Curiosidades

Mulher compra escultura por menos de R$ 400 em bazar e descobre que obra vale R$ 10 milhões

A venda ocorreu em Nova York.

Guardada por anos sem chamar atenção, uma pequena imagem budista de bronze dourado, de 16,5 centímetros, acabou no centro de um dos casos mais surpreendentes já vistos em leilões de arte chinesa. Adquirida em um bazar de garagem por um valor que não passou de US$ 100, a peça acabou vendida por US$ 2,06 milhões, quantia equivalente a cerca de R$ 10 milhões pela cotação atual.

A venda ocorreu em Nova York no dia 16 de setembro, durante o leilão de Arte Chinesa Importante promovido pela Sotheby's, conforme informou o site The Times of India. Há cerca de duas décadas a peça já estava com a proprietária, que por muito tempo não fazia ideia de que se tratava de uma obra associada a um momento preciso da história da China.

Do bazar de garagem ao evento de avaliação

O bazar onde a peça foi comprada pertencia ao espólio de Trezevant Branam Winfrey, e a proprietária quase deixou de comparecer ao evento porque receberia 15 pessoas para um almoço naquele dia. Foi só depois, ao levar a escultura a uma avaliação do programa Antiques Roadshow em St.

Louis, nos Estados Unidos, que a origem histórica da obra começou a ganhar atenção. A partir daquele momento, o caminho até o leilão da Sotheby's se tornou mais claro. A imagem representa a divindade Cintamanicakra Avalokiteshvara, uma das formas menos comuns entre as representações desse personagem no budismo chinês.

Lances superam estimativa em minutos

Antes do início dos lances, a casa projetava um valor entre US$ 600 mil e US$ 800 mil para o item. Bastaram sete minutos de disputa entre compradores interessados para que o preço disparasse muito além dessa previsão inicial.

A diferença entre a estimativa e o resultado final é explicada pela raridade da representação religiosa e pela procedência histórica atribuída à peça. Avalokiteshvara, também chamado de Guanyin, é uma das figuras mais cultuadas do budismo chinês, com formas que se transformaram ao longo dos séculos conforme diferentes sutras eram traduzidos e a religião se espalhava pelo país.

Seis braços e símbolos religiosos

A figura carrega seis braços, cada um associado a um elemento da tradição budista. Uma das mãos aparece junto ao peito, portando o cintamani, joia associada à realização de desejos, enquanto outra segura o chakra, símbolo que representa a roda do dharma.

Há ainda o caule de uma flor de lótus em outra mão, além de um mala, o rosário usado em práticas de meditação. A Sotheby's atribuiu a peça ao período final da Dinastia Tang, entre os anos de 618 e 907, ou ao período das Cinco Dinastias que se seguiu.

Antes de chegar ao leilão, a escultura apresentava danos visíveis em um dos braços, nos dedos e nas extremidades, além de desgaste no douramento original. Mesmo com essas marcas do tempo, o estado da peça não impediu que ela alcançasse um valor tão distante do que havia custado décadas antes.

Outras peças chinesas também surpreenderam

Na mesma sessão de Arte Chinesa Importante, um conjunto raro do Sutra da Iluminação Perfeita, encomendado pelo imperador Qianlong em 1746, foi vendido por US$ 2,66 milhões. Um raro recipiente de jade branco para pincéis, conhecido como "Imperial Procession" e produzido durante o período Qing, entre os reinados dos imperadores Qianlong e Jiaqing, alcançou os mesmos US$ 2,06 milhões da escultura budista.

O Art Institute of Chicago também colocou à venda um lote de peças de jade chinesas, e todas as unidades encontraram comprador, rendendo ao todo US$ 3,2 milhões.

Ciência

Terremoto despertOU vulcão que estava adormecido há 500 anos e chama atenção dos cientistas

Krasheninnikov reagiu a um terremoto de magnitude 8,8.

03/10/2026 09h39

Foto: Lillyfee_photography Linda Ohde/Pexels

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Um vulcão que não entrava em erupção desde por volta de 1.550 voltou a expelir lava e cinzas na península de Kamchatka, no extremo oriente russo. O Krasheninnikov reagiu a um terremoto de magnitude 8,8 registrado em julho de 2025, que abalou a região e reativou o sistema de magma adormecido sob a montanha.

Dias depois do tremor, uma coluna de cinzas de seis quilômetros de altura subiu no céu, enquanto fluxos de material fundido escorreram pelas encostas. Segundo autoridades locais, não há moradores no trajeto dessas colunas, que se espalharam em direção ao oceano Pacífico.

https://www.youtube.com/watch?v=dcuFxDfqNXw

 

Satélite acompanha a erupção do espaço

A missão NISAR, uma parceria entre a NASA e a agência espacial indiana, monitora o fenômeno em órbita e sobrevoa o local duas vezes a cada doze dias. Diferentemente de câmeras comuns, o equipamento dispara sinais de micro-ondas contra o solo, analisa o retorno desses sinais e monta imagens de alta precisão.

O sistema funciona mesmo à noite ou sob mau tempo. O material vulcânico reflete essas ondas com mais força do que a neve ou o terreno ao redor, o que faz a lava aparecer destacada nos registros captados pelo satélite. Com esses dados mensais, cientistas montaram vídeos em câmera rápida que mostram a evolução do processo eruptivo.

Um segundo fluxo surpreende os pesquisadores

As imagens indicam que o magma preenche aos poucos a câmara mais profunda do vulcão antes de transbordar pelas encostas e avançar para o leste em formato de leque. Mas os dados revelaram algo inesperado.

Além desse fluxo principal, existe uma segunda corrente de material que se move para o noroeste — sinal de que o Krasheninnikov já liberava magma antes mesmo das primeiras observações do satélite. Isso aponta para uma ativação gradual do vulcão, e não um episódio repentino.

Kamchatka está entre as áreas de maior atividade vulcânica do planeta. O episódio reforça como terremotos de grande magnitude podem despertar formações que pareciam extintas há séculos. O acompanhamento orbital ajuda a entender esse tipo de reação geológica em regiões remotas.

Você sabia?

A visita de um beija-flor ao jardim pode ter um significado que você não imaginava

Vale se atentar a isso quando um beija-flor aparece no jardim durante a primavera

03/10/2026 08h21

Foto: Skyler Ewing/Pexels

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Quando um beija-flor aparece no jardim durante a primavera, diferentes tradições o veem como mais que um simples visitante alado. Em diversas culturas, o pássaro simboliza esperança, renovação e otimismo e é interpretado como portador de mensagens espirituais positivas. Ao longo dos séculos, diversos povos associaram o beija-flor a esses significados.

Ao pairar no ar, o beija-flor inspira quem o observa a encontrar beleza nos pequenos detalhes do cotidiano, onde estaria a verdadeira felicidade. Sua visita ao jardim também é interpretada como um convite para confiar na própria força interior e seguir em frente com leveza e resiliência.

Os significados espirituais do beija-flor

Diferentes tradições culturais e práticas espirituais associam o beija-flor a renovação pessoal, cura emocional e a capacidade de superação após períodos desafiadores. O pássaro é considerado sanador e portador de boa sorte. Sua presença é frequentemente interpretada como mensagem de seres queridos que partiram — uma forma de comunicação espiritual que traz conforto a quem observa.

O encontro também pode sinalizar que um desejo está próximo de se realizar ou que amor e apoio estão chegando.

No Feng Shui, o beija-flor está associado à ativação de boas energias e à circulação de chi positivo na moradia. Do ponto de vista científico, sua presença indica saúde ambiental e ecossistemas equilibrados. Em algumas culturas indígenas, o pássaro é considerado mensageiro espiritual que traz boa sorte e proteção aos lares.

Como atrair beija-flores ao seu jardim

Criar um ambiente atrativo para essas aves é possível com escolhas simples de plantio e paisagismo. Flores como petúnias, glórias-da-manhã e madressilva oferecem néctar durante a primavera e o verão e atraem esses pássaros. A presença de água também é essencial: aspersores ativados no final da tarde oferecem banhos refrescantes durante o período mais quente.

Bebedouros preparados com água e açúcar refinado funcionam como atrativos. Pendure fitas vermelhas ao redor deles, pois os beija-flores respondem intensamente a essa cor. Com essas estratégias, seu jardim se tornará um refúgio para essas aves e levará consigo a simbologia positiva que as tradições atribuem ao encontro.

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