 anos, fechou o pódio com o bronze, em mais uma dobradinha. A grande vencedora da categoria foi Dulcy Caylor, de apenas 18 anos, dos Estados Unidos.

No masculino, Arthur Nory, de 33 anos, conquistou o ouro na disputa da barra fixa, com a nota de 14.133 pontos. Ele superou o tcheco Tomas Kalinic e o polonês Kacper Garnczarek, com prata e bronze, respectivamente.

A competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026, que ocorre entre os dias 17 e 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda.

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