História

Ele tinha 17 anos quando apertou a mão de Robert Kennedy: minutos depois, aconteceu uma tragédia

Trabalhava como garçom no Hotel Ambassador.

Juan Romero morreu em 1º de outubro de 2018, aos sessenta e oito anos, carregando uma culpa que nunca deveria ter sido dele. Só depois de sua morte a história completa daquela noite voltou a ser contada com mais detalhes.

Na madrugada de 4 para 5 de junho de 1968, Romero tinha apenas 17 anos e trabalhava como garçom no Hotel Ambassador, em Los Ángeles. Foi ali que o senador Robert Kennedy, pré-candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, levou um tiro na cabeça dentro da cozinha do hotel.

Romero foi a última pessoa cuja mão o senador apertou antes de cair no chão molhado de cimento. A cena, registrada em fotografia, tornou Romero parte da memória de um dos episódios mais marcantes da política americana.

Um garçom admirador do candidato

Romero estava naquele corredor do Ambassador a trabalho e admirava Bobby Kennedy pela defesa que o político fazia dos imigrantes hispânicos nos Estados Unidos. Via nele a continuidade do irmão morto cinco anos antes, em 22 de novembro de 1963, em Dallas.

O pai de Juan havia conseguido a vaga para o filho no hotel de luxo, onde ele passou de ajudante de cozinha a garçom.

Depois das aulas na Roosevelt High School, o adolescente se juntava aos demais funcionários do hotel, que já havia recebido seis cerimônias do Oscar. E visto artistas como Frank Sinatra, Judy Garland, Marilyn Monroe, Sammy Davis Jr., Nat King Cole, Bing Crosby e Barbra Streisand.

O peso de um gesto simples

Esse aperto de mão rotineiro virou o centro de um sofrimento que o acompanhou pelo resto da vida. Romero se convenceu de que, se não tivesse estendido a mão para Kennedy, o senador talvez não tivesse morrido naquela noite.

A associação não tinha fundamento: um gesto comum não muda o rumo da história. Ainda assim, o remorso não cedeu, e sirhan Sirhan, identificado como responsável pelos disparos, alegou ter agido pelo apoio de Kennedy a Israel durante a Guerra dos Seis Dias.

Uma infância marcada pela cautela

Romero nasceu em Mazatán, no estado mexicano de Sonora, em uma região que faz fronteira com os Estados Unidos. Aos dez anos, mudou-se com a família para a região leste de Los Ángeles.

Enquanto estudava na Roosevelt High School, viu nascer os primeiros protestos contra a discriminação de estudantes de origem mexicana. Mas seu pai o mantinha afastado desses movimentos, temendo que o filho se envolvesse em confrontos numa região marcada pela violência urbana.

O Hotel Ambassador deixou de existir em 2005, quando foi demolido. Hoje, o complexo escolar Robert F, e kennedy Community Schools funciona no local. O espaço preserva a memória do senador e, sem intenção, também mantém viva a história do garçom adolescente que segurou sua mão nos últimos instantes antes do atentado.

Doação

Enquanto Mega-Sena sorteia R$ 75 milhões, dono da Nike doa R$ 5 bilhões para nobre causa

Dinheiro vai bancar a criação de uma nova escola.

01/10/2026 14h26

Continue Lendo...

Um aporte de US$ 1 bilhão feito por Phil Knight, cofundador da Nike, e por sua mulher, Penny, vai bancar a criação de uma nova escola de engenharia na Universidade de Oregon.

No mesmo período, a Caixa realiza mais um sorteio da Mega-Sena, com prêmio de R$ 75 milhões, movimentando apostadores que arriscam poucos reais atrás de uma guinada repentina de vida.

Trata-se do maior valor já repassado a uma universidade pública abrangente do país, segundo a própria instituição. Com o dinheiro, a cidade de Eugene, no Oregon, ganhará uma nova unidade voltada ao ensino de engenharia, priorizando bioengenharia e a formação de profissionais em ciências aplicadas.

A universidade planeja usá-los para atrair pesquisadores de ponta e transformar descobertas científicas em produtos, terapias, tecnologias e empresas.

Uma trajetória de investimento em educação

Aos 88 anos, Knight estudou na própria Universidade de Oregon antes de fundar a Nike. A doação marca o terceiro grande compromisso financeiro do casal com a instituição em uma década. Em 2021, outros US$ 500 milhões foram destinados à expansão do projeto.

Com todas as contribuições conhecidas, a família Knight já doou mais de US$ 2 bilhões à universidade. As doações refletem uma visão de longo prazo: investir em instituições de ensino e pesquisa antes mesmo de ver os resultados concretos dos projetos. No início de setembro, o casal já havia anunciado outro aporte, de US$ 1,1 bilhão, direcionado ao Providence St.

Vincent Medical Center e o Providence Heart Institute, verba que vai erguer o primeiro hospital do Oregon voltado só à saúde da mulher. Um ano antes, os Knights já haviam comprometido US$ 2 bilhões com o instituto de câncer da Oregon Health & Science University.

A aposta na loteria versus a riqueza acumulada

Enquanto Knight consolida seu legado com investimentos bilionários em educação, a Caixa Econômica Federal sorteia o concurso 3.065 da Mega-Sena. As apostas podem ser feitas até as 20h, em lotéricas credenciadas, na internet ou no aplicativo da instituição. O sorteio será às 21h, no Espaço da Sorte, em São Paulo.

O palpite mínimo custa apenas R$ 6,00, com seis números selecionados. Quem quiser compartilhar o risco pode participar do Bolão Caixa a partir de R$ 18,00, dividindo a aposta em cotas de no mínimo R$ 6,00. O prêmio principal vai para quem acertar os seis números, mas também há prêmios menores para quem acerta quatro ou cinco dezenas.

O valor em disputa nesta quinta-feira é menor que os maiores prêmios da história da loteria. O maior já pago foi de R$ 317.853.788,54, sorteado em 1º de outubro de 2022, no concurso 2.525.

O contraste é direto: enquanto um bilionário doa bilhões para instituições de pesquisa, milhões de brasileiros apostam alguns reais na chance de uma transformação súbita em suas vidas.

Duas realidades econômicas em contraste

A doação de Knight mostra como a riqueza acumulada ao longo de décadas nos negócios pode ser destinada à educação e à pesquisa científica. Já a Mega-Sena oferece a possibilidade, ainda que remota, de um prêmio instantâneo. A primeira expressa planejamento de longo prazo e visão de legado; a segunda se baseia na esperança de uma mudança súbita de vida.

Oportunidade

Neymar pode ganhar novos vizinhos: mansão de 2.200 m² é vendida por R$ 12,5 milhões

A casa oferece vista aberta para a orla da cidade.

01/10/2026 14h00

Continue Lendo...

No condomínio de Santos, no litoral paulista, onde Neymar Jr. fixou moradia, uma residência de alto padrão está à venda por R$ 12,5 milhões. Erguida sobre uma formação rochosa, com terreno de 2.200 m², a casa oferece vista aberta para a orla da cidade.

É a corretora de imóveis Paula Malta quem responde pela venda e compartilha fotos do local. Ela destaca que o imóvel fica isolado, envolto pela vegetação de Mata Atlântica e sem casas vizinhas nas proximidades, características que atraem quem busca privacidade na região.

A relação do jogador com o condomínio

Neymar Jr. voltou ao Santos no início do ano passado e, desde então, mora numa rua sem saída do Morro Santa Terezinha. No mesmo condomínio, conhecido por abrigar imóveis vendidos por mais de R$ 30 milhões, ele chegou a comprar três mansões diferentes.

Em declaração ao G1, Paula Malta afirmou que a presença do atleta aumentou a curiosidade sobre o endereço, embora o acesso ao condomínio continue restrito.

A corretora disse que o local é visto como referência em exclusividade e segurança. Segundo ela, o processo de visitas inclui uma entrevista prévia com o comprador interessado para preservar a segurança dos moradores.

Paula Malta também informou ao G1 que a casa de Neymar desperta curiosidade natural entre os interessados, mas afirmou que os corretores não conseguem obter detalhes sobre a residência do jogador.

Projeto assinado e estrutura da casa

A mansão à venda foi projetada pelo arquiteto Marcelo de Breyne Silveira e tem quatro dormitórios, sendo duas suítes. De acordo com Paula Malta, trata-se de um imóvel reconhecido entre moradores de Santos justamente pela localização incomum, encravada sobre a rocha.

A propriedade reúne ainda uma piscina de grandes proporções, fogão a lenha e uma fonte de água natural dentro do próprio terreno. Há também uma casa de apoio separada, pensada para uso de funcionários ou visitantes que acompanhem a família.

Negociação e valor do imóvel

O preço pedido é de R$ 12,5 milhões, mas a proprietária avalia aceitar como parte do pagamento uma casa menor, localizada na própria cidade. Essa flexibilidade é um detalhe que pode facilitar a negociação para quem já possui outro imóvel em Santos.

Paula Malta atua há cinco anos como corretora voltada a esse tipo de empreendimento e mantém poucas opções disponíveis para venda no condomínio. Segundo ela, os imóveis do local custam a partir de R$ 7 milhões. Em geral, têm terrenos grandes e boas áreas de lazer. Há desde casas que precisam de reforma até opções prontas para morar.

O tempo de venda das casas no condomínio varia de acordo com a conservação, o preço e as características de cada projeto, mas costuma ficar entre seis meses e um ano. A mansão de 2.200 m² segue disponível enquanto avança a negociação sobre a forma de pagamento.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).