Curiosidades

Pessoas que vão sozinhas ao cinema possuem 5 virtudes sobre os outros, segundo a psicologia

Estudo foi publicado na revista Scientific Reports.

Escolher ir ao cinema sem companhia não marca uma pessoa como solitária ou tímida — muitas vezes indica justamente o oposto. Quem opta por ficar só voluntariamente valoriza o próprio tempo, faz planos independentes e pode desfrutar de amizades e relacionamentos enquanto aprecia momentos sozinho.

Um estudo publicado em 2023 na revista Scientific Reports acompanhou 178 adultos dos Estados Unidos e do Reino Unido durante 21 dias. Os pesquisadores constataram que, quando os participantes passavam mais horas sozinhos por escolha própria, relatavam menos estresse e maior sensação de autonomia. Os efeitos negativos típicos do isolamento também diminuíam quando esse período havia sido voluntário.

Concentração sem distrações na tela grande

A sala de cinema oferece algo que poucas atividades proporcionam: um ambiente em que praticamente não há outra coisa a fazer além de se concentrar na história.

Pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da UCL mediram, durante duas horas, o ritmo cardíaco de espectadores com dispositivos biométricos. Constataram que a frequência cardíaca variava conforme os momentos do filme, sinalizando engajamento genuíno com o conteúdo.

Segundo o professor de Psicologia Cognitiva da UCL, a falta de distrações na sala escura cria um refúgio do caos cotidiano. Longe de notificações e compromissos, o cérebro entra em estado de repouso ativo e restaura a energia gasta pela hiperconexão.

Cinco características de quem escolhe essa experiência

Nem todas as pessoas que vão sozinhas ao cinema compartilham a mesma personalidade, mas essa escolha pode refletir cinco características. A primeira é a autonomia: decidir um plano sem depender de outra pessoa oferece liberdade para priorizar os próprios interesses e usar o tempo como desejar.

A segunda é a capacidade de concentração: algumas pessoas preferem estar totalmente atentas à narrativa, sem conversas ou interrupções que dividam a atenção. A terceira é o conforto com o próprio tempo: quando uma atividade gera interesse genuíno, a presença de companhia não é necessária para torná-la agradável.

A quarta característica é a menor necessidade de negociar, e quando se assiste a um filme com alguém, é preciso chegar a acordos sobre horários e sobre qual título escolher. Sozinho, o espectador elimina essas decisões e ganha tempo para atividades que realmente importam.

A quinta é a capacidade de reduzir o estresse: algumas horas sem interações representam um momento genuíno de descanso mental.

Biologia

O tubarão-baleia tem 20 m, mas o menor tubarão do mundo mede 21,5 cm e vive a 500 m de profundidade

Animal foi encontrado nas profundezas do Oceano Índico.

11/10/2026 12h26

Foto: Emma Li/Pexels

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Nas profundezas do Oceano Índico, pesquisadores descobriram um tubarão-lanterna tão pequeno que cabe na palma de uma mão. Enquanto o tubarão-baleia pode chegar a 20 metros, o Etmopterus bulbosus não passa de 21,5 centímetros, medida que o coloca entre os menores exemplares de tubarão já catalogados pela ciência.

A captura aconteceu em junho de 2025, próximo às Ilhas Maurício, quando uma equipe a bordo do navio de pesquisa Dr. Fridtjof Nansen fazia um levantamento científico na região. O exemplar estava a uma profundidade entre 400 e 500 metros, faixa em que praticamente não há incidência de luz solar.

A descrição formal da nova espécie saiu em um estudo divulgado na revista Journal of the Ocean Science Foundation em agosto de 2026. Até agora, essa fêmea é o único exemplar conhecido do animal.

Características distintivas do tubarão miniatura

O focinho volumoso e arredondado distingue este tubarão dos demais. Essa característica rendeu ao animal o apelido de tubarão-lanterna-de-focinho-grande. O E. bulbosus tem corpo marrom-escuro, com tonalidade arroxeada na região dorsal e preta na ventral. A pele é coberta por dentículos dérmicos, pequenos espinhos microscópicos que reduzem o arrasto na água.

Para confirmar que se tratava de uma espécie desconhecida, os pesquisadores compararam o exemplar com os 43 tubarões-lanterna já catalogados no gênero Etmopterus. A combinação de características físicas — formato do focinho, padrão de cores e estrutura da pele — permitiu classificar o animal como diferente de todas as espécies conhecidas até então.

O poder da bioluminescência nos abismos

Tubarões-lanterna recebem esse nome pela capacidade de produzir luz própria, um fenômeno chamado bioluminescência. Eles possuem órgãos especializados chamados fotóforos, formados por células que emitem luz, concentrados sobretudo na barriga e nas laterais do corpo. Em diferentes espécies marinhas, essa luminosidade pode funcionar tanto como isca para atrair presas quanto como defesa contra ataques de predadores.

No caso do E. bulbosus, os cientistas ainda não conseguem afirmar como funciona sua bioluminescência nem qual é sua utilidade específica. Como apenas um indivíduo foi analisado, ainda há muitas lacunas sobre o comportamento e a ecologia da espécie.

Tamanho extremo ainda guarda incertezas

Embora o E. bulbosus meça 21,5 centímetros, não é possível confirmar se esse é o tamanho máximo que a espécie atinge. Os pesquisadores analisaram apenas um exemplar, o que limita as conclusões sobre o crescimento potencial.

O tubarão-lanterna-anão (Etmopterus perryi), usado como parâmetro de comparação, tem registros de indivíduos com aproximadamente 21,2 centímetros. A diferença mínima não permite determinar qual das duas espécies é realmente a menor.

Futuras expedições nas águas das Ilhas Maurício podem revelar novos indivíduos e ampliar o conhecimento sobre este diminuto habitante do Oceano Índico. Cada descoberta de uma espécie nova contribui para entender a biodiversidade extrema dos abissos, onde a vida se adapta a condições de escuridão total, pressão intensa e temperaturas próximas de zero.

Futuro assusta?

Robôs humanoides enfrentam campeão de luta em programa de TV na França

Duas máquinas foram ao ringue contra o lutador

11/10/2026 11h38

Imagem gerada por inteligência artificial

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Um programa de TV francês colocou duas máquinas no ringue contra o lutador Jérôme Le Banner, ex-campeão de kickboxing. O confronto aconteceu no Tout beau, tout n9uf, exibido pela W9 e comandado por Cyril Hanouna.

Bob e Léo, os robôs humanoides que subiram ao ringue, avançaram contra o adversário e cambalearam com o impacto dos golpes. Depois de perder o equilíbrio algumas vezes, as máquinas conseguiram voltar sozinhas à posição em pé, sem qualquer auxílio externo.

Imagens da apresentação circularam rapidamente nas redes sociais e chamaram atenção para o avanço técnico mostrado na cena. A Innov8 Robotics é a empresa francesa que distribui no país os equipamentos da fabricante chinesa Unitree Robotics.

 

Atualização de software mudou o desempenho

Uma atualização de software aplicada antes da gravação aprimorou o equilíbrio, os movimentos e a recuperação após quedas, segundo Stéphane Bohbot, representante da Innov8 Robotics. As melhorias resultaram da análise de uma apresentação anterior dos mesmos robôs.

Em junho, Bob e Léo já haviam participado da atração, quando enfrentaram o próprio apresentador, Cyril Hanouna, em uma disputa controlada remotamente em tempo real. A equipe técnica usou o desempenho daquele primeiro combate para revisar os parâmetros de estabilidade das máquinas.

Projeto de competição vai além do estúdio

A Innov8 Robotics anunciou planos para criar uma disputa nacional voltada exclusivamente a combates entre robôs humanoides. As inscrições para participar da iniciativa serão abertas em outubro.

O formato previsto reúne três integrantes por equipe: um atleta de modalidades como boxe, caratê ou MMA, encarregado de treinar o robô; um competidor de e-sports, que assume o controle durante as disputas; e um engenheiro de inteligência artificial física, responsável pela programação da máquina.

 

Testes miram uso fora das telas

Resistir a impactos e se recuperar de quedas sozinho tem valor que ultrapassa o entretenimento televisivo, segundo a empresa francesa. Esse tipo de habilidade é visto como essencial para o funcionamento de robôs humanoides em fábricas e outros ambientes de trabalho no futuro.

Segundo a Innov8 Robotics, o episódio faz parte de um esforço maior para desenvolver robôs autônomos para aplicações profissionais. A disputa entre Bob, Léo e Jérôme Le Banner, exibida pela W9, serviu de vitrine para um projeto que pretende crescer além dos estúdios de televisão.

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