Dica caseira

Adeus ao ar-condicionado: truque com ventilador mantém a casa fresca sem aumentar a conta

Jon Gilbersten, técnico em climatização, explicou a técnica.

Em noites de calor, a reação mais comum é virar o ventilador para o corpo e esperar alívio. O problema é que esse gesto apenas empurra o mesmo ar quente de um lado para o outro, sem renovar o ar do ambiente.

Jon Gilbersten, técnico em climatização, explicou que ficar sentado ou deitado na frente do aparelho produz apenas uma sensação passageira de frescor. O ar da sala continua na mesma temperatura, porque nada entra nem sai do cômodo.

Por que mirar a janela funciona melhor

Segundo o técnico, a ventilação melhora quando o aparelho é colocado perto de uma janela ou porta aberta. Com essa mudança, o ventilador deixa de agitar o ar parado e passa a movimentá-lo entre os lados de dentro e de fora.

A direção depende de um único fator: a temperatura lá fora. Se o ar externo estiver mais fresco, o ventilador deve soprar para dentro da casa; se estiver mais quente, deve empurrar o calor acumulado para fora.

Ventilação cruzada multiplica o efeito

Na arquitetura bioclimática, essa estratégia é chamada de ventilação cruzada. O princípio usa duas aberturas em lados opostos do espaço para formar uma corrente de ar que renova o ambiente sem depender de refrigeração artificial.

Quem tem mais de um ventilador pode reforçar essa corrente combinando os dois aparelhos. Um fica no lado mais fresco da casa, soprando para dentro, enquanto o outro trabalha no lado mais quente, soprando para fora e expulsando o ar aquecido.

A combinação cria uma corrente de ar que percorre cômodos inteiros, mais eficiente do que apontar vários ventiladores diretamente para as pessoas.

O horário certo faz diferença

O posicionamento só funciona quando o ar de fora está mais frio que o de dentro. Por isso, a noite e a madrugada costumam ser os melhores momentos para abrir portas e janelas.

Durante o dia, quando o sol deixa o ar externo mais quente que o interno, manter as janelas fechadas evita que o calor de fora invada a casa. Nesses períodos, o ventilador deve ser usado estrategicamente apenas quando o clima do lado de fora permitir uma troca de ar benéfica.

Ajustar o aparelho à temperatura de cada período do dia evita gasto extra com ar-condicionado e aproveita melhor as variações naturais do ambiente externo.

Recorde mundial

Aos 47 anos, mulher corre uma ultramaratona por dia durante 1.000 dias e supera uma volta à Terra

Somando todos os percursos, Shannon-Leigh Litt chegou à marca de 52 mil quilômetros.

05/10/2026 14h54

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Por 1.000 dias ininterruptos, uma advogada neozelandesa de 47 anos manteve o hábito de correr diariamente. Não houve um único dia sem treino, e cada trajeto somava no mínimo 51 quilômetros, medida que corresponde a uma ultramaratona. 

Somando todos os percursos, Shannon-Leigh Litt chegou à marca de 52 mil quilômetros, como relatou ao Guinness World Records.

Essa quilometragem ultrapassa em quase um terço a medida da linha do Equador, de 40.075 km de circunferência.

Uma rotina que começou com meta menor

Moradora de Whangarei, na Nova Zelândia, Shannon atua como advogada criminalista em período integral. A ideia inicial era alcançar 250 dias consecutivos de corridas na distância de ultramaratona, categoria feminina, superando a marca de 200 dias que pertencia à corredora norte-americana Candice Burt.

O desafio começou em 1º de janeiro de 2024. No início de abril daquele ano, ela já tinha ultrapassado o recorde masculino de 100 dias, estabelecido pelo britânico David Jackson, e decidiu seguir em frente, muito além do que havia planejado.

Classificação para Mundial ficou de lado

Seis semanas antes de começar a tentativa de recorde, a neozelandesa havia se classificado, de forma inesperada, para o Campeonato Mundial de 100 km. O tempo que ela cravou, 8 horas, 29 minutos e 5 segundos, ficou entre os mais rápidos já registrados por uma mulher da Nova Zelândia na prova.

Catorze anos de treino antecederam essa classificação, que ela buscava sem sucesso até então. Mesmo diante da conquista, optou por abrir mão da disputa para manter o foco único no desafio das 1.000 ultramaratonas.

Corridas de madrugada ao redor do mundo

Conciliar o trabalho de advogada com o volume de corrida foi, segundo ela, um dos pontos mais difíceis da jornada. Nos dois primeiros anos, ela precisou acordar de madrugada para treinar antes do expediente.

As provas costumavam começar entre 1h e 4h da manhã e duravam de cinco horas e meia a seis horas e meia. Quando começavam mais tarde, as corridas chegavam a durar cerca de oito horas e meia.

As regras do Guinness World Records exigiam que cada corrida fosse concluída respeitando o fuso horário da Nova Zelândia, mesmo quando Shannon estava fora do país. Em uma viagem a Bali, por exemplo, ela precisou terminar a ultramaratona antes das 20h.

Corridas em quatro países e em Dubai durante o desafio

Além da Indonésia, a rotina de 1.000 dias levou a advogada a correr também na Malásia, em Singapura, em Dubai e na Austrália. Em cada parada, era preciso reorganizar os horários de sono e treino para não quebrar a sequência.

Nos fins de semana, ela conseguia dormir cerca de 10 horas, recuperando parte do descanso perdido durante a semana de trabalho. Já nos dias úteis, o tempo de sono ficava extremamente reduzido, às vezes chegando apenas a três ou quatro horas, moldado pelas saídas de madrugada para cumprir a distância diária.

O gasto com equipamento também marcou o desafio: Shannon estima ter usado cerca de 100 pares de tênis ao longo dos 1.000 dias de corrida.

Durante a jornada, enfrentou diferentes condições climáticas e situações inesperadas. Na Áustria, quase desenvolveu hipotermia, e em outros locais, precisou correr sob temperaturas próximas a 40°C.

Para suportar o desgaste físico imposto pelo desafio, Shannon ajustou a dieta e passou a ingerir, em média, 5.500 calorias diárias.

No 999º dia, um imprevisto quase atrapalhou a sequência: ela deixou a casa às 5h40 para correr ao lado de um amigo e, pouco depois de iniciar o trajeto, notou que um dos relógios havia ficado para trás.

Ao voltar, descobriu que também havia saído sem as chaves e precisou esperar um chaveiro, atrasando o início da corrida, e apesar do contratempo, completou a distância ainda naquele dia.

Com a meta original de 250 dias superada ainda nos primeiros meses, nem todos apoiaram a decisão de continuar. Familiares e amigos achavam que ela deveria parar na marca de 200, conforme informou ao Correio 24 Horas. Shannon explicou que isso mostrava a importância de se concentrar no que é relevante e correto para si.

Mesmo que nem todos apoiassem, muitas vezes por amor e pelo desejo de que ela se mantivesse saudável, e ela seguiu até completar mil ultramaratonas consecutivas.

Furacão

Atlântico vive calmaria, mas 3 sistemas de furacões atuam no Pacífico e cientistas acendem alerta

Perto da costa oeste dos Estados Unidos.

05/10/2026 13h58

Foto: WikiImages/Pixabay

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A temporada de furacões no Atlântico em 2026 está bem abaixo das médias históricas. Enquanto isso, três furacões intensos se formam simultaneamente no Pacífico Leste, perto da costa oeste dos Estados Unidos, e embora permaneçam sobre o oceano, os sistemas preocupam meteorologistas.

O El Niño, em curso desde agosto de 2026, explica essa dinâmica. O fenômeno enfraquece a atividade no Atlântico e favorece ciclones no Pacífico Nordeste. A situação mostra que fatores climáticos globais redistribuem os riscos, mas não os eliminam.

Previsões que não se confirmaram

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA projetaram, em maio, cenários que não se concretizaram.

As projeções indicavam 55% de chance de atividade abaixo da média climatológica de 1991 a 2020. 35% de chance de atividade dentro da normalidade e apenas 10% de chance de atividade acima dela. Os órgãos esperavam entre oito e 14 ciclones tropicais nomeados, dos quais três a seis se tornariam furacões.

A temporada foi ainda mais branda, e até o fechamento do texto, nenhum sistema havia atingido a intensidade mínima de furacão. Apenas seis tempestades tropicais foram registradas: Arthur, Bertha, Cristóbal, Dolly, Édouard e Fay.

A lista de nomes repetiu a de 2020, exceto pelo substituto de Laura por Leah, uma escolha de respeito aos danos severos causados em 2020.

Impacto real apesar da fraqueza

O baixo número de sistemas não impediu destruição, e entre 17 e 18 de julho, a tempestade tropical Arthur atingiu o México e os estados americanos do Texas e da Louisiana. O sistema matou quatro pessoas no México e causou prejuízos estimados em US$ 1 bilhão.

Nos EUA, a precipitação acumulada alcançou 800 milímetros no golfo, acompanhada de dezenas de tornados moderados gerados pelas bandas de nuvens em enfraquecimento.

A tempestade reforça um princípio meteorológico: sistemas fracos sobre centros populacionais podem ser tão destrutivos quanto furacões intensos sobre áreas vazias. Instituições brasileiras formaram um painel específico para monitorar os impactos do El Niño no país, porque padrões oceânicos distantes afetam diretamente o clima tropical.

Reavaliação em agosto e recorde de setembro

Diante da atividade reduzida, os órgãos americanos revisaram as expectativas em agosto. A previsão passou a indicar de sete a 13 ciclones tropicais nomeados e de dois a seis furacões, com possibilidade de nenhum atingir a alta intensidade. A previsão se confirmou até o marco de 11 de setembro.

Essa data costuma marcar o pico da atividade de furacões no Atlântico, segundo os registros históricos. Em 2026, 11 de setembro passou sem nenhum furacão classificado.

Até então, os furacões Gustav, em 2002, e Humberto, em 2013, ocupavam esse recorde, ambos em 11 de setembro. A calmaria de 2026 quebrou o marco e fez de 2026 o oitavo ano da Era dos Satélites a chegar a setembro sem registrar um furacão sequer.

Após confirmar o recorde de inatividade, o Centro Nacional de Furacões publicou mapas que não indicavam ciclones tropicais nos sete dias seguintes, e o cenário era raro para essa época do ano.

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