Predador raro

Tubarão considerado um dos mais raros do oceano é registrado vivo a 2.000 metros de profundidade

Animal foi filmado nadando livremente a quase 2.000 metros abaixo da superfície

Um predador raro das águas profundas do Oceano Pacífico foi filmado nadando livremente a quase 2.000 metros abaixo da superfície. O tubarão-duende, cientificamente identificado como Mitsukurina owstoni, aparece nas imagens, que registram pela primeira vez seu comportamento nas zonas escuras e inexploradas do oceano.

Equipamentos de mergulho profundo registraram o animal em dois locais distintos do Pacífico: nas proximidades da Ilha Jarvis e na Fossa de Tonga, uma das regiões mais profundas e inacessíveis do planeta. Até então, os pesquisadores conheciam a espécie quase exclusivamente por exemplares mortos encontrados acidentalmente em redes de pesca.

Como o tubarão foi flagrado em seu habitat

Expedições científicas em águas profundas registraram o animal em seu ambiente natural, sem interferência direta. A Universidade do Havaí liderou a análise das imagens e examinou os movimentos do predador.

A primeira observação ocorreu perto da Ilha Jarvis, durante pesquisas sobre o ecossistema marinho. Mais tarde, outro registro foi obtido na Fossa de Tonga, permitindo aos pesquisadores comparar o comportamento do animal em diferentes cenários do Oceano Pacífico.

 

O que as imagens revelam sobre o comportamento

As gravações mostram um nado suave e lento, diferente do previsto pelas teorias antigas, baseadas apenas em corpos sem vida. Essas teorias não ofereciam pistas sobre como o animal se desloca quando está vivo.

Além da forma de nadar, o tubarão-duende demonstrou capacidade de se orientar na escuridão das profundezas. A espécie mantém comportamentos predatórios mesmo sob pressão extrema e quase sem luz, o que revela adaptações ao ambiente abissal.

A importância da descoberta para a ciência

O trabalho foi publicado no Journal of Fish Biology em 2026 e representa um avanço na compreensão de criaturas que vivem nas zonas oceânicas profundas e com pouca luz. A confirmação de que a espécie ocupa tanto a Fossa de Tonga quanto as águas próximas à Ilha Jarvis amplia o mapa de distribuição geográfica do animal.

O achado incentiva novas expedições com tecnologia moderna para mapear o habitat natural nas profundezas do Pacífico e investigar outros mistérios dos ecossistemas abissais pouco explorados.

Oportunidade na gringa

Quer deixar o Brasil? Noruega procura voluntários e oferece moradia grátis por trabalho

Voluntários estão sendo procurados para ajudar nas tarefas da granja do anfitrião

16/10/2026 10h05

Foto: Dana Englich/Pexels

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Um anfitrião em Hillestad, a cerca de 50 minutos de Oslo, procura voluntários para ajudar nas tarefas de sua granja em troca de hospedagem e alimentação. A proposta atrai quem deseja aprender novas habilidades, conviver com a natureza e conhecer a cultura norueguesa em uma experiência prática no campo.

O proprietário voltou à granja da família em 2017, depois de trabalhar no setor de restauração. Desde então, dedica-se principalmente ao manejo florestal, à manutenção de estradas e ao cultivo de vegetais, e agora procura colaboradores para as diferentes atividades da propriedade.

Quais são as tarefas dos voluntários

As responsabilidades variam conforme a época do ano e as demandas da granja. Os voluntários podem atuar em trabalhos florestais, como derrubar e desbastar árvores, manter o bosque e preparar lenha durante semanas da primavera. Na jardinagem e na horta, ajudam a cultivar vegetais, retirar ervas daninhas e fazer a colheita.

Outras atividades incluem pintura e pequenas reformas nos edifícios da propriedade, além da participação em um projeto de restauração de uma cabana na floresta. O proprietário também mantém os caminhos florestais e cria novos acessos para as próximas temporadas. A propriedade tem plantações comerciais de cereais, mas os voluntários não participam dessa operação.

O que oferece em troca da colaboração

O anfitrião disponibiliza duas acomodações no segundo andar da casa, cada uma com cama de casal e banheiro compartilhado. A alimentação está incluída, e ele costuma jantar com os pais, que vivem em uma propriedade próxima. Chef profissional, ele prepara pratos tradicionais noruegueses e pode ensinar coquetelaria a quem quiser aprender, usando o bar equipado no andar superior.

A experiência também inclui a convivência com o anfitrião e seus dois cães, Trym e Heimdal. O anfitrião sinaliza que poderia aceitar viajantes acompanhados de seus animais de estimação. O perfil registra 36 comentários com avaliação positiva, e participantes de 2026 destacaram a cordialidade do proprietário e a oportunidade de compartilhar atividades com a família dele.

Como se candidatar

Interessados devem acessar o site oficial do Workaway e buscar o perfil do anfitrião em Hillestad para consultar a disponibilidade, as condições da hospedagem e os requisitos de participação. A Direção de Imigração da Noruega oferece informações sobre o visto Working Holiday para cidadãos elegíveis que desejem realizar atividades de voluntariado no país.

Quando este tipo de experiência pode não funcionar para o voluntário

A experiência não é adequada para quem busca ganho financeiro, pois o intercâmbio oferece apenas hospedagem e refeições, sem salário. Também não serve para pessoas com limitações físicas significativas, já que as tarefas envolvem trabalho florestal pesado — como derrubada. E desbaste de árvores — além de atividades de pintura e reforma que demandam esforço contínuo.

Outro cenário problemático ocorre quando o voluntário deseja planejar sua estadia com rigidez. Como as responsabilidades variam conforme a época do ano e as demandas da propriedade, não há garantia de que as atividades serão sempre aquelas de seu interesse inicial. Quem espera uma experiência previsível ou controlada pode se frustrar com a flexibilidade que o modelo rural exige.

Descobertas em Marte

Nasa revela paisagens surpreendentes de Marte com montanhas também esculpidas pelo vento

Estruturas são conhecidas como yardangs

16/10/2026 09h48

Foto: Zelch Csaba/Pexels

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Um novo registro capturado pelo Rover Curiosity, da Nasa, destaca formações rochosas criadas apenas pela erosão eólica. Divulgada no dia 6 de outubro, a imagem panorâmica foi registrada ainda em 11 de agosto, durante o 4.982º dia marciano da missão.

Ela oferece uma visão até agora inédita dessas estruturas, conhecidas como yardangs, sob a luz do amanhecer marciano e com tons azulados raros em fotografias do planeta.

Seis fotografias individuais feitas pela câmera Mastcam foram unidas após chegarem à Terra para formar um único panorama, que preserva as cores autênticas do início do dia em Marte.

Diferentemente de outros registros do veículo, esta imagem não passou pelo processamento de balanço de branco — ajuste que normalmente corrige as tonalidades para aproximá-las da aparência que o olho humano veria.

Ao manter intactos os tons azulados do amanhecer, a fotografia permite aos cientistas uma perspectiva mais próxima de como o planeta se apresenta nas primeiras horas do dia.

 

A longa escalada do Monte Sharp

O registro foi obtido durante a exploração do Monte Sharp, uma montanha com aproximadamente 5 quilômetros de altura que o Curiosity vem escalando desde 2014. Recentemente, o Rover atingiu 1 quilômetro de ganho de elevação — a marca mais alta já alcançada por qualquer veículo robótico sobre Marte.

A marca permite aos pesquisadores acessar camadas geológicas cada vez mais profundas e informativas.

As camadas do Monte Sharp preservam registros da história geológica de Marte. Bilhões de anos atrás, lagos e rios fluíam pela região, depositando sedimentos que hoje revelam pistas sobre o passado úmido do planeta. Depois que a água desapareceu, minerais e sais permaneceram na superfície e se acumularam ao longo do tempo geológico.

Essa sequência de camadas permite aos cientistas reconstruir a evolução do planeta e compreender as mudanças climáticas que Marte sofreu ao longo de sua história.

Como o vento marciano moldou os yardangs

Os yardangs visíveis no horizonte — estruturas que se estendem por cerca de 16 quilômetros ao longo da porção noroeste do Monte Sharp — foram esculpidos por um processo de erosão que durou bilhões de anos.

Quando novos materiais deixaram de se acumular na montanha, os ventos marcianos começaram a remover gradualmente camadas de rocha e sedimento. Ao longo de bilhões de anos, esse processo esculpiu os yardangs que aparecem no panorama capturado pelo Curiosity e que os cientistas estudam para compreender melhor a história geológica de Marte.

 

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