Alerta

Nem debaixo d'água estão seguros: ataque cibernético paralisa obra de túnel de 18 km na Europa

Empresa pediu aos funcionários que evitassem usar computadores.

Um ataque cibernético paralisou os trabalhos de construção do túnel de Fehmarnbelt, uma das maiores obras de engenharia da Europa, que ligará a Alemanha à Dinamarca sob o mar Báltico. Revelado em 13 de outubro de 2026, o incidente afetou os sistemas informáticos dos barcos envolvidos na construção e forçou a interrupção dos trabalhos.

A empresa responsável, Femern Link Contractors (FLC), pediu aos funcionários que evitassem usar computadores enquanto a empresa investigava o alcance do ataque. Até agora, a identidade dos responsáveis permanece desconhecida, e o impacto exato ainda está sendo avaliado.

Um projeto ambicioso sob ameaça

O túnel de Fehmarnbelt tem 18 quilômetros de comprimento e pretende se tornar o maior túnel submerso de sua categoria no mundo. As obras começaram em 2020 na Dinamarca e chegaram à Alemanha no ano seguinte, ligando Rødbyhavn a Puttgarden por uma rodovia com quatro faixas de trânsito e uma linha ferroviária de via dupla.

A inauguração está prevista para 2029 e, quando operacional, permitirá viagens de apenas sete minutos entre os dois países de trem ou dez minutos de carro. O projeto integra um plano europeu mais amplo para modernizar conexões ferroviárias e facilitar o transporte de passageiros e carga.

Contexto de ameaças crescentes

O ataque afetou especialmente as instalações de Rødbyhavn. O ciberataque ocorreu poucas semanas depois que autoridades políticas e militares da Dinamarca alertaram sobre um possível aumento de operações híbridas russas contra países da União Europeia e da OTAN. Contudo, não há evidências que conectem os dois acontecimentos.

Jacob Herbst, porta-voz do Conselho de Cibersegurança da Dinamarca, reconheceu, segundo o El Confidencial, a dificuldade de proteger uma infraestrutura dessa magnitude. Ele apontou uma desproporção entre o volume do ataque e a capacidade de defesa disponível. A FLC informou Sund & Bælt, empresa estatal dinamarquesa que supervisiona grandes projetos de transporte, sobre a situação.

Reflexão

Dostoiévski deixou uma reflexão sobre a vida: "Não há nada mais elevado do que uma boa lembrança

Ideia transforma o luto em meditação.

15/10/2026 17h12

Foto: Reprodução

Continue Lendo...

Fiódor Dostoiévski encerrou Os Irmãos Karamázov com uma reflexão sobre a memória que atravessou mais de um século. No epílogo do romance, o personagem Aliócha Karamázov dirige-se a um grupo de meninos após o enterro de Iliúcha e pronuncia uma verdade que transforma o luto em meditação sobre a força moral das lembranças.

A cena ocorre junto a uma pedra, onde Aliócha diz aos meninos que nada é mais elevado, mais forte, mais saudável. E mais útil para o futuro do que uma boa lembrança, especialmente as guardadas da infância e da casa paterna.

Segundo a edição preservada pela Biblioteca Virtual Russa, essa fala final do personagem carrega o peso de uma verdade conquistada por meio do sofrimento.

Memória como depósito de dignidade

Dostoiévski não trata a memória como conforto passageiro ou fuga do presente. Para o escritor, lembranças valiosas funcionam como um reservatório íntimo de bondade, que as pessoas podem acessar quando a vida adulta as coloca diante de dificuldades e crises.

Aliócha fala a crianças marcadas pela culpa, pelo afeto quebrado e pela descoberta de que até mesmo uma experiência triste consegue preservar algo de elevado.

A morte de Iliúcha poderia deixar apenas trauma, mas o discurso do personagem a transforma em memória de reconciliação. Aliócha pede aos meninos que não esqueçam o colega nem o sentimento de união vivido naquele dia — um chamado a guardar a lembrança comum antes da separação inevitável que marca o fim da infância.

Essa escolha mostra que, para o escritor, a verdadeira força não está na vitória sobre os outros, mas na capacidade de reconhecer e preservar a dignidade das pessoas próximas.

Por que o romance termina com crianças e memória

A Universidade de Dayton identifica Os Irmãos Karamázov como drama familiar, romance de crime e meditação filosófica. Dostoiévski, porém, escolhe um encerramento que se afasta do tribunal e da justiça formal. E fixa o desfecho nas crianças, na amizade e na responsabilidade moral que cada um carrega para a vida adulta.

O romance termina não com resolução legal, mas com o discurso de um personagem que aprendeu a ver bondade mesmo onde o sofrimento pareceria reinar. Essa inversão final mostra que, para Dostoiévski, uma boa lembrança permite recomeçar: é uma salvação íntima guardada desde a infância, capaz de nos sustentar quando enfrentamos os pesos da existência.

Como a memória se torna reserva moral que resiste ao sofrimento

Dostoiévski propõe um mecanismo simples: quando guardamos uma boa lembrança no coração, ela funciona como um depósito que podemos acessar nos momentos difíceis, e não se trata de nostalgia ou fuga.

A memória age como uma âncora que nos reconecta a um valor ou sentimento vivido e permite redescobrir a dignidade quando a vida adulta nos coloca diante de crises e dor.

Aliócha exemplifica esse mecanismo com crianças marcadas por culpa e luto. Ele não lhes oferece consolo fácil sobre a morte de Iliúcha. Mas pede que transformem a experiência do sofrimento compartilhado em uma lembrança que guardem, porque até uma experiência triste consegue preservar algo de elevado.

Pequena ou grande, essa boa lembrança funciona depois como uma salvação íntima guardada desde a infância, capaz de nos sustentar quando enfrentamos os pesos da existência.

IA

Bill Gates alerta: "A IA tornará mais fácil a criação de novas doenças mortais"

Ele consdiera bioterrorismo mais provável do que uma pandemia natural.

15/10/2026 16h48

Foto: Reprodução

Continue Lendo...

Em um ensaio publicado em agosto de 2026, Gates afirmou que a IA impulsionará avanços capazes de salvar vidas em medicamentos e vacinas, mas também facilitará o desenho de novas doenças mortais. O alerta resume a preocupação central de quem acompanha de perto o desenvolvimento dessas ferramentas há décadas.

Vacinas mais rápidas de desenvolver, diagnósticos mais precisos e uma defesa cibernética reforçada estão entre os avanços que a inteligência artificial pode trazer para a medicina.

Criminosos, não máquinas rebeldes

Gates considerou o bioterrorismo cerca de 50 vezes mais aterrador e provável do que o risco de uma pandemia natural. Em entrevista a Jake Tapper, da CNN, o cofundador da Microsoft afirmou que o verdadeiro risco agora está em outro lugar: nas mãos de quem decide usar essas ferramentas para fins criminosos.

A combinação de pessoas mal-intencionadas, sistemas sem proteção adequada e modelos cada vez mais avançados deve produzir consequências negativas inesperadas ao longo do próximo ano, segundo o empresário. Ele citou ataques de ransomware e manipulações em mercados financeiros como cenários prováveis.

Patógenos criados em um computador

Em 2017, durante uma conferência sobre segurança em Munique, ele já chamava atenção para a possibilidade de fabricar patógenos por meio de engenharia genética. Muito antes da atual onda de ferramentas de inteligência artificial generativa. Naquela ocasião, ele afirmou que a próxima epidemia teria boas chances de nascer na tela do computador de um terrorista, não da natureza.

Um risco que cresce junto com a tecnologia

Ferramentas que ajudam cientistas a simular proteínas e reações biológicas podem, em tese, ser usadas para desenhar organismos nocivos com menos esforço do que antes.

Esse tipo de risco não depende de um cenário de ficção científica com máquinas autônomas tomando decisões sozinhas. Basta que o acesso a sistemas avançados de IA chegue a grupos dispostos a explorar brechas de segurança ou a desenvolver algo prejudicial, sem supervisão nem controle adequados.

Enquanto laboratórios buscam vacinas mais rápidas com apoio de IA, a mesma tecnologia exige vigilância redobrada para evitar seu uso como instrumento de ameaças biológicas.

Se a IA é tão perigosa para criar doenças, por que não a proíbem?

Porque não é possível simplesmente desligar a tecnologia — os mesmos sistemas que criam o risco também salvam vidas ao acelerar a descoberta de vacinas e medicamentos. A questão real é quem tem acesso, como esses sistemas são monitorados e quais proteções existem contra o uso malintencionado.

O desafio está em manter os benefícios médicos enquanto se constrói defesas contra quem queira explorar a tecnologia para fins criminosos ou terroristas.

Segundo um estudo publicado na revista British journal of clinical pharmacology em 2024, pesquisas indicam que modelos de inteligência artificial usados em farmacologia poderiam ser desviados para facilitar a criação de substâncias prejudiciais, levantando preocupações sobre a adequação das regulações atuais para controlar esses riscos. Veja o estudo.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).