Eleições 2026

Até que horas posso votar? Veja o horário das urnas e quando começa a apuração

Eleitores brasileiros vão às urnas no primeiro turno das eleições de 2026

Os eleitores brasileiros vão às urnas neste domingo (4), no primeiro turno das eleições de 2026. Pelo horário de Brasília, a votação acontece das 8h às 17h na maior parte do país. Cidades com fuso diferente da capital federal seguem regra própria.

Em Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima, as seções abrem às 7h no horário local, enquanto parte do Amazonas também começa a votação nesse mesmo horário. Já nas localidades que acompanham o fuso do Acre, as urnas funcionam a partir das 6h.

Horário por estado e município

No Acre, a votação ocorre das 6h às 15h. A mesma faixa de horário vale para 16 municípios do Amazonas, entre eles Atalaia do Norte, Benjamin Constant e São Paulo de Olivença.

Os 51 municípios restantes do Amazonas votam das 7h às 16h. Esse mesmo intervalo é aplicado em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima.

 

Apuração começa logo após o fechamento

A divulgação dos votos e dos resultados parciais para todos os cargos tem início assim que as urnas se encerram, por volta das 17h no horário de Brasília. A expectativa é que os primeiros números apareçam já nos minutos seguintes ao fim da votação neste domingo. Esse formato unificado já está em sua terceira edição nas eleições brasileiras.

Em dezembro de 2021, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral decidiu padronizar o horário de encerramento da votação em todo o país — antes disso. A Justiça Eleitoral esperava o fechamento das urnas no Acre, que tem duas horas de diferença em relação ao horário de Brasília adotado na maioria dos estados.

Quem quiser acompanhar a contagem dos votos pode conferir os números por estado e por município em tempo real assim que a apuração for liberada, logo depois do encerramento das seções eleitorais.

Inesperado

Homem buscava minério de ferro no Google Earth e encontrou algo nunca visto pela ciência

Círculo quase perfeito chamou sua atenção na tela enquanto procurava minério de ferro

17/10/2026 07h02

Foto: -fabio- (CC BY 2.0)

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Em julho de 2007, o geólogo Arthur Hickman vasculhava imagens de satélite da Western Australia no Google Earth em busca de depósitos de minério de ferro. Entre as colinas ásperas de Pilbara, um círculo quase perfeito chamou sua atenção na tela.

A forma era, na verdade, uma cratera de impacto causada por um meteorito, com 850 pés (260 metros) de largura. Décadas de atividade mineradora nas proximidades não haviam revelado aquela formação geológica.

A estrutura ganhou o nome de cratera Hickman, em homenagem a quem a avistou primeiro. Comprovar que um meteorito de ferro havia escavado aquele terreno exigiu anos de trabalho de campo, perfurações e análises em laboratório.

Um círculo que ninguém tinha notado

Hickman trabalhava na Geological Survey of Western Australia (GSWA) e, na época, rastreava imagens em busca de depósitos de ferro formados em antigos leitos de rio. De uma altitude de 20.000 pés, ele avistou uma formação parecida com uma bolha, como um defeito na imagem, conforme relatou à Australian Geographic.

O círculo está localizado na Ophthalmia Range, a cerca de 22 milhas (36 quilômetros) a noroeste da cidade mineradora de Newman. A exploração de minério de ferro na vizinha Hamersley Range é intensa, e a própria GSWA havia mapeado a área aproximadamente duas décadas antes da descoberta, mas não havia notado a cratera.

A confirmação pelos colegas da ANU

Hickman enviou capturas de tela e coordenadas a colegas da Australian National University (ANU). O pesquisador Andrew Glikson batizou a cratera em homenagem a ele, reconhecendo tanto a descoberta quanto os 35 anos de dedicação de Hickman ao estudo da geologia de Pilbara.

A borda da cratera, parcialmente desgastada pelo tempo, se eleva até 98 pés (30 metros) acima de um fundo circular e plano. Esse formato se repete em outras crateras de impacto de pequeno porte.

Em 2008, Glikson, Hickman e um colega descreveram o local em detalhe e encontraram rochas fraturadas na borda, cortadas por veios do mineral goethita, presentes apenas dentro da área da cratera.

Um objeto de 10 metros de largura

A equipe calculou que a cratera original tinha cerca de 260 pés (80 metros) de profundidade, escavada por um objeto de aproximadamente 33 pés (10 metros) de diâmetro. O impacto teria lançado destroços a até 980 pés (300 metros) ao norte da borda.

Pela aparência, a cratera parecia relativamente recente, provavelmente datada do Pleistoceno Tardio, entre 10.000 e 100.000 anos atrás. Faltava, porém, uma prova decisiva: amostras coletadas na superfície não mostravam nenhum traço químico de material meteorítico. E a hipótese de impacto ainda dependia principalmente do formato da cratera e das rochas fraturadas.

A perfuração que trouxe a resposta

No fim de 2012, a GSWA se uniu à mineradora Atlas Iron para perfurar um poço vertical no centro do fundo da cratera. O núcleo de rocha extraído chegou a 212 pés (64,7 metros) de profundidade.

Segundo o geólogo da GSWA Peter Haines, tratou-se da primeira perfuração científica de uma cratera de impacto simples desse tamanho já realizada na Austrália, conforme apresentado em um seminário da Curtin University. A broca atravessou quase 165 pés (50 metros) de sedimento acumulado dentro da cratera ao longo do tempo.

Abaixo dessa camada havia cerca de 20 pés (6 metros) de brecha de impacto — uma mistura de rocha esmagada e parcialmente derretida — antes de a broca alcançar a rocha original. Foi exatamente ali que surgiu a evidência que faltava havia anos.

O rastro químico do meteorito

A camada de brecha revelou níveis de níquel de até 2.381 partes por milhão, muito acima das menos de 3 partes por milhão encontradas na rocha ao redor. A mesma camada também apresentava concentração elevada de irídio, elemento raro na crosta terrestre e comum em meteoritos de ferro.

Em 2018, o primeiro meteorito metálico fresco associado à cratera foi identificado. Classificado como meteorito de ferro do grupo IAB, recebeu o nome Hickman em homenagem ao seu descobridor.

Pesquisadores da Curtin University e da GSWA apresentaram novos resultados em janeiro de 2025 na reunião anual da Meteoritical Society. Estudaram vidro formado pelo impacto, extremamente poroso e similar a pedra-pomes, contendo pequenas esferas de ferro-níquel e níveis elevados de ferro, níquel, cobalto e elementos do grupo da platina.

Uma esfera com apenas 20 micrômetros de diâmetro continha 33% de níquel. Os pesquisadores concluíram que esse material, junto aos resultados anteriores de perfuração, fornece evidência diagnóstica inequívoca da origem de impacto meteorítico para a cratera Hickman.

A combinação química confirmou a origem meteorítica da cratera Hickman. Hickman a descobriu ao notar uma forma estranha na tela de um computador. A pesquisa original foi publicada no Australian Journal of Earth Sciences. A busca por minério de ferro acabou revelando um capítulo até então desconhecido da história geológica de Pilbara.

Estados Unidos

EUA decidem afundar navio de passageiros e surpreende a todos com essa medida

O afundamento está previsto para novembro.

16/10/2026 18h15

Foto: Reprodução

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Autoridades do condado de Okaloosa, na Flórida, planejam afundar o SS United States nas águas do Golfo do México, próximo a Destin-Fort Walton Beach, dando à embarcação o destino de recife artificial. O afundamento está previsto para novembro.

Antes reconhecida como a embarcação mais rápida e segura do país, ela trocará o papel de atração histórica parada no cais por uma nova função: servir de morada para peixes e destino de mergulhadores.

Com a medida, o navio escapa do destino de ser desmontado como sucata e ganha outro propósito, preservando de certa forma um ícone da engenharia naval americana. Antes de o plano seguir adiante, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e o Corpo de Engenheiros do Exército americano ainda precisam liberar as autorizações necessárias, fator que pode mudar as datas estipuladas.

Um recorde que atravessou décadas

Em 1952, a embarcação saiu de Nova York rumo à Europa e cravou um recorde de velocidade na travessia do Atlântico. A marca consolidou seu prestígio entre os navios de passageiros da época. William Francis Gibbs assinou o projeto e apostou no alumínio como material principal, solução que deixou a estrutura mais leve sem comprometer sua resistência.

Recursos do governo americano ajudaram a bancar a construção porque o país via potencial militar no transatlântico durante a Guerra Fria. Com mais de 300 metros de comprimento, o casco abrigava um sistema de propulsão avançado para o período, o que tornou a embarcação referência da indústria naval dos Estados Unidos.

Segurança além da exigência legal

Equipamentos de proteção acima do exigido por lei deram ao SS United States fama de embarcação confiável. Presidentes como Harry Truman, Dwight Eisenhower e John F, e kennedy cruzaram o Atlântico a bordo, assim como Bill Clinton, antes de assumir a Presidência.

Os 24 botes salva-vidas chamavam atenção porque, juntos, comportavam mais pessoas do que o limite de passageiros permitido pela operadora. Essa margem de segurança reforçou a reputação da embarcação como uma das mais seguras de sua geração.

Do glamour ao abandono

A SS United States Conservancy, entidade voltada à preservação da história do navio, descreve a estrutura como um marco do design marítimo do século passado. A entidade também relaciona a embarcação ao charme da antiga Hollywood e à retomada do orgulho nacional depois da Segunda Guerra Mundial.

O avanço dos voos comerciais reduziu a demanda por travessias transatlânticas e levou o setor à decadência. Tentativas de reposicionar o transatlântico no mercado de cruzeiros fracassaram, e as atividades da embarcação foram encerradas em 1969, mesmo com subsídios do governo.

De ameaça de demolição a Recife artificial

Depois do encerramento, diferentes donos tentaram criar novos usos comerciais para o navio, mas os projetos fracassaram por falta de dinheiro. A estrutura chegou perto de ser desmontada e vendida em peças como sucata, até que o condado de Okaloosa comprou a embarcação para convertê-la em recife.

A ideia é impulsionar a vida marinha na região e criar um novo ponto de interesse para pescadores e mergulhadores. Nos últimos meses, o transatlântico passou por procedimentos de preparação para o afundamento controlado. Um caso parecido já existe no Golfo do México: em 2006, o USS Oriskany foi afundado com o mesmo propósito.

Caso tudo saia como previsto, o SS United States passará a ser maior que o antigo porta-aviões, tornando-se a maior peça entre os recifes artificiais montados na região.

O que muda na prática para a região de Destin-Fort Walton Beach

Com o navio no fundo do mar, a região ganha um novo ponto de interesse para mergulhadores. E pescadores, além de oportunidades de turismo e lazer ligadas à exploração responsável do ambiente marinho.

Para a comunidade local, o projeto pode estimular o desenvolvimento econômico por meio do atrativo turístico e contribuir para proteger e fortalecer a vida marinha do Golfo do México.

Na prática, o projeto evita que o navio vire sucata abandonada em terra e cria um recife para a vida marinha. A embarcação deixa de ser um custo de manutenção e passa a contribuir para o ecossistema e a economia local por meio do turismo de mergulho e pesca.

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