Mais avanços da IA

Antes mesmo de uma rua existir, a IA pode ajudar a prever onde surgirão futuros engarrafamentos

Um sistema de inteligência artificial desenvolvido por pesquisadores da New York University Tandon consegue prever onde se formarão congestionamentos nas cidades e dá aos planejadores urbanos a chance de agir antes

Um sistema de inteligência artificial desenvolvido por pesquisadores da New York University Tandon consegue prever onde se formarão congestionamentos nas cidades e dá aos planejadores urbanos a chance de agir antes. A abordagem inverte a lógica tradicional: em vez de reagir aos problemas de trânsito já instalados, as autoridades recebem informações para intervir antes que eles se materializem.

No modelo tradicional, o planejamento de trânsito funciona de trás para frente: uma via fica congestionada, dados são coletados e os gestores tentam resolver o problema. Anton Rozhkov, Pranav Nitin Motarwar e Rudra Patil criaram uma ferramenta que inverte esse fluxo e usa aprendizado de máquina para mapear onde surgirão gargalos.

Rozhkov concebeu a estrutura geral do sistema, enquanto Motarwar liderou o trabalho de previsão e Patil desenvolveu a análise espacial.

Uma plataforma em que as cidades confiam

O projeto nasceu de conversas entre Rozhkov e planejadores urbanos que enfrentavam um problema: as cidades querem adotar IA, mas raramente têm equipes técnicas próprias para construir sistemas sob medida. A segurança também preocupa, e compartilhar dados sensíveis sobre transportes com chatbots comerciais faz muitas agências hesitarem.

A solução foi desenvolver uma plataforma própria, hospedada localmente e projetada para ser intuitiva e acessível aos profissionais do dia a dia. O sistema integra previsão de tráfego, mapeamento espacial e um modelo de linguagem natural rodando nos servidores da cidade — eliminando riscos de vazamento de dados.

Para validar a abordagem, a equipe usou 15 anos de registros de trânsito de Nova York.

Testando dois métodos de previsão

Nova York se mostrou um laboratório ideal porque publica muitos dados sobre transporte. Os pesquisadores analisaram observações de tráfego coletadas entre 2009 e 2024 e compararam duas técnicas, e a primeira, o ARIMA, é um método estatístico consolidado.

A segunda, uma rede neural de memória de longo e curto prazo (LSTM), foi projetada para capturar padrões não lineares que se estendem por grandes conjuntos de dados.

O ARIMA identifica a sazonalidade, ou seja, padrões que se repetem, mas deixa lacunas. A LSTM preenche essas lacunas ao detectar variações que não seguem ciclos previsíveis, o que explica a maior parte de sua vantagem.

Em testes com dados inéditos de 2021 a 2024, a LSTM reduziu o erro de previsão para aproximadamente 343 veículos por dia, enquanto o ARIMA chegou a cerca de 418. Isso representa uma melhora de cerca de 18%, e o modelo projeta o tráfego médio diário subindo de 12.540 veículos em 2025 para 19.680 em 2029.

Mapeando congestionamentos no nível das ruas

Números agregados de tráfego, porém, dizem pouco aos gestores. Patil cuidou da dimensão espacial do projeto e usou o sistema H3, da Uber, para visualizar os dados de trânsito em uma grade de células hexagonais aninhadas. Esse layout permite que planejadores saiam da visão genérica da cidade inteira e focalizem padrões em bairros específicos ou até em cruzamentos problemáticos.

Algoritmos de agrupamento identificaram corredores onde congestionamentos pesados reapareciam ano após ano com consistência. Manhattan se destacou como o distrito mais congestionado, seguido pelos distritos de Brooklyn e Queens. A descoberta reforça um princípio: uma média no nível da cidade não orienta quem precisa decidir onde investir.

Planejadores precisam saber quais vias sofrem mais impacto — e essas costumam ser as mesmas, repetidamente.

Os pesquisadores alertam que os números projetados carregam incerteza e devem ser lidos como previsões, não como certezas. Mesmo assim, a plataforma oferece um caminho novo: antecipar congestionamentos em vez de apenas reagir quando já estão aí. Assim, as cidades ganham tempo para repensar a infraestrutura, o transporte público e as rotas antes que crises de mobilidade se instalem.

El Niño

Cientistas antecipam e Brasil deve ser o principal afetado pelo El Niño

Brasil será o que mais vai sentir os efeitos do chamado Super El Niño

10/10/2026 16h49

Foto: Fatih Turan/Pexels

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Entre os países sul-americanos, o Brasil será o que mais vai sentir os efeitos do chamado Super El Niño, pelo menos é o que apontam pesquisas do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago.

Iniciado em junho de 2026, o fenômeno tem previsão de seguir ativo até fevereiro de 2027 e eleva o risco de secas prolongadas, temporais fortes e outros eventos extremos com potencial de prejudicar setores econômicos, caso do agronegócio. Os impactos não serão uniformes pelo território brasileiro: parte das regiões deve conviver com a escassez de chuva, enquanto outra parcela fica mais sujeita a temporais e alagamentos.

Esse padrão desigual decorre do aquecimento intenso da superfície oceânica, que descompassa a distribuição de chuva no continente. A preocupação cresce porque o El Niño deve se intensificar a partir deste mês de outubro.

Impactos no agronegócio e energia

Para o setor agrícola, a ameaça é dupla: a redução de chuvas compromete o abastecimento de água das lavouras, enquanto o excesso em outras regiões pode destruir plantações inteiras. Essa realidade obriga empresas ligadas ao agronegócio a mapearem quais operações estão mais vulneráveis e a traçarem planos de contingência específicos para cada localidade e tipo de atividade.

A vulnerabilidade também atinge a geração de energia hidrelétrica, e em cenários de redução das chuvas e avanço da seca, o volume de água nos reservatórios diminui. O que impõe novos desafios operacionais às usinas e às empresas que dependem da geração por fonte hídrica.

A adaptação climática deixa de ser uma questão de longo prazo e passa a integrar o planejamento imediato das empresas.

 

Riscos à saúde e preparação necessária

O relatório do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago também projeta consequências para a população. O calor extremo associado ao fenômeno pode resultar em aproximadamente 451 mil mortes ao longo dos nove meses entre junho de 2026. E fevereiro de 2027, sendo o Brasil responsável por mais de 13 mil dessas mortes apenas.

As organizações precisam identificar quais operações correm maior risco, analisar como a localização das atividades afeta a exposição climática e estruturar planos para enfrentar eventos extremos. No campo, essa avaliação ganha ainda mais peso porque certas áreas podem enfrentar déficit hídrico enquanto outras terão excesso de chuva, o que exige estratégias diferenciadas por região.

Curiosidades

Cachorro come R$ 20 mil em dinheiro, e o que os donos fizeram surpreende

Casal tinha acabado de sacar o dinheiro para pagar reparos doméstico.

10/10/2026 16h00

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Um goldendoodle de 7 anos destruiu 4 mil dólares em espécie na casa de seus donos, na Pensilvânia, e o casal recorreu a um método para recuperar parte do dinheiro.

Carrie e Clayton Law tinham acabado de sacar o dinheiro para pagar reparos domésticos. No dia 8 de dezembro, o cão, chamado Cecil, subiu na bancada da cozinha e rasgou as notas em pedaços. O animal pesa 45 quilos, nunca havia subido em móveis e ficou parado entre os fragmentos espalhados pelo chão.

Antes de lamentar o dinheiro perdido, o casal verificou se Cecil tinha algum problema de saúde depois de engolir parte das cédulas.

Reconstrução peça por peça

Depois que o veterinário confirmou que o porte do cachorro afastava riscos mais sérios, o casal começou a resgatar o que sobrou das notas. Eles passaram dias vasculhando a casa com luvas, máscaras e sacos plásticos para recolher cada fragmento deixado pelo cão.

Depois de recolher os pedaços, eles lavavam cada fragmento várias vezes com água e sabão, deixavam secar e remontavam as notas com fita adesiva, como um quebra-cabeça. Eles precisavam fazer isso porque instituições financeiras só trocam cédulas danificadas quando mais da metade do papel está preservada e o número de série continua visível nos dois lados.

O valor que o banco devolveu

Depois de reunir e colar os pedaços possíveis, o casal levou tudo embalado em sacos à agência bancária para pedir a troca. A instituição aceitou trocar 3.550 dólares por notas novas, e a perda final ficou em torno de 450 dólares dos 4 mil originais.

O casal não descartou os fragmentos que não puderam ser reconstruídos o suficiente para a troca. Carrie e Clayton Law decidiram emoldurar os restos das cédulas destruídas e guardá-los como lembrança permanente na parede de casa.

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