Quem ainda não instalou o e-Título poderá baixar o aplicativo nos dias de votação: 4 de outubro, no primeiro turno, e 25 de outubro, no segundo turno.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a mudança em 24 de setembro. Em pleitos anteriores, o sistema era desativado nos dias de votação para evitar travamentos provocados pelo excesso de acessos.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, informou que a infraestrutura foi reforçada para suportar a demanda simultânea de eleitores baixando e acessando o aplicativo no dia da eleição. A medida permite que quem ainda não tenha validado os dados faça isso no domingo, desde que chegue à seção com tempo hábil antes de votar.
Como o e-título funciona como documento
A versão digital do título, com fotografia integrada ao aplicativo, é válida como identificação nas urnas. Há uma restrição: o documento precisa estar aberto na tela do celular ou tablet no momento da votação.
Capturas de tela, impressões ou fotos da tela não são aceitas pelos mesários — a biometria facial do aparelho é o que valida o acesso.
Quem baixa o aplicativo pela primeira vez precisa informar nome completo, data de nascimento, CPF ou número do Título de Eleitor, além dos nomes dos pais. Depois, responde perguntas de segurança e cria uma senha.
A partir daí, cada vez que entra no app, o sistema faz validação facial automaticamente, garantindo que a pessoa que está usando é mesmo o proprietário da conta.
Outros serviços reunidos no aplicativo
O e-Título vai além de identificação para votar, e concentra em um único lugar a possibilidade de consultar o local exato de votação, identificar zona e seção eleitoral, emitir certidões eleitorais, justificar ausência às urnas, se inscrever como mesário voluntário e até pagar débitos eleitorais por Pix ou cartão de crédito sem sair de casa.
O aplicativo está disponível gratuitamente para iOS e Android nas lojas oficiais. As atualizações são baixadas automaticamente, mantendo as informações atualizadas sem exigir reinstalação.
E se eu tiver restrição eleitoral?
Eleitores com situação suspensa ou algum tipo de restrição cadastral conseguem baixar o e-Título e acessar as informações disponíveis, como o local de votação e os documentos. A restrição, porém, impede o eleitor de votar. Pendências como multas não pagas ou desincompatibilização não realizada não são resolvidas apenas com o acesso ao aplicativo.
Quem se encontra nessa situação pode usar o e-Título para consultar seu débito e pagar multas eleitorais dentro do próprio aplicativo, regularizando a situação para poder comparecer às urnas. Também é possível justificar a ausência em uma votação anterior diretamente pelo aplicativo, sem precisar ir a um cartório eleitoral.


