Fortuna

Idoso de 71 anos trabalhou como catador de lixo por 20 anos antes de descobrir fortuna de R$ 300 mil

Antes de se tornar catador, ele trabalhou 30 anos em uma loja estatal.

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Um homem de 71 anos na China passou mais de duas décadas coletando lixo nas ruas sem saber que acumulava uma fortuna em benefícios de aposentadoria. A descoberta ocorreu em 2024, quando assistentes sociais o encontraram vivendo em um prédio abandonado e o levaram a um abrigo.

Ao fornecer seus dados pessoais no abrigo, Ru — identificado pelo sobrenome — soube que tinha direito a pensões desde 2015, quando atingiu a idade legal de aposentadoria na província de Hunan. O valor acumulado chegava a mais de 420 mil yuans, equivalente a aproximadamente R$ 312 mil.

Trajetória de dificuldades financeiras

Antes de se tornar catador, Ru trabalhou 30 anos em uma loja estatal. No início dos anos 2000, perdeu o emprego e recebeu uma indenização, mas gastou tudo. Endividado e sem contato com a família, passou a coletar lixo para sobreviver nas ruas chinesas.

Ciência

Novo estudo feito em 93 países revela uma ligação surpreendente entre gatos e felicidade

Análise foi publicada na revista científica PLOS One.

06/10/2026 14h03

Foto: Helena Lopes/Pexels

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Países com mais gatos domésticos tendem a registrar índices mais altos de felicidade, segundo uma análise de pesquisadores internacionais publicada na revista científica PLOS One. O levantamento cruzou dados de 93 países sobre a presença de felinos, o bem-estar da população e a circulação do Toxoplasma gondii, parasita transmitido principalmente por esses animais.

O parasita, que pode infectar até 1 em cada 3 pessoas, costuma ser inofensivo e não causa sintomas na maior parte dos casos. Em grupos mais vulneráveis, porém, já foi relacionado a quadros de ansiedade, depressão e esquizofrenia, e essa possível relação intrigou a equipe responsável pelo estudo.

Dois sinais que parecem se contradizer

Nações com maior concentração de gatos domésticos aparecem associadas a níveis mais elevados de satisfação com a vida. Ao mesmo tempo, lugares com maior circulação do Toxoplasma gondii na população mostram o padrão oposto, com índices de felicidade mais baixos.

A princípio, os dois resultados soam incoerentes, já que os felinos são os principais hospedeiros do parasita. Só que os próprios números do levantamento ajudam a destrinchar esse paradoxo: nos países com mais gatos por habitante, a exposição ao T, e gondii tende a ser menor, não maior.

Por que a conta não fecha como parece

A explicação passa longe de uma relação direta entre ter mais bichos de estimação e espalhar mais o parasita. Fatores econômicos ajudam a entender o cenário: em países mais ricos, famílias têm mais recursos para manter gatos dentro de casa, levá-los ao veterinário com regularidade e alimentá-los com ração industrializada em vez de deixá-los caçar.

Esse conjunto de hábitos reduz as chances de contaminação, já que o contato com presas infectadas é uma das principais formas de transmissão do parasita. A China ilustra bem essa complexidade: o país reúne um índice de felicidade relativamente alto mesmo tendo uma densidade de gatos menor do que a maioria das outras nações analisadas.

O que os autores pedem cautela

O biólogo Javier I, e borráz-León, do Instituto Nacional de Psiquiatria Ramón de la Fuente Muñiz, no México, argumenta que o cuidado com os animais, o saneamento. E as condições socioeconômicas de cada país pesam tanto quanto o simples número de gatos na equação.

Para ele, essa combinação de fatores derruba a ideia simplista de que mais felinos significa automaticamente mais exposição a parasitas.

Os pesquisadores reforçam que os resultados dizem respeito a comparações entre países, não a histórias individuais de quem convive com um gato em casa. Não é possível, a partir desses dados, afirmar que adotar um felino torna alguém mais feliz ou que contrair toxoplasmose reduz o bem-estar de uma pessoa específica.

Próximos passos da pesquisa

Para entender melhor essas relações, os cientistas defendem que trabalhos futuros acompanhem indivíduos ao longo do tempo, comparando diretamente donos de gatos com pessoas que não possuem gatos. Essa abordagem ajudaria a isolar efeitos que hoje aparecem apenas em médias nacionais.

No artigo publicado, a equipe defende que investigações futuras sobre felicidade combinem explicações econômicas e sociais com variáveis biológicas, unindo diferentes áreas do conhecimento para entender os mecanismos por trás desses números.

Tecnologia

Robôs com quase 3 metros de altura vão lutar no Japão, e atração chama atenção do público

A partir de 15 de outubro, experiência terá endereço fixo em Tóquio.

06/10/2026 13h44

Foto: Soly Moses/Pexels

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Registros de um confronto entre duas estruturas robóticas gigantes tomaram conta das redes sociais nos últimos dias, feitos por quem presenciou a cena. Quem está dentro de cada estrutura comanda os próprios braços e pernas, e o exoesqueleto reproduz esses gestos em dimensões muito maiores, como se fossem de um robô de verdade.

O resultado lembra uma luta saída diretamente de um jogo eletrônico ou de um anime japonês. A partir de 15 de outubro, essa experiência terá endereço fixo em Tóquio, dentro de um shopping na orla de Odaiba.

Como funciona o exoesqueleto por trás da luta

Por trás do equipamento está a empresa japonesa Skeletonics, dona de um sistema patenteado conhecido como "estrutura tridimensional de elos fechados", capaz de transferir para a armação metálica, em tempo real, cada movimento feito pelos braços e pernas de quem está operando a máquina.

Nada ali se move sozinho: o robô só avança, soca ou recua porque a pessoa dentro dele fez exatamente aquele gesto primeiro.

Um minuto costuma bastar para vestir o equipamento, segundo a fabricante, sem exigir qualquer preparo prévio. O modelo pensado para combates, batizado SKELETONICS FIGHTER, chega a 2,2 metros de altura e pesa 30 quilos — já as versões maiores da linha ultrapassam os 3 metros.

O que o visitante encontra no parque

Instalado na região de Minato, o THE ROBOT PARK ODAIBA fica no sexto piso do shopping Aqua City Odaiba. A principal atração é o ROBOT FIGHT, em que dois competidores vestem as estruturas. E se enfrentam com regras dos jogos de luta: barra de energia visível, golpes especiais e sensores que registram cada impacto em tempo real.

A plateia também participa — dispositivos próprios permitem que o público interfira na disputa e ajude seu competidor favorito durante o combate.

Quem prefere não lutar pode experimentar o ROBOT RIDE, pilotando um Skeletonics de cerca de 3 metros para empunhar uma espada ou arremessar uma bola. Outra opção é o Cyber KASSEN, modalidade com espadas de material macio e sensores embutidos.

Da oficina de testes ao ponto turístico

Antes de chegar a Odaiba, a experiência rodou numa unidade de desenvolvimento em Hachioji, onde mais de 7 mil pessoas, entre elas turistas estrangeiros, já haviam testado os robôs. Há também uma oficina de montagem, em que o visitante monta estruturas próprias usando peças de alumínio.

O passe de 30 minutos sai por 2 mil ienes, cerca de R$ 70. Para 60 minutos, a tarifa é de 3 mil ienes, aproximadamente R$ 105. Já o pacote de 90 minutos custa 4 mil ienes, por volta de R$ 140.

Odaiba foi escolhida porque concentra um dos fluxos turísticos mais intensos de Tóquio. A instalação dos robôs ali amplia o alcance de um projeto que até então estava restrito a uma única oficina, e combates entre robôs gigantes já viraram espetáculo internacional antes.

Em 2017, o Guinness World Records já havia reconhecido um confronto entre o japonês Kuratas e o americano Eagle Prime como o maior combate entre robôs já registrado, somando as duas máquinas 14,5 toneladas.

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