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Lei da Copa expõe queda de braço entre Fifa e Dilma

Lei da Copa expõe queda de braço entre Fifa e Dilma

ig

20/09/2011 - 22h00
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Nos bastidores, Fifa e governo federal parecem não falar o mesmo idioma. A irritação da entidade máxima do futebol com o texto da Lei Geral da Copa, encaminhado na última segunda-feira ao Congresso Nacional, é apenas mais um capítulo da queda de braço na organização da Copa do Mundo de 2014.

Integrantes da Fifa veem “arrogância” em membros do governo federal, que por sua vez se dizem perplexos com as exigências feitas pelo pela entidade, com sede na Suíça, e pelo COL (Comitê Organizador Local). Um funcionário do Ministério do Esporte afirmou ao iG que o texto da Lei Geral da Copa teve ‘pitacos’ da presidenta para manter a soberania nacional. "Isso talvez possa ter causado irritação,” disse.

Em fevereiro, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, esteve no Brasil para discutir com o governo alguns pontos da Lei Geral da Copa, que determina todas as garantias ao organizador do evento. Segundo um executivo ligado à Fifa, muitos pedidos da entidade não foram incluídos no texto final.

Com trânsito livre no Planalto na gestão do ex-presidente Lula, o presidente do COL, Ricardo Teixeira, hoje vive uma realidade diferente com Dilma Rousseff no poder. O cartola teve apenas encontros informais com a presidenta. O último deles foi durante o sorteio das eliminatórias do Mundial, em julho, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, os dois estiveram juntos por poucos minutos, nos bastidores do evento e acompanhados do presidente da Fifa, Joseph Blatter, e do embaixador da Copa, Pelé. O “Rei do Futebol” foi outro alvo de disputa entra governo e a organização do Mundial.

Pelé, antigo desafeto de Teixeira, foi convidado pelo governo federal para representar a Copa. A apresentação do novo embaixador aconteceu em um evento fora do local do sorteio das eliminatórias, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro.

Dilma não esconde que quer distância do número 1 do COL. Sem trânsito no Planalto, em agosto, Ricardo Teixeira esteve reunido com o ex-presidente Lula em São Paulo. O encontro, entretanto, parece não ter tido muito efeito na postura da presidenta em relação ao cartola.

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Ginástica rítmica: Brasil é bronze e garante vaga em Los Angeles 2028

Equipe brasileira volta ao pódio mundial após duas pratas em 2025

15/08/2026 17h00

Seleção Brasileira de ginástica rítmica

Seleção Brasileira de ginástica rítmica Foto: Melogym / CBG

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O conjunto brasileiro de ginástica rítmica está classificado para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2028. Neste sábado (15), a equipe conquistou a medalha de bronze no conjunto geral do Campeonato Mundial da modalidade, em Frankfurt, na Alemanha.Seleção Brasileira de ginástica rítmicaSeleção Brasileira de ginástica rítmica

A formação é composta pela alagoana Maria Eduarda Arakaki, pela paulista Nicole Pírcio, pela capixaba Sofia Madeira, pelas paranaenses Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves e pela amazonense Maria Paula Caminha.

A Espanha conquistou o título. O Japão, campeão mundial realizado no Brasil em 2025, ficou com a prata. As brasileiras deixaram para trás adversários de peso, como a China, atual campeã olímpica, e a Bulgária, vencedora dos Jogos de Tóquio, em 2021.

Na disputa do conjunto geral, as equipes realizam duas séries. Na mista, as ginastas se apresentam com três arcos e duas maças. Na apresentação com cinco bolas, cada ginasta utiliza um dos aparelhos. A pontuação final é a soma das notas das duas rotinas, que levam em conta aspectos como dificuldade, execução e composição artística.

Na série mista, o Brasil teve a segunda melhor nota do dia, com 28,700 pontos, ao som de Abracadabra, de Lady Gaga. Já na apresentação com cinco bolas, que teve Feeling Good, de Michael Bublé, como trilha, o conjunto obteve 26,800 pontos, a oitava melhor nota da prova. O total foi de 55,500 pontos.

Os países foram divididos em três grupos de 14 conjuntos. O Brasil competiu no segundo grupo e terminou provisoriamente na segunda posição, atrás apenas da Espanha, que teve a melhor nota nas duas séries.

A confirmação da medalha e da vaga olímpica dependia dos resultados do terceiro grupo, que reunia adversários como Japão, Bulgária e Rússia. Apenas as japonesas superaram a pontuação brasileira, garantindo o bronze ao Brasil e a classificação para os Jogos de Los Angeles.

Esta foi a segunda edição consecutiva do Mundial com o Brasil no pódio. No ano passado, quando a competição foi disputada no Rio de Janeiro, o mesmo sexteto conquistou duas medalhas de prata, no conjunto geral e na série mista.

O Mundial termina neste domingo (16). O conjunto brasileiro terá as duas finais por aparelhos. A prova com cinco bolas começa às 6h, enquanto a série mista está prevista para as 9h, ambas no horário de Brasília.

"Nós simulamos várias vezes esse dia. Independentemente de como fôssemos na primeira série, teríamos que entrar na segunda e ir muito bem também. É bem tenso para as ginastas porque, no fim das contas, elas têm menos de uma hora para se apresentarem novamente. Controlar as emoções não é fácil", avaliou a técnica da seleção brasileira, Camila Ferezin, à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).

"Nossos conjuntos de cinco bolas e misto têm apresentações com dificuldades muito altas. Então, acredito que amanhã [domingo], elas possam ir ainda melhor", projetou a treinadora.

nova política

Vôlei brasileiro passa a exigir teste genético para atletas mulheres

CBV diz que se alinha a parâmetros do COI e da Federação Internacional

14/08/2026 19h30

Foto: Divulgação/CBV

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A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou nesta sexta-feira (14) que somente atletas do sexo biológico feminino poderão participar de competições organizadas pela entidade. A nova política de elegibilidade de atletas da categoria feminina foi publicada no final da tarde de hoje no site da CBV. Segundo a entidade, o novo critério tem como objetivo estar em conformidade com as regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

A verificação será feita por testagem e triagem do gene SRY. Normalmente o exame é realizado por meio de exame de sangue ou esfregaço bucal.

“Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais.”, afirmou Radamés Lattari, presidente da CBV, no site da entidade.

A nova política de elegibilidade entra em vigor nas competições da Superliga A e B (A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto), CBVP Challenger 2027 e nas respectivas edições seguintes durante a vigência da política.

Entre as atletas que podem ser afetadas pela nova diretriz está a jogadora Tiffany, mulher trans que atua no Osasco São Cristóvão Saúde. Em fevereiro, a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia decidiu pela participação de Tiffany em partida contra o SESC RJ Flamengo na cidade de Osasco.

Na ocasião, a CBV recorreu ao STF, pedindo a suspensão da lei municipal de Osasco que proibia a participação de atletas transgêneros em eventos esportivos na cidade. Na ocasião, a ministra entendeu que a norma não estava de acordo com a Constituição e representava retrocesso nas políticas de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana.

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