Truque caseir

Poucos conhecem esse truque: borrifar vinagre e álcool nas chaves de casa, para que serve

Truque caseiro começou a viralizar nas redes sociais recentemente

As chaves de casa passam o dia em contato com maçanetas, bolsos, transporte público e dinheiro, acumulam sujeira e micro-organismos e, mesmo assim, raramente entram na rotina de limpeza doméstica.

Um truque caseiro começou a viralizar nas redes sociais nas últimas semanas: borrifar vinagre e álcool diretamente sobre as peças de metal antes de guardá-las no bolso ou no chaveiro. A combinação promete higienizar, remover gordura e devolver o brilho original ao objeto com produtos que a maioria das pessoas tem em casa.

Como a mistura age sobre o metal

O álcool etílico ou isopropílico a 70% evapora rápido e ajuda a neutralizar os micro-organismos presentes na superfície da chave, já o ácido acético do vinagre age de outra forma: dissolve a gordura do corpo acumulada com o manuseio diário e remove resíduos de sujeira e pequenas marcas de ferrugem que deixam a peça opaca.

A solução consegue penetrar com facilidade nas frestas e nos cantos pequenos sem danificar o material da chave. Especialistas destacam que a rápida evaporação do álcool não deixa umidade acumulada, o que evita que o metal comece a enferrujar antes da hora.

A mistura não deve ficar em contato prolongado com as chaves, pois o excesso de umidade pode prejudicar acabamentos metálicos. Em chaveiros eletrônicos ou chaves inteligentes, aplique-a apenas na parte metálica, evitando os componentes eletrônicos.

Os efeitos práticos de usar o truque

A higienização reduz a quantidade de germes que se acumulam após o contato com corrimãos, catracas e cédulas de dinheiro. Além disso, a camada pegajosa formada pelo suor e pelo uso constante desaparece da superfície. O aspecto visual da chave volta ao normal quase na hora, sem a necessidade de produtos caros ou processos demorados.

Como seca rápido, a mistura não deixa o chaveiro encharcado por muito tempo, o que ajuda a manter o objeto livre de manchas. Basta borrifá-la sobre a peça, deixar agir por alguns segundos e passar um pano seco antes de guardar.

Solução inteligente

Estudantes cobrem geleira com lã de ovelha e reduzem derretimento em mais de 50%

Camada de lã conteve o derretimento num patamar elevado

09/10/2026 10h27

Foto: Jean-Paul Wettstein/Pexels

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Cobrir o gelo com lã de ovelha se mostrou capaz de frear o derretimento de uma geleira nos Alpes suíços em mais da metade, segundo um experimento recente.

Quatro mestrandos da Universidade de Lausanne conduziram o teste entre junho e setembro de 2026, aplicando lã natural sobre uma área de 200 metros quadrados do glaciar Tsanfleuron. No período, a camada de lã conteve o derretimento num patamar equivalente ao dos geotêxteis sintéticos já empregados há décadas na região alpina.

O projeto Keep It Wool (Preserve com lã) uniu esforços da organização ambiental Summit Foundation e do Centro Interdisciplinar de Pesquisa de Montanha da universidade. Maxime Galley, Elliot Gaffiot, Jose Bastidas e Léonard Duloube comandaram os testes com mantas produzidas pela empresa Fisolan, cada uma medindo 10 metros por 10 metros em espessuras distintas.

Como funcionou o experimento

A equipe instalou duas versões de lã lado a lado e as comparou com uma cobertura sintética de mesmas dimensões. Para fixar tudo no lugar, utilizaram sacos de malte reciclados preenchidos com cascalho, um detalhe que manteve o material seguro ao longo dos meses frios.

A cada duas semanas, estacas colocadas no centro das áreas mediam a perda de neve e gelo. Ao fim do teste, as duas mantas naturais apresentaram desempenho idêntico ao do geotêxtil convencional. O resultado surpreendeu até Niklaus Saegesser, responsável pela Fisolan, que esperava menor resistência do produto natural.

A manta mais espessa teve desempenho ligeiramente superior, embora os dados ainda sejam preliminares.

Sustentabilidade em lugar de desperdício

A lã utilizada é natural e biodegradável, ao contrário dos geotêxteis sintéticos, que liberam microfibras no ambiente. Os estudantes aproveitaram um material frequentemente descartado pela indústria para testar uma forma mais sustentável de proteger as formações geladas, que recuam rapidamente.

A urgência aparece nos dados: as geleiras suíças perderam quase 40% de sua massa nas últimas décadas, e aproximadamente mil pequenas formações desapareceram completamente.

As coberturas, porém, representam uma medida paliativa: alcançam apenas 0,02% da superfície glacial suíça, preservando cerca de 300 mil metros cúbicos de neve a cada ano — uma fração diminuta frente ao quase 1 bilhão de metros cúbicos de gelo que o país perde anualmente.

Jejum necessário?

Demorei quase a vida inteira para descobrir que não é preciso fazer jejum antes do exame de sangue

O objetivo era verificar se a alimentação recente alterava os resultados dos exames

09/10/2026 10h05

Foto: https://kaboompics.com//Pexels

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Jejuar entre 8 e 12 horas antes da coleta de sangue é uma prática comum, mas uma análise de quase 10 milhões de resultados sugere que isso não é necessário para a maioria dos exames. O estudo, publicado na JAMA Internal Medicine, acompanhou mais de 100 mil pacientes e questiona uma regra seguida por brasileiros ao chegar a uma clínica.

A pesquisa, realizada em Seul, na Coreia, usou dados de um hospital universitário para avaliar 9.755.547 resultados de exames de 101.148 pessoas, em 372 tipos diferentes de testes. Os pesquisadores compararam resultados dos mesmos pacientes em momentos distintos, com períodos sem comer de menos de 8 horas, entre 8 e 12 horas e acima de 12 horas.

O objetivo era verificar se a alimentação recente alterava os resultados dos exames.

A maioria dos exames não depende de jejum

Hemogramas, testes de função renal, eletrólitos e grande parte das enzimas hepáticas apresentaram resultados praticamente idênticos, independentemente do tempo que o paciente havia ficado sem comer. A variação foi mínima do ponto de vista clínico e não mudaria uma decisão médica.

O jejum acima de 12 horas não trouxe vantagem adicional para nenhum dos testes analisados. Depois de 8 horas sem comer, estender esse período não aumentou a precisão. O resultado questiona a prática, ainda comum em muitos consultórios brasileiros, de pedir mais de 12 horas de jejum.

 

Os poucos exames que realmente exigem jejum

Entre os 121 tipos de análise de rotina, porém, alguns exames sensíveis ao alimento exigem jejum. Glicose, triglicerídeos, enzimas hepáticas e lipase — enzima do pâncreas que participa da digestão — apresentaram variações significativas quando o paciente havia comido pouco tempo antes.

Sem jejum de pelo menos 8 horas, a glicemia apresentava 10,8% de elevação, triglicerídeos subiam 20,1% e lipase chegava a 36,4% maior. A glicose ainda caía cerca de 4,3 mg/dL para cada hora adicional de abstinência. Entre 8 e 12 horas ou acima disso, porém, as diferenças desapareciam, e o resultado questiona a necessidade de jejum prolongado.

Por que essa regra durou décadas

A exigência de jejum nasceu de uma preocupação legítima: evitar que alimentos afetassem as medições e levassem a diagnósticos errados. Glicose e gordura no sangue realmente se alteram após refeições, então médicos começaram a padronizar 8 a 12 horas de abstinência como proteção.

O problema surgiu quando essa prática, criada especificamente para lipídios e glicose, se expandiu para praticamente todos os painéis de sangue, inclusive os que não eram afetados pelo alimento recente. Com o tempo, o protocolo virou rotina, e os pacientes passaram a seguir uma regra que só importava para poucos exames.

Os pesquisadores sugerem reavaliar os protocolos rígidos de jejum à luz das evidências atuais.

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