Tentáculos de mais de 30 metros encalharam numa praia de South Portland, no Maine, e acenderam o alerta das autoridades locais.
A criatura, maior do que um ônibus biarticulado — veículo que costuma ter entre 27 e 30 metros de comprimento nos corredores de trânsito rápido —, pertence à espécie conhecida como juba de leão, famosa pelo ferrão potente.
A prefeitura de South Portland divulgou o caso em publicação no Facebook, pedindo que frequentadores da praia de Willard não se aproximassem do bicho. O exemplar tinha cerca de 1,5 metro de diâmetro no corpo, com longos filamentos avermelhados visíveis logo abaixo da superfície da água.
Um ferrão que não perdoa
O comunicado oficial foi direto: a orientação era nunca tocar na criatura, já que o contato provoca queimaduras. Caso outro espécime apareça encalhado, o pedido é chamar um salva-vidas, que pode devolvê-lo ao mar com o auxílio de uma pá.
Essa espécie habita águas frias que se estendem do Ártico ao Pacífico, cobrindo trechos litorâneos do Alasca e de Washington. Os feixes de tentáculos reúnem até 1.200 unidades, distribuídas em oito grupos. Cada uma pode injetar veneno em quem chegar perto demais.
Efeitos do contato na pele
Jerome Piniti, cientista do Instituto de Pesquisa do Golfo do Maine, disse ao canal WMTW que as ferroadas doem e ardem, mas normalmente não oferecem risco grave, a menos que a pessoa seja alérgica.
Irritação cutânea, inchaço e sensação de queimação estão entre as reações mais comuns após o contato com esse tipo de criatura marinha. Em casos mais graves, o quadro pode evoluir para náusea, confusão mental, tontura, dificuldade respiratória, dores musculares e problemas cardíacos.
Repercussão nas redes sociais
O flagrante rendeu piadas na internet depois que as imagens circularam. Um internauta comentou que, à primeira vista, a criatura parecia um grande coágulo de sangue boiando na areia.
Outros usuários compararam a criatura, em tom de humor, a uma peruca do Trump e até à sogra de alguém. As piadas, porém, não mudaram a recomendação séria das autoridades locais. Quem avistar outro exemplar na costa deve manter distância e procurar a equipe de salvamento mais próxima, sem tentar remover o animal sozinho.



