Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em 18 de julho de 1918 e morreu aos 95 anos, em 5 de dezembro de 2013. Passou cerca de 27 anos preso na Robben Island, entre 1964 e 1982, onde começou a escrever sua autobiografia, publicada em 1994 sob o título Longo Caminho Para a Liberdade.
Uma das mais célebres frase de Nelson Mandela, líder sul-africano e símbolo histórico na luta contra o apartheid e o racismo, traz uma reflexão importante para a vida: "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto”.
Discursos e textos dele continuam citados, principalmente trechos sobre convivência, respeito e superação do medo. A seguir, outras cinco dessas falas, com o contexto em que foram ditas.
Educação como instrumento de mudança
"A educação é a arma mais poderosa que nós podemos usar para mudar o mundo." A frase, uma das mais repetidas de seu legado, condensa décadas de luta em que o acesso ao ensino era também uma forma de resistência política.
Ódio é aprendido, e amor também
No mesmo livro, ele completa o raciocínio ao afirmar que, se o ódio pode ser ensinado, o amor também pode. Mandela aponta o amor como o caminho mais natural para o ser humano, em vez da rejeição ao outro.
Coragem é vencer o próprio medo
"Eu aprendi que a coragem não é a ausência do medo, mas o triunfo sobre ele. Eu mesmo senti medo mais vezes do que possa lembrar, mas eu o escondi por trás da máscara da ousadia. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas aquele que o conquista." Para Mandela, a coragem não pertence a quem nunca teme, mas a quem consegue superar o medo diante das circunstâncias mais difíceis.
O esporte como ponte entre pessoas
"O esporte tem o poder de mudar o mundo. Tem o poder de inspirar. Tem o poder de unir as pessoas de uma forma que poucas coisas são capazes. Ele fala com a juventude em uma linguagem que eles entendem. O esporte pode criar esperança onde antes havia apenas desespero. Ele é mais poderoso que governos para derrubar barreiras raciais. Ele ri na cara de todos os tipos de discriminação." A frase, dita durante a cerimônia do Laureus World Sports Awards em Mônaco, em 2000, sintetiza a visão de Mandela sobre o potencial do esporte de unir pessoas e derrotar preconceitos.
Respeito como base da convivência
Mandela reconheceu a dor provocada, ao longo do tempo, pela crueldade dos torturadores. Segundo o próprio relato, ceder ao ódio e ao desejo de retribuição transformaria os antigos oprimidos em novos opressores. Para ele, a sobrevivência do país dependia de uma postura de amor e respeito genuínos por toda a população.
Esses discursos e trechos de livros continuam sendo lembrados décadas depois, em contextos que vão de debates sobre educação a campanhas contra o racismo e a intolerância.
As raízes coloniais que levaram ao Apartheid
O Apartheid não surgiu do nada em 1948, e colonizadores holandeses já exploravam e oprimiam populações negras desde o século XVII. Quando os britânicos chegaram, mantiveram práticas segregacionistas, e no século XIX, estruturaram leis que seriam consolidadas depois, entre elas a Lei do Passe. Em 1910, bôeres e ingleses se uniram para formar a União Sul-Africana.
Os bôeres se organizaram politicamente no Partido Nacional, de extrema-direita e defensor de ideais supremacistas. O Apartheid foi, portanto, a intensificação de séculos de opressão, não uma criação completamente nova.


