Doação de peso

Enquanto Luciano Hang tirou R$ 25 milhões para presentear funcionários, Michael Jordan doou mais

Lenda do basquete investiu quantia milionária na construção de quatro clínicas médicas em comunidades carentes dos Estados Unidos

Michael Jordan investiu US$ 17 milhões na construção de quatro clínicas médicas em comunidades carentes dos Estados Unidos, enquanto Luciano Hang distribuiu R$ 25 milhões entre 25 mil funcionários da Havan para reconhecer o desempenho deles. Os dois usaram suas fortunas de formas distintas.

Os casos mostram duas formas de usar a riqueza: Jordan investiu em infraestrutura de saúde pública, enquanto Hang reconheceu diretamente os trabalhadores. Ambos demonstram como bilionários encontram caminhos para utilizar seu patrimônio.

O investimento de Michael Jordan em clínicas médicas

Em 2017, o ex-basquetebolista Michael Jordan doou US$ 7 milhões para abrir duas clínicas em Charlotte, na Carolina do Norte. Quatro anos depois, em 2021, investiu outros US$ 10 milhões para expandir o projeto para Wilmington, cidade onde cresceu.

As duas primeiras Novant Health Michael Jordan Family Medical Clinics foram inauguradas em Charlotte entre 2019 e 2020. Cada unidade oferece atendimento primário e preventivo a pessoas com dificuldades de acesso ao sistema de saúde, além de serviços de assistência social e saúde comportamental.

Uma delas conta com 630 m² de área, 12 consultórios, sala de raios X e espaço para fisioterapia.

Nos primeiros dois anos, as clínicas em Charlotte atenderam mais de 4.500 pacientes e aplicaram mais de 1.000 vacinas durante a pandemia de Covid-19. A primeira unidade em Wilmington abriu em maio de 2024, com 725 m², e recebeu 1.800 pacientes nos primeiros nove meses. Uma quarta clínica foi inaugurada em fevereiro de 2025, também em Wilmington.

O programa de premiação da Havan

Luciano Hang anunciou a distribuição de R$ 25 milhões entre aproximadamente 25 mil funcionários da Havan como reconhecimento pelo desempenho ao longo do ano. Cada trabalhador recebe R$ 1 mil, valor que dobrou em relação ao prêmio do ano anterior.

Essa é a terceira edição consecutiva da política de reconhecimento. A empresa considera critérios como frequência, cumprimento de metas e dedicação ao longo do ano para identificar quem receberá o benefício. Segundo Hang, a Havan prioriza a meritocracia: quem não falta, cumpre as metas e se dedica o ano inteiro deve ser reconhecido.

O anúncio ganhou destaque especial porque 2026 marca as quatro décadas de atuação da empresa. Hang criou expectativa antes de divulgar o valor, circulando nas redes sociais com uma maleta rotulada como "confidencial" desde o fim de agosto, estratégia que aumentou a curiosidade sobre a premiação.

Extra

Qual a altitude máxima que um helicóptero pode alcançar?

Confira valores médios e comparações com aviões comerciais

22/09/2026 15h36

Reprodução / Freepik

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Helicópteros são aeronaves versáteis, capazes de pairar no ar, pousar em espaços pequenos e voar muito baixo — feitos que aviões convencionais não conseguem realizar. Mas essa versatilidade tem um preço: quando o assunto é altitude, essas máquinas ficam significativamente atrás dos aviões de asa fixa.

Enquanto aviões comerciais voam rotineiramente acima de 40 Mil pés, helicópteros com turbina conseguem atingir apenas cerca de 25 Mil pés (aproximadamente 7,6 mil metros) em voo horizontal. Quando se trata de pairar no ar — uma das características mais distintivas dessas aeronaves —, o teto cai ainda mais, geralmente para cerca de 10 Mil pés (aproximadamente 3 mil metros).

Limites operacionais de cada modelo

Cada helicóptero tem um limite máximo de altitude especificado no seu Manual de Operação (POH, sigla em inglês para Pilot's Operating Handbook). Esses limites existem por razões de segurança e também para manter a cobertura de seguros válida — pilotos devem respeitá-los rigorosamente durante o voo.

Os modelos mais populares apresentam variações significativas em seus tetos operacionais. O Schweizer 300 CB atinge 10 Mil pés, enquanto o Robinson R22 sobe até 14 Mil pés. Já o Bell 206 Jet Ranger chega a 13,5 Mil pés, e o Eurocopter AS 350 Astar alcança 20 Mil pés.

O Eurocopter SA 315B Lama, um dos mais potentes dessa categoria, voa até 23 Mil pés. Outros modelos como o Agusta Z139 e o Boeing Chinook CH-47F também atingem 20 Mil pés, enquanto o Mil MI-26 opera até 15,1 Mil pés.

Recordes que ultrapassam os limites convencionais

Apesar desses limites operacionais, helicópteros já demonstraram capacidade de superar essas altitudes em voos especiais. Fred North estabeleceu o recorde mundial em 2002 ao alcançar 12,954 metros — o equivalente a 42,5 Mil pés —, bem acima do teto convencional de qualquer modelo comercial. O voo foi realizado em um AS 350 B2 "Squirrel", especialmente preparado e 200 quilogramas mais leve que a configuração padrão. North usava uma jaqueta de compressão para lidar com o ar rarefeito e tinha oxigênio disponível durante a ascensão.

Um feito ainda mais impressionante ocorreu em 2005, quando o piloto de testes da Eurocopter, Didier Delsalle, pousou um helicóptero no topo do Monte Everest, a 8,848 metros (29,030 pés). Para viabilizar esse pouso extremo, Delsalle removeu elementos desnecessários da aeronave e reduziu seu peso em 120 quilogramas, ampliando sua capacidade de desempenho.

No dia seguinte, repetiu o pouso para comprovar que o primeiro não havia sido apenas sorte — um feito que demonstra a resiliência dessas máquinas em condições praticamente impossíveis.

Por que helicópteros não voam tão alto quanto aviões

O peso é um fator crítico nessa limitação, e quanto mais pesada uma aeronave, maior a potência necessária para levantá-la, e helicópteros tendem a ser relativamente pesados para seu tamanho. Quando o motor precisa gerar mais potência, as pás do rotor têm dificuldade em produzir a sustentação adequada para manter o voo.

O segundo fator é igualmente importante: tanto o motor quanto o rotor dependem de ar para funcionar. Em altitudes elevadas, o ar fica mais rarefeito, reduzindo a capacidade do motor de gerar potência e das pás de produzir sustentação.

Essa combinação — peso maior e ar mais fino — torna o voo em altitude progressivamente mais desafiador para os helicópteros, criando um teto operacional bem definido para cada modelo.

Condições ambientais e desempenho em voo

A pressão atmosférica cai conforme se sobe, tornando o ar mais fino, mas dois fatores amplificam ainda mais esse problema: calor e umidade. Pilotos que operam em regiões tropicais frequentemente mencionam estar em condição "quente e alta" — um cenário crítico para helicópteros.

Quando o ar está quente, ele se expande e menos moléculas estão disponíveis para o motor gerar potência ou para o rotor gerar sustentação. De forma semelhante, ar úmido contém mais vapor de água, deixando menos moléculas disponíveis para ajudar na sustentação do rotor.

Por isso, um helicóptero consegue voar mais alto em regiões frias como o Alasca do que em um ambiente úmido próximo ao Equador, mesmo na mesma altitude nominal.

Desafios práticos do voo em altitude

Teoricamente, o ar rarefeito em altitude causa todos esses problemas para helicópteros. Na prática, porém, outras considerações são igualmente importantes para um voo real bem-sucedido. Pairar, decolar e pousar exigem muito mais potência do que o voo horizontal — pairar é especialmente exigente para o sistema de rotor.

Isso significa que, mesmo que um helicóptero tenha potência suficiente para voar em uma altitude elevada, pode não ter reserva de potência para pairar e pousar com segurança naquela altura. Os pilotos precisam levar em conta não apenas atingir uma altitude, mas também executar as manobras essenciais de um voo real dentro desses limites de desempenho da máquina.

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