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No papel desde 2021, finalização de piscina olímpica começa em 2023

Governo do Estado vai repassar R$ 5 milhões para a construção de vestiários e arquibancadas no complexo aquático

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No papel desde o ano passado, o complexo da piscina olímpica do Parque Ayrton Senna, em Campo Grande, começará a ser construído apenas em 2023. Ele só foi destravado após convênio assinado entre a prefeitura e governo do Estado ontem.

O montante de R$ 5 milhões para construção de vestiários, arquibancada e instalação esportiva é proveniente do Fundo de Investimentos Esportivos de Mato Grosso do Sul (FIE-MS).

O convênio foi assinado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), diretor-presidente da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), Silvio Lobo Filho, e pela prefeita Adriane Lopes (Patriota).

E faz parte do pacote de recursos de R$ 59,6 milhões do Estado para diversas obras de infraestrutura espalhadas pela Capital, conforme matéria publicada na página 7.

Segundo o presidente da Federação de Desportos Aquáticos de Mato Grosso do Sul (Fedams), Marcello Vargas Tiago, desde o ano passado, a federação vem acompanhando de perto o andamento – ou não – do projeto.

“Desde quando assumimos a federação, em 2019, estamos atrás de viabilizar a construção da piscina olímpica em Campo Grande. Tereza Cristina [eleita senadora] e Barbosinha [atualmente eleito como vice-governador] nos ajudaram na época”, disse Marcello. Tereza Cristina, que tinha sido eleita deputada federal, foi ministra do governo de Jair Bolsonaro (PP), já Barbosinha era deputado estadual.

Esta será a primeira piscina olímpica pública de Mato Grosso do Sul que, com padrão internacional, atenderá atletas da Capital e do interior que visam o alto rendimento nos esportes aquáticos, como a natação.

De acordo com o presidente da federação, o investimento da obra deve chegar a R$ 15,3 milhões, com valores divididos entre Prefeitura de Campo Grande, governo do Estado e o Fundo de Investimentos Esportivos.

O projeto consiste em um verdadeiro complexo para esportes aquáticos no Parque Ayrton Senna, com piscina olímpica de 50 metros, que terá sistema de aquecimento interno, além de construção de vestiários, banheiros, acessibilidade e cobertura para a arquibancada que deve comportar mais de mil pessoas.

A arquitetura da piscina foi desenvolvida pela empresa Ilume e seguirá as regras do padrão internacional de competições.

Procurada pela reportagem do Correio do Estado, a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), informou que a viabilidade das obras do complexo aquático no Parque Ayrton Senna para 2023 passou pela assinatura de convênio firmado junto ao governo do Estado na manhã de ontem. 

“A prefeitura fará a licitação de todo o complexo, incluindo a piscina. O projeto da piscina, que conta com recursos federais, já foi aprovado pela Caixa. A licitação do complexo aquático será aberta ainda no primeiro trimestre de 2023”, resposta em nota da Sisep.

PROJETO 

O projeto arquitetônico da piscina olímpica foi realizado pela arquiteta Izabella Mercante Pereira, da empresa Ilume Arquitetura. Ela viajou até a cidade do Rio de Janeiro para ter uma base de como implantar a estrutura internacional do desporto aquático aqui em Campo Grande.

“Mandamos a Izabella lá no Parque Maria Lenk, na cidade do Rio de Janeiro, que é um dos mais modernos do País, para ela fazer um workshop e ver como funciona toda a estrutura, para aplicar a arquitetura na piscina de Campo Grande, que terá tudo o que há de mais moderno”, declarou Marcello Vargas. 

O Parque Aquático Maria Lenk, localizado no Rio de Janeiro, foi construído e utilizado na Olimpíada do Rio, em 2016.

O projeto de Campo Grande foi concebido em 2021, junto de uma comissão de membros de entidades da natação, com a finalidade de atender a comunidade de Campo Grande, que, além de poder utilizar a piscina para competições futuras, poderá frequentar o complexo aquático para realizar treinamentos.

De acordo com a Fundesporte, já estão sendo feitas tratativas com a diretoria da Fundação Municipal de Esporte (Funesp) para que após a construção da piscina olímpica Campo Grande se candidate para ser sede de competições nacionais de natação. Porém, nenhuma competição foi citada como objetivo dos órgãos esportivos estatais.

NATAÇÃO

Com o investimento, o nível da natação sul-mato-grossense pode alcançar novos patamares. Os principais índices técnicos de tempo, que são utilizados na natação para elencar o nível dos atletas na modalidade, são contabilizados em piscinas olímpicas. 

Muitos dos competidores de Mato Grosso do Sul só conseguem melhorar no ranking nacional se participarem de campeonatos disputados fora do Estado.

“Iremos para outro patamar de treinamentos com a piscina olímpica, pois atualmente não temos piscina de 50 metros disponível para treinamento, e na natação isso é de suma importância. Todos os tempos dos atletas são em piscina olímpica. Hoje, somente fora do Estado os nadadores daqui conseguem os índices”, explicou o presidente da Fedams.

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futebol

Conmebol anuncia datas e horários das semifinais da Copa Libertadores

Fase terá Flamengo, Fluminense, Palmeiras e o argentino Estudiantes

21/09/2026 23h00

Foto: Vitor Silva / Botafogo

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As datas e horários das semifinais da Copa Libertadores da América foram definidas nesta segunda-feira (21) pela Conmebol. O primeiro duelo será entre Fluminense e Palmeiras no dia 14 de outubro (uma quarta-feira), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã. No dia seguinte, no mesmo horário, o Estudiantes (Argentina) recebe o Flamengo, em local ainda indefinido.

Os jogos de volta ocorrerão na semana seguinte. O Verdão decidirá a vaga em embate contra o Tricolor carioca no Nubank Parque, em São Paulo, no dia 21 de outubro, às 21h30. No dia seguinte, será a vez de o Flamengo duelar contra o Estudiantes no Maracanã, também às 21h30.

Os times que avançarem à final receberão prêmio de US$ 7 milhões (aproximadamente R$ 36 milhões). A decisão do título será no dia 28 de novembro no Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Quem vencer levantará a taça e será contemplado com US$ 25 milhões (R$129 milhões). Já o vice-campeão receberá US$ 7 milhões (R$ 36 milhões).

Nos últimos cinco anos, somente times brasileiros decidiram a taça Libertadores, com exceção da final de 2023, quando o Fluminense faturou o título ao ganhar do Boca Juniors (Argentina). Em 2020, o Palmeiras foi campeão com vitória sobre o Santos. No ano seguinte, o Verdão voltou a levantar a taça ao superar o Flamengo.

Em 2022, o Flamengo foi campeão ao bater na final o Athletico-PR. Em 2024, o Botafogo conquistou o título inédito ao superar o Atlético-MG. Já no ano passado, o Flamengo arrematou seu quarto título da Libertadores ao derrotar o Palmeiras.

Semifinais da Copa Libertadores

Jogos de ida

  • 14/10 - Fluminense x Palmeiras - às 21h30, no  Maracanã;
  • 15/10 - Estudiantes x Flamengo - às 21h30, em local ainda a ser definido;

Jogos de volta

  • 21/10 - Palmeiras x Fluminense - às 21h30 - no Nubank Parque;
  • 22/10 - Flamengo x Estudiantes - às 21h30, no Maracanã.

Esportes

Quanto os clubes brasileiros movimentaram no mercado de transferências em 2026?

21/09/2026 13h42

Foto de ChatGPT/AI.

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O mercado da bola no Brasil fechou mais uma janela de transferências para os clubes.

Apesar de registrar um volume geral mais contido, alguns poucos clubes voltaram a investir pesado para reforçar os elencos.

Segundo os cálculos do levantamento do Estádio Total na plataforma Transfermarkt, os clubes gastaram cerca de 116 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 680 milhões.

Por outro lado, juntos, arrecadaram mais de 162 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 900 milhões com vendas.

Os números divergem de uma plataforma para outra, principalmente porque os critérios podem incluir ou não bônus e outros componentes financeiros.

Veja como os times gastaram e como faturaram na janela de transferências.

Os clubes que mais gastaram

Flamengo

A equipe carioca gastou cerca de 13 milhões de euros (R$ 77 milhões) com as contratações do atacante argentino Joaquín Freitas (ex-River) e do ponta equatoriano Anthony Valencia.

Vasco

O Vasco da Gama também apostou em reforços argentinos: pagou 6,45 milhões de euros por Alan Sescano (Argentinos Juniors) e 6,05 milhões de euros por Santiago Sosa (Racing).

Somadas a outras contratações, como a de Facundo Colidio (3,90 milhões de euros) e Breno Duarte (2 milhões de euros), as despesas ultrapassam os 19,90 milhões de euros (R$ 118 milhões).

Cruzeiro

O Cruzeiro também investiu alto: desembolsou 10,5 milhões de euros por Gabriel Pec, do LA Galaxy, 5,25 milhões de euros por Gabriel Rojas, do Racing, e 4,4 milhões de euros pelo jovem Zé Lucas.

Fotos: Gustavo Martins/ Cruzeiro

O time celeste ainda pagou 3,7 milhões de euros por Luís Sinisterra, além de reforçar o elenco com uma série de empréstimos gratuitos, casos de Luciano Rodríguez, Wesley e Matías Viña.

Ao todo, o Cruzeiro gastou quase 24 milhões de euros (R$ 140 milhões) na janela do meio do ano de 2026.

Bahia

O Bahia também apareceu entre os clubes que mais investiram, pagando 9 milhões de euros por Alejo Veliz, ex-Tottenham, e 1,5 milhão de euros pelo zagueiro Marco Moreno, do Eibar.

Quem lucrou com vendas?

Palmeiras

O Palmeiras segue como destaque: recebeu 37,4 milhões de euros do Manchester City por Allan, 4 milhões de euros do Sporting por Kaique Pereira e 2,6 milhões de euros do Necaxa por Chaves.

Ao todo, o Palmeiras lucrou mais de 44 milhões de euros, um faturamento na faixa dos R$ 261 milhões para o clube paulistano.

Grêmio

O Grêmio também aproveitou para fazer caixa: vendeu Viery à Fiorentina por 15 milhões de euros e Gabriel Mec ao Porto por 11 milhões de euros.

Com a venda de André Henrique e possíveis valores adicionais previstos em metas por Viery, o faturamento do Grêmio pode passar dos R$ 180 milhões.

Botafogo

Em momento financeiro complicado, o Botafogo negociou o zagueiro Barboza com o Palmeiras por 3,5 milhões de euros e recebeu 3 milhões de euros pelo volante Newton.

Fluminense

O Fluminense fechou uma venda de peso ao negociar Facundo Bernal com o Betis por 10,5 milhões de euros, enquanto trouxe Thiago Silva e Hulk sem custos.

A aposta na base como tendência

Apesar de uma janela menos movimentada, o mercado brasileiro pode ganhar força nas próximas temporadas com a formação e valorização de novos jogadores.

Para os clubes, dar espaço a esses atletas pode ser uma alternativa diante de um cenário de maiores restrições para gastar em contratações, enquanto uma boa sequência de jogos também pode aumentar seu valor para futuras negociações.

A tendência é que esse movimento ganhe ainda mais força com a evolução de jogadores que já começam a se destacar no Brasileirão, como os 18 nomes apontados pelo Estádio Total como potenciais protagonistas da nova geração.

Nomes como Zé Lucas (18 anos, comprado pelo Cruzeiro) e Kauã Prates (18 anos, vendido pelo Cruzeiro ao Dortmund por 7 milhões de euros) ilustram bem esse movimento: mesmo muito jovens, já despertam interesse de clubes europeus e movimentam valores relevantes no mercado.

Esse cenário reforça uma mudança de comportamento que já vinha se desenhando nas últimas temporadas.

Com o custo de reposição no mercado internacional cada vez mais alto, os clubes brasileiros encontraram nas categorias de base uma forma inteligente de manter a competitividade sem comprometer o caixa, apostando que a valorização desses jovens vai continuar rendendo bons negócios nas próximas janelas.

O boom dos empréstimos entre clubes brasileiros

Além do uso da base, outro destaque da janela foi o volume de negociações feitas por empréstimo diretamente entre clubes do futebol brasileiro, sem envolver dinheiro.

O caso mais curioso é o do RB Bragantino com o Atlético Mineiro: o Massa Bruta emprestou o centroavante uruguaio Thiago Borbas para o Galo, que devolveu a gentileza cedendo o volante Patrick por empréstimo ao clube paulista.

O Bahia emprestou o lateral-esquerdo Iago ao São Paulo, enquanto o Fluminense cedeu o meia Lima ao Santos, que, por sua vez, emprestou o zagueiro Zé Ivaldo ao Clube do Remo.

O Cruzeiro liberou o goleiro Matheus Cunha para o Internacional, o Goiás emprestou o lateral Diego Caito ao Grêmio e o São Paulo cedeu o volante Felipe Negrucci ao Athletic Club.

Em quase todos os casos, são jogadores com pouco espaço no time principal, mas que os próprios clubes acreditam ter valor de mercado e preferem ver ganhando ritmo de jogo em outro time nacional a deixá-los no banco de reservas.

Esse tipo de negociação virou uma alternativa cada vez mais comum diante do cenário de contas apertadas: em vez de vender ou comprar, os clubes trocam jogadores entre si por empréstimo, sem custo, apostando que o próprio mercado interno vai revalorizar esses atletas.

Um time cede o jogador que não está jogando, o outro ganha um reforço de graça, e todo mundo sai satisfeito até a próxima janela.
 

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