Aquisição de peso

Casal compra 23 hectares em 2003 e, 23 anos depois, cria refúgio para ursos, lobos e pumas

Propriedade fica numa área permanentemente protegida contra a urbanização

Sean e Melodye Rooney transformaram os 23 hectares que compraram em 2003, em Montana, numa área permanentemente protegida contra a urbanização, após mais de duas décadas vivendo junto ao rio Stillwater.

O casal assinou um acordo de conservação com a organização Flathead Land Trust que impede a divisão do terreno e qualquer desenvolvimento futuro. O acordo garante a preservação da paisagem do local, com margem de rio, pântanos e campos abertos, para as próximas gerações.

A propriedade fica a oeste de Whitefish e reúne quase um quilômetro de margem do rio, trechos de pântano, mata ciliar e mais de 20 acres destinados à produção de feno. Cercada por outras áreas protegidas e terras públicas, ela integra um corredor de conservação mais amplo na região.

Gerações de ligação com a terra

A história da família com o Vale Flathead vai muito além de 2003. O avô de Sean trabalhou como pioneiro perto de Cut Bank e depois na ferrovia de Whitefish, enquanto seu pai, após passar anos fora, retornou à região e foi professor na comunidade local. Essa ligação explica por que o casal decidiu fixar raízes no local.

Sean e Melodye adquiriram o terreno junto aos pais de Sean, mas com o tempo se tornaram os únicos proprietários e passaram a morar no local em tempo integral. O convívio diário com a fauna selvagem e o trabalho para preservar o entorno natural pesaram na decisão de blindar o campo contra qualquer forma de desenvolvimento imobiliário.

Um santuário para a vida selvagem

Armadilhas fotográficas instaladas na propriedade já flagraram ursos pardos e pretos, pumas, lobos cinzentos, alces, lontras e águias-de-cabeça-branca circulando pelos diferentes ambientes do terreno. A combinação de bosque, pântano, vegetação rasteira e campos de feno favorece a diversidade de espécies.

A conservação dessas terras também protege o rio Stillwater, que abriga espécies sensíveis como a truta-touro e a cutthroat westslope. Em 2025, a família deu início a um projeto para recuperar uma lagoa e recompor os pântanos da região, ampliando o valor ecológico do local.

A propriedade integra o Snapshot USA, programa nacional de monitoramento de mamíferos coordenado pelo Smithsonian. Uma cena registrada pelas câmeras mostrou a filha do casal, Brigit, passando pelo mesmo trajeto onde um puma cruzaria minutos depois.

Como funciona o acordo de proteção

A servidão de conservação com a Flathead Land Trust não tira a propriedade da família. Os Rooney continuam morando no local e produzindo feno. O acordo proíbe a subdivisão do terreno e qualquer empreendimento imobiliário. A organização fiscaliza o cumprimento das regras.

Essa área privada se soma a um corredor de conservação que já reúne outras terras protegidas, entre elas trechos do Serviço Florestal dos EUA e a floresta estadual Stillwater. A união desses espaços amplia a conexão entre habitats e sustenta tanto a fauna silvestre quanto o uso agrícola tradicional da região, beneficiando todo o ecossistema do Vale Flathead.

Oportunidade

Rio de Janeiro procura voluntários para trabalhar 24 horas por semana e morar muito perto da praia

Oportunidade é para pessoas comunicativas.

04/10/2026 09h38

capa (51)

capa (51) Foto: Felipe Alves/Pexels

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Um surf camp no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro, está recrutando voluntários dispostos a trabalhar 24 horas por semana durante um mês. Com alojamento incluído a cinco quadras da Praia da Macumba.

A oportunidade, divulgada no site Worldpackers, é para pessoas comunicativas, responsáveis e organizadas que queiram combinar trabalho com uma experiência perto do mar. O voluntário selecionado receberá hospedagem, café da manhã, acesso a bicicletas e pranchas de surfe, aulas de yoga e passeios pela cidade, além de dois dias de folga por semana.

A experiência anterior em surfe não é obrigatória — o foco está em quem tenha vontade de aprender e participar das atividades do acampamento.

O que o voluntário fará no hostel

As tarefas incluem trabalho na recepção, atendimento aos hóspedes, auxílio no check-in e check-out, fornecimento de informações aos viajantes, organização das áreas comuns e limpeza geral. O voluntário também revisará quartos e espaços compartilhados para manter um ambiente agradável e integrado à dinâmica do acampamento.

Quem se candidatar deve estar preparado para interagir com viajantes de diferentes nacionalidades e colaborar em várias frentes do funcionamento do lugar. Não há necessidade de qualificação prévia em surfe ou hospitalidade — apenas disposição genuína para aprender e trabalhar em equipe.

Benefícios oferecidos pelo voluntariado

Além do alojamento gratuito, o programa oferece café da manhã diário, lavanderia sem custo, cozinha equipada para uso pessoal e internet de alta velocidade. O voluntário alojado em habitação compartilhada com a equipe pode utilizar bicicletas do local, pranchas de surfe e participar de aulas gratuitas de surfe em praias locais e de yoga.

O pacote inclui ainda tours e excursões pela cidade, acesso a eventos selecionados e um espaço de trabalho para quem precise cumprir atividades remotas. Com dois dias livres por semana, a rotina permite conciliar as responsabilidades do voluntariado com tempo de lazer e exploração da região.

Requisitos para se candidatar

O candidato deve ter no mínimo 18 anos, dominar inglês em nível intermediário ou português em nível básico e contar com seguro de viagem. Também deve ser responsável, organizado e proativo, com disposição para trabalhar com outras pessoas.

Precisa colaborar tanto na recepção quanto nas tarefas de organização e limpeza, respeitar os horários e as atividades acordadas e manter limpos os espaços compartilhados.

A plataforma Worldpackers aceita apenas candidatos individuais — não são aceitos casais ou duplas. O alojamento não inclui custos de voos, transporte interno ou visto, quando aplicável.

Para se candidatar, é necessário criar uma conta no Worldpackers e enviar uma solicitação ao anfitrião. A plataforma funciona por meio de um sistema de intercâmbio no qual viajantes colaboram durante um número determinado de horas semanais. E recebem hospedagem e, conforme a oferta, outros benefícios, como refeições e atividades.

Resgate

Pescador fica 438 dias à deriva no oceano e sobrevive contra todas as probabilidades

Ele foi arrastado pelo Oceano Pacífico

04/10/2026 09h17

Foto: Cemgazi Yoldaş/Pexels

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Um resgate planejado para durar dois dias se tornou um dos casos mais extremos de sobrevivência já registrados no mar. Ao longo de 438 dias, o salvadorenho José Salvador Alvarenga foi arrastado pelo Oceano Pacífico por um trajeto estimado em 10,7 mil quilômetros, até ser localizado com vida em 2014.

Passados mais de dez anos do episódio, pouco se sabe sobre onde ele está atualmente.

O drama teve início quando Alvarenga deixou o povoado mexicano de Costa Azul em novembro de 2012, levando consigo o jovem Ezequiel Córdoba para uma pescaria de tubarões. O barco, de 7 metros de comprimento, teve problemas no motor e acabou sendo empurrado para águas tão distantes que qualquer tentativa de socorro se tornou inviável.

Sem equipamento adequado e praticamente sem alimentos, os dois improvisaram estratégias extremas para sobreviver.

Estratégias extremas de sobrevivência

Com o passar das semanas, a fome atingiu níveis catastróficos. Alvarenga contou ao jornalista Jonathan Franklin, que escreveu o livro "438 Dias", que chegou a engolir pedaços das próprias unhas durante o desespero. O pescador também capturava águas-vivas com as mãos nuas e considerou até mesmo morder o próprio dedo mínimo para obter algum alimento.

Para beber, os homens recorreram à própria urina e lamberam o interior do barco à procura de gotas de água. Quando avistavam lixo flutuando, vasculhavam os detritos à procura de algo que pudessem aproveitar. Em uma ocasião, chegaram a dividir um pedaço de chiclete já mastigado.

À medida que o tempo passava, Alvarenga começou a capturar peixes, tartarugas e aves para se alimentar. Segundo Tom Armbruster, embaixador dos Estados Unidos nas Ilhas Marshall na época, o sangue dos animais caçados também serviu para manter o pescador hidratado.

A morte do companheiro e a solidão no mar

Ezequiel Córdoba não resistiu à travessia e morreu, e alvarenga afirmou ter mantido o corpo do companheiro no barco por algum tempo antes de lançá-lo ao oceano. A partir daquele momento, o pescador enfrentou sozinho os meses seguintes e passou por períodos de desespero e alucinações.

Durante esses dias de isolamento extremo, Alvarenga considerou tirar a própria vida e até se oferecer aos tubarões. Segundo Armbruster, o pescador passou por períodos sombrios, mas seu instinto e sua vontade de sobreviver o fizeram continuar, dia após dia, nas águas do Pacífico.

O resgate e as consequências inesperadas

Após 438 dias no mar, Alvarenga chegou às Ilhas Marshall, onde foi resgatado. Apesar de debilitado, não apresentava o emagrecimento extremo que se esperaria após tanto tempo à deriva. Seu corpo mostrava inchaço provocado pela retenção de líquidos, além de parasitas associados ao consumo de animais crus durante o período.

A volta à vida em terra firme trouxe desafios psicológicos significativos. Pesadelos frequentes o atormentavam, e ele evitava locais próximos à água. Embora preferisse não conversar, sentia necessidade constante de ter alguém por perto. A sobrevivência no oceano continuou a afetar sua vida depois dos 438 dias no mar.

Controvérsia e acusações posteriores

Após o livro "438 Dias" chegar às livrarias, parentes de Ezequiel Córdoba moveram uma ação judicial cobrando US$ 1 milhão de Alvarenga, a quem atribuíram a prática de canibalismo contra o corpo do companheiro de viagem. Alvarenga negou as acusações e reafirmou que havia lançado o corpo do companheiro ao mar durante a travessia.

O processo não seguiu adiante: especialistas não identificaram sinais de crime e Alvarenga se submeteu a um teste de detector de mentiras, o que levou ao arquivamento da acusação.

Depois da repercussão do resgate e das controvérsias posteriores, Alvarenga passou a viver longe dos holofotes. Tom Armbruster disse não saber o paradeiro do pescador e apenas sugeriu que ele poderia estar vivendo em El Salvador ou trabalhando novamente no México ao lado da família.

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