Turismo

Uma ilha para cada dia do ano: cidade brasileira reúne 365 ilhas e mais de 2 mil praias

Um dos destinos turísticos mais procurados do país.

<p>No litoral do Rio de Janeiro, a Baía da Ilha Grande concentra um conjunto raro de atrativos naturais: são 365 ilhas e mais de 2 mil praias que formam o cenário de Angra dos Reis.</p>

<p>Esse conjunto de enseadas e formações rochosas coloca Angra dos Reis entre os destinos turísticos mais procurados do Rio de Janeiro. A geografia influencia o dia a dia local e a experiência dos visitantes. Funcionando como uma barreira natural, as ilhas amenizam a força das ondas vindas do oceano aberto, o que deixa a água calma na maior parte das praias da região.</p>

<p>Esse cenário explica a força dos passeios de barco entre os turistas, já que boa parte das praias não tem estrada de acesso e só pode ser visitada por via marítima.</p><div class="bob-video" style="margin:18px 0"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TatW78FlAtI" width="560" height="315" frameborder="0" loading="lazy" allowfullscreen="" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture"></iframe></div><p><br></p>

<h2>Reconhecimento Mundial e patrimônio misto</h2>

<p>A Ilha Grande, a maior de Angra dos Reis, recebeu em 2019, ao lado de Paraty, o reconhecimento da UNESCO como Patrimônio Mundial. Foi o primeiro sítio brasileiro na categoria de patrimônio misto, que reúne importância cultural e natural.</p>

<p>De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a região preservada possui quase 149 mil hectares e abrange territórios dos dois municípios.</p>

<p>O reconhecimento contempla comunidades tradicionais, a biodiversidade e as paisagens conservadas da Mata Atlântica. Dados de apuração complementar indicam que cerca de 85% da área preservada tem cobertura vegetal nativa bem conservada. A região abriga o segundo maior remanescente florestal da Mata Atlântica. Esses elementos integram o patrimônio misto reconhecido pela organização internacional.</p>

<h2>Praias de destaque internacional</h2>

<p>Águas tranquilas, porém, não são regra em toda Angra: na Ilha Grande, a praia de Lopes Mendes fica de frente para o mar aberto, o que resulta em ondas mais fortes e atrai surfistas e aventureiros. Em 2016, a praia apareceu na lista das mais belas do mundo publicada pelo jornal espanhol El País.</p>

<p>O local também foi reconhecido pelo TripAdvisor entre os principais destinos de praia do mundo. Seu acesso exclusivamente marítimo reforça o papel das embarcações na conectividade do arquipélago e contribui para preservar a região de pressões que afetam praias mais facilmente alcançáveis por terra.</p>

<h2>História, trilhas e experiências além do litoral</h2>

<p>No Centro Histórico, construções que remontam à ocupação colonial da região, caso do Convento do Carmo e da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, seguem preservadas. A Vila Histórica de Mambucaba mantém construções antigas integradas à paisagem preservada da Mata Atlântica e aproxima os visitantes da história e do ambiente natural.</p>

<p>Para quem busca desafio físico, o Pico do Papagaio, na Ilha Grande, é um dos principais destinos de trilha. O percurso exige preparo e leva aos pontos mais elevados da ilha. Também é possível fazer a subida à noite para acompanhar o amanhecer, desde que o passeio seja realizado com guia autorizado e dentro das normas de acesso.</p>

<p>Quem prefere experiências mais breves pode embarcar para a Ilha de Cataguás, perto do Centro e acessível em pouco tempo de barco. No local, predominam as águas calmas e a paisagem preservada.</p>

Biologia

Borboletas têm asas transparentes que deixam a luz passar e intrigam cientistas

Espécie é encontrada em florestas que vão do México à Colômbia.

04/10/2026 14h39

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A borboleta Greta oto, conhecida popularmente como borboleta de vidro, tem nas asas um recurso raro entre insetos: janelas que deixam o fundo da floresta aparecer através do próprio corpo do animal. O efeito resulta da combinação de escamas reduzidas e relevos microscópicos espalhados pela superfície das asas.

Encontrada em florestas tropicais e subtropicais que vão do México à Colômbia, entre 500 e 1.600 metros de altitude, a espécie também faz deslocamentos migratórios que podem levá-la até a Flórida, nos Estados Unidos. Esses deslocamentos expõem o inseto a ambientes luminosos diferentes, o que torna o controle do reflexo nas asas relevante para sua sobrevivência.

Onde nasce o efeito vidro

Na base, toda asa de borboleta é uma membrana fina sustentada por nervuras e coberta por escamas que costumam formar cores e desenhos. Nas regiões transparentes da Greta oto, porém, as escamas são menos numerosas, mais espaçadas e têm formato diferente das encontradas nas áreas pigmentadas.

Com menos cobertura sobre a membrana, boa parte da luz consegue passar direto, revelando o que está atrás do inseto quando ele pousa. Ainda assim, a estrutura de sustentação não some: nervuras e bordas escuras continuam visíveis, desenhando um contorno que pode chamar atenção dependendo do fundo e do ângulo de observação.

O truque que evita o brilho

Se a superfície transparente fosse lisa como vidro de janela, o reflexo da luz entregaria a posição do animal a qualquer predador atento. É aí que entram as nanoestruturas descritas em estudo publicado na Nature Communications: pequenas projeções distribuídas de forma irregular pela membrana, que espalham a luz em vez de devolvê-la direto para quem observa.

Esse relevo em escala microscópica funciona como um filtro antirreflexo natural. Em vez de um brilho uniforme e evidente, a região clara da asa transmite luz de maneira difusa, ficando menos parecida com um espelho e mais com o ambiente ao redor.

Como a ciência enxergou algo tão pequeno

Para captar detalhes invisíveis a olho nu, a análise combinou microscopia eletrônica com medições ópticas, comparando ponto a ponto as áreas transparentes e as áreas opacas da mesma asa. Esse cruzamento de técnicas revelou projeções com alturas e espaçamentos que variam de um trecho para outro da superfície.

Essa variação explica por que o efeito funciona em diversos ângulos de luz, não apenas em uma posição ideal. Pesquisadores do Marine Biological Laboratory também investigaram como as escamas se formam ao longo do desenvolvimento do inseto, mapeando a anatomia por trás dessa camada de proteção óptica.

Uma defesa discreta, não uma capa invisível

Essas nanoestruturas ajudam a reduzir a reflexão da luz em diversos ângulos, o que pode dificultar a detecção do inseto pela visão de predadores. Nenhum registro isolado comprova que um exemplar escapou de um ataque específico graças a esse mecanismo, mas a anatomia documentada sustenta essa função como explicação biológica coerente.

A transparência da Greta oto convive com sombras, nervuras e manchas de cor que seguem visíveis mesmo nas áreas mais claras da asa. É essa combinação entre luz que atravessa e estrutura que permanece firme que torna o inseto um dos exemplos mais estudados de camuflagem óptica no mundo das borboletas.

Disposição impressionante

Aos 85 anos, ele saiu de casa de bicicleta e percorreu 4.839 km em apenas 44 dias

Para cumprir a distância em tão pouco tempo, Sanders percorreu em média 110 quilômetros por dia

04/10/2026 14h17

Foto: DΛVΞ GΛRCIΛ/Pexels

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Um homem de 85 anos pedalou 4.839 quilômetros de costa a costa nos Estados Unidos em apenas 44 dias. Bob Sanders iniciou a jornada em 27 de março de 2025, ao sair de Dog Beach, em San Diego, na Califórnia, e chegou a St. Augustine Beach, na Flórida, na costa atlântica, em 11 de maio de 2025.

Para cumprir a distância em tão pouco tempo, Sanders percorreu em média 110 quilômetros por dia. Aos 85 anos e 49 dias de idade, ao chegar ao destino final, ele estabeleceu um novo recorde do Guinness como o homem mais velho a atravessar os Estados Unidos de bicicleta, de uma costa à outra.

Uma jornada pelo coração do país

Durante os 44 dias de viagem, o ciclista atravessou o Arizona, o Texas e vários pontos do sul do país até chegar à Flórida. Sua esposa, Kathryn, e seu amigo, Jack Hoker, o acompanharam em um veículo de apoio durante toda a travessia e deram suporte logístico.

Além de cumprir a meta de distância, Sanders aproveitou a jornada para conhecer comunidades locais, visitar marcos históricos e conversar com pessoas que encontrou pelo caminho. A jornada foi, além de um desafio físico, uma exploração cultural dos Estados Unidos.

 

O recorde e o significado do feito

Ao chegar a St. Augustine Beach, o ciclista superou o recorde anterior, de Bruce Cossler, que havia completado a travessia aos 78 anos. Sanders buscava mostrar que, com determinação, era possível realizar qualquer coisa, conforme explicou ao chegar ao destino final.

Após seis semanas de viagem, Sanders disse que não planejava repetir a experiência. Ao chegar à Flórida, afirmou que estava contente por ter realizado o feito, mas que não o repetiria. Para Sanders, a jornada mostrou que a determinação pode ajudar a superar limitações que parecem insuperáveis, mesmo em idade avançada.

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